Com duas horas de atraso, a Seleção Brasileira feminina de basquete desembarcou no aeroporto de Pequim nesta sexta-feira por volta das 7h30min (horário local). Renovada e com ausência de jogadoras como Iziane, afastada por indisciplina, e Érika, que sofreu uma contusão, o grupo diz que chega à capital chinesa para surpreender.
“Nossa Seleção superou muitos problemas e chega a Pequim brigando para ser a quarta força. Podemos surpreender”, disse o técnico da Seleção Brasileira, Paulo Bassul, que aponta Estados Unidos, Austrália e Rússia como as favoritas ao pódio.
Para não perder tempo a Seleção que representará o basquete brasileiro na Olimpíada treinará após apenas 12h em solo chinês.
“A Seleção já treina nesta sexta em Pequim por volta das 19h (horário local). Já estamos na Olimpíada e não podemos relaxar um minuto”, declarou o técnico Paulo Bassul, que ainda completou:
“Temos que entrar com força máxima desde o primeiro jogo. Por isso já vamos treinar hoje”.
Adrianinha não estava na Seleção na disputa do Pré-Olímpico, em Madri, na Espanha, que garantiu o Brasil na Olimpíada, ela se juntou ao elenco nos dois amistosos disputados na Austrália, contra a seleção local e está preparada para os últimos treinos.
“Acompanhei pela Internet o Pré-Olímpico, o que foi muito mais sofrido. Comemorei muito quando elas conseguiram a vaga naquele último jogo. Ainda estou meio fora do ritmo, mas tenho que entrar em forma para entrar em sintonia com o grupo, por isso acredito que esses treinos serão essenciais”, declarou.
Caso surpreenda nos Jogos Olímpicos, a ala Micaela já sabe como comemorar o bom resultado: do mesmo jeito como celebraram a vaga em Pequim, conquistada no Pré-Olímpico da Espanha.
“Daquela vez não ensaiamos nada. Foi uma comemoração meio espontânea, mas caso a gente repita e consiga uma medalha, acho que iremos fazer uma dancinha sim”, comentou.
Uma das mais experientes do grupo, Micaela comenta sobre a renovação da equipe.
“É um time muito novo. Chega a ser diferente de Sidney-2000 porque desta vez não tem nenhuma daquelas jogadoras que estavam há muitos anos na Seleção Brasileira, mas algumas já tem rodagem pela Europa e pelos Estados Unidos, então acredito que esse grupo pode ir longe”, comentou Micaela. Além de sonhar com uma medalha na Olimpíada, a jogadora faz planos de conhecer todos os pontos turísticos da capital chinesa.
“Pretendo conhecer alguns lugares turísticos neste tempo que estarei aqui. Tenho o sonho de ir à Muralha da China e quero visitar a praça da Paz Celestial, que parece que tem uns castelos diferentes,” concluiu.
O basquete feminino do Brasil está no Grupo A dos Jogos Olímpicos de Pequim, ao lado de Austrália, Belarus, Letônia, Rússia e Coréia do Sul, que será a adversária da estréia, no dia 9, às 5h45min (de Brasília).
Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo
Os Jogos de Pequim serão realizados de 6 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito. Os internautas terão um importante papel no site especial do Terra, que será totalmente construído a partir do conteúdo gerado pelos usuários. Na área Fanzone, o usuário poderá ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. O internauta já pode enviar vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes. Clique e participe. Os vídeos estarão disponíveis a partir do dia 6.
(Celso Paiva, direto de Pequim, para o Terra Esportes)
O Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed abriu com vitória sua participação na série melhor-de-três dos playoffs quartas-de-final do Campeonato Paulista feminino da Série A-1 2008. O time do interior bateu o Suzano/Ecus por 75 a 51 (32 a 19 no intervalo), em partida disputada no Ginásio Municipal Paulo Portela (Portelão), na cidade de Suzano (SP).
O representante de Ourinhos esteve na frente em todos os períodos, inicialmente com uma vantagem pequena, mas que cresceu no decorrer do encontro. O time da casa até tentou a reação em alguns momentos, porém o visitante conseguiu brecar com eficiência.
Os principais nomes da partida foram Lucinete (17 pontos e três rebotes) e Bruna (10 pontos, cinco rebotes e cinco assistências) pela equipe do Alto Tietê; Iza (15 pontos e três rebotes), Tatiana (14 pontos e oito rebotes), Ariadna (14 pontos e três assistências) e Carina (14 pontos, 10 rebotes e seis assistências), em favor do time do interior.
O segundo jogo da série melhor-de-três está agendado para terça-feira (5 de agosto), às 20h, no Ginásio Municipal José Maria Paschoalik (Monstrinho), em Ourinhos (SP). A vitória garante o Ourinhos/Colchões Castor/FIO/Unimed na semifinal do Estadual feminino.
A rodada inicial da série melhor-de-três dos playoffs quartas-de-final do Campeonato Paulista feminino da Série A-1 2008 prossegue nesta sexta-feira (1o de agosto) com o duelo envolvendo Americana/Unimed/FAM/Goodyear e São Bernardo/Metodista/Associação, que será jogado às 20h, no Ginásio Municipal Centro Cívico, na cidade de Americana (SP). O equilíbrio deve ser a tônica desta disputa, uma vez que as duas equipes tiveram produções muito parecidas na fase inicial do campeonato.
Na primeira fase da competição, o representante do interior ocupou a quinta colocação na classificação geral, somando 28 pontos em 18 jogos realizados (10 vitórias e oito derrotas).
“Sabemos do potencial do adversário, mas acima de tudo acreditamos em nossas forças. A equipe treinou muito bem, está confiante e a expectativa é de fazer uma grande partida, com boa postura defensiva e forte jogo coletivo”, disse Marcelo Bandieira Sálvio, o Marcelinho, técnico da equipe de Americana, que não poderá contar apenas com a ala-armadora Fernanda Beling, que está na Seleção Brasileira que disputará os Jogos Olímpicos de Pequim.
Para este jogo, é aguardada a presença de um bom público, pois não haverá cobrança de ingressos e no intervalo acontece a “promoção do arremesso do meio da quadra” - o primeiro torcedor que fizer a cesta, ganha R$ 500 em dinheiro da Unimed e vale-compra de R$ 100 da loja Boutique do Valdir.
O time do Grande ABC, por sua vez, ficou uma posição à frente do rival, quarto lugar, contabilizando 30 pontos e as mesmas 18 partidas realizadas (12 vitórias e seis derrotas).
“Trata-se de um jogo fora de casa, contra uma equipe que fez uma bela campanha na fase inicial, inclusive com duas vitórias sobre nós. Mas queremos a vaga e sabemos que uma vitória fora de casa nos deixa bem próximo disso”, analisa Márcio Beliccieri, técnico do time de São Bernardo do Campo.
Na fase inicial do Estadual feminino foram dois confrontos envolvendo estas agremiações, com duas vitórias do Americana/Unimed/FAM/Goodyear: 75 a 68 (no turno em Americana/SP) e 69 a 56 (no returno em São Bernardo do Campo/SP).
O segundo confronto da série melhor-de-três será no dia 5 de agosto (terça-feira), às 20h, na cidade de São Bernardo do Campo (SP). O terceiro, se necessário, ocorre no dia 8 de agosto (sexta-feira), às 20h, também no Grande ABC.
O Maccabi Tel Aviv, clube de Israel onde atua o brasileiro Alex Garcia, está interessado na contratação do armador Jason Williams, que é agente livre irrestrito do Miami Heat, informação confirmada pelo seu agente Dan Tobin. Williams, de 32 anos, foi titular do Heat em 2005/06, quando a equipe conquistou o seu único título da NBA, em uma equipe liderada por Shaquille O’Neall e Dwyane Wade. Depois de 10 temporadas na NBA, ele tem médias de 11,4 pontos e 6,3 assistências em 31 minutos, porém já está na fase decadente de sua carreira.
Top 10 de Jason “White Chocolate” Williams:
“Não quero especular. Mas estamos ouvindo, somos pacientes e estamos procurando por algo específico”, disse Tobin, ressaltando que a prioridade de seu cliente não é dinheiro e sim vencer. A equipe israelense é uma das principais da Europa e quer recuperar a hegemonia no seu país.
Passe de cotovelo de Williams:
Após perder o título nacional depois de décadas, ser vice da Copa Nacional e da Euroleague, o Maccabi iniciou uma profunda reformulação na equipe. Yotam Halperim, Will Bynum, Nikola Vujcic, David Bluthenthal e o antigo treinador Zvika Sherf deixaram a equipe. Effi Birenboim assumiu o comando da equipe, trazendo como principal reforço o norte-americano Rodney White, que já atuou por Detroit Pistons, Denver Nuggets e Golden State Warriors.
Curiosamente os israelenses já possuem um Jason Williams em seu elenco, ala de 25 anos, que estava jogando no Bnei Hasharon, sendo que este se formou pela Universidade de UTEP em 2006. O ala israelense Omri Casspi, de 20 anos e 2,05m, renovou contrato até 2010, o que pode complicar sua participação no próximo draft da NBA.
O Barcelona anunciou nesta quarta-feira a renovação de contrato do ala-armador italiano Gianluca Basile, que foi uma importante peça na equipe catalã na última temporada. Há três anos na equipe, ele renovou por mais duas temporadas com opção do clube e do jogador de rescisão ao final da primeira.
Depois de sete temporadas no Climamio Bologna, que recentemente contratou o armador brasileiro Marcelinho Huertas, Basile se transferiu em 2005 para a equipe espanhola, onde conquistou a Copa do Rei em 2007. Na última temporada, o italiano teve mais tempo de quadra com a ida de Juan Carlos Navarro para o Memphis Grizzlies, tendo médias de 9,7 pontos em 27 minutos na temporada regular da ACB, o Barça foi derrotado na final pelo Tau Cerámica de Tiago Splitter.
Com a volta de Navarro, os minutos de Basile tendem a diminuir, mas a rotação no perímetro da equipe do treinador Xavi Pascual será muito boa, contando ainda com nomes como o esloveno Jaka Lakovic, Roger Grimau e Lubos Barton. A equipe ainda pode anunciar a contratação do armador Victor Sada, que estava no Akasvayu Girona, equipe que desistiu de participar da ACB por problemas financeiros.
Na Euroleague, Basile tem números que o colocam entre os principais jogadores de todos os tempos. Ele é o sétimo maior pontuador (1.729), segundo em roubos (223), nono em assistências (369), terceiro em partidas disputadas (158) e primeiro em cesta de três pontos (319). Pela Itália, ele foi medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, marcando 31 pontos (7 de 11 de três pontos) na semifinal contra a Lituânia.
Basile faz seis cestas de três pontos e Itália vence Estados Unidos nas Olimpíadas de Atenas 2004:
A Alemanha venceu a Finlândia por 78 a 67 no seu último amistoso antes dos Jogos Olímpicos, disputado nesta quinta-feira em Bamberg, na Alemanha. A partida marcou a estréia do pivô Chris Kaman em solo alemão, em partidas oficiais, sendo que o jogador dos Los Angeles Clippers foi um dos quatro alemães a conseguir dígitos duplos na pontuação.
Ele foi o cestinha da partida com 13 pontos, acertando cinco de sete arremessos de quadra, e capturou cinco rebotes. O ala-pivô Dirk Nowitzki contribuiu com 11 pontos e seis rebotes em 19 minutos de jogo. Pascal Roller e Demond Greene adicionaram 10 pontos cada um.
Pela Finlândia, Shawn Huff marcou 12 pontos. O armador Petteri Koponen não teve uma boa atuação, conseguindo oito pontos depois de acertar apenas três de 14 arremessos de quadra. Koponen, de 20 anos, foi escolhido na 30a posição do draft de 2007 pelo Philadelhia 76ers, teve seus direitos repassados ao Portland TrailBlazers, e jogou nas ligas de verão deste ano pela franquia do Oregon.
Os donos da casa tiveram um melhor aproveitamento nos arremessos de quadra (50% a 36%), permitindo a vitória mesmo cometendo 23 desperdícios de bola, contra 15 dos finlandeses. A equipe do treinador Dirk Bauermann está no Grupo B das Olimpíadas de Pequim, ao lado de Angola, China, Espanha, Estados Unidos e Grécia. O astro Dirk Nowitzki fará sua estréia em Olimpíadas no dia 10 de agosto, contra Angola.
O Detroit Pistons assinou contrato nesta terça-feira com o armador Will Bynum. Os termos do compromisso não foram revelados à imprensa por conta de políticas da franquia do Michigan.
Bynum teve médias de 10.6 pontos e três assistências por jogo na temporada passada pelo Maccabi Tel Aviv, grande força do basquetebol de Israel, sendo que o mesmo fazia dupla com o também armador brasileiro Alex Garcia.
Nativo de Chicago, no Illinois, o armador jogou 15 partidas pelo Golden State Warriors durante a temporada 2005-2006, com médias de 3.6 pontos e 1.3 assistências por embate. Ele também foi o novato do ano na liga de desenvolvimento da NBA, a NBDL, após ser o cestinha da liga com 24 pontos por jogo com o Roanoke Dazzle durante tal temporada.
Hawks fecha com Morris: Fontes próximas do Atlanta Hawks afirmam que a franquia acertou a contratação do pivô Randolph Morris. Ele esteve em uma sessão de treinamentos da equipe, há algumas semanas, e deixou uma boa impressão entre os profissionais do time.
Segundo os informantes, o compromisso vai durar dois anos, sem valores confirmados. Morris chega para reforçar a rotação de pivôs da equipe, composta por Al Horford, Zaza Pachulia e Solomon Jones. Outro jogador que faz parte deste rodízio é Josh Smith, mas sua permanência na franquia ainda é incerta.
Randolph Morris tem 22 anos e está há duas temporadas na NBA. Atuando pelo New York Knicks, acumula médias de 9.8 minutos, 2.6 pontos e 2.0 rebotes.
Considerada a melhor jogadora de basquete do planeta, musa australiana fala ao GLOBOESPORTE.COM sobre a expectativa pelo ouro olímpico
A seleção feminina do Brasil teve, nesta semana, um aperitivo da pedreira que vai encontrar no torneio de basquete em Pequim. Desfalcada de Micaela e Kelly, a equipe foi atropelada pela Austrália em dois amistosos. Do outro lado da quadra, quem mandou no primeiro jogo foi Lauren Jackson, considerada por muitos a melhor jogadora de basquete do planeta. No segundo, com dores no tornozelo, ela foi poupada. E perdeu mais um capítulo da rivalidade verde-amarela que se desenhou ao longo dos últimos anos.
- Sem dúvida há uma forte rivalidade entre Austrália e Brasil, que já vem de algum tempo. Nós adoramos jogar contra vocês. As brasileiras são passionais e jogam bem fisicamente. Por isso foi tão importante para o nosso time disputar esses dois amistosos agora - explica a musa australiana de 27 anos, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.
A rixa saudável entre as duas seleções se explica pelo fato de que uma foi campeã mundial na casa da outra. Em 1994, o Brasil de Paula, Hortência e Janeth ganhou o título na Oceania. As australianas deram o troco em 2006, no Mundial de São Paulo, quando bateram as donas da casa duas vezes e levantaram a taça. No ginásio do Ibirapuera, Lauren era tratada como estrela pela torcida.
- Aquele foi um momento fantástico para nós. Os torcedores em São Paulo foram maravilhosos. No dia-a-dia, as pessoas eram tranqüilas, mas a gente adorava o jeito como elas torciam e cantavam nas arquibancadas o tempo todo. Foi uma experiência incrível, espero que eu consiga voltar logo ao Brasil - avisa Lauren, que defende o Seattle Storm, da WNBA, ao lado da brasileira Kelly.
Medalhas e ensaios sensuais
Fora das quadras, a ala-pivô aproveita a condição de musa. Já chegou a posar nua para uma revista australiana e de biquíni para um ensaio nos Estados Unidos. Com a bola laranja na mão, contudo, ela esquece os holofotes e leva o trabalho a sério. Eleita três vezes como a melhor jogadora da liga profissional americana, Lauren se concentra agora no objetivo de conquistar a inédita medalha de ouro.
- Realmente acreditamos em nós mesmas e podemos conquistar o ouro. Mas será preciso levar à quadra, todo dia, o máximo da nossa capacidade. Os Jogos de Pequim terão várias seleções realmente fortes e equilibradas - prevê Lauren, que já tem no currículo duas medalhas de prata, conquistadas nos Jogos de Sydney e Atenas.
Carmelo Anthony se destaca no Denver Nuggets, da NBA, como ala. Na seleção norte-americana carente de pivôs, porém, ele está sendo escalado pelo técnico Mike Krzyzewski como ala-pivô, mais perto do garrafão.
A posição, porém, não muda muito o modo como o jogador vê sua função na equipe. “Jogar na posição 4 (ala-pivô) é diferente, mas eu não me vejo como um ala de força (do inglês power-forward). É só uma posição. É só onde vou estar na quadra”, diz Anthony.
Na prática, porém, as coisas são, sim, um pouco diferentes. Segundo a imprensa especializada norte-americana, Carmelo é a estrela da NBA que, até agora, melhor se adaptou ao jogo internacional. No Mundial de 2006 e no Pré-Olímpico das Américas do ano passado, ele foi cestinha do time com médias de 19,6 e 21,2 pontos por partida.
Ele chega a superar LeBron James, que chegou à liga norte-americana no mesmo ano e, pelo Cleveland Cavaliers, foi candidato ao prêmio de MVP, para o melhor da temporada, nos dois últimos anos, ou Dwyane Wade, que já foi o MVP das finais na temporada vencida pelo Miami Heat.
No Mundial, LeBron, por exemplo, fez 13,9 pontos por jogo. No Pré-Olímpico, 18,1. Wade, que jogou apenas no Japão-2006, foi o segundo cestinha do time com 19,3 pontos. Kobe Bryant, eleito o MVP (jogador mais valioso) da última temporada, não jogou o Mundial e, no Pré-Olímpico, fez apenas 15,3 pontos.
Para Anthony, a explicação é simples: com um time com nível técnico mais alto ao seu lado, a pressão em suas costas está menor. “Aqui não tenho de marcar 30 pontos para o time vencer. Posso marca cinco, seis ou dez pontos e fazer as outras coisas que são necessárias para a equipe, como defender, pegar rebotes”, explica.
Outra explicação possível é a própria história de Anthony. Apesar de ser ala na NBA, antes de chegar à liga norte-americana foi campeão do torneio da NCAA, a liga universitária norte-americana. Jogando por Syracuse em um papel mais livre e chegando mais perto do garrafão, ele levou a equipe ao título e foi eleito o melhor jogador da competição.
A seleção norte-americana masculina de basquete venceu nesta quinta-feira a Turquia por 114 a 82, em Macau. A partida foi a primeira dos EUA na China, na preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim, que começam no dia 8 de agosto.
Na partida, o técnico Mike Krzyzewski usou uma série de formações mais baixas, testando prováveis combinações para enfrentar diferentes rivais olímpicos. Os EUA estréiam na primeira fase contra a China, no dia 10, e ainda enfrentam Angola, Espanha, Alemanha e Grécia antes das eliminatórias.
A equipe entrou em quadra com Jason Kidd, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony e Dwight Howard. O time deve ser o titular em Pequim, mas Krzyzewski logo começou a testar. Chegou a jogar com Chris Paul, de 1,84m, Deron Williams, de 1,91m, e Dwyane Wade, de 1,94m, seus três jogadores mais baixos, ao mesmo tempo.
Coincidentemente, foi justamente nesse período que a Turquia pareceu mais perigosa. Com armadores mais altos, como os titulares Senk Akyol, de 1,97m, e Karem Tunceri, de 1,94m, além do ala Erlan Ilyasova, de 2,08m, acabaram levando o time à vantagem de 27 a 24.
No segundo período, foi a vez de jogar com um garrafão menor. Sem usar Howard ou seu reserva imediato Chris Bosh, Krzyzewski usou Carlos Boozer, ala-pivô do Utah Jazz, no meio do garrafão, com Bryant e James nas duas alas. As formações mais baixas, porém, sobreviveram. O primeiro tempo acabou com 54 a 37 para os norte-americanos, que ainda dominaram o garrafão, com 15 rebotes contra 11 dos europeus.
Com a vantagem no placar, os testes ficaram ainda mais ousados no segundo tempo. No final do terceiro quarto, por exemplo, Krzyzewski mandou para a quadra um time sem nenhum pivô. Jogaram Paul, Wade e Kobe, com Carmelo e James dividindo o garrafão. O placar, porém, continuou aumentando e os EUA chegaram ao último quarto com 28 pontos de vantagem. No último quarto, o placar continuou aumentando até fechar em 114 a 82.
Começa nesta sexta-feira (dia 1) no ginásio do Centro Esportivo La Salle, em Toledo (PR), o 17º Campeonato Brasileiro Sub-15 Feminino de Seleções da Região Sul/Sudeste (Grupo 4). Na primeira rodada jogam Paraná x Espírito Santo (20h). No sábado (19h30) jogam Espírito Santo x Minas Gerais. A competição termina no domingo (9h30) com Minas Gerais x Paraná. De acordo com o regulamento do Brasileiro, as três equipes jogam entre si em turno único, sendo campeã a que somar o maior número de pontos.
”Temos uma equipe bastante promissora, com atletas que começaram a jogar basquete há um ou dois anos no máximo e já mostram talento. Por ser um time baixo, precisamos compensar a falta de estatura com muita velocidade e um jogo bastante coletivo. A expectativa é obter uma colocação melhor este ano e quem sabe, conquistar o título inédito”, comentou o técnico do Espírito Santo, Gilmar da Silva.
”A equipe é extremamente nova e todas as meninas estão estreando na competição. É um time talentoso e com muito potencial, mas por conta da idade não sabemos como vão reagir em quadra. Teoricamente, a seleção do Paraná é a favorita, pois além de ter mais tradição, joga em casa e isso é uma vantagem a mais”, comentou a técnica de Minas Gerais, Silvia Amorim.
”A expectativa é a melhor possível. O objetivo é vencer e levar o estado do Paraná à Divisão Especial. Estamos animados e confiantes. O grupo é bom e conta com atletas altas e talentosas. Organizamos o time para marcar forte e fazer um jogo de transição rápido. É assim que lutaremos para colocar a seleção no lugar mais alto do pódio”, disse o técnico do Paraná, Silvio Zanini.
17º BRASILEIRO SUB-15 FEMININO
Grupo 4 – Região Sul/Sudeste
Local: Centro Esportivo La Salle – Toledo (PR)
1ª Rodada – Sexta-feira (dia 1 de agosto)
20h00 – Paraná x Espírito Santo. Folga: Minas Gerais.
— 2ª Rodada – Sábado (dia 2 de agosto)
19h00 – Espírito Santo x Minas Gerais. Folga: Rio Grande do Sul
— 3º Rodada – Domingo (dia 3 de agosto)
09h30 – Minas Gerais x Paraná. Folga: Espírito Santo
Os Estados Unidos convocaram apenas três jogadores acostumados a jogar no garrafão na NBA para a seleção que vai tentar conquistar o ouro do basquete masculino em Pequim-2008. Apesar da escassez de pivôs, os jogadores negaram que isso possa atrapalhar. Os EUA não conquistam um Mundial ou uma Olimpíada desde 2000.
O técnico Mike Krzyzewski terá à disposição na China os pivôs Dwight Howard e Chris Bosh, e o ala-pivô Carlos Boozer. Os três são os únicos “Bigs” (homens grandes) do time. As outras opções para montar a equipe são Carmelo Anthony e Tayshaun Prince, que na NBA jogam normalmente como alas, mas serão usados nas Olimpíadas como alas-pivôs.
“Se você olhar os outros elencos, os times não têm tantos jogadores grandes. São mais alas do que pivôs, exatamente como nós. Nas Olimpíadas, o que importa é como você joga. Não estamos preocupados com altura”, disse Dwight Howard, que será o pivô titular norte-americano. “Pivô mesmo, só Yao Ming. Os outros são alas de força (’power forwards’, os alas-pivôs)”.
O outro jogador de garrafão deve ser Carmelo Anthony, que na NBA só joga pelas laterais. “Não muda muito o papel. Jogando como 3 (ala) ou 4 (ala-pivô) acaba dando na mesma. O que importa é executar os esquemas de jogo e estar livre para pontuar”, diz o jogador do Denver Nuggets.
Pivô reserva do time, Chris Bosh é outro que não está muito preocupado com os rótulos de posição. “O que importa é você fazer o que pedem para você fazer. Estar na posição certa, defender bem”, diz o jogador.
Apesar do discurso, na derrota americana para a Grécia, no Mundial de 2006, um time com uma configuração parecida sofreu contra os pivôs rivais. A versão para os americanos, porém, é outra.
“Nós perdemos antes porque os rivais estavam bem da linha dos três pontos. Então, estamos nos focando nesse ano justamente na defesa do perímetro”, explica Howard. Nesse aspecto, Kobe Bryant será fundamental. Cestinha do Lakers e atual MVP da NBA, ele deve abdicar de algumas funções ofensivas para ser o especialista em defesa do time.
A seleção brasileira masculina Sub-15, patrocinada pela Eletrobrás, dirigida pelo técnico Christiano Pereira encerra nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a segunda etapa de treinamento para o Campeonato Sul-Americano da Venezuela, que será disputado no mês de setembro. O grupo de 18 jogadores que é formado, em sua maioria, por atletas do eixo Rio-São Paulo, conta também com dois representantes legítimos dos estados de Minas Gerais e de Santa Catarina: o armador Henrique Coelho, de Uberlândia, e o pivô Mateus Haverrot, de Blumenau.
Henrique, já apelidado pelos companheiros de “mineiro”, estreou na seleção nessa segunda etapa de treinamento, no Rio de Janeiro, mas as novidades não ficaram por aí. Foi também a primeira vez que o atleta do SESI/Uberlândia viajou de avião e viu o mar. Tantas mudanças em tão pouco tempo não foram fáceis de assimilar:
— Fiquei sem jeito no começo. A maioria já se conhecia da primeira fase. Mas agora já me enturmei e estou adorando tudo isso aqui. O Christiano é muito bom técnico, exigente, cobra o tempo todo, isso é importante.
Henrique começou a jogar basquete aos 11 anos no UTC/Uberlândia. O estímulo veio do irmão mais velho, que também pratica o esporte, e da família. Depois de se destacar na seleção mineira, o armador foi convocado para a seleção brasileira. Dentre os ídolos, Henrique destaca os armadores Valtinho, do Universo/Brasília, e Steve Nash, da seleção canadense.
Já do estado de Santa Catarina veio o jogador mais alto do grupo: Mateus Haverrot, com 2,06 m. O pivô do APAB/Blumenau já havia participado da primeira fase de treinos, também no Rio, e acredita na força do grupo, que se prepara para o Sul-Americano.
— É uma equipe com grandes condições de conquistar uma boa posição no campeonato e até de ser campeão. Acredito que a equipe da Argentina seja um adversário difícil, mas o Christiano está sendo bastante exigente para que cada um de nós dê o máximo que pode.
Indicado por um técnico de Santa Catarina que o assistiu jogar, Mateus sente-se orgulhoso por fazer parte do grupo que representa o Brasil. O jovem pivô começou no basquete aos 12 anos e apesar da dificuldade de conjugar treinos e estudo, Mateus quer seguir em frente no basquete. Pra isso, conta com total apoio da família.
A pivô Kelly, da Seleção Brasileira feminina de basquete, sofreu em sua chegada a Pequim, nesta quinta-feira, ao procurar por um voluntário no aeroporto local e ver que “todos eram iguais”. A atleta desembarcou sem o resto da delegação, que chega em solo asiático nesta sexta-feira.
A jogadora, que defende o Seattle Storm, da WNBA, e que saiu dos Estados Unidos, ficou mais de duas horas no check-in e do aeroporto e, quando entregou sua credencial de atleta, pediram também o passaporte.
“Logo em seguida chegou uma equipe dos Estados Unidos, em dois aviões. Começou a tumultuar a área do check-in e eu não conseguia mais achar o voluntário que pegou meu passaporte. Eu procurava por ele, mas todos eram iguais. Após um tempo, consegui sair”, declarou.
Sem o uniforme da Seleção, ela disse que, quando desceu do avião, foi pega de surpresa. Quando os repórteres a abordaram, vários chineses também a procuraram. “Achei bem estranho. Não entendi o que está acontecendo. Eles nem sabiam quem eu era, né? Vou falar que sou da ginástica”, brincou.
Após o tempo de espera, Kelly expôs seu primeiro objetivo na chegada a Pequim. “Não vejo a hora de chegar à Vila (Olímpica), me vestir inteira de Brasil e começar a sentir o clima de Olimpíada”, admitiu a pivô.
Iziane
Amiga pessoal da ala Iziane, afastada da Seleção por indisciplina, Kelly evitou longos comentários sobre a jogadora. “Converso com a Iziane sempre. Ela está bem, ao lado dos pais”, disse a pivô. “A gente não costuma falar de basquete. Ela é uma grande amiga e falamos de outros assuntos”, completou.
Mesmo sem Iziane, Kelly aposta na força do time brasileiro. “O Pré-Olímpico nos deu muita motivação para chegarmos bem aqui na China. Por todos os problemas que passamos em Madri (sede da competição), acho que conseguimos nos superar. Temos uma equipe jovem, mas já conquistamos o respeito mundial e isso é bom”.
Sobre o corte da também pivô Érika, por lesão, Kelly lamentou: “Conversei há dois dias com o Paulinho (Paulo Bassul, técnico do time) e com a comissão técnica e eles me contaram da lesão da Érika. Fiquei muito triste porque ela é uma peça essencial no grupo. Agora minha responsabilidade aumenta”, afirmou.
Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo
Os Jogos de Pequim serão realizados de 6 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito. Os internautas terão um importante papel no site especial do Terra, que será totalmente construído a partir do conteúdo gerado pelos usuários. Na área Fanzone, o usuário poderá ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. O internauta já pode enviar vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes. Clique e participe. Os vídeos estarão disponíveis a partir do dia 6.
(Celso Paiva, direto de Pequim, para Redação Terra)
A seleção masculina de basquete da China tem o maior ídolo esportivo do país, o pivô Yao Ming, e é uma das esperanças do povo local de conquistar medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Entretanto, a derrota para a Austrália por 67 a 55 na quarta-feira, as dificuldades de Yao e de Yi Jianlian e a lesão sofrida pelo armador Liu Wei ligaram o sinal de alerta na preparação da equipe rumo aos Jogos.
O revés contra os australianos colocou o time na decisão de terceiro lugar do Fiba Diamond Ball, torneio preparatório para as Olimpíadas que está sendo disputado em Nanjing. Além disso, Wei lesionou a costela durante a partida e se tornou dúvida para o jogo desta sexta-feira, contra o Irã. Outra fonte de preocupação é a dupla NBA Yao/Yi; Yao, do Houston Rockets, vem se recuperando de cirurgia no pé e ainda não está em 100% de condições físicas. Jianlian, do Milwaukee Bucks, ainda não se adaptou à seleção e não pontuou contra a Austrália.
Apesar disso, o treinador da seleção, o lituano Jonas Kazlauskas, falou com o site oficial da Fiba em uma entrevista na quinta-feira e disse que não há motivo para pânico na torcida local. Ele garantiu que tanto Yao quanto Wei jogarão na sexta e estarão prontos para os Jogos, que começam na outra sexta, dia 8. Kazlauskas é um dos técnicos mais experientes que estarão em Pequim, tendo conduzido a Lituânia na campanha olímpica de 2000 - em que o time perdeu a semifinal para os EUA por apenas dois pontos - e grandes clubes europeus como Zalgiris Kaunas, Lietuvos rytas e Olympiacos. Leia a íntegra da entrevista, traduzida:
Fiba: Jonas, as Olimpíadas estão se aproximando e você tem uma nova preocupação com lesão. O que você pode nos dizer sobre Liu Wei, que deixou o jogo contra a Austrália aparentemente com uma lesão na costela?
Kazlauskas: Eu espero que Liu esteja OK. Ele foi a um hospital e fez uma ressonância magnética, que confirmou que não havia nada sério. Nós nos preocupamos que talvez houvesse uma lesão, mas ele vai jogar na sexta-feira.
Muita atenção tem sido na forma física de Yao Ming e sua recuperação. Em que ponto você diria que ele está agora?
Todos têm de entender que ele teve uma cirurgia séria e que não é fácil se recuperar imediatamente. Ele está tentando fazer seu melhor, mas alguns médicos explicaram que ele precisa de tempo. Às vezes, leva um ano para se recuperar completamente. Ele está praticando muito forte e todo dia ele melhora mais, porém não posso dizer que ele está 100%. Acho que com mais uns dois jogos, ele vai estar bem melhor. Certamente, esperamos muito mais dele.
Você está feliz com o que ele está lhe dando em quadra no momento?
Com certeza, temos de entendê-lo. Ele retornou e não pode estar no melhor de sua forma agora. Yao é Yao, todos esperam muito dele e ele tem uma grande pressão sobre ele. Yao é um bom rapaz, ele está tentando fazer seu melhor, está tentando formar uma boa relação com seus companheiros. Eu espero que ele fique OK, só precisamos de um pouco mais de tempo.
Ainda não é hora de entrar em pânico, mas o tempo certamente está acabando com as Olimpíadas logo na esquina.
Por que entrar em pânico? Todos os times são muito bons (no Diamond Ball). Irã acabou de derrotar a Sérvia, nós batemos Angola. Acho que estas Olimpíadas serão muito interessantes.
Você já treina seleções nacionais há algum tempo, com a Lituânia e China. Parece que todo ano o nível de competição sobe. Você concorda?
Eu me lembro que no passado nós íamos à África e alguns outros países e era fácil para nós, mas se você olhar agora, há americanos e sérvios e outros técnicos trabalhando por todo o mundo. Agora, você pode levar os melhores. Você simplesmente precisa achar bons talentos em todos os lugares e é bem mais fácil formar bons times.
É fascinante assistir a você no banco, porque você é muito intenso. Diga o que acontece lá.
Meu trabalho é ajudar os jogadores e não posso dormir no banco (risos). Talvez algumas pessoas na China achem que sou muito rígido. Quando eu estava treinando na Grécia, me explicaram que se o técnico não quebrasse uma cadeira ou fizesse algo para acordar seu time, significava que ele estava dormindo. Mas eu sempre treino no meu estilo lituano.
De um ponto de vista neutro, Yi parece ter toda a habilidade do mundo, mas aparentemente está com dificuldades. A inexperiência dele está o prejudicando?
Nós precisamos de tempo para jogar uma boa partida com Yao e isto não é fácil nem simples. Quando jogávamos sem Yao, era muito mais fácil para Yi porque ele podia parar, podia jogar no perímetro, podia trocar de posições com Wang Zhizhi e podia ter mais oportunidades. Agora todos estão se concentrando no Yao e ele precisa de tempo de novo. Ele precisa encontrar sua posição e sua função na equipe. Acho que as conclusões precisam ser tiradas após as Olimpíadas e não antes.
A cada enterrada, 11 mil pessoas soltavam um grito de “ó” abismado na arquibancada, onde a preocupação maior parecia ser tirar a melhor foto possível. A cada tempo ou intervalo entre períodos, as cheerleaders tomavam conta da quadra e, quando não estavam dançando, comandavam eventos promocionais com torcedores sorteados. O ginásio fica na Ásia, mas o clima era pouco esportivo e muito de entretenimento, como acontece nos EUA.
A seleção de basquete dos Estados Unidos venceu a Turquia em amistoso preparatório, nesta quinta, em Macau, por 114 a 82. Mas parece ainda não ter aprendido que o show terá que ficar de lado para que a medalha de ouro volte a ser posse do país mais tradicional deste esporte.
No segundo tempo, quando os EUA deslancharam no marcador, passaram a jogar de maneira exuberante, quase que tentando humilhar os turcos a cada jogada. Em uma cobrança de tiro livre da Turquia, Lebron James esperou o rebote virado de costas. Ele fingiu que faria um movimento brusco para dentro do garrafão, mas apenas correu para frente, afastando-se da cesta e “enganando” o rival.
A jogada gerou uma gargalhada de Mike D’Antoni, treinador do New York Knicks e assistente da seleção norte-americana. O técnico principal, Mike Krzyzewski, no entanto, não gostou nada da graça e fez um sinal negativo com a cabeça.
Outro que parecia mais sério em quadra era o ala Carmelo Anthony, que pedia o tempo inteiro para a equipe se comunicar mais em quadra. “Talk, talk, talk”, gritava com os companheiros.
Apesar de a Turquia não ter se classificado para a Olimpíada e ter deixado no banco seu melhor jogador, Hedo Turkoglu, conseguiu fazer um primeiro quarto equilibradíssimo e acabou perdendo por somente 31 a 30. No segundo período, no entanto, os americanos abriram grande vantagem e fizeram 54 a 37. No segundo tempo, foi pouco basquete “sério” e muito show até o resultado final de 114 a 82.
“Os turcos são bons competidores e nós demos muitos pontos de graça para eles. Acho que a partir do segundo período nos acalmamos e passamos a dominar a partida”, disse Dwyane Wade à reportagem do Terra.
Wade e Kobe Bryant, que costumam atuar como armadores na NBA, foram alas quase o tempo todo. Lebron James e Carmelo Anthony, alas-armadores, jogaram como alas de força, com o primeiro fazendo a função de pivô em determinados momentos do amistoso. Tudo isso porque foram convocados apenas três jogadores grandes para atuar no garrafão.
“Estamos nos sacrificando pelo time, uma hora o Lebron era o pivô e eu estava na posição quatro (ala de força)”, comentou Wade. “Eu não vejo problema nisso. Nós somos uma equipe versátil. Podemos ter problemas na altura, mas por outro lado vamos compensar porque somos os mais rápidos e atléticos de todos. O que precisamos é pegar os rebotes e executar bem os contra-ataques”, acrescentou.
O cestinha do jogo, e eleito melhor em quadra, foi Lebron James, com 20 pontos, seis rebotes, quatro assistências e cinco roubos de bola. “Lebron pode jogar em todas as posições, ele gosta, é um cara competitivo”, explicou o armador Jason Kidd. “Tamanho não é problema.”
O veterano dividiu tempo em quadra com o explosivo armador Chris Paul. Enquanto o outro líder do time, Kobe Bryant, mostrou que quer mesmo brilhar menos na Olimpíada em nome da vitória. Ele acabou a partida com somente sete pontos, mas com sete assistências, foi o que mais colocou os companheiros em posição para anotar. Com cinco roubos de bola, mostrou que a defesa é a prioridade.
Nesta sexta, os EUA voltam à quadra para enfrentar uma seleção bem mais forte, a Lituânia, no mesmo ginásio Cotai Arena, em Macau.
Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo
Os Jogos de Pequim serão realizados de 6 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito. Os internautas terão um importante papel no site especial do Terra, que será totalmente construído a partir do conteúdo gerado pelos usuários. Na área Fanzone, o usuário poderá ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. O internauta já pode enviar vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes. Clique e participe. Os vídeos estarão disponíveis a partir do dia 6.
(Julio Gomes Filho, direto de Macau, para a Redação Terra)
Após acertar nesta quarta-feira a renovação de Luol Deng, o Chicago Bulls agora volta suas atenções para renovar o vínculo do ala-armador Ben Gordon, agente livre restrito à franquia. Segundo fontes, o atleta de 25 anos estaria pedindo o mesmo contrato que foi oferecido a Deng, que receberá um valor estimado de, aproximadamente, U$ 72 milhões por seis anos de compromisso com a equipe.
Se o Bulls oferecer a Gordon este mesmo contrato, será inevitável que o time exceda o limite da folha salarial. Assim, de acordo com as regras da liga, teria que pagar a luxury tax, multa em que o valor excedido é multiplicado por dois.
Na última temporada, Gordon mais uma vez foi o principal cestinha do Bulls, anotando 18.6 pontos por confronto, além de ter um ótimo aproveitamento nos arremessos de longa distância e nos lances livres, mas sua queda de produção quando é titular e sua defesa questionável fazem com que a imprensa de Chicago o critique bastante.
A pivô Kelly Santos foi a primeira jogadora da Seleção Brasileira feminina de basquete a desembarcar em Pequim. A atleta, que defende o Seattle Storm, da WNBA, está animada e ansiosa para disputar sua terceira Olimpíada. Kelly foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney (2000) e quarto lugar em Atenas (2004).
“Estou muito feliz, me sinto bem física e tecnicamente. Será minha terceira Olimpíada e estou pronta para defender o Brasil. O time é jovem, mas tem muito talento. Confio nas minhas companheiras para desempenharmos um bom papel na competição. No Pré-Olímpico da Espanha passamos por algumas dificuldades e superamos tudo para garantir a vaga. Provamos que somos um grupo aguerrido e disposto a enfrentar qualquer batalha. Não vai ser diferente desta vez”, comentou a pivô, que marcou 847 pontos em 111 jogos oficiais pela Seleção Brasileira.
Nos Jogos Olímpicos, o Brasil está no Grupo A e terá como adversários na primeira fase a Coréia do Sul (dia 9 de agosto), Austrália (11/8), Letônia (13/8), Rússia (15/8) e Bielorrússia (17/8). No Grupo B estão China, Estados Unidos, Espanha, Máli, Nova Zelândia e República Tcheca.
De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase as seleções jogam entre si nos seus respectivos grupos. As quatro primeiras colocadas de cada grupo se classificam para as quartas-de-final nos seguintes cruzamentos: A1 x B4, A2 x B3, B1 x A4 e B2 x A3. Os ganhadores disputam as semifinais valendo vaga na grande final.
A partida do dia 25 de dezembro de 2008, dia de Natal, será entre o New Orleans Hornets e o Orlando Magic. Uma das datas que gera as maiores audiências da temporada regular da NBA, reservada para partidas como Los Angeles Lakers, de Shaquille O’Neal, contra o Portland Trail Blazers, de Rasheed Wallace, e Shaq contra Kobe Bryant, verá o duelo entre duas das principais jovens estrelas da NBA, o armador Chris Paul, do Hornets, e o pivô Dwight Howard, do Magic.
É a primeira vez na história do Hornets que a equipe aparece em rede nacional na partida natalina.
O fato de David Stern, o todo-poderoso da liga, sempre ter reservado a partida para estrelas como Michael Jordan, Shaq, Magic Johnson, Larry Bird e LeBron James, aumenta o crédito de duas equipes emergentes no universo da NBA.
Rumores indicam que o Cleveland Cavaliers procurou o armador do Philadelphia 76ers Louis Williams, que negocia uma renovação com o Philadelphia 76ers. O time e o empresário de Williams não comentaram o assunto. A única declaração do Sixers foi que a equipe continua negociando a renovação de Andre Iguodala e Williams.
O interesse do Cavs foi gerado pela demora em um acerto com Delonte West. Aaron Goodwin, agente de West, reclamou de não ter recebido uma proposta do Cavs.
West foi procurado por uma equipe russa, mas não deseja ir para a Europa. Se West acertar um contrato com o Cavs, Williams perde um bom argumento para pressionar o Sixers.
Com o sucesso da negociação entre Chicago e Luol Deng, que assinou um contrato de US$ 11,8 milhões, mais incentivos, por seis anos, Paxson parece não estar pronto para diminuir a procura por novos atletas.
O pivô Brad Miller, mais famoso por quebrar o polegar de Shaquille O’Neal e, anos depois, quase levar um soco de Shaq, pode estar de volta ao Bulls. Jerry Reinsdorf, dono do time, e Gar Forman, diretor do elenco, tomaram conta das negociações de contratos, liberando o gerente geral John Paxson para conversar com mais atletas.
Após perder uma potencial troca pelo pivô do New Jersey Nets, Nenad Krstic, o Bulls pode mandar o ala-pivô argentino Andrés Nocioni para o Sacramento Kings em troca de Miller.
Algumas equipes demonstraram interesse no ala-armador Larry Hughes, até oferecendo um grande contrato. Com a necessidade de diminuir o número de armadores e alas-armadores, o Chicago pode oferecer Hughes para o Portland Trail Blazers, em troca de Joel Przybilla, para o New York Knicks, em troca de Jared Jeffries, para o Dallas Mavericks, e receber Erick Dampier, ou para o Denver Nuggets, recebendo Kenyon Martin.
O Chicago Bulls tem sido uma das equipes que mais mudaram seu elenco nos últimos meses, e as mudanças não devem cessar. Após conseguir um acordo com o ala Luol Deng, o Bulls agora quer negociar algum armador, provavelmente Larry Hughes, para adquirir um pivô. Uma das opções citadas no Daily Herald é o pivô titular do Dallas Mavericks, Erick Dampier.
Hughes, que foi adquirido na última data limite para trocas, tem atraído certo interesse ao redor da liga, mas não se sabe se o Mavs está entre os times interessados. O nome de Dampier foi citado junto com vários outros jogadores, tais como os pivôs Joel Przybilla (Portland), Kenyon Martin (Denver), Brad Miller (Sacramento) e o ala Jared Jeffries (New York).
Dampier tem médias de 8,1 pontos, 7,4 rebotes e 1,4 toco por partida em 786 jogos (622 como titular) em sua carreira de 12 anos. Ele está no Mavs há quatro temporadas.