O Detroit Pistons conquistou sua quinta vitória consecutiva nesta quarta-feira (31/12/2008), véspera de Ano Novo, ao derrotar o New Jersey Nets por 83 a 75 em casa, no Palace of Auburn Hills. A equipe, desfalcada dos lesionados Richard Hamilton e Antonio McDyess e sem Rasheed Wallace após o intervalo, liderou por quase todo o jogo e causou apenas a quinta derrota do Nets em 15 jogos na estrada nesta temporada.
“Quando qualquer equipe na liga perde três de seus seis principais jogadores, as coiusas vão mudar para eles. Por sorte, muitos outros jogadores subiram de produção”, disse o técnico do Pistons, Michael curry, que não contou com Hamilton, lesionado na virilha, pelo terceiro jogo consecutivo.
O carrasco do dia foi o armador Allen Iverson, que se vingou da derrota sofrida para o Nets em Nova Jérsei em sua estréia pelo Pistons, em 7 de novembro. Desta vez, Iverson marcou 19 pontos, sendo nove deles no último quarto para segurar a reação do adversário, 4 assistências e 4 rebotes. O ala Tayshaun Prince marcou 16 pontos, 7 rebotes e 5 assistências, o armador Rodney Stuckey contribuiu 11 pontos, 5 rebotes e 4 assistências e o reserva Arron Afflalo acrescentou 10 pontos.
“Ninguém iria entrar e ser Sheed, Rip ou Dice, mas nós temos caras que sairão do banco e nos ajudarão às suas maneiras. Nós tivemos de utilizar isto, mesmo que significasse jogar um estilo totalmente diferente”, disse A.I.
New Jersey jogou desfalcado do armador reserva Keyon Dooling, lesionado, e perdeu o ala-armador Vince Carter, capitão da equipe, durante o segundo quarto, quando “Vinsanity” recebeu duas faltas técnicas seguidas e foi automaticamente expulso. O ex-campeão de enterradas teve de ser contido por seus companheiros e treinadores para não atacar o árbitro Derrick Stafford. Mesmo assim, New Jersey esteve a apenas três pontos do empate durante o último quarto e contou com grandes atuações do pivô Brook Lopez, com 23 pontos, 12 rebotes, 3 assistências e 2 tocos, e do armador Devin Harris, com 19 pontos e 9 assistências. O ala-pivô chinês Yi Jianlian contribuiu 12 pontos e o reserva Jarvis Hayes produziu 10 pontos e 6 rebotes contra seu ex-time.
New Jersey chegou a ter três pontos de vantagem durante o primeiro quarto, mas o Pistons marcou cinco pontos seguidos ao final do período para abrir 22 a 18. O jogo começou a escapar das mãos do Nets no segundo quarto, quando Carter tentou bloquear uma infiltração de Iverson e a bola saiu pela linha de fundo. Stafford apontou que a bola havia tocado por último em Carter e o ala-armador discordou. Ao reclamar, o astro do Nets recebeu sua primeira falta técnica, ficou extremamente agitado e logo em seguida recebeu uma segunda. A expulsão veio em meio a uma arrancada de 11 pontos consecutivos do Pistons, que impediu que o rival pontuasse por quase sete minutos. Resultado: apenas 11 pontos do Nets no período e uma vantagem de 40 a 29 para Detroit no intervalo.
“Vince achou que a bola tinha batido no Allen (Iverson) e disse algo, e foi aí que recebeu a técnica. Foi quando o árbitro disse algo que Vince não achou ser apropriado e ele reagiu. Nós achamos que a expulsão foi injusta”, argumentou o técnico do Nets, Lawrence Frank. Carter não falou com a imprensa após o jogo, nem o árbitro Stafford.
A expulsão:
O time anfitrião manteve os dígitos duplos de diferença com uma cesta longa de Stuckey logo antes do estouro do cronômetro do terceiro quarto, e começou o último quarto fazendo 7 a 2 para ampliar a margem a 15 pontos, 69 a 54 com nove minutos por jogar após cesta de 3 de Afflalo.
Todavia, os visitantes ainda tinham uma última reação guardada na manga, usando marcações por zona para frustrar o ataque do adversário. Sem Wallace, que machucou o pé durante o primeiro quarto, e McDyess, de fora após machucar a costela contra Orlando na segunda-feira, o Pistons não tinha quem parasse Lopez no outro lado, e o calouro marcou seis pontos e duas assistências na seqüência de 18 a 6 que deixou o Nets encostado no placar, 75 a 72, com 3min04s restando.
Iverson respondeu com um arremesso muito complicado, de virada após passar por baixo do aro, para dar um alívio ao Pistons. Uma falta ofensiva duvidosa de Lopez, logo em seguida, salvou Detroit de ter sua vantagem cortada para três novamente, e Iverson acrescentou outro arremesso com grande arco para fazer 79 a 72 com 1min29s por jogar.
O Nets conseguiu reduzir para quatro pontos novamente e Stuckey errou o arremesso seguinte, mas Amir Johnson conseguiu uma bola presa com Lopez na briga pelo rebote e venceu a bola ao alto. Iverson e Prince acertaram lances livres para selar a vitória.
“Foi uma batalha, especialmente quando eles usaram tanta zona. Pode ficar um jogo chato quando você joga contra (esta defesa), mas continuamos trabalhando e conseguimos boas coisas contra eles”, disse Iverson.
Detroit e New Jersey estréiam em 2009 jogando em casa. O Pistons (19v-11d) recebe o Sacramento Kings no Palace of Auburn Hills, enquanto o Nets (15v-17d) enfrenta o Atlanta Hawks no Izod Center.
O Orlando Magic mostrou mais uma vez sua força fora de casa com uma atuação dominante no último dia de 2008, esta quarta-feira (31/12), derrotando o Chicago Bulls por 113 a 94 no United Center. O ala Rashard Lewis foi o cestinha, o pivô Dwight Howard produziu um duplo-duplo e sete jogadores do Magic marcaram pontos em dígitos duplos.
Foi a oitava vitória do Magic em nove jogos, recuperando-se do fim de sua série de sete vitórias seguidas nas mãos do Detroit Pistons na última segunda-feira. Para o Bulls, foi a quarta derrota em cinco partidas, e ela já parecia certa desde o início. Os visitantes abriram 33 a 17 no primeiro quarto e já tinha 27 pontos de vantagem no segundo tempo, liderado por 16 pontos de Lewis no primeiro tempo. O ala acertou seis de oito arremessos nos 24 primeiros minutos, incluindo duas cestas de 3 pontos.
“Especialmente no primeiro tempo, sentia como se eu não fosse errar nenhum arremesso. Quando errei um, fiquei mais surpreso do que qualquer outra coisa”, disse o lateral, que fez 20 ou mais pontos pelo terceiro jogo seguido. “Ele vem liderando nosso time em pontuação por quase todo o mês. Ele e Jameer (Nelson) são as razões porque estamos vencendo vários jogos”, reconheceu Howard, fazendo a campanha por uma vaga no Jogo das Estrelas para seu companheiro de equipe.
“Enquanto estivermos com sucesso como time e estivermos vencendo, tenho uma chance melhor. O Jogo das Estrelas não vai nos levar ao que queremos fazer, que é conquistar o título da NBA”, disse, politicamente, Lewis, que terminou com 21 pontos na partida, além de 7 rebotes e 4 assistências.
Howard marcou 15 pontos e 14 rebotes e, com a ajuda do reserva Marcin Gortat, o garrafão floridiano dominou Chicago. Foram 14 rebotes ofensivos para o Magic contra sete do adversário, Gortat marcou 14 pontos e 7 rebotes e a dupla combinou para 4 tocos, dois de cada. Além de Gortat, Courtney Lee, com 12 pontos, e Anthony Johnson, com 10, pontuaram em dígitos duplos saídos do banco. Entre os titulares, o turco Hedo Turkoglu teve 18 pontos, 9 rebotes e 4 assistências e o armador Jameer Nelson fez 11 pontos e 5 assistências.
O Bulls não manteve o bom ritmo que apresentou na vitória sobre o New Jersey Nets na segunda-feira, por 13 pontos, e saiu humilhado em sua própria casa. Orlando abriu 16 a 6 com apenas quatro minutos de jogo e as vaias começaram a aparecer rapidamente. “Acho que podemos jogar muito melhor do que fizemos hoje”, disse Ben Gordon, que marcou 18 pontos para Chicago.
Derrick Rose acrescentou 11 pontos. O pivô Joakim Noah, saído do banco, foi o melhor da equipe, com um duplo-duplo de 19 pontos e 11 rebotes; os reservas Larry Hughes e Andrés Nocioni contribuíram com 15 e 10 pontos, respectivamente. Chicago jogou desfalcado de Luol Deng pelo terceiro jogo seguido, com uma torção no tornozelo esquerdo, e do ala-pivô Drew Gooden, que voltou a estar entre os jogadores ativos no banco após cinco jogos de fora com uma torção no tornozelo direito, mas não entrou em quadra.
Ambos os times voltam a jogar na sexta-feira, dia 2 de janeiro de 2009. O Magic (25v-7d) recebe o Miami Heat na Amway Arena para o “dérbi da Flórida”. Chicago (14v-18d) visita o rival divisional Cleveland Cavaliers na Quicken Loans Arena.
A equipe do BasketBrasil deseja a todos os seus leitores e colaboradores um feliz ano novo, com muita saúde, amor, prosperidade, paz e dias melhores para o nosso basquete brasileiro. Que 2009 confirme mesmo a chegada de bons ventos de mudança. Um abraço a todos!
O pivô Deivisson não terá descanso neste fim de ano. Muito pelo contrário. O jogador sofreu uma entorse no tornozelo direito, durante o treino de anteontem, e passará o Réveillon em tratamento intensivo para curar a lesão. Segundo as primeiras avaliações a lesão é de grau leve. ”Acredito que ele poderá participar da partida no dia 5”, afirmou Rogério Barbosa, o Rogerinho, fisioterapeuta do Franca Basquete.
Para conseguir entrar em quadra no dia 5 de janeiro, pela semifinal do Campeonato Paulista, contra o Paulistano, no Póli, Deivisson terá que se esforçar. Rogerinho recomendou tratamento em três períodos, inclusive nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. ”Ele já apresentou uma melhora do primeiro para o segundo dia de tratamento. Vamos aguardar a evolução”, comentou.
No momento em que sofreu a entorse Deivisson sentiu muitas dores e o tornozelo inchou rapidamente. O jogador precisou deixar a quadra do ginásio francano carregado. Ontem, ele conseguiu se locomover com maior facilidade. No entanto, Deivisson não esteve no Póli durante o treinamento da equipe. Ficou fazendo tratamento em uma clínica de fisioterapia, supervisionado por Rogério Barbosa.
Apesar de responder bem ao tratamento e ter chances de atuar na segunda-feira, Deivisson precisará de cuidados especiais. ”Se jogar esta partida, ele precisará de uma proteção especial e uma tornozeleira”, contou Barbosa.
O técnico do Franca Basquete, Hélio Rubens Garcia, torce pela recuperação do jogador já que tem poucas opções para o setor. Além de Deivisson, o treinador conta apenas com William Drudi e Felipe para desempenhar a função de pivô 5 em quadra.
O Vivo/Franca Basquete não conseguiu vencer o Paulistano neste Campeonato Paulista. Na partida do primeiro turno, no Póli, os francanos perderam por 77 a 72. No returno, jogando na capital paulista, os donos da casa venceram por 103 a 90. A outra semifinal será entre os times de Limeira e São José dos Campos.
O Campeonato Paulista masculino da Série A-1 2008 volta a ser disputado no dia 5 de janeiro (segunda-feira) com a abertura da série melhor-de-cinco dos playoffs semifinais. O duelo inicial será entre Vivo/Franca BC e Paulistano/Amil, às 20h, no Ginásio Municipal Pedro Murilla Fuentes (Pedrocão), na cidade de Franca (SP).
Esta série prossegue nos dias 6, em Franca (SP); 9 e 10 (se necessário), ambos na capital. E, se houver a necessidade, o desempate ocorre no dia 15, em Franca (SP).
A série envolvendo Winner/Limeira e EC Pinheiros começa no dia 7 de janeiro (quarta-feira), às 20h, em Limeira (SP). A seqüência tem este calendário: dia 8, em Limeira (SP); 12 e 13 (se necessário), na capital; e, se houver a necessidade, dia 16, voltando ao interior.
De acordo com o regulamento, os dois times que primeiro totalizarem três vitórias garantem vaga no playoff final, que vai definir o grande campeão.
O Dallas Mavericks fez história na noite desta terça-feira. A equipe texana conseguiu derrotar o Minnesota Timberwolves por 107 a 100 (40 a 62 no intervalo) mesmo após estar perdendo por 29 pontos no terceiro período, 41 a 70. Com isso, foi concretizada a maior reação da história do Mavericks.
O comandante da reação foi o ala-pivô Dirk Nowitzki, que fez 24 pontos e pegou 13 rebotes. Entretanto, ele não foi o cestinha da equipe texana. A honraria coube ao ala-armador jason Terry, que conectou 29 tentos. Outro atleta do time anfitrião que fez mais de 20 pontos foi o ala Josh Howard, autor de 23 tentos. O armador Jason Kidd mostrou a velha forma e comandou as ações ofensivas com maestria, 14 pontos, 16 assistências e sete rebotes.
Pelo Minnesota Timberwolves, que perdeu pela oitava vez nos últimos dez jogos, o cestinha foi o ala-pivô Al Jefferson, que conectou 21 tentos. O camisa 25 do Wolves ainda pegou nove rebotes. Os jovens Ryan Gomes, Randy Foye e Sebastian Telfair ultrapassaram a barreira dos dígitos duplos. Gomes fez 19 pontos, Foye conectou 18 e Telfair assinalou 14.
Hornets vence Wizards: Em outra partida da noite de terça, o New Orleans Hornets não teve muitas dificuldades para passar pelo fraco Washington Wizards, 97 a 85 (46 a 46 no intervalo). O jogo disputado na casa do Hornets, na Louisiana, contou com uma partida brilhante de Chris Paul. O camisa 3 fez 15 tentos, deu 16 assistências e pegou 10 rebotes.
Rasual Butler contribuiu com 21 tentos para o Hornets enqaunto que o pivô Tyson Chandler registrou um duplo-duplo, 11 pontos e 11 rebotes. Pelo Washington Wizards, o maior pontuador foi o ala-pivô Antawn Jamison, autor de 22 pontos e 12 sobras. O armador Mike James contribuiu com 16 tentos e sete passes perfeitos.
O Atlanta Hawks segue fazendo bonito nesta temporada. Em seu último compromisso no ano, o time do estado da Georgia contou com 12 pontos do astro Joe Johnson no último quarto para bater o Indiana Pacers por 110 a 104 (50 a 46 no intervalo). Com o resultado, o Atlanta alcançou sua sexta vitória consecutiva enquanto que o Indiana conheceu seu quarto revés em sequência.
Além de ter sido decisivo, Johnson também foi o principal pontuador do time visitante no Conseco Field House “JJ” anotou 27 pontos. Ele foi seguido de Josh Smith, que anotou 24 tentos e ainda pegou seis rebotes. O armador Mike Bibby conectou 15 pontos, distribuiu seis passes precisos e buscou cinco sobras enquanto que o ala-pivô Al Horford registrou um duplo-duplo, 12 tentos e 14 rebotes.
O ala Danny Granger foi o principal pontuador do Pacers. A estrela marcou 25 pontos, mas acertou apenas seis de seus 18 arremessos. O armador Jarrett Jack surpreendeu com 22 tentos enquanto que os veteranos pivôs Troy Murphy e Jeff Foster registraram duplo-duplos. Foster assinalou 12 pontos e capturou 12 sobras, já Murphy conectou 10 tentos e buscou 14 rebotes.
As franquias só entram em quadra novamente na próxima sexta-feira. O Indiana Pacers (10v-21d) vai até o Madison Square Garden para encarar o New York Knicks. O Atlanta Hawks (21v-10d), por sua vez, viaja até East Rutherford, onde duelará contra o New Jersey Nets.
Após perder seis partidas, o New York Knicks finalmente voltou a vencer. A equipe nova-iorquina foi até a Carolina do Norte na noite desta terça-feira e bateu o Charlotte Bobcats por 93 a 89 (56 a 48 no intervalo). Além disso, o Knicks quebrou um jejum de três jogos sem vencer na estrada.
O cestinha foi o ala Wilson Chandler. O segundanista acertou sete de seus 15 arremessos e terminou a partida com 19 pontos, além de sete rebotes. O ala-pivô David Lee dominou o garrafão, registrando um duplo-duplo, 13 tentos e 16 rebotes. Outro atleta que se destacou foi o ala Al Harrington, que saiu do banco para fazer 16 tentos. Já o armador Chris Duhon somou 15 pontos e oito assistências.
Pelo Charlotte Bobcats, que perdeu a segunda partida consecutiva em casa, o cestinha foi o ala Gerald Wallace, autor de 21 pontos. O armador Raymond Felton fletrou com um triplo-duplo, 12 tentos, oito rebotes e oito assistências. O ala-pivô Emeka Okafor se destacou com 13 pontos e 15 sobras coletadas em 37min na quadra.
Ambos os times só voltarão à quadra em 2009. O Charlotte Bobcats (11v-21d) irá enfrentar o Milwaukee Bucks, fora de casa, na noite de sexta-feira. Já o New York Knicks (12v-19d) enfrentará o Indiana Pacers no Madison Square Garden.
Após perceber o erro, árbitro aplica falta técnica contra os Blazers
GLOBOESPORTE.COM
Portland, EUA
Um, dois, três, quatro, cinco… seis? Kevin Garnett é um jogador bastante rodado, mas deve ter ficado surpreso em quadra, nesta terça-feira, quando viu que o Portland Trail Blazers tinha em sua equipe seis jogadores, um além do permitido pelas regras do basquete. O erro durou sete segundos do primeiro quarto, mas foi tempo suficiente para Travis Outlaw fazer dois pontos contra o Boston Celtics, quando então Garnett chamou a atenção do árbitro para o problema.
Os jogadores do Portland se mantiveram em quadra, enquanto o trio de arbitragem se reunia para decidir o que fazer. Por fim, mantiveram os dois pontos de Outlaw e aplicaram uma falta técnica contra os Blazers, convertida por Ray Allen. No final, Portland saiu com a vitória por 91 a 86.
“Isso foi uma desgraça. Nunca tinha vivido algo assim desde que eu cheguei à NBA. Perder dois pontos dessa forma é uma desgraça”, reclamou o armador dos Celtics, Allen, ao site americano “Sports Illustrated”.
Em sua defesa, o árbitro Mike Callahan explica que o erro não teria sido de Portland, mas sim da arbitragem, e por isso não poderia retirar os pontos obtidos com os seis jogadores em quadra.
“Se tivéssemos percebido a situação antes da cesta, então não teria acontecido a cesta. Teríamos dado a falta técnica contra Portland e parado a partida. Após o arremesso, Portland teria tido a posse de bola, repetindo a situação antes da interrupção.”
Técnico de Boston, Doc Rivers critica a resolução do trio.
“Eles disseram que não poderiam corrigir a jogada, o que eu discordo. Mas o problema é que a gente reclamou com os juízes, reclamou com a liga, e eles não tiveram resposta.”
O ex-jogador da NBA e atual comentarista Charles Barkley foi preso por suspeita de dirigir embriagado na manhã desta quarta-feira (31/12/2008). De acordo com o tenente Eric Shuhandler, da polícia do distrito de Gilbert, em Scotsdale, Arizona, um policial de uma força-tarefa especializada em motoristas bêbados viu o ex-craque furar um sinal de “Pare” por volta de 1h30min da manhã.
Barkley se negou a usar o bafômetro, mas passou por um exame de sangue, cujos resultados ainda não foram divulgados. O ex-ala-pivô foi multado e liberado em seguida, indo para casa em um táxi.
Shuhandler disse que não houve nada de especial no ocorrido e que é procedimento comum liberar as pessoas que foram detidas por suspeita de dirigir embriagadas. “Ele foi tratado exatamente como tratamos a todos os outros”, disse o tenente.
Barkley foi admitido no Hall da Fama em 2006, após uma carreira ilustre de 16 temporadas na NBA, com passagens pelo Philadelphia 76ers, Phoenix Suns e Houston Rockets. O ala-pivô foi MVP (Jogador Mais Valioso) da liga em 1993 e eleito ao Jogo das Estrelas 11 vezes em sua carreira, e ficou famoso no mundo inteiro ao participar do “Time dos Sonhos” americano que conquistou a medalha de ouro olímpica em Barcelona-1992. Ele conquistaria o bicampeonato olímpico em Atlanta-1996.
“Sir Charles” também sempre foi conhecido por não ter papas na língua e fazer o que bem entende, sem se importar com as conseqüências midiáticas de suas atitudes. Enquanto jogador, estrelou uma campanha publicitária da marca de tênis Nike em que declarava, “Não sou um modelo de comportamento (para crianças). Pais devem ser os modelos”. O ex-jogador continua dando declarações bombásticas como comentarista da rede de TV a cabo TNT; após admitir ter problemas com apostas e jogos de azar em 2007, ele declarou neste ano que estava irritado com o astro LeBron James por alimentar a especulação em torno de seu futuro e desrespeitar seu atual time, Cleveland Cavaliers. LeBron respondeu dizendo apenas que Barkley é “estúpido”.
O ala-armador brasileiro Jonathan Tavernari teve duplo-duplo e comandou a universidade de Brigham Young (BYU) a mais uma vitória nesta terça-feira (30/12), 74 a 68 sobre Tulsa, fora de casa. BYU segue com excelente campanha, apenas uma derrota em 12 jogos, e lidera a Mountain West Conference do campeonato universitário Division I da NCAA.
Os Golden Hurricanes, invictos em casa há 28 jogos em partidas contra equipes de fora de sua conferência - Tulsa está na Conference USA - marcou nove pontos consecutivos para abrir 32 a 24 durante o primeiro tempo, e ampliaria a vantagem quando Ben Uzoh fez um passe para ponte aérea com Bishop Wheatley. Entretanto, a bola bateu no aro e saiu, e Emery Jackson respondeu com uma cesta de 3 do outro lado, acabando com o momento de Tulsa.
Os Cougars de Brigham Young diminuíram para 35 a 31 ao final do primeiro tempo e dominaram a segunda etapa, fazendo 43 a 33. O armador Lee Cummard foi o cestinha, com 26 pontos, incluindo cinco lances livres nos 36s finais para preservar a vitória.
BYU acertou 52,8% de seus chutes no jogo e venceu a briga pelos rebotes por 39 a 38, em grande parte por causa de Tavernari, que buscou 10 rebotes no jogo, além de marcar 20 pontos em aproveitamento de nove cestas em 17 arremessos, incluindo duas cestas de 3 em cinco tentativas. Ele ainda toubou 4 bolas, deu 1 assistência e 1 toco em 36 minutos de jogo. Jimmer Fredette contribuiu 13 pontos.
Pelo Tulsa, Justin Hurtt bateu seu recorde pessoal, com 17 pontos, Uzoh teve 15 pontos e Jerome Jordan marcou 13 pontos e 14 rebotes.
A equipe de Tavernari volta a jogar no sábado (3/1/2009), em casa, quando encara a poderosa universidade Wake Forest, da forte conferência ACC. A equipe está invicta em 12 jogos até o momento.
O Oklahoma City Thunder, equipe com pior desempenho na NBA, anunciou nesta terça-feira a contratação do pivô sérvio Nenad Krstic, que não joga na liga norte-americana desde a temporada 2006-07, quando sofreu uma lesão no joelho esquerdo.
O Thunder fechou com Krstic, 25 anos, por três temporadas em um contrato de US$ 16 milhões. O time de Oklahoma também pagou US$ 500 mil ao Triumph Moscou, atual equipe do pivô, para viabilizar a negociação.
Krstic, selecionado como número 24 pelos Nets no draft de 2002, jogou quatro temporadas em Nova Jersey, onde foi titular até se lesionar.
UOL Esporte
Das agências internacionais
Em Houston (Estados Unidos)
A equipe do Houston Rockets recontratou, nesta terça-feira, seu ex-jogador Dikembe Mutombo para o restante da temporada 2008/2009 com a intenção de dar suporte emocional ao grupo e também ao líder e estrela da equipe Yao Ming.
O pivô congolês, aos 42 anos, volta às quadras após pensar em aposentadoria. Na última temporada, Mutombo disputou apenas 39 jogos e, quase sempre, entrava faltando apenas alguns minutos de jogo para compensar a saída de Yao Ming, fosse por faltas ou contusão.
Pronto para disputar sua 18ª temporada da NBA, o jogador tem média de cinco rebotes por partida, três pontos e 1,2 bloqueios. Estrela do basquete norte-americano, o pivô foi nomeado oito vezes para participar do All-Star Game, o jogo das estrelas.
Na atual temporada, com uma campanha regular, os Rockets ocupam a quinta colocação na conferência oeste com 62,5% de aproveitamento. Em 32 jogos, foram 20 vitórias e 12 derrotas, dividindo a posição com o Denver Nuggets, do brasileiro Nenê, que possui campanha idêntica.
O ala-armador Kevin Martin voltou a jogar e, com ele, as vitórias voltaram ao Sacramento Kings, que derrotou o Los Angeles Clippers em casa por 92 a 90 na noite de terça-feira (30/12). Foi o fim de uma série de seis derrotas consecutivas para o Kings.
Martin jogou pela primeira vez em quase três semanas, tendo perdido 22 dos últimos 24 jogos e 10 partidas seguidas por causa de dores no tornozelo esquerdo. Ele marcou 20 pontos saído do banco, mas não conseguiu ajudar muito o Kings no final - a equipe fez apenas dois pontos nos últimos 4min28s do jogo.
Para sorte do Sacramento, o Clippers - desfalcado dos pivôs cestinhas Zach Randolph e Chris Kaman, lesionados, e do ala Ricky Davis, suspenso por doping - também finalizou a partida muito mal, incapaz de pontuar nos últimos 3min03s, e sofreu sua quarta derrota consecutiva.
A vantagem mudou de mãos várias vezes no quarto final até ambos os times esfriarem. O pivô Brad Miller acertou dois lances livres com 45,7s restando para produzir o placar final e dar a Sacramento sua primeira vitória quando em desvantagem no último quarto. Los Angeles deu uma “mãozinha” ao errar 16 de 19 arremessos no quarto período, incluindo seus últimos seis. Seu aproveitamento total foi de apenas 35,7%.
“Tivemos um começo ruim e cavamos um buraco para nós do qual tivemos de escalar e gastar muita energia para sair. Tivemos algumas boas oportunidades na reta final, que simplesmente não acertamos para ganhar o jogo”, lamentou o técnico do Clippers, Mike Dunleavy.
Martin, cestinha do Kings na temporada, entrou no meio do primeiro quarto e acertou seu primeiro arremesso um minuto depois. Ele acertou apenas cinco de 14 arremessos, mas acertou todos os seus oito lances livres e acrescentou cinco rebotes. “Ele tem sido nosso líder o ano inteiro e não tê-lo em quadra tem sido difícil. Ele sabe como jogar. Os visitantes, os adversários, eles o respeitam. É ótimo ter Kevin de volta”, comemorou o técnico interino Kenny Natt, que tem 2v-6d desde que assumiu no lugar de Reggie Theus.
A volta veio em bom momento também, já que o último jogo do Kings foi um massacre sofrido frente ao campeão Boston Celtics, 108 a 63. O total de pontos da equipe e seu aproveitamento de 27,9% nos chutes foram os piores da NBA na temporada. “Depois do jogo contra Boston, nós tivemos de nos olhar no espelho e começar a jogar mais forte. Na verdade, aquele jogo nos uniu. Conversamos sobre ele e realmente queríamos jogar melhor. Mostramos isto com nossa energia no primeiro quarto”, disse John Salmons, que fez 15 pontos, 7 rebotes e 6 assistências para o Kings.
Martin comemorou seu retorno: “Foi bom estar de volta lá dentro com os caras. Todo mundo precisava da vitória. É duro ficar de fora, você não se sente parte do time, esteja em uma série de 20 vitórias ou de 20 derrotas. Você quer estar lá dentro”.
Miller foi o melhor em quadra, com 15 pontos e 13 rebotes. O ala-pivô Jason Thompson acrescentou 10 pontos e 10 rebotes. Pelo Los Angeles, o ala-armador calouro Eric Gordon fez 24 pontos e o pivô Marcus Camby teve 15 pontos, 24 rebotes, 4 assistências e 3 tocos. O pivô Paul Davis, fazendo seu primeiro início de jogo na temporada, bateu seu recorde pessoal, com 18 pontos, enquanto o armador Baron Davis contribuiu 11 pontos, 5 rebotes e 4 assistências.
O Clippers (8v-22d) dá boas-vindas ao ano novo ao disputar o último jogo do ano velho, nesta quarta-feira (31/12/2008), em casa contra o Philadelphia 76ers. Sacramento (8v-24d), por sua vez, inicia uma excursão de quatro jogos pela Costa Leste na sexta-feira (2/1/2009), contra o Detroit Pistons.
Após uma lesão no pescoço numa queda sofrida na vitória de domingo sobre o New York Knicks, o pivô brasileiro Nenê desfalcou o Denver na derrota para o Atlanta Hawks segunda-feira e é listado como dúvida para o jogo desta quarta-feira às 22h (horário de Brasília) contra o Toronto Raptors no Canadá. O departamento médico do Nuggets corre contra o tempo no tratamento já que a primeira ausência do titular brazuca na temporada foi muito sentida pela equipe na última partida, e se estiver recuperado para jogar hoje no Air Canada Centre Nenê vai encarar uma espécie de São Silvestre da NBA, um suadouro no duelo no garrafão contra dois alas-pivôs de alto nível, o campeão olímpico Chris Bosh e Jermaine O´Neal.
Mesmo com o Toronto (12V-19D) fazendo uma campanha ruim, para o Denver (20V-12D) encarar o Raptors sem o pivô brasileiro seria uma dureza pior do que a subida da Consolação na tradicional prova de rua no último dia do ano em São Paulo. À meia-noite quando estiverem estourando as champanhes e os fogos de Feliz 2009 no Brasil, os dois times estarão em quadra provavelmente disputando o último quarto, e para o Nuggets fechar o ano com vitória para não perder a liderança da Divisão Noroeste na corrida cabeça-a-cabeça com o Portland Trail Blazers, que na madrugada desta quarta-feira (de Brasília) venceu em casa o líder geral do campeonato Boston Celtics por 91 a 86 (40 a 45 no intervalo), na terceira derrota dos atuais campeões (28V-5D) nos últimos quatro jogos após uma série recorde da franquia de 19 vitórias consecutivas.
O Nuggets não treinou ontem, teve a terça-feira de descanso após jogar em dias seguidos em Nova York e Atlanta. O técnico George Karl disse que é um pouco mais difícil montar um plano de jogo sem Nenê para enfrentar times da Conferência Leste, porque estes não são estudados com a mesma freqüência que os adversários do Oeste, além disso Toronto tem dois postes perigosos em Bosh e O´Neal, sem falar no italiano de 2,13m Andrea Bargnani. No confronto entre as equipes no Pepsi Center de Denver, no dia 2 de dezembro, Nenê se destacou com 19 pontos e 11 rebotes no massacre de 132 a 93 sobre o Raptors que acabou provocando a demissão do técnico Sam Mitchell no dia seguinte. O time canadense deve entrar em quadra hoje com sede de vingança e seria uma temeridade o Nuggets ter como único pivô saudável o reserva Chris Andersen, que começou como titular segunda-feira e anotou apenas três pontos e seis rebotes em 32 minutos de ação contra o Hawks.
O Toronto vem de sete derrotas nos últimos nove jogos, sendo que as duas vitórias foram sobre os fracos Los Angeles Clippers e Sacramento Kings, mas na derrota para o Golden State Warriors em Oakland anteontem Chris Bosh teve uma de suas melhores atuações no campeonato com 30 pontos e 14 rebotes, seis deles ofensivos. O Denver venceu seus últimos três encontros com o Raptors e o técnico Karl tenta hoje obter a 900ª vitória da carreira, para isso ter Nenê em quadra seria providencial, mas essa decisão só deve ser tomada mais tarde, momentos antes da partida. GK é o quarto treinador em número de vitórias na NBA em todos os tempos e só quatro técnicos têm um aproveitamento melhor do que ele na história: Phil Jackson, Red Auerbach, Pat Riley e Jerry Sloan.
“Felizmente, eu sempre encontrei alguém mais que me desse uma outra oportunidade. Sucesso é ter outra oportunidade, então acho que provavelmente isso significa que tenho sido bem sucedido”, afirmou Karl, que disse o seguinte quando questionado o que significaria sua 900ª vitória. “Significa que estou ficando velho. Mas tem um orgulho nisso, é mais por causa dos técnicos que eu tive, os jogadores que eu tive e minha longevidade na liga é por causa deles”, comentou o treinador que sobreviveu a um câncer na próstata alguns anos atrás e por isso tem uma consideração especial elogiando a recuperação de Nenê de um câncer testicular que o afastou de grande parte da temporada passada, na qual disputou apenas 16 partidas, a próxima partida do brasileiro será sua 32ª como titular nesta que é a melhor temporada de sua carreira na NBA. O técnico disse ontem que a contusão cervical no pescoço do gigante paulista não é grave, então agora é esperar para ver se ele volta a jogar contra o Toronto.
Na coluna do cronista Benjamin Hochman publicada hoje no site do jornal Denver Post respondendo a perguntas feitas por internautas, tem uma que envolve diretamente Nenê:
“Como a maior fraqueza do Nuggets este ano é sua menos que intimidante linha de frente em termos de tamanho e profundidade, tem que se pensar o que teria sido este ano se o Nuggets não tivesse feito a triste troca de um lado só mandando embora Marcus Camby no verão por nada mais do que um ajuste na contabilidade”, questionou o internauta Ace Smith, de Westminster.
Hochman respondeu o seguinte: “É um debate fascinante, Ace. Sim, o Nuggets poderia possivelmente ser melhor com grande conhecedor dos rebotes Marcus Camby na escalação e Nenê vindo do banco. Mas considere duas coisas: Nenê está obviamente tendo sua melhor temporada e jogando, nas palavras de Karl, próximo do nível de um All-Star (jogador selecionado para o Jogo das Estrelas da NBA). Nenê não teria recebido os minutos para desabrochar se Camby tivesse ficado no time. Nenê estaria olhando para o banco depois de cada falta ou algumas jogadas ruins que fizesse, imaginando quando o titular iria voltar à quadra. Em vez disso, Nenê agora sabe ele que ele é o homem (principal do garrafão denverista), e ele pode simplesmente bater seu cartão de ponto e ir ao trabalho no poste baixo. E também considere que a troca de Camby tirou dinheiro fora dos livros de pagamento (uma economia no salário de US$ 10 milhões/ano do pivô agora no Los Angeles Clippers), isso ajudou o Denver a manobrar o movimento da troca por Chauncey Billups. E isso acabou dando certo. OK, em outras palavras — você preferia ter Camby, Nenê e Allen Iverson, ou simplesmente Nenê e Billups juntos? Eu sei que não é um negócio cortado e seco assim, mas esse é o ponto crucial do debate, na verdade um debate fascinante”, escreveu o colunista.
Na minha opinião, pela queda de rendimento que teve o Pistons com a chegada de Iverson, a derrocada total do Clippers (8V-22D) e a melhora notável do Denver com Billups, a contenção de gastos do Nuggets virou um caso clássico de Deus escrevendo certo por linhas tortas.
No Rose Garden de Portland, mesmo sem seu cestinha, o ala-armador All-Star Brandon Roy machucado, o Blazers igualou-se ao Nuggets no topo da Divisão Noroeste com uma surpreendente vitória sobre o Boston, que quebrou uma série de sete derrotas seguidas da franquia em confrontos com o Celtics. O armador Steve Blake liderou o time da casa com 21 pontos, o ala-pivô LaMarcus Aldridge fez 20, o ala reserva Travis Outlaw somou 17 e o pivô novato Greg Oden anotou um duplo-duplo com 13 pontos e 11 rebotes apesar de ter torcido o tornozelo no treino de segunda-feira. O ala Paul Pierce foi o cestinha da partida com 28 pontos, tendo acertado 14 em 15 lances livres, o ala-pivô Kevin Garnett adicionou 17 tentos e oito rebotes, mas os dois astros não salvaram o Verdão de mais uma derrota no final da excursão de quatro partidas pela Costa Oeste dos EUA. Vencer os campeões sem Roy foi uma grande injeção de confiança para o Portland.
“Foi algo enorme para nós. Ele é nosso principal jogador, mas os caras realmente se superaram e jogaram bem hoje à noite, nós realmente tivemos de nos unir e juntos tivemos uma grande vitória”, comemorou Aldridge.
“Nos momentos finais nós simplesmente fizemos jogadas ruins. Esse tem sido o tema dos últimos três jogos que perdemos”, afirmou o ala-armador Ray Allen, autor de 12 pontos.
O Boston teve uma invencibilidade recorde da franquia quebrada pelo Los Angeles Lakers no Staples Center de L.A. no grande clássico da rodada do dia do Natal, e na noite seguinte perdeu para o Golden State Warriors. O Celtics se recuperou destroçando o Kings em Sacramento por 108 a 63, mas na última parada da viagem tropeçou no Blazers, sendo que não perdia em Portland desde 9 de dezembro de 2004. O time do estado do Oregon está fazendo seu melhor início de temporada desde 2002-03, ano de sua última participação nos playoffs do Oeste. Mesmo sentindo a falta de seu capitão Roy, o Blazers foi o time mais agressivo principalmente nos rebotes, com uma vantagem de 44 a 29 sobre o Boston na tábua. O armador Rajon Rondo anotou 13 pontos, sete assistências e seis rebotes pelo Celtics, mas liderado por Outlaw o banco do Portland totalizou 29 tentos.
“Nós tivemos de subir um grau, mas se você vai pensar em ganhar um campeonato, você tem de se superar. Nós temos muitos caras talentosos que aparecem para jogar toda noite e hoje não foi diferente”, festejou Steve Blake.
“Qualquer hora que você está enfrentando um time forte como este (Celtics), você tem de brigar mais que eles, trabalhar mais que eles, executar e limitar seus erros, foi isso que fizemos”, destacou o técnico Nate McMillan.
O Celtics abriu uma vantagem de 23 a 13 ao fim do primeiro quarto, mas o Portland partiu para a reação ganhando o segundo período por 27 a 22, virou definitivamente o placar na terceira etapa com uma parcial de 29 a 14 e não perdeu mais a dianteira no placar, não se intimidando com os campeões como aconteceu na derrota no confronto do dia 5 de dezembro em Boston, quando o Blazers perdeu por 93 a 78 registrando sua pior pontuação na temporada. Ganhando o quarto final por 27 a 22, o Blazers garantiu sua 12ª vitória em 15 jogos em casa nesta temporada.
O melhor jogador das finais de 2008 Paul Pierce acertou cinco lances livres seguidos encostando em 85 a 83 no quarto período, mas Outlaw respondeu com uma boa infiltração seguida de enterrada por cima de Garnett do outro lado, e depois de uma jogada de três pontos de Pierce, os espanhóis Sergio Rodriguez e Rudy Fernandez converteram dois lances livres cada selando o triunfo. Com isso o Celtics perdeu mais jogos entre o Natal e o reveillon do que nos primeiros dois meses de competição. Acidente de percurso ou a máquina verde estaria saindo dos trilhos? Essa resposta só 2009 trará. No último minuto do jogo, as coisas ficaram tensas com Garnett e Aldridge recebendo faltas técnicas, depois que KG deu uma cotovelada no rival após lance livre e o ala-pivô do Blazers respondeu dando um tapa na cabeça do Alien, felizmente ficou nisso.
O Milwaukee Bucks sobreviveu à reação do San Antonio Spurs e derrotou o rival fora de casa, em pleno AT&T Center, por 100 a 98 nesta terça-feira (30/12). O resultado pôs um fim à série de cinco vitórias seguidas do Spurs.
Após estar em desvantagem de 11 pontos no terceiro quarto, os texanos reagiram e viraram o placar no último período, mas deixaram o Bucks voltar à frente. Ainda assim, a equipe teve a chance de empatar nos segundos finais quando o ala-pivô Tim Duncan, duas vezes MVP (Jogador Mais Valioso) da NBA, fintou o pivô Andrew Bogut, bateu para dentro e tentou uma bandeja com 3,8s restando. “Eu tentaria esta jogada 10 de 10 vezes”, disse o armador Roger Mason, do San Antonio. Entretanto, a defesa de ajuda do Bucks apareceu para dificultar o chute de Duncan, que errou a bandeja. Milwaukee recuperou o rebote e segurou a vitória.
“Eu saltei em cima dele porque ele tinha acertado alguns arremessos mais cedo. Ainda bem que meus companheiros estavam atrás de mim protegendo a retaguarda, e alguns caras estavam em cima da bola. Ele meio que jogou para cima e errou”, disse Bogut, que jogou melhor que o rival: fez 20 pontos, 14 rebotes, 4 assistências e 3 tocos para liderar Milwaukee. Duncan, por sua vez, marcou 22 pontos, mas acertou apenas sete arremessos em 20 tentativas, incluindo dois em sete no último quarto. O ala-pivô não quis falar com a imprensa após a partida.
Duncan foi substituído no começo do primeiro quarto, junto com Matt Bonner, após a defesa de interior do Spurs permitir três enterradas, um tapinha e uma bandeja nos primeiros cinco minutos. Milwaukee abriu 17 a 7, com sua linha de frente fazendo 14 pontos no garrafão contra nenhum do adversário. “Não foi nada, na verdade. Apenas executamos nossas jogadas. Não usamos muita coisa de confundir os outros. Apenas usamos alguns pick-and-rolls fáceis e eu consegui algumas enterradas fáceis no início”, disse Bogut.
O ala-armador Michael Redd, campeão olímpico com a seleção americana em Pequim-2008, acertou três arremessos seguidos e dois lances livres para fazer os oito últimos pontos do quarto para o Bucks, que tomou uma vantagem de 31 a 26 ao final do primeiro período. O ala Charlie Villanueva começou o segundo com cinco pontos consecutivos para ampliar a 36 a 26. “Foram muitas missões perdidas. Eles estavam mais afiados e foram mais agressivos do que nós. Eles mereceram vencer”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs.
O Bucks chegou a ter 11 pontos de margem a 2min31s do final do terceiro quarto, quando Bogut fez sua segunda bandeja em menos de dois minutos, e os visitantes tinham uma vantagem de 80 a 74 ao final do período. O Spurs, entretanto, marcou 10 dos 12 primeiros pontos do quarto derradeiro para virar a partida, 84 a 82, a 7min23s do final, em cesta de 3 de Mason. Uma ponte áerea em passe de Tony Parker para Mason deixou a diferença em quatro pontos, mas Milwaukee voltou à frente após um triplo de Luke Ridnour e outra enterrada de Bogut, em passe de Richard Jefferson, com 5min29s restando.
Milwaukee ampliou para cinco, mas Mason acertou de 3 com 9s no relógio para produzir o placar final. O Bucks pediu tempo, mas cometeu uma violação de cinco segundos na cobrança de lateral e deu a oportunidade de virada ao Spurs, desperdiçada por Duncan. “Foram 10s finais bizarros, com certeza. Nunca vi uma contagem de cinco segundos no final de um jogo. Oh, bem. Estou feliz que escapamos com a vitória”, disse Ridnour, que marcou 21 pontos, 6 assistências e 5 rebotes para o Bucks. Redd acrescentou 25 pontos e 10 rebotes e o reserva Charlie Bell, 11 pontos. A equipe teve vantagem de 36 a 26 nos pontos dentro do garrafão e pegou sete rebotes ofensivos a mais.
Michael Finley fez 20 pontos para o Spurs, que também contou com 19 pontos e 10 assistências de Parker, 15 pontos de Mason e 13 do argentino Manú Ginóbili.
San Antonio (20v-11d) volta à quadra na sexta-feira (2/1/2009), quando visita o Memphis Grizzlies no FedEx Forum de Memphis. Milwaukee (15v-17d) continua em seu giro pelo Texas e joga neste último dia do ano, quarta-feira 31 de dezembro de 2008, contra o Houston Rockets, no Toyota Center.
O ala LeBron James marcou 38 pontos e 7 assistências nesta terça-feira (30/12), mas não teve um feliz aniversário. No dia em que completou 24 anos de idade, o astro do Cleveland Cavaliers viu o Miami Heat pôr um fim à invencibilidade de seis jogos de seu time, fazendo 104 a 95 na AmericanAirlines Arena de Miami. Não é novidade para James, porém: em três jogos disputados em seu aniversário desde que chegou à NBA, o Cavs perdeu todos.
“É triste. Vou chorar”, brincou LeBron, que recebeu um abraço e desejo de “feliz aniversário” de seu amigo íntimo Dwyane Wade, cestinha da NBA e astro do Miami Heat. Wade marcou 21 pontos e 12 assistências, mas precisou de 23 arremessos - acertou apenas sete - para chegar a esta marca; o armador calouro Mario Chalmers marcou 21 pontos ao converter sete de nove arremessos (incluindo seis cestas de 3) e deu 8 assistências sem cometer turnovers.
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão foi, mais uma vez, destaque do Cavaliers no lado defensivo, com 10 rebotes e 1 roubo, mas anotou apenas 2 pontos, acertando seu único arremesso da noite e errando dois lances livres, e cometeu 5 faltas em seus 24 minutos em quadra, saído do banco.
Galeria de fotos do jogo do jornal Cleveland Plain Dealer:
As estrelas compareceram ao ginásio para conferir o que James faria em seu aniversário. O ator/cantor Jamie Foxx, a nadadora medalhista olímpica Dara Torres, a cantora Kelly Rowland e o ex-craque do futebol americano Dan Marino estavam entre os 19.600 torcedores presentes que viram um Miami Heat determinado a superar a derrota do último domingo, quando a equipe teve nove pontos de vantagem no último quarto e acabou cedendo a virada fora de casa. “Não queríamos dar um presente de aniversário legal para o LeBron desta vez. Ele recebeu um na outra noite em Cleveland”, disse Wade, que saiu com o amigo na noite de segunda para comemorar, mas também não deu presentes, justificando que “ele tem mais dinheiro do que eu”.
O ala-armador do Heat teve o primeiro lance bonito do jogo, mergulhando para fora da quadra atrás de uma bola solta, e depois sentou no colo de um torcedor para ver Chalmers acertar uma cesta de 3, fazendo 13 a 9. Miami dominou o primeiro tempo e impôs a maior desvantagem do Cavs na temporada até agora, 50 a 34 no intervalo. Cleveland havia acertado apenas 10 de 32 arremessos.
O vice-líder da Conferência Leste, porém, ainda tinha muita vida no jogo. Determinado a conquistar a vitória em seu aniversário, LeBron marcou 14 pontos e duas assistências no terceiro quarto, Cleveland acertou 72% de seus chutes e terminou o período arrancando em 10 a 2, diminuindo para 74 a 67 antes dos 12 minutos finais.
James marcou mais 10 pontos no último quarto para totalizar 24 - mesmo número de anos que completou - no segundo tempo, e sua cesta de 3 com 8min55s restando deixou seu time encostado no placar, 78 a 77. Todavia, Miami surpreendeu ao mudar sua defesa para uma marcação por zona e confundiu o ataque rival, que parou de funcionar. O time da casa arrancou em 16 a 3 durante uma passagem de quatro minutos e garantiu a quinta derrota do Cavs em 31 partidas.
O reserva Daequan Cook marcou 17 pontos para o Heat, incluindo cinco cestas de 3, significando que ele e Chalmers combinaram para 11 cestas de fora do arco em 14 tentativas. A dupla recebeu elogios do técnico do Cavs, Mike Brown. “Eles apareceram e acertaram cesta importante atrás de cesta importante”, reconheceu o treinador adversário. A dupla de alas-pivôs do Heat, Shawn Marion (14 pontos e 11 rebotes) e Udonis Haslem (13 pontos e 10 rebotes), teve duplos-duplos na partida.
Pelo Cavs, o armador Delonte West fez 20 pontos e seu companheiro Mo Williams acrescentou 10 pontos e 5 assistências.
Cleveland (26v-5d) ainda tem outra invencibilidade ativa: a de 16 jogos em casa. O time defende a marca na Quicken Loans Arena na sexta-feira (2/1/2009), contra o Chicago Bulls. Miami (17v-13d) visita o vizinho Orlando Magic na Amway Arena no mesmo dia.
“Prazer”, O.J. Mayo, cestinha entre os novatos da NBA com 20 pontos de média e favorito a disputar com o número 1 do draft Derrick Rose (Chicago Bulls) o prêmio de melhor estreante da temporada. “Muito prazer”, Leandrinho, ou melhor, pode chamá-lo de caçador de ursos. O Memphis Grizzlies está se tornando o adversário favorito do brasileiro, que já tinha feito seu recorde do campeonato com 27 pontos numa vitória sobre este mesmo adversário em novembro, e na madrugada desta quarta-feira (horário de Brasília) superou a marca com 28 pontos, 22 deles no segundo tempo, sendo o cestinha do Phoenix Suns na vitória em Memphis por 101 a 89 (46 a 49 no intervalo), substituindo admiravelmente o lesionado armador canadense Steve Nash no quinteto titular. Histórico também foi o veterano superpivô Shaquille O´Neal, que marcou 24 tentos ultrapassando o legendário Oscar Robertson como o oitavo maior pontuador na história da liga (26.715 no total), ainda anotou 13 rebotes e três tocos. O próximo na lista que ele deve alcançar em breve é o superpivô nigeriano Hakeem Olajuwon (26.946). (more…)
O ala-pivô Zach Randolph pode desfalcar o Los Angeles Clippers pelas próximas duas semanas. O técnico Mike Dunleavy disse que a previsão de afastamento do jogador, lesionado, é entre uma a duas semanas, mas não descartou a possibilidade de ainda mais tempo de fora.
Randolph machucou o joelho esquerdo em uma derrota para o Toronto Raptors na semana passada. O jogador, obtido em uma troca com o New York Knicks em 21 de novembro, é o cestinha da equipe com 23,1 pontos em 14 jogos. Ele participou de seis das oito vitórias do Clippers na temporada.
Um exame de ressonância magnética no último sábado não apontou danos estruturais ao joelho. Randolph disse que precisa recuperar a força no joelho antes de retornar às quadras. “Não é tanta dor assim”, disse Randolph ao jornal Los Angeles Times.
Apesar de toda a especulação sobre o destino do armador Earl Boykins, seu agente americano, Mark Termini, afirmou na segunda-feira (29/12) que o jogador permanecerá no Virtus Bologna, time italiano que também conta com o ala brasileiro Guilherme Giovannoni.
Boykins viajou para Cleveland - onde também reside Termini - durante uma folga de Natal de quatro dias, ignorando a negativa do clube para sua viagem aos EUA. Termini explicou: “Earl voltou para casa por causa de uma situação médica com seu jovem filho. O clube preferia que a criança recebesse tratamento na Itália, mas isso não era confortável para Earl e sua família”.
O armador assinou em 2008 um contrato de um ano e US$ 3,5 milhões com o Virtus, tornando-o o jogador mais bem-pago da liga italiana, a Lega Basket. Por isso, o presidente do clube, Claudio Sabatini, ficou revoltado com a atitude de Boykins e considerou “comportamento inaceitável”. “Temos uma idéia clara do que nós devemos fazer”, disse à televisão italiana, criando uma expectativa de que o armador voltaria à NBA.
Termini, no entanto, insiste que Boykins permanece sob contrato e irá discutir o problema com a direção do clube ao retornar a Bolonha. O técnico Matteo Boniciolli, considerou o ato uma “grande estupidez”, e disse que a direção deve tomar uma decisão, considerando que “todos têm de viver sob as mesmas regras”, americanos ou não.
O Virtus é o segundo colocado na Serie A italiana, atrás apenas do atual bicampeão Montepaschi Siena, e está invicto no Fiba Eurochallenge. O armador baixinho, de apenas 1,64m, tem médias de 16,3 pontos na Lega Basket e 15,5 pontos e 5,5 assistências no Eurochallenge.