January 5, 2009

Paulistano vira para cima de Franca e abre 1 a 0 fora de casa na série semifinal do Paulista

Filed under: Basquete masculino, Nacional — Tags: , , — Redação @ 10:00 pm

Por: Guilherme Giorgi Costa

Com uma virada espetacular, o Paulistano/Amil saiu na frente na série semifinal do Campeonato Paulista masculino de basquete, vencendo no ginásio Pedrocão a equipe do Vivo/Franca por 83 a 79, revertendo assim a vantagem de mando de quadra do time francano. O grande destaque da partida foi Dedé, que marcou 26 pontos, depois de um primeiro tempo apagado com apenas cinco.

“Ele conseguiram minar nosso ataque no começo e o jogo ficou bastante amarrado. Depois,  voltamos com uma postura de defesa, explorando o contra-ataque e o vigor físico da nossa equipe, excelente desde o início da temporada, fez a diferença”, disse Dedé, que marcou 21 pontos somente na segunda metade da partida.

Pelo lado de Franca, o ala Márcio Dornelles esteve muito bem no primeiro quarto, encerrando os 20 primeiros minutos de partida com 19 pontos, incluindo quatro bolas de três. Porém, ele fez um segundo tempo apagado, como toda sua equipe, e só apareceu numa bola de três faltando pouco mais de um minuto para o fim do último quarto. O jogador ainda sentiu cãimbras no fim do terceiro período, o que o prejudicou no fim da partida.

O time da casa, que teve o ginásio inteiro ao seu lado, sentiu muita falta da individualidade de dois jogadores que poderiam ter feito a diferença, mas estiveram muito mal nesta noite de segunda-feira. Helinho e Rogério pouco pontuaram no jogo, sendo que o filho do técnico Hélio Rubens só foi tirar o zero de seu placar no último quarto.

No primeiro quarto, as duas defesas atuaram bem fechadas, o que abriu espaço para as bolas de três dos dois times. Quem se deu melhor foi o time da casa, que colocou quatro bolas de longa distância com Márcio, que terminou os 10 primeiros minutos com impressionantes 15 pontos. Além das bolas de três, os lances livres fizeram a diferença, com o Paulistano encestando apenas uma das cinco cobranças que teve, contra 11 em 13 para o time de Franca. No fim, vitória parcial por 29 a 19 para os donos da casa. Dedé, o cestinha do time da capital, não jogava bem e tinha apenas dois pontos.

No início do segundo quarto, o Paulistano começou a acertar as bolas de três e Márcio, destaque do primeiro período para o time francano, não aparecia da mesma forma. Desta maneira, em cinco minutos, a diferença que chegou a ser de 12 pontos caiu para cinco, que acabou por forçar um pedido de tempo do técnico Hélio Rubens. A parada surtiu efeito e, em dois ataques, a diferença voltou aos 10 pontos, forçando agora o técnico João Marcelo Leite a pedir tempo. Antes do fim do tempo, Franca conseguiu abrir 15 pontos pela primeira vez na partida, depois de sucessivos erros do time da capital e de uma bola de três de Rogério. Antes do término, Paulistano ainda tirou dois pontos e o fim da primeira metade do jogo ficou 50 a 37.

O terceiro quarto teve um início melhor do time visitante, que diminuiu para sete a vantagem em menos de dois minutos, com Dedé voltando a jogar como de costume, partindo para cima e fazendo belas bandejas. Na metade do quarto,  a diferença caiu para apenas quatro pontos, 58 a 54, com Dedé já com 14 pontos. Antes do fim do quarto, o Paulistano desperdiçou dois ataques que poderiam fazer a diferença, mas mesmo assim, com vários erros francanos também, os times entraram nos últimos 10 minutos separados apenas por dois pontos, 65 a 63.

O último período começou com as duas equipes errando bastante e, em dois minutos, apenas Franca tinha feito dois pontos. Nos três minutos seguintes, o Paulistano chegou a tirar para um ponto a vantagem, mas não passou à frente, deixando o time da casa, embalado pela torcida, abrir cinco pontos novamente, com os primeiros pontos de Helinho, que  estava zerado depois de três quartos.

No tempo técnico pedido por Hélio Rubens, o técnico francano se desentendeu com Guilherme, que ficou ironizando e discordando das ordens do treinador. O ala tinha oito pontos na partida e justificava os erros por que Hélio o criticava dizendo que tinha feito um contra-ataque na bola anterior. Na volta do tempo, o Paulistano tirou dois dos quatro pontos que tinha de vantagem, teve duas chances de passar à frente ou ao menos empatar a partida, mas desperdiçou. Uma bola de três de Márcio colocou cinco pontos para o time da casa e o ala chegou aos 26 pontos na partida.

 Quando parecia que não iria ter mais jeito para o Paulistano sair vencedor, faltando menos de um minuto, Dedé colocou uma bola de longa distância mágica, desequilibrado e, depois de mais dois ataques positivos, o time da capital passou à frente por 81 a 79, com Dedé chegando aos 25 pontos. Foi a primeira vez que o time visitante passou à frente no placar, e faltavam apenas 14 segundos. Na saída de bola, depois de um tempo técnico, Franca voltou a perder uma bola boba, fez a falta e o  Paulistano abriu mais um ponto de vantagem.

Com menos de 10s para converter uma cesta de três, o time da casa não conseguiu armar o ataque de forma adequada, Helinho arremessou desequilibrado, não acertando nem o aro. No fim, 83 a 79 para os visitantes, numa virada espetacular.

Pelas semifinais do Campeonato Paulista de 2006/2007 e 2007/2008, o Paulistano perdeu para os francanos por 3 a 1 e 3 a 2, respectivamente, nos duelos da série melhor-de-cinco e não conseguiu disputar o título. Na Supercopa de basquete do ano passado as duas equipes também se enfrentaram na semifinal e os francanos venceram por 3 a 1. Franca conquistou todos estes torneios. Agora, o time da capital deu um passo importantíssimo, dependendo agora apenas de duas vitórias em casa para não sucumbir novamente diante do Franca.

Os principais nomes do jogo foram Márcio Dornelles (26 pontos, cinco rebotes e uma assistência) e William Drudi (12 pontos e uma assistência) pela equipe da casa; Dedé (26 pontos, sete rebotes e uma assistência) e Fernando Penna (18 pontos e oito assistências) em favor do clube da capital.

“O time não começou bem o jogo, se desconcentrando um pouco, mas no segundo tempo mudamos a nossa postura e conseguimos a virada, mostrando que o time tem ótimo vigor físico. No intervalo, o técnico João Marcelo Leite conversou comigo, modificou a minha forma de atuar e isso deu certo, fazendo com que jogássemos dentro do nosso estilo”, comenta Dedé, cestinha do Paulistano/Amil no jogo.

O segundo confronto será jogado nesta terça-feira (6 de janeiro), às 20h, novamente em Franca (SP). A ESPN Brasil mostra o jogo ao vivo. Promessa de outro duelo emocionante e muito disputado no Ginásio Municipal Pedro Murilla Fuentes (Pedrocão).

January 4, 2009

Minnesota bate Chicago e chega à terceira vitória em quatro jogos

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , , — Redação @ 12:32 pm

Por: Guilherme Giorgi Costa

O Minnesota Timberwolves venceu em Chicago, para mais de 20.000 expectadores, o time do Bulls por 102 a 92 e conseguiu apenas sua oitava vitória em 33 partidas da temporada 2008/2009 da NBA. Porém, o time parece estar se encontrando, venceu a terceira partida em quatro jogos,e se embalar nas próximas semanas, pode até sonhar com uma vaga nos playoffs, que por enquanto está bastante complicada. Do outro lado, o Chicago Bulls perdeu a terceira seguida, depois de uma série de sete vitórias consecutivas, e saiu de uma vez por todas da zona de classificação na Conferência Leste.

Al Jefferson, assim como na vitória da última sexta-feira diante do Golden State, foi o principal nome do time, protagonizando outro duplo duplo, com 18 pontos e 14 rebotes. Kevin Love também conseguiu um duplo-duplo, mesmo não iniciando a partida entre os cinco titulares, com 18 pontos e 12 rebotes. Quem não foi bem foi Craig Smith, titular da equipe que marcou apenas um ponto nos mais de 20 minutos que esteve em quadra.

Apesar da aparente calmaria no lado do Minnesota, o técnico Kevin McHale  foi àrduo: “Os caras têm que aprender a ganhar um pouco. Você tem um grupo de jovens rapazes e você verá alguma coisa interessante acontecer.”

O Chicago Bulls teve Derrick Rose como principal pontuador, com 22 pontos, aumentando sua média por partida que até o início da noite era de 17. Ben Gordon colocou três bolas de três em nove tentativas, marcou 17 pontos, mas ficou abaixo de sua média de 22 pontos e de ser o maior pontuador do time nas últimas partidas.

O Chicago foi à quadra sem Kirk Hinrich, Luol Deng e Drew Gooden devido a lesões, mas  Andres Nocioni, jogador que entrou durante a partida, não usou isso como uma desculpa, depois do jogo. “Não acho que é porque algumas das pessoas que estão fora.  Acho que é porque nós não estamos jogando bem, não estamos jogando o suficiente (defesa), para ganhar, não estamos parando as pessoas nos últimos 5 minutos, quando temos de impedir que as pessoas, então eu acho que temos que sair com as desculpas.’

K-Mart faz 45, mas Pacers derrota Kings e volta à briga por playoffs no Leste

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , — Redação @ 11:41 am

Por: Guilherme Giorgi Costa

A  equipe do Indiana Pacers venceu a segunda seguida na temporada regular da NBA, chegou a 12 triunfos e voltou a brigar por uma vaga nos playoffs da Conferência Leste. Na noite deste sábado (3/1), o time de Indianápolis derrotou em casa o Sacramento Kings por 122 a 117, e agora está apenas quatro vitórias atrás do oitavo colocado, o Milwaukee Bucks, que soma 16 triunfos. Indiana, apesar dos sucessos recentes, está em 13º na sua conferência, enquanto o Sacramento Kings conheceu sua 26ª derrota em 34 partidas, sendo o penúltimo da Conferência Oeste.

Danny Granger foi o grande nome do time da casa, marcando ao todo 35 pontos nos quase 40 minutos que esteve em quadra. Outro que jogou bem foi Troy Murphy, que chegou a mais um duplo-duplo na temporada, ao marcar 12 pontos e apanhar 13 rebotes.

A segunda vitória seguida e a curta invencibilidade em 2009 trouxe otimismo ao Indiana. O cestinha do time da noite demonstra isso: “Perdemos muitos jogos disputados, nós estivemos sempre lá, no quase, mas sempre perdemos. Agora estes dois jogos foram muito importantes para nós e eu estou feliz por termos vencido”, disse Granger.

Do lado do Sacramento Kings, as bolas de 3 quase levaram o time a uma surpreendente vitória. Foram 14 bolas certas em 25 tentativas, com destaque para Kevin Martin, que acertou sete de seus 12 chutes de longe. Martin, aliás, marcou um total de 45 pontos e foi o grande cestinha da partida, acertando ainda seis de seus 12 arremessos de 2 pontos, além de 100% nos 12 lances livres que cobrou. Bobby Jackson conseguiu um duplo-duplo, com 15 pontos e 10 rebotes, conseguindo sua melhor partida na temporada.

Vendo pela pontuação, pareceu que Martin foi o grande nome da partida. Porém, o jogador que completou 26 anos no último dia 2, desperdiçou duas bolas de 3 quando o Kings tinha uma vantagem no placar na metade do quarto período. Além disso, perdeu outras duas bolas no minuto final, que poderiam devolver seu time à partida. Foi o terceiro jogo desde sua volta após 10 jogos ausente, devido a uma lesão no tornozelo esquerdo. Ele tem em média 28,3 pontos desde o seu regresso. Mais uma vez, não iniciou o jogo, mas  acabou por marcar a maior quantia de pontos de um reserva desde Darius Miles, que marcou 47 para Portland contra Denver em 19 de abril de 2005.

O treinador interino do Sacramento Kings, Kenny Natt, constatou a importância de Martin na noite de sábado  “Ele nos carregou a noite toda, ofensivamente e defensivamente. Teve um grande jogo por completo. Só precisamos ter o resto da equipe no mesmo ritmo”.

No primeiro quarto, o Indiana começou com toda sua força, abriu 5×0 logo de cara e se manteve na frente por cerca de cinco minutos, quando as bolas de longa distância passaram a cair para o time visitante. Sacramento logo encostou no placar, empatando por diversas vezes, mas só tomando conta faltando quatro minutos, no momento que o time da Califórnia conseguiu abrir cinco pontos. No fim dos 12 primeiros minutos de um movimentado confronto, vitória parcial do Kings por 37×34, com destaque para John Salmons, que tinha nove pontos, e um Martin ainda frio na partida, tendo entrado no fim do primeiro período, com apenas cinco pontos.

O segundo quarto, apesar dos 18 pontos de Kevin Martin, terminou com vitória parcial do time da casa por 68×67. Indiana estava quatro pontos atrás depois dos quatro primeiros minutos de período, porém, faltando quatro minutos para o fim do primeiro tempo, Granger já tinha 14 pontos e liderava a vitória dos Pacers por 61×54. No fim, o Kings se recuperou e trouxe a desvantagem para apenas um ponto.

O terceiro quarto teminou 89×89, nos 12 minutos em que as equipes mais erraram na partida. Quando a diferença para os visitantes chegou aos seis pontos, Ganger colocou uma bola de 3 para o Indiana, não deixando de forma alguma que Sacramento escapasse no score.

O último período foi dominado pelo Kings no início, que desempatou a partida na primeira cesta. Martin chegou aos 41 pontos com uma cesta de 3 que colocou seis pontos de vantagem para Sacramento, faltando quatro minutos para o fim da partida. Ali, parecia que o time californiano conseguiria sua terceira vitória fora de casa na temporada.

Porém, em menos de dois minutos, o placar virou para 114 x 113 para os anfitriões, depois de uma cesta com um lance livre de bonificação de TJ Ford, uma bola de 2 de Ganger e outra de Marquis Daniels. Neste meio tempo, Martin falhou em dois arremessos que poderiam ser decisivos, o mesmo acontecendo com Salmons, que perdeu duas bolas. Faltando um minuto para o fim, Sacramento vencia por um ponto, depois de uma bola certeira de Martin, a última da noite.

Foi aí que Ganger mostrou que não precisava de 45 pontos na partida, fez mais quatro, chegou a 35 e viu seu time vencer com uma diferença de cinco pontos, 122×117.

Na próxima partida, o Pacers buscará a reabilitação total tentando a terceira vitória seguida na temporada, diante do Denver Nuggets, nesta segunda-feira (5/1). O Sacramento Kings terá sua próxima partida no mesmo dia, diante do New Jersey Nets.

Heat derrota Nets na prorrogação com grande atuação do cestinha Dwyane Wade

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , — Redação @ 10:07 am

O Miami Heat venceu, na noite deste sábado, por 101 a 96 o New Jersey Nets, no American Airlines Arena com grande atuação do astro Dwyane Wade. O ala-armador campeão olímpico, que já está praticamente garantido com uma das vagas para o Jogo das Estrelas (que este ano será realizado em Phoenix, no dia 15 de fevereiro), está fazendo por merecer por enquanto o título de líder desse time do Miami Heat.

D-Wade marcou 29 pontos e deu três tocos considerados decisivos nos minutos finais (dois deles em cima do pivô Brook Lopez, do Nets) e deu a vitória para o Heat no melhor jogo da temporada para muitos na Flórida (o time chegou a estar perdendo por 16 pontos).

“Acho que Lopez vai ter pesadelos com Wade esta noite”, brincou o jogador francês do Heat, Yakhouba Diawara.

O Nets começou com tudo o primeiro quarto, vencendo por 27 a 14, mas perdeu o segundo por 24 a 19. Isso deixou o Nets com uma vantagem de oito pontos para o intervalo (46 a 38). Porém, o time da casa parece ter voltado com muito gás para os o últimos 24 minutos de jogo, vencendo ambos os quartos (24 a 22 e 16 a 11) e levando o jogo para prorrogação. O Miami ainda obteve grande ajuda de Michael Beasley (17 pontos) e Yakhouba Diawara (19 pontos).

Wade ainda acertou o arremesso decisivo de três pontos, a 37,2 segundos do fim, o que valeu ao time, a maior virada no placar desde a vitória contra o Indiana Pacers, quando estava perdendo por 15 pontos.

“Adoro ter a oportunidade de chegar até lá e desafiar eles (Nets) com tocos e grandes arremessos”, disse o cestinha Wade, que está entre os mais cogitados para disputar o prêmio de MVP da temporada, junto com Lebron James, Kobe Bryant e Kevin Garnett.

Lopez, que para muitos foi o culpado da derrota do Nets, admitiu não ter prestado atenção em Wade, no momento em que foi bloqueado. “Eu só estava querendo ir com vontade para a cesta. Eu simplesmente não posso ficar prestando atenção em Wade o jogo inteiro, o tempo todo”, completou Lopez.

Até mesmo o técnico do Heat, Erik Spoelstra, disse em tom de brincadeira: “Nós tivemos um simples plano de jogo para Wade esta noite. Era marcar Vince Carter em cada jogada que ele levasse perigo. Mas estou pensando em colocar Dwyane debaixo do aro, pra bloquear tudo o que vier por lá”.

Pelo Nets, os destaques foram Keyon Dooling (23 pontos) e Carter (20 pontos). Justamente a linha dos três pontos que salvou VC e o Nets no jogo contra o Hawks acabou afundando o time neste jogo.VC tentou um arremesso desesperado perto do fim e acabou com as esperanças do Nets.

Ainda sobre D-Wade, Dooling completou : “No segundo tempo, Wade mostrou o quanto é dominante. Ele os levou para uma grande vitória.Ele é com certeza incrível.”

De bom nisso tudo, sobra o conselho do técnico do Nets, Lawrence Frank: “Nós provavelmente tivemos oportunidade para terminar as jogadas em pontos e não aproveitamos. Agora aprendemos a lição de quanto isso é importante. Agora já sabemos que devemos ir com mais vontade à cesta”.

Agora, o Heat (18V-14D) vai receber o San Antonio Spurs, nesta segunda-feira. Já o Nets (16V-18D) joga contra o Sacramento Kings, em Nova Jersey.

(Por Caique Bonetti Capel, Revista Lance Livre)

January 3, 2009

Toronto vence Rockets no Canadá em noite de fraca atuação de McGrady, que sai machucado

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, NBA — Tags: , , , — Redação @ 12:25 pm

O Toronto Raptors venceu, na noite desta sexta-feira no Air Canada Centre, o Houston Rockets por 94 a 73. Com grande ajuda de Chris Bosh e Andrea Bargnani, que marcaram 19 pontos cada um, o time canadense interrompeu uma série de três derrotas seguidas com uma vitória sobre o Rockets, que chega a sua quarta derrota nos últimos seis jogos.

Porém, o problema do time do Rockets pode ser maior do que se imagina, já que o time parece estar descontente consigo mesmo desde a vitória para o Milwaukee Bucks. Apesar do resultado positivo, o time texano chegou a liderar aquela partida por 15 pontos, quando o Bucks encostou no placar, perdendo por apenas quatro pontos (85 a 81). Muitos jogadores disseram que sentiam aquele jogo como uma derrota, devido ao desempenho ruim apresentado.

Já no Raptors, a vitória trouxe um grande alívio, depois de 13 derrotas em 17 jogos, incluindo uma série de quatro derrotas em casa.

Após a vitória, o ala-pivô Chris Bosh disse: “Nós precisávamos dessa vitória. Todo mundo estava esperando um bom começo de ano, e para isso bastava mudar um pouco o jogo. Essa foi uma grande vitória para nós”.

Esta foi a primeira vitória em casa do time canadense desde 10 de dezembro, quando a equipe venceu o Indiana Pacers. Ainda tiveram boas atuações Joey Graham (10 pontos) e Anthony Parker (8 pontos e 8 rebotes).

“Fomos persistentes. Em cada posse de bola houve calma para planejar a jogada certa”, disse Jay Triano, técnico do Raptors.

Pelo lado do Rockets, o técnico Rick Adelman admite que sua equipe jogou mal: “Eu não gostei do jeito que jogamos hoje, todas as nossas jogadas acabavam no um-contra-um, sem nenhum tipo de planejamento tático. Simplesmente não jogamos em sincronia.”

Tracy McGrady tentou explicar a fraca atuação diante de seu ex-time (apenas quatro pontos): “Eu fiquei bastante frustrado hoje, é muito difícil entrar no jogo quando se pega na bola de cinco em cinco minutos”. T-Mac saiu com uma contusão no joelho e disse que provavelmente não jogará na noite deste sábado, contra o Atlanta Hawks.

Já pelo Raptors, o lesionado foi o armador espanhol José Calderón, que em uma infiltração se machucou ainda no primeiro quarto. Ele ainda tentou voltar para o segundo tempo, mas a dor foi inevitável e tirou o espanhol do jogo. Para Calderón, foi a primeira vez que ele não conseguiu marcar nenhuma assistência desde a vitória contra o Pacers, em 25 de fevereiro do ano passado, ou seja, desde a temporada passada.

O Raptors agora pega o Orlando em casa, relembrando os playoffs do ano passado. Já o Rockets continua a sua turnê pelo Leste, e pega o Atlanta Hawks, em Atlanta.

(Caique Bonetti, Revista Lance Livre)

San Antonio vence Grizzlies em Memphis com boa atuação de Tim Duncan

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , — Redação @ 10:36 am

O San Antonio Spurs foi até o Tennessee enfrentar o Memphis Grizzlies, buscando se recuperar da derrota sofrida para o Milwaukee Bucks ainda no dia 30 de dezembro, por 100 a 98. Após dois quartos equilibrados no primeiro tempo (44 a 40), o time de Tim Duncan e Tony Parker venceu o Memphis Grizzlies no segundo tempo, marcando 23 a 16 no terceiro período, e abrindo caminho para a vitória no final por 91 a 80.

Porém a derrota do Grizzlies pôde ser atribuída a dois fatores, a falta de experiência do elenco, e a conhecida queda de produção após o intervalo. Isso é comprovado com uma curiosa estatística: nos 19 jogos em que o Grizzlies perdeu o terceiro quarto, 18 deles acabaram em derrota para o time do Memphis.

“Foi um duro terceiro período. Estávamos perdendo por quatro pontos apenas, e eles (Spurs), vieram com muita energia para o segundo tempo, e isso complicou um pouco as coisas para nós”, disse o técnico do Memphis Grizzlies, Marc Iavaroni, após a derrota para o Spurs.

Duncan, além de seus 20 pontos (8 cestas em 11 arremessos de quadra) ajudou o Spurs com mais 10 rebotes, cinco assistências e três tocos. Tony Parker marcou 19 pontos e ainda deu cinco assistências. Já pelo banco de reservas, Matt Bonner teve boa atuação, acertando sete de seus nove chutes na partida e marcando 16 pontos. Já o ala-armador argentino Manu Ginóbili teve uma atuação regular e marcou 13 pontos.

Hakim Warrick liderou o Grizzlies com 16 pontos, e o pivô espanhol Marc Gasol conseguiu 15 pontos e 11 rebotes. O armador O.J. Mayo marcou 12 pontos, mas continuou com sua dificuldade nos arremessos, acertando 6 em 14 em todo o jogo. Rudy Gay teve uma atuação apagada e marcou apenas nove pontos em toda a noite.

Pelo lado do Spurs, o técnico Gregg Popovich enfatizou a boa defesa feita pelo time: “Precisávamos de nossa defesa. Nós não estávamos fazendo grandes arremessos. Mas a defesa ajudou o time a vencer o jogo”.

A estratégia defensiva foi a de apertar a marcação em O.J. Mayo e Rudy Gay. Mayo é o principal pontuador entre os calouros, com 19,9 pontos de média, e atingiu uma média de 29 pontos nos últimos três jogos contra o Spurs.

“Mayo encontrou seu jogo contra nós, por isso resolvemos fazer uma marcação mais forte para mantê-lo fora do jogo”, disse Popovich após a partida.

O Spurs aprendeu a lição com a apertada vitória no último dia 27, sobre o próprio Grizzlies (106 x 103) e focou sua atenção na marcação, o que possibilitou uma vitória com um placar mais tranqüilo para o time texano.

“Acho que nós prestamos mais atenção na defesa e asseguramos que os principais jogadores não deixassem seu ritmo cair, especialmente no segundo tempo”, disse Parker. “No último jogo, eles tiveram um bom primeiro tempo. Nós só queríamos um bom começo, para podermos jogar mais tranquilos o resto do jogo”, completou o armador francês.

Já pelo lado do Grizzlies, o que sobrou foi a declaração de Rudy Gay, que mostra que o time realmente não jogou bem a partida: “Não acho que tenha sido o que eles jogaram que fez com que perdêssemos, mas sim o que nós não jogamos”.

Méritos ou não, o Spurs tem a terceira melhor campanha do Oeste (21V-11D), já o Grizzlies está muito longe da zona de classificação para os playoffs, com 10 vitórias e 23 derrotas.

Agora o Spurs recebe o Philadelphia 76ers buscando sua 22a vitória na temporada. Já o Grizzlies recebe outro time texano, desta vez o Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki.

(Caique Bonetti Capel, Revista Lance Livre)

Confira vídeo com os melhores momentos de Grizzlies x Spurs

Indiana bate Knicks em Nova York na última bola em jogo emocionante como clássicos do passado

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , — Redação @ 10:06 am

Quem não se lembra dos memoráveis encontros de Pacers e Knicks pelos playoffs? De um lado Reggie Miller, com seus chutes de três certeiros, e do outro Patrick Ewing, com seu incrível jogo de garrafão. Claro que ontem o nível do jogo foi bem menor, mas tivemos relances daquela época, para delírio dos saudosistas de plantão.

O Madison Square Garden não acreditou quando Jarrett Jack acertou um chute certeiro da cabeça do garrafão, dando a vitória para o Indiana Pacers por 105 a 103. A torcida nova-iorquina estava em chamas após a grande enterrada de Wilson Chandler, que valeu ao Knicks uma jogada de três pontos, mas todo o esforço foi em vão. Assim o time de Mike D’Antoni acumulou mais uma derrota na temporada 2008/2009 da NBA e com uma campanha de 12 vitórias e 19 derrotas é apenas o 12º na Conferência Leste, uma posição acima do próprio Pacers, que mantém uma campanha de 11 vitórias e 21 derrotas.

Com mais uma boa atuação de David Lee (26 pontos e 11 rebotes), o New York Knicks foi para o intervalo perdendo por nove pontos (53 a 44), porém o time da “Grande Maçã” voltou para o segundo tempo determinado e venceu os dois últimos quartos da partida (33 a 30 e 26 a 22). Outro jogador do Knicks que se destacou foi Al Harrington, que com 27 pontos se tornou o cestinha nova-iorquino da partida e ainda contribuiu com seis rebotes, mesmo vindo do banco de reservas.

Já pelo lado do Indiana Pacers, quem se destacou foi armador Jarrett Jack, que com 29 pontos foi o cestinha do jogo. O armador jogou o suficiente para fazer seu time jogar bem, prova disso foram foram os 22 pontos de Danny Granger e o duplo-duplo de Troy Murphy (15 pontos e 18 rebotes), que ajudaram (e muito) o time de Indianápolis a vencer o Knicks. Com todos os jogadores titulares do Pacers fazendo pelo menos 10 pontos, visivelmente se nota a dificuldade dos jogadores reservas para manter o mesmo nível dos que começam jogando. Isso foi comprovado com os singelos 16 pontos para todo o banco.

O New York Knicks recebe o líder da Conferência Leste, o Boston Celtics, no próximo dia 4, esperando fazer o que apenas Warriors, Lakers, Blazers, Pacers e Nuggets fizeram: vencer os atuais campeões. Já o Indiana Pacers tem uma missão relativamente mais fácil, já que também recebe o Sacramento Kings, que tem a terceira pior campanha do Oeste. A temporada está chegando a sua metade, e se os dois times quiserem garantir uma vaga na pós-temporada, é melhor começarem a vencer, já que cada jogo passa a ser decisivo.

Ambos os times lutam por vagas nos playoffs do Leste, mas nota-se a dificuldade em manter o nível frente a times como Boston Celtics, Cleveland Cavaliers Orlando Magic e até mesmo os times que lutam pelas últimas vagas para os playoffs (Miami Heat, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks entre outros), já que ambos os elencos, apesar de talentosos, são muito jovens. Os postos de líderes do time começam a ser assumidos tanto por Danny Granger no Indiana Pacers, como por David Lee no New York Knicks, o que certamente ajuda na formação de um time competitivo. Todos já perceberam o grande futuro que times como Pacers e Knicks podem ter, basta os gerentes gerais trabalharem para que se formem elencos decentes, já que em ambos os casos temos cidades e torcedores fanáticos.

(Caique Bonetti Capel, Revista Lance Livre)

Confira vídeo com os melhores momentos de Knicks x Pacers

December 30, 2008

Golden State mantém ótimo ataque e péssima defesa vencendo em casa o Toronto

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, NBA — Tags: , , — Redação @ 3:05 pm

Por: Guilherme Giorgi Costa

Quem vê apenas as estatísticas de melhores ataques da NBA, acha que o Golden State Warriors está entre os primeiros colocados da temporada. Com uma média de 105,32 pontos por jogo, a  equipe só perde neste quesito para o Los Angeles Lakers, que tem uma média acima de 107 pontos por partida. Entretanto, os Warriors tem uma média superior a 111 pontos sofridos, a pior de toda Liga.

Na noite desta segunda-feira,  o Golden State passou pelo Toronto Raptors por 117 a 111, chegando à sua décima vitória em 23 partidas, estando na décima primeira posição da Conferência Oeste, enquanto o Toronto Raptors conheceu sua 19ª derrota em 31 partidas, ficando na décima posição da embolada Conferência Leste, em que o décimo quinto e o sexto colocados são separados por seis vitórias.

Quem foi o destaque dos Warriors foi Stephen Jackson, que aos 30 anos de idade não saiu de quadra em nenhum momento da partida, marcando 30 pontos nos 48 minutos que permaneceu jogando. Além disso, foram sete assistências e sete rebotes. Andris Biedrins protagonizou um duplo-duplo, com 14 rebotes e 13 pontos. 

“Eu sabia que poderia ajudar esta equipe, Tivemos um monte de jogo fora de casa mas agora estamos chegando ao fim, e veremos o que podemos fazer. “ disse Marco Bellinelli, que terminou a partida com 23 pontos, referindo-se a complicada sequência de jogos do time, que jogou 20 jogos fora de casa e apenas 13 em sua arena.

“Temos de jogar fora com a energia que fizemos contra o Boston, quando fomos a LA,”disse Stephen Jackson, que fez o seu quarto jogo com mais de 30 pontos na temporada.” Acho que para nós,  temos de começar a vencer foda de casa”. Lembrando que o Warriors recentemente venceu o líder Boston e jogou de igual a igual com o Lakers, times de melhores campanhas da Liga.

Pelo lado do time do Canadá, Chris Bosh mais uma vez foi o destaque, marcando 30 pontos, se mantendo como um dos principais cestinhas da liga, com uma média de quase 24 pontos por partida. Ele ainda pegou 14 rebotes, fazendo mais um duplo duplo. O espanhol Jose Calderon conseguiu a incrível marca de 16 assistências, além de 21 pontos nos mais de 44 minutos em quadra.

Calderon contou que a equipe está falhando em momentos decisivos: “Estamos chegando perto, mas temos de começar a ganhar, também. Nós não podemos estar mais perto todos os dias e perder. É bom. Vamos continuar a trabalhar juntos, com certeza, mas temos de começar a ganhar jogos.”  

O Golden State Warriors manteve sua boa margem de acertos da linha de três, com 12 bolas certas em 24 tentativas. No primeiro quarto, foram duas, o que ajudou bastante o time a terminar tão perto do Toronto, perdendo apenas por 29×28. Faltando menos de um minuto, a diferença era de cinco pontos, mas Jackson marcou quatro pontos no fim, chegando a oito no total dos primeiros 12 minutos.

No segundo quarto, o jogo continuou igual até a metade do período, quando a partida estava com dois pontos de vantagem para o time de Toronto e Watson colocou outra bola de três para o time da California, passando à frente no placar para não perder mais a ponta. Ao fim do quarto, Jackson já tinha 18 pontos e Bellinelli tinha três bolas de três, para o Golden State abrir oito pontos e chegar na metade do jogo com 60×52 no placar.

Logo no início do terceiro quarto, outras duas bolas de três, uma de Watson e outra de Jackson, colocou a diferença em 12 pontos. Faltando dois minutos, a diferença estava em 14 pontos, quando quem passou a errar foi o time da casa, que viu o Toronto encostar no placar, ficando apenas a seis pontos da liderança. O jogo que parecia decidido, voltava a pegar fogo, com o Raptors entrando animado para os últimos 12 minutos de partida.

No último quarto, as bolas de três voltaram a fazer diferença para o time da Califórnia, com outra bola de Belinelli e uma de Azubuike, que colocou novamente para dois dígitos a vantagem, dando tranquilidade a equipe da casa. Porém, o time canadense não se dava por vencido e, com um último quarto muito bom de Bosch, a  diferença caiu para dois pontos faltando poucos minutos para o final.  

Neste momento,  dois dos principais jogadores dos times erraram na hora que mais precisava deles. Jackson errou uma bola de dois e Calderon falhou em uma bola de três, o que fez com que o jogo continuasse aberto faltando dois minutos. No ataque seguinte, o time da casa abriu quatro pontos com Watson e na saída de bola, Bosch errou o passe complicando a partida para o Raptors. Na sequência, o Toronto partiu para as faltas, em que Belinelli foi preciso dos lances livres, marcando os cinco que cobrou, levando a vitória do Golden State por 117×111.

O próximo jogo do Toronto é diante do Denver Nuggets, no último dia do ano, enquanto o Golden State enfrenta o Oklahoma City, que tem apenas três vitórias na temporada.

Retrospectiva 2008: Ourinhos chega ao pentacampeonato no Nacional feminino

Filed under: Basquete Feminino, Nacional — Tags: , — Redação @ 2:51 pm

Por: Guilherme Giorgi Costa

Quando o 11º Campeonato Nacional Feminino de Basquete começou, parecia que o Ourinhos não chegaria ao pentacampeonato nacional. No paulista, disputado pouco antes do brasileiro, o time saiu derrotado na final contra Catanduva. No brasileiro, a estréia foi diante do Americana, com derrota por 64×54. Apesar da excelente campanha na continuidade do campeonato, Ourinhos ainda sofreu o baque de ter perdido os Jogos Abertos do Interior, evento que aconteceu durante o segundo turno do nacional.

Porém, Ourinhos manteve o foco no nacional, venceu as 15 partidas posteriores na primeira fase do nacional e garantiu a melhor campanha e a vantagem de três jogos em casa nas semi finais. Americana, com apenas duas derrotas, nenhuma delas em casa, ficou em segundo na classificação geral, à frente de Catanduva, que sofreu quatro revezes. Estava na cara que  o título não saíria das mãos destas três equipes, com um nível muito superior a das rivas.

Santo André e São Bernardo tiveram uma campanha regular, com oito vitórias e oito derrotas, lutaram pela última vaga nos playoffs até o final, decidindo a classificação apenas nos critérios de desempate, em que o time de Santo André levou vantagem e enfrentaria nas semi finais Ourinhos. Foi uma surra, em que mesmo jogando melhor do que em todo campeonato, o time do ABC não fez frente a equipe que vinha de um tetra nacional. 3×0 sem grandes difuculdades.

A outra semi final foi emocionante, com partidas decididas só no final. Americana fez 2×0, jogando em casa, com uma vitória por 86×71 e 72×70. Nesta segunda partida, um final, no mínimo curioso. No fim, Catanduva empatou a partida e Americana tinha cinco segundos para fazer a cesta vencedora. Não conseguiu, se precipitou e a bola foi pela linha de fundo a sete décimos do fim. Foi aí que Fabão, de Catanduva, saiu errado, a bola atravessou a quadra sem bater em ninguém, o que deu direito a Americana de sair com a bola próximo a sua cesta de ataque. Com um “tapa” espetacular de Karina após a saída de bola, Americana conseguiu a cesta levando à loucura a torcida no ginásio Centro Cívico.

Nas partidas em Catanduva, duas vitórias do time da casa e o segundo finalista da competição foi decidido na quinta partida, com a vantagem do mando de quadra para Americana. E souberam usar bem o artifício, vencendo a quinta partida por 72×64.

Na final, o time de Ourinhos conseguiu manter seu mando de quadra nas duas primeiras partidas, com duas vitórias relativamente tranquilas, principalmente a primeira, por 88×66. No segundo jogo, mais equilíbrio, mas supremacia do tetracampeão nacional 70×63. Na terceira partida, o campeonato esteve próximo de ser definido, mas as donas da casa viraram a partida faltando apenas seis segundos para o final, quando Aninha acertou dois lances livres e fez 74 a 73. Micaela teve a bola do jogo para definir o título de Ourinhos, mas errou a bandeja.

Porém, o penta de Ourinhos veio na quarta partida, ainda em Americana. Apesar do jogo parelho, o Ourinhos nunca perdeu o controle das ações. No primeiro quarto, vitória por 17 a 14. No segundo, Americana ganhou por 22 a 19 e levou uma igualdade em 36 para o intervalo.No terceiro quarto, Ourinhos praticamente definiu a partida ao vencer por uma diferença de sete pontos: 19 a 12. A vantagem deu folga para as visitantes administrarem a partida e ganharem por 71 a 66 no fim.

A expectativa é que para o nacional de 2009, tenhamos mais equipes no torneio(esse ano foram apenas nove) e que sejam de nível mais alto, para que o campeonato não seja restrito a três equipes. Além disso, espera-se que o nacional não seja uma sequência do paulista e que outros estados se destaquem.

Utah vence Philadelphia em casa com show do recuperado Deron Williams

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , — Redação @ 10:16 am

Jogando para quase 20.000 pessoas em sua arena, o EnergySolutions Arena, o Utah Jazz superou o philadelphia por 112 a 95 na noite de segunda-feira e alcançou sua décima nona vitória em 33 partidas, ficando na nona posição da Conferência oeste em termos de aproveitamentos de vitória. Como tem jogos a mais que seus adversários, mesmo com duas vitórias a mais que o Phoenix Suns, ele aparece fora da zona dos playoffs. Enquanto isso, o Philadelphia segue distante da segunda fase, depois de sua quarta derrota consecutiva, na décima posição da Conferência Leste.

 Deron Williams foi o cestinha da partida, marcando 27 pontos, nos 33 minutos que permaneceu em quadra. Suas quatro bolas de três ajudaram o time de Utah ter mais tranquilidade na vitória, liderando a partida desde o início. O russo Andrei Kirilenko e Mehmet Okur fizeram um duplo-duplo com respectivamente 16 e 19 pontos e 13 e 10 rebotes.

“É provavelmente a primeira vez na temporada que eu me sentia 100 por cento, ou perto disso. É o primeiro jogo que eu sentia assim. Esta noite, eu estava livre de dor. Fiquei animado definitivamente quando eu acordei esta manhã.” disse o recuperado Demon Williams, que acertou 11 dos 18 arremessos de quadra, além de um lance livre.

O treinador do Utah também estava feliz com a atuação de seu atleta: “Ele parecia muito mais vivo e saudável, parece agora que eu o vi uma vez que ele está vindo de volta. Ele tem muito mais desenvolvimento do que parece que ele tinha e isso é muito bom ver, porque, certamente, necessitamos de tudo que ele é capaz de nos dar.”

Pelo 76ers, dois foram os cestinhas. Thaddeus Young e Andre Iguodala marcaram 17 pontos. Young, por sinal, marcou a única cesta de três do time na partida, que chutou nove vezes, com um pífio aproveitamento de 11%. O treinador do Philadelphia Tony DiLeo culpou o cansaço pela derrota “Eles são uma grande equipe, mas nem chegamos cansados, perdemos o nosso foco na defesa e caímos muito no segundo quarto.

No primeiro quarto, o jogo foi igual nos seis primeiros minutos, em que o placar apontava 10×10. Neste momento, a estrela de Williams começou a brilhar e, com uma assistência, uma bola de dois e uma de três, o time da casa tomou a ponta, abrindo 19×14 faltando 2min40s. Ao fim dos 12 primeiros minutos, vitória parcial por 24×20 para o time da casa.

No segundo quarto, o Philadelphia começou melhor e, em menos de um minuto, já tinha empatado o jogo. Mais um pouco e o time visitante assumiu a ponta no placar pela primeira vez na partida, com 33×31 faltando ainda sete minutos para o final da metade do jogo. O jogo foi ‘lá e cá” por mais alguns minutos, quando os 76ers tiveram uma pane em que permaneceram três minutos sem marcar pontos, com seguidos erros de Iguodala e Dalembert. Com isso, a diferença subiu para 51×43.

Williams começou implacável o terceiro quarto e, com duas cestas de três, colocou em três minutos a diferença em 13 pontos, com o placar apontando 59×46. O período seguiu assim até que terminasse em 79×64 com a fartura praticamente liquidada para o Jazz. No último período, a diferença foi aumentando até que terminasse 112×95.

O 76ers volta a quadra no último dia do ano para enfrentar o Los Angeles Clipers, em busca de sua primeira vitória em cinco jogos, para voltar a brigar por uma das oito vagas nos playoffs. Já o Utah Jazz tem parada dura pela frente, contra o Lakers, no dia 02 de janeiro, próxima sexta-feira.

(Por Guilherme Giorgi Costa)

December 28, 2008

Spurs vence Grizzlies em jogo suado com duas prorrogações e Parker cestinha

Filed under: Conferência Oeste, Multimídia, NBA — Tags: , , , — Redação @ 5:43 pm

San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies fizeram um jogo para lá de emocionante em San Antonio na noite de sábado. O time da casa conseguiu a quinta vitória de forma consecutiva. Mais uma vez o destaque da equipe foi o armador francês Tony Parker, que foi responsável por 32 pontos e cinco assistências. Já pelo lado do Memphis, o armador novato O.J. Mayo fez 29 pontos além de muitas bolas de três em momentos cruciais da partida, e mostrou que é candidato forte a levantar o prêmio de novato do ano.

O jogo começou equilibrado, mas com um leve domínio do time da casa. Ao final do primeiro quarto, o Spurs estava com uma pequena vantagem de cinco pontos. Veio o segundo período, com um Grizzlies muito inspirado. Com poucos erros, Memphis virou o jogo para cima do San Antonio, que errou muito. A vantagem era de sete pontos para os visitantes.

A equipe do Tennessee tinha a vantagem e fazia de tudo para o que o Spurs não virasse a partida. Então, finalmente San Antonio conseguiu igualar as coisas. Liderado por Tony Parker, o time do Spurs empatou o placar a poucos segundos do fim. Com a última oportunidade do jogo, Marc Gasol errou o arremesso.

Com o marcador igual ao término do tempo regular, o jogo foi para a prorrogação. No tempo extra, Marc Gasol desempatou a partida para o time de Memphis. Entretanto, uma bola de três do argentino Manu Ginóbili colocou o Spurs à frente. Mas no fim, tudo empatado.

No segundo tempo extra, as equipes voltaram fracas e errando muito. Nessa hora prevaleceu o jogo do Spurs, que iniciou o tempo melhor e abriu uma vantagem que o Grizzlies foi incapaz de buscar. No final das contas, vitória suada, mas muito importante para o Spurs.

(Texto: Thiago Barbosa, revista Lance Livre)

Complemento (por Rubens Borges)

Tony Parker fez 32 pontos, Tim Duncan teve 29 e Manu Ginóbili 20 na vitória do San Antonio Spurs sobre o Memphis Grizzlies por 106 a 103, em prorrogação dupla. O.J. Mayo fez 29 pontos para o Grizzlies. Hakim Warrick teve 16, Marc Gasol, 15, e Rudy Gay, 13.

O Spurs venceu cinco consecutivas e 11 de 13.

Memphis tinha a liderança nos últimos 2 minutos de jogo e abriu vantagem no começo da prorrogação com Mayo.

Parker errou um arremesso no final da primeira prorrogação que daria a vitória ao Spurs. Gasol errou dois lances-livres, levando o jogo para o segundo tempo extra

Parker aumentou a vantagem do Spurs para quatro pontos, Mayo converteu uma de três, com 71s para o final da segunda prorrogação. O.J. Mayo achou Rudy Gay livre, mas Michael Finley bloqueou o arremesso que levaria a partida para a terceira prorrogação.

Melhores momentos aqui.

Detroit bate Milwaukee em casa com quatro jogadores acima dos 15 pontos

Filed under: Conferência Leste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , , , , — Redação @ 12:14 pm

Por: Guilherme Giorgi Costa

O Detroit Pistons passou pelo Milwaukee Bucks na noite deste sábado (27/12), em Detroit, e se manteve sozinho na quinta posição da Conferência Leste com 17 vitórias e 11 derrotas. O jogo terminou 87 a 76 e levou o time do Bucks para a oitava posição com 14 vitórias e 17 derrotas, ainda na zona dos playoffs mas cada vez mais ameaçado por Chicago, Philadelphia e outros times.

Pelo time do Detroit, vimos quatro jogadores acima da marca dos 15 pontos, um deles com duplo-duplo. Tayshaun Price fez 19 pontos, Allen Iverson marcou 18, Rasheed Walace também 18 (com 12 rebotes) e Rodney Stuckey com 16. Todos acima de suas médias na temporada, mas ainda assim o time ficou bem abaixo de sua média de 95 pontos por jogo. Talvez pelo mal desempenho de seus outros jogadores, que somados fizeram apenas 18 pontos. A defesa, entretanto, foi a principal arma do time, como disse seu técnico Michael Curry: “Tudo começou porque defensivamente fomos muito bom”, se referindo a um número de pontos bem inferior à média de 95 sofridos pelo time.

Do lado do Milwaukee, Andrew Bogut foi o destaque com 17 pontos e 10 rebotes, fazendo um duplo-duplo. Além dele, Ramon Sessions, com 12 pontos, foi muito bem-vindo do banco, como vem acontecendo nas últimas partidas. Ao contrário do Detroit, os pontos foram muito bem divididos e mesmo com apenas três acima de 10 pontos (Mbah a Moute fez 12 pontos), ao todo foram 11 os jogadores que pontuaram.

O treinador do Milwaukee, Scott Skiles, justificou ter colocado 12 jogadores em quadra, todos com mais de cinco minutos: “Porque eu estou colocando os outros caras, não significa que estou desistindo do jogo. Eu ainda tinha a intenção de ganhar o jogo”

No primeiro quarto, Detroit esteve na frente até a metade do quarto quando, numa bola de 3, Mbah a Moute colocou o Bucks na frente por 13×12. Porém, Detroit logo voltou à ponta e, no fim do período, marcou sete pontos seguidos, quatro deles de Iverson, que terminou os 12 primeiros minutos com 10 pontos. Pistons 27×21 ao final do quarto.

No segundo período, Detroit começou errando bastante, o que levou o time adversário a encostar no placar em menos de quatro minutos, chegando a 29×28 até o pedido de tempo do técnico Curry. O tempo não surtiu efeito; mais um minuto e a virada voltou a acontecer, com 33×31 na metade do quarto. O jogo permaneceu “lá e cá” até o término da primeira metade, e quem saiu em vantagem foi o Pistons, por 46×44. Bogut era o cestinha da partida até então com 12 pontos.

O terceiro quarto foi o grande diferencial da partida. Detroit marcou 10 pontos seguidos depois dos primeiros ataques serem concretizado para os dois times e, na metade do período, a partida já estava em 58×48. Wallace, numa cesta de 3, colocou o Pistons 15 pontos à frente faltando quatro minutos para o fim do período. As bolas de 3, aliás, não estavam calibradas para nenhuma das equipes. Detroit fez apenas três cestas em 18 tentativas, enquanto o rival acertou apenas uma em 12. Minutos depois, outra bola de 3 de Wallace colocou 17 pontos de vantagem, terminando o período 73×55 para o Detroit.

O quarto período foi tranquilo, com a diferença a favor de Detroit chegando a 82×67 faltando três minutos. O Milwaukee ainda esboçou uma reação, mas em vão devido às muitas falhas nas bolas de longa distância. No final, 87×76.

Agora, Detroit enfrenta o Orlando Magic neste domingo em Orlando enquanto o Milwaukee recebe o San Antonio Spurs na próxima segunda-feira.

December 27, 2008

Charlotte Bobcats vence New Jersey Nets e se aproxima do G-8 do Leste

Filed under: Conferência Leste, NBA — Tags: , , , , — Redação @ 12:04 pm

O time do Charlotte Bobcats chegou à sua segunda vitória consecutiva na temporada da NBA ao bater o New Jersey Nets, em casa, por 95 a 87. Esta foi a décima primeira vitória em 30 jogos do Charlotte, o que o coloca a três vitórias do oitavo colocado na conferência, que no momento é o Milwaukee Bucks. Um pouco à frente, em sétimo, aparece o Nets, que tem 14 vitórias e 15 derrotas e ainda na zona dos playoffs.

Apesar de ter apenas 11 vitórias, o otimismo está na cabeça de Emeka Okafor, depois da quarta vitória em cinco jogos: “Estamos começando a jogar mais e mais e as vitórias estão vindo. Esta vitória é definitivamente encorajadora”

Diaw, recém contratado diante do Phoenix, há duas semanas, também demonstra confiança: “Todo mundo em quadra deve ser capaz de fazer isso e pontuação a qualquer momento. Temos confiança em si e jogamos juntos. Sentimo-nos como estamos a jogar muito bem agora.”

Pelo lado dos Nets, a decepção de mais uma vez perder a partida no final. O jogo foi equilibrado durante os três quartos e, no último, o time de New Jersey viu a vitória escapar. Vince Carter tentou animar em sua entrevista: “É apenas jogar agora. Trata-se de não se preocupar sobre o passado, estamos conscientes da lentidão que começamos no terceiro ou o que seja. Agora só vamos jogar basquete, jogar para ganhar. Sabemos que tivemos a lentidão no terceiro quarto. Mas nós temos mostrado que podemos ainda encontrar uma maneira de ganhar jogos aqui. É com isso que nós precisamos nos preocupar”.

Raymond Felton foi o grande destaque do time do Charlotte, aumentando bastante sua média de pouco menos de 13 pontos por partida. Nesta sexta-feira, foram 22 pontos em quase 40 minutos em que esteve em quadra. Além de Emeka Okafor, que fez 21 pontos, também em noite muito superior à sua média da temporada, quem jogou muito bem foi Gerald Walace, com 16 pontos e 13 rebotes, mais um duplo-duplo para ele na temporada.

Pelo lado visitante, Vince Carter não foi o mesmo do jogo anterior, quando marcou 38 pontos diante do Indiana, mas foi o cestinha de seu time com metade desta pontuação. Devin Harris também não brilhou como de costume nas partidas recentes, marcando 14 pontos.

Podemos dizer que na partida, o valor individual brilhou mais que o conjunto. Enquanto pelo time do Charlotte, apenas sete jogadores pontuaram e nove entraram em quadra, pelo lado dos Nets, nove jogadores pontuaram e 11 tiveram a chance de jogar. Além de Felton, Okafor e Walace, o time da casa ainda teve Boris Diaw(contratado vindo do Phoenix há duas semanas) com 16 pontos, sendo que todos esses permaneceram em quadra por mais de 36 minutos. Pelos Nets, apenas um jogador ficou em quadra por mais que esse período, que foi Vince Carter, presente em 42 minutos.

No primeiro quarto, o Charlotte começou com tudo, abrindo 9×3 em poucos minutos, com destaque para Diaw, que já havia feito quatro pontos. Os Bobcats seguiram na frente do placar durante todo o quarto, terminando à frente por 23×21. No segundo quarto, uma bola de três de Dooling, depois de uma de dois de Carter, colocou o New Jerney na frente pela primeira vez na partida. Em questão de segundos, a diferença subiu para 30×23, com destaque para Carter, que já tinha 14 pontos. Porém, uma nova pane, desta vez do time de Carter, fez com que o Charlotte fizesse 11 pontos seguidos e não só passasse a frente, como abrisse 34×30. No fim do primeiro tempo 50×41 para o Charlotte.

No terceiro quarto, com uma bola de três de Felton com três minutos de jogo, o time do Charlotte abriu a maior vantagem na partida, 60×46, deferença essa que permaneceu estável até dois mintuos antes do término do quarto, quando o Nets começou uma breve reação e terminou oito pontos atrás, 73×65.

No último quarto, o New Jersey permaneceu atrás durante quase todo o período, e faltando cinco minutos a diferença ainda era de oito pontos. Foi quando Harris fez seis pontos seguidos, a diferença caiu para dois e os Nets tiveram a chance de sair com a vitória, já que estava embalado com três ataques seguidos convertidos. Porém, uma bola convertida por Diaw e um erro de Harris, colocou de novo uma diferença de quatro pontos, que foi mantida a base de faltas do time dos Nets para parar o tempo e lances livres convertidos por Wallace e Felton, terminando a partida em 95×87.

Os dois times voltam a se enfrentar neste sábado, por mais uma rodada da NBA. O Charlotte pode chegar à terceira vitória seguida e entrar diretamente na briga por uma vaga nos playoffs. O time do Nets precisa da vitória para não sair da zona de classificação

New Orleans vence Houston Rockets e embola classificação na Conferência Oeste

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, Multimídia, NBA — Tags: , , , — Redação @ 11:59 am

Mesmo jogando em Houston, a equipe do New Orleans Hornets passou pelo Rockets por 88 a 79 e assumiu a terceira posição da Conferência Oeste, chegando ao seu 17º triunfo em 26 jogos e subindo ao terceiro posto. O Houston perdeu sua segunda seguida, estacionou nas 19 vitórias, mas tem 11 derrotas, o que faz com que seja o quinto melhor aproveitamente entre os times do Oeste.

O grande destaque da partida foi Chris Paul, que com 26 pontos marcados foi o cestinha do jogo. O jogador, que tem uma média de 20 pontos por partida na temporada, ainda deu 10 assistências, chegando à um duplo-duplo. David West saiu de quadra apenas durante cinco minutos e marcou ao todo 23 pontos. Pelo lado dos Rockets, Yao Ming fez 19 pontos, pegou 12 rebotes, sendo mais uma vez o destaque do time, fazendo mais um duplo duplo na temporada. Tracy Mcgrady e o argentino Scola fizeram partidas discretas, com 11 e 10 pontos respectivamente.

“Ontem foi apenas embaraçoso. Não sei se foi um grito de alerta. Nós só sabíamos que precisávamos voltar e dar uma melhor esforço, e isso é algo que tem sido uma montanha russa para nós e precisa de se tornar uma constante.” filosofou Chris Paul, se referindo à derrota sofrida para o Orlando na noite anterior.

Já McGrady, em noite apagada, comentou sua atuação: “Não estou 100 por cento. Algumas noites me sinto como se eu poderia ir de 30 a 35 minutos, uma noite eu sinto como se eu não posso fazer nada em todo o tempo.”. O jogador acertou apenas 2 dos 11 arremessos de quadra e terminou com 10 pontos, bem abaixo de sua média de 16.

O Hornets liderou todo o primeiro quarto, desde quando abriu 4×0 em poucos segundos, depois do erro de Yao Ming. Com quatro minutos, Paul colocou uma bola de três e abriu 13×6 na maior vantagem dos 12 primeiros minutos de partida. No fim, 23×18 com 11 pontos para Chris Paul.

No segundo quarto, a partida continuou “lá e cá” e a diferença caiu alguns pontos, mas sem que o Houston conseguisse passar à frente no placar. Com 11 pontos neste período, David West tomou o comando do time visitante, terminando a primeira metade do jogo com vitória parcial de 46×44. Os aproveitamentos na linha de 3 pontos seguiam pífios, com os times errando ataques emcima de ataques nesses quesitos. Ao término do jogo, o aproveitamento do Houston foi de 5 bolas em 19 tentativas, um pouco melhor do que o do New Orleans, com 3 em 21.

No terceiro quarto, logo no início o time do New Orleans colocou a maior vantagem no jogo até então, 58×49, graças à uma das poucas bolas de três da partida, por Chris Paul. Porém, com três erros seguidos, o time do New Orleans viu sua diferença despencar para depois de um bola de três de Battier e minutos depois empatar a partida em 62, com outra de três, desta vez de Barry. Ao término do quarto, sem que o Houston conseguisse passar à frente em nenhum momento, o placar era de 66×64.

No último quarto, David West comandou a abertura do placar do time visitante, marcando os quatro primeiros pontos de seu time e dando tranquilidade a equipe, que, aos poucos abriu vantagem e terminou a partida com vitória por 88×79. Faltando dois minutos, o Houston se recuperou, assustou um pouco trazendo a diferença para três pontos, mas foi a vez de Chris Paul brilhar, marcar quatro pontos seguidos, e voltar a trazer conforto para seu time.

O próximo jogo do Houston será neste sábado, diante do Utah Jazz, enquanto o New Orleans Hornets volta a jogar domingo, dia 28, contra o Indiana Pacers.

Melhores momentos:

December 24, 2008

Dallas vence a segunda seguida batendo Memphis e passa o Natal em sétimo no Oeste (Vídeo)

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , — Redação @ 10:41 am

Por: Guilherme Giorgi Costa

A equipe do Dallas Mavericks passou pelo Memphis Grizzlies  pelo placar de 100 a 82 e chegou à sétima posição da Conferência Oeste após pouco mais de um terço da temporada. Ao que tudo indica, oito times brigarão por sete vagas nos playoffs já que o Los Angeles Lakers já disparou na frente. Atrás, vêm New Orleans, Houston, Denver, San Antonio, Portland, Dallas, Phoenix e Utah muito próximos, separados por uma ou duas vitórias, e bem à frente do décimo colocado  que é o próprio Memphis, que tem apenas nove vitórias contra 17 do rival que o derrotou na noite desta terça-feira.

O ala-pivô alemão Dirk Nowitzki marcou 21 pontos e pegou oito rebotes nos 38 minutos que esteve em quadra e foi o grande destaque do jogo. Jason Terry, apesar de converter apenas duas bolas de três em dez tentativas, marcou 17 pontos e foi o segundo cestinha do time. Kyle Lowry marcou 15 pontos para o Grizzlies e foi destaque do time.

“A gente teve um início lento ofensivamente, mas defensivamente fomos muito bem”, disse o armador Jason Kidd, que anotou 11 assistências e quatro roubos de bola para o Mavericks.

O jogo iniciou com o Dallas jogando muito bom e o Memphis errando bastante, o que fez com que a diferença ao término do primeiro quarto fosse 22 a 12. Na verdade, os primeiros minutos foram equilibrados, com cestas lá e cá, mas a partir da metade do quarto o Memphis se perdeu e marcou apenas dois pontos em seis minutos. Erick Dampier foi o grande destaque do time vencedor no início, marcando oito dos dez primeiros pontos da equipe.

“Nós não entramos em quadra com uma grande quantidade de energia,” conta o treinador Marc Iavaroni, do Grizzlies. ”Fomos aleatórios, não usamos o conjunto. Dissemos que queríamos executá-los, mas tomamos muitas cestas.”

No segundo quarto, a diferença se manteve em 10 pontos, sem que o Memphis pudesse se aproximar, mas sem o Dallas conseguir abrir muito mais que isso no placar. Nowitzki  foi o destaque destes 12 minutos, marcando oito pontos e ajudando a dar tranquilidade ao time. O que fazia uma grande diferença para o Dallas, nesta altura, eram os rebotes, como contou Dampier: “Em noites quando os tiros não caem muito, temos de ter um esforço para ir lá e pegar o rebote, e nós fizemos isso”. No fim do quarto, 42 a 32 no pior primeiro tempo da temporada para o Memphis em termos de pontuação. 

No terceiro quarto, o Memphis tentou uma reação depois de o Dallas abrir 15 pontos de vantagem em três minutos, mas a diferença não saía da casa dos 10 pontos, para desespero do time que queria a vitória para se aproximar do grupo dos oito classificados para os playoffs. No quarto período, o início parecia demonstrar que teríamos um final emocionante, mas a diferença teimava em ficar na casa de uma dezena.

Quando a diferença estava em oito pontos no início do quarto, Singleton tratou de chutar uma bola de três para abrir novamente 11 pontos. Foi uma das sete bolas em 19 tentativas que caíram de longa distância para o Mavs. Do lado do Grizzlies, foram apenas 13 tentativas, com quatro cestas.

A partir desta cesta de três, a diferença nunca caiu para menos de um dígito e a vitória do Mavs se confirmou. Durante o sexto e sétimo minuto do quarto, o Memphis teve a chance, quando conseguiu parar por três ataques seguidos o time de Dallas. Porém, não correspondeu na frente e também não converteu seus arremessos. No fim, 100 a 82.

O Memphis Grizzlies joga sua próxima partida com o San Antonio no sábado enquanto o Dallas receberá nesta quinta-feira o Portland Trail Blazers.

Vídeo:

Hawks bate Thunder com triplo-duplo de Joe Johnson e alcança terceira vitória seguida (Vídeo)

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , — Redação @ 10:05 am

Por: Guilherme Giorgi Costa

O Atlanta Hawks seguiu sua boa campanha na temporada 2008/2009 na NBA ao bater na noite desta terça-feira o Oklahoma City Thunder por 99 a 88, fora de casa, chegando à sua terceira vitória seguida, a 18ª em 28 jogos, alcançando a quarta posição na Conferência Leste e seguindo como fortíssimo candidato a uma vaga nos playoffs. Em contrapartida, o caçula da NBA segue numa temporada sofrível, com apenas três vitórias em 29 jogos, amargando a pior campanha da liga americana de basquete.

Nesta terça, o grande destaque foi Joe Johnson, que marcou o segundo triplo-duplo de sua carreira e o primeiro da temporada, ao marcar 20 pontos, pegar 11 rebotes e dar 11 assistências. O jogador, que tem uma média de 22,7 pontos na temporada, teve uma noite pouco inspirada nos arremesso de três pontos, fazendo apenas dois em oito tentativas, mostrando que seus números poderiam ser ainda melhores.

“Eu não atirei bem, mas, ao mesmo tempo, eu fui capaz de fazer outras coisas”, disse Johnson após sua noite iluminada. “Meus colegas estavam disparando. Eu só estava tentando dar assistências e pegar rebotes”.

Pelo lado do Oklahama, o destaque foi Kevin Durant, que marcou 28 pontos e terminou como cestinha da partida. Chris Wilcox foi mais regular e, em apenas 24 minutos em quadra, marcou 19 pontos para o time que venceu apenas uma vez fora de casa na temporada.

A partida foi bem equilibrada, mantendo um placar igual durante quase todo o jogo, até o último quarto, em que o Hawks conseguiu uma vantagem de 10 pontos, chegando assim à sua sexta vitória nos últimos sete jogos e à 13ª jogando em seu ginásio, a Phillips Arena.

No primeiro quarto, os dois times se alternaram na ponta do placar, sem deixar com que seu rival abrisse mais de dois pontos de vantagem. Depois de 12 minutos de partida, o placar apontava 24 a 23 para o time visitante, que tinha em Kevin Durant seu principal pontuador, com nove pontos. Joe Johnson e Smith comandavam o Atlanta com seis e cinco pontos respectivamente.

“É inacreditável”, disse Williams sobre a atuação de Johnson. “Estamos em boa forma agora. Obviamente, esta é a melhor equipe que eu já vi nos anos em que estive aqui”, referindo-se aos times que ficaram longe dos playoffs durante toda década de 2000 até a temporada passada, quando a equipe se classificou em oitavo e caiu diante do Boston Celtics na primeira fase da pós-temporada.

O segundo quarto começou e o time visitante conseguiu abrir uma vantagem de 37 a 29 depois de quatro minutos de partida no período, com seis pontos seguidos de Wilcox. Porém, a partir daí o Atlanta emendou uma série de pontos seguidos, principalmente com as bolas de dois de Joe Johnson, e em poucos minutos virou para 42 a 38. Ao término do primeiro quarto, vitória parcial do time da Geórgia por 44 a 43.

No terceiro quarto, o Atlanta começou mais agressivo e, graças a quatro faltas sofridas, foi à linha do lance livre e acertou todos a que teve direito, com destaque para Smith que fez quatro. Com isso, a diferença disparou até a metade do quarto, chegando ao placar de 60 a 48 e fazendo parecer que a vitória era só questão de tempo. Mas não foi bem assim.

Desta vez, foi o Oklahoma que teve uma série de lances livres para cobrar e, convertendo todos, encostou no marcador, com 10 pontos seguidos e a diferença em dois pontos. O último quarto começou com o placar de 69 a 68 para Atlanta, com Joe Jonhson falhando diversas vezes e saindo antes do fim do quarto.

Logo no início do último período, cinco pontos seguidos do astro do Atlanta colocaram novamente uma diferença grande no placar para, desta vez, não ser mais tirada. Com cinco assistências somente no último período, Joe terminou a partida com um triplo-duplo e como o principal destaque da vitória de seu time sobre o lanterna da competição.

Agora, o time da Geórgia enfrenta o Chicago Bulls no próximo sábado (27/12), enquanto o Thunder vai a Detroit no mesmo dia para tentar a sorte contra o Pistons.

Vídeo:

December 23, 2008

Retrospectiva 2008: Dream Team dá show na Olimpíada e faz final inesquecível contra Espanha

Por: Guilherme Giorgi Costa

O ano de 2008 está chegando ao fim e muitos foram os momentos inesquecíveis dentro do esporte da bola laranja. O BasketBrasil preparou uma série de textos, que serão publicados diariamente aqui no site, para relembrarmos o que de melhor aconteceu no ano. Para começar, falaremos claro, dos Jogos Olímpicos, a principal competição entre seleções no mundo. Hoje lembraremos da histórica campanha americana da seleção masculina e, amanhã, recordaremos o ouro do time americano feminino, juntamente com a campanha ruim do time brasileiro, que ficou na primeira fase com apenas uma vitória.

O time norte-americano foi para Pequim com grande parte de sua força máxima. LeBron James, Kobe Bryant e Dwyane Wade foram os grandes destaques do time. Carmelo Anthony , Jason Kidd, Tayshaun Prince, Carlos Boozer, Chris Bosh,  Dwight Howard, Chris Paul, Michael Redd e Deron Williams foram os outros convocados. Bem diferente do time que perdera os últimos dois Mundiais e a Olimpíada de Atenas, quando eram apenas astros individuais da NBA e alguns coadjuvantes. Agora, eram os melhores. As estrelas, com poucas ausências importantes.

Os americanos começaram sua invicta campanha vencendo os chineses, numa partida que marcou bastante pelo confronto de Yao Ming com as feras da NBA. No primeiro tempo, para delírio dos fanáticos chineses que lotaram o ginásio, o jogo seguiu igual, até o momento que a China teve que usar seus reservas, que não foram páreo aos atletas do segundo time dos EUA, e a diferença foi para as nuvens, terminando 101 a 70. Nas partidas seguintes, um time aguerrido, forte e com muita vontade venceu com facilidade seus adversários: 97 a 76 contra Angola, 92 a 69 na Grécia, 119 a 82 na Espanha e 106 a 57 na Alemanha.

Diante da Grécia e da Espanha, na teoria os times mais fortes do grupo, o enredo foi parecido. Com uma atuação sólida na defesa e rápidos nos contra-ataques, os norte-americanos foram implacáveis desde o início da partida, dificultando a vida de seus adversários desde o começo da partida, sem dar chances aos rivais.

Nas quartas-de-final, vitória sobre a Austrália por 116 a 85. A Austrália tentou. Chegou a terminar o primeiro quarto com apenas um ponto de desvantagem no marcador. Mas os Estados Unidos deslancharam a partir do segundo período e, mais uma vez, não deram chances ao adversário. Com uma vitória por 116 a 85, e 25 pontos de Kobe Bryant, os norte-americanos alcançaram as semifinais para enfrentar a Argentina.

Os argentinos fizeram um jogaço com os gregos pelas quartas-de-finais. O grande destaque da vitória argentina contra a Grécia foi o ala Carlos Delfino, com 23 pontos, 13 deles no último quarto. Manu Ginóbili também não decepcionou, ao anotar 24 pontos. Pelo lado da Grécia, Antonios Fotsis foi o destaque com 17 pontos e 10 rebotes. Nas outras partidas, os espanhóis e lituanos venceram sem grandes dificuldades os croatas e chineses respectivamente.

Nas semifinais, o esperado duelo dos americanos com os argentinos. Os campeões olímpicos de 2004 iriam tentar seguir na luta pelo bi diante do Dream Team e os americanos queriam vingar a derrota de Atenas. E conseguiram. Sem Manu Ginóbili no time, machucado logo no primeiro quarto, os argentinos viram o sonho da final virar pó logo no início da partida, quando os americanos abriram 30 a 11. Apesar da melhora no segundo e terceiro quartos, pouco a Argentina pôde fazer, perdendo por 101 a 81 ao término da partida. Na outra semifinal, em jogo muito parelho, com várias alternâncias no marcador, a Espanha fez valer a força do elenco atual campeão mundial e derrotou a Lituânia por 91 a 86.  

Sem Ginóbili, vetado por contusão no tornozelo esquerdo, a Argentina contou com a liderança de Luis Scola e Carlos Delfino, que fizeram juntos 36 pontos, para vencer a Lituânia por 87 a 75 e ficar com o bronze.

Na final, um jogo inesquecível, como muito bem contou após a partida o redator do BasketBrasil Adriano Albuquerque:

 ”Foi um jogo que valorizou e muito a retomada americana do ouro. O time sobreviveu a uma noite inspiradíssima do ataque espanhol e a todo tipo de marcação por zona que encararam. Os astros da NBA que foram a Pequim mostraram exatamente por que são considerados os melhores do mundo: porque nos momentos de pressão, não entram em pânico e sabem impor seu basquete. Dwyane Wade e Kobe Bryant tiveram a mesma frieza, personalidade e poder de decisão e desequilíbrio que lhes trouxeram títulos na liga americana - e para os difamadores de plantão da dupla, o fizeram sem Shaquille O’Neal.

Seguiu também a lógica destes Jogos, que têm sido a coroação de grandes astros, confirmando suas estrelas com performances inesquecíveis. O “Redeem Team” foi um dos maiores símbolos destes Jogos, junto a Michael Phelps, Usain Bolt, Rafael Nadal, a seleção americana feminina de basquete, a seleção brasileira feminina de vôlei e a seleção masculina argentina de futebol”.

O começo do jogo motrou como iria ser a partida inteira. No primeiro ataque do jogo, LeBron James fez de três. No segundo, Pau Gasol respondeu com uma cesta e um arremesso de bonificação após sofrer a falta. O primeiro quarto entre Estados Unidos e Espanha foi o de maior pontuação destes Jogos Olímpicos. A Espanha, além de fazer seu melhor primeiro período nestas Olimpíadas, dominou o placar nos oito primeiros minutos (15 a 11). Os norte-americanos reagiram quando o técnico Mike Krzyzewski colocou o quinteto “reserva”, que anotou 29 pontos e ajudou o time a terminar com a vantagem de 38 a 31 no final.
O ritmo acelerado e o equilíbrio do primeiro quarto continuaram no segundo, vencido pelos Estados Unidos por 31 a 30, e os times indo para o intervalo com 69 a 61, com a partida aberta e os espanhóis prontos para dar o bote a qualquer momento.

O técnico Mike Krzyzewski apostou nas infiltrações no garrafão no terceiro quarto. Na primeira metade, deixou em quadra Bryant e James (titulares) junto com Dwyane Wade. A estratégia deu certo e os Estados Unidos conseguiram aumentar um pouco a vantagem. Mas a Espanha não desperdiçava os ataques e continuou a seguir de perto. Desta vez, as duas equipes não alcançaram os trinta pontos no quarto, que terminou 22 a 21 a favor dos norte-americanos.

No último período, a diferença que era de nove pontos se esvaiu para apenas dois nos minutos iniciais. Liderada por Rudy Fernandez, melhor jogador da equipe com 22 pontos, a Espanha não se entregava e acompanhava o ritmo norte-americano. Porém, os Estados Unidos também fizeram sete pontos, cinco deles de Bryant, em apenas dois minutos e recuperaram a vantagem. Pau Gasol voltou a aparecer bem no final da partida, anotando dois lances livres e deixando o placar em 105 a 99 a favor dos EUA. No ataque seguinte, porém, apareceu o astro. Kobe Bryant fez uma de três e ainda sofreu a falta, convertendo o lance livre.

A partir daí, os arremessos começaram a ser convertidos alternadamente. Carlos Jimenez fez de três, mas Wade anotou da mesma distância para marcar seu 27º ponto no jogo. Com menos de um minuto e vendo a diferença ainda em sete pontos, os espanhóis começaram a apelar para as faltas, mas contaram com um bom aproveitamento dos norte-americanos, que mantiveram a vantagem para conquistar sua 13ª medalha de ouro em Jogos Olímpicos.

 Uma conquista histórica. Uma Olimpíada histórica, com a volta do Dream Team, a evolução da China de Yao Ming, a incrível participação da Espanha que fez um jogaço na final com os americanos, o duelo inesquecível entre Argentina e Grécia, a volta do bom basquete da Lituânia, o bom time que Angola mostrou principalmente diante dos americanos… Só o Brasil não participou da festa, mas isso fica para os próximos capítulos da retrospectiva…

San Antonio bate Sacramento fora de casa e chega à oitava vitória em dez jogos

Filed under: Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , — Redação @ 8:39 am

O San Antonio Spurs venceu fora de casa o Sacramento Kings por 101 a 85 e chegou a sua 17a vitória em 27 jogos na temporada, permanecendo na quinta posição da Conferência Oeste da temporada 2008/2009 da NBA. O armador francês Tony Parker, com 18 pontos, foi o grande destaque do time do Texas, que mesmo jogando na casa do adversário era favorito na partida, haja vista a fraca campanha do Kings no ano, com apenas sete vitórias e um total de 22 derrotas.

“Não fiz nada para merecer o meu dinheiro,” disse Gregg Popovich, técnico do Spurs. “Eles (os jogadores) foram os treinadores. Mudaram defesas, chamaram jogadas. Eu só fiz as substituições”. Essa frase mostrou a tranquilidade na qual o time chegou a vitória.

O aproveitamento das bolas de dois do time texano não foi excelente, mas o suficiente para chegar à contagem centenária. Foram 37 acertos em 71 tentativas, numa porcentagem pouco maior que 50% e bem maior que a dos Kings, que chutaram 78 bolas e fizeram apenas 31. Nas bolas de três, um equilíbrio maior, com cinco bolas do time do Sacramento contra sete do San Antonio, em 15 tentativas de ambos os lados.

No primeiro quarto, o Sacramento começou jogando melhor, passou boa parte do período na frente, comandado por John Salmons que em três minutos já tinha cinco pontos e colocava os donos da casa na frente por 13 a 9. Salmons, por sinal, foi o principal jogador do time do Sacramento, marcando ao todo 22 pontos nos quase 37 minutos que permaneceu em quadra. Porém, a partir da metade do quarto, a vitória começou a se desenhar para o Spurs, que terminou o primeiro quarto vencendo por 33 a 22, com um jejum de pontos do time da casa de três minutos ao término da parcial.

No segundo quarto, a diferença continuou aumentando, com Parker e Roger Mason se revezando nas pontuações, terminando a metade da partida com 12 e 11 pontos respectivamente. Parker se recuperou de um início ruim, quando perdeu cinco bolas no primeiro quarto. No fim dos 24 primeiros minutos, 62 a 45 e uma vitória praticamente garantida.

No restante da partida, o passeio do Spurs continuou, agora com os reservas que entraram bem e mantiveram o nível. George Hill e Anthony Tolliver foram os principais nomes do banco, marcando 10 e sete pontos respectivamente. O argentino Manu Ginóbili marcou um total de 10 pontos nos 23 minutos que esteve em quadra, sendo outro que fez dois dígitos na pontuação, juntamente com Tim Duncan, com 10 pontos, e Roger Mason que fez 11 e comentou o jogo:  “A gente virou a bola muito bem e nossa principal arma foi a defesa. Penso que fizemos um excelente trabalho atrás”.

O técnico interino do Sacramento Kenny Natt preferiu ver o lado bom da partida: “Felizmente, todos nós aprendemos uma lição de uma equipe como essa. Sua posse de bola, a forma como eles executam e cuidam do basquete. Coisas assim. Deram-nos uma primeira aula sobre isso.”

Agora, o Kings busca a recuperação diante do Toronto na próxima sexta-feira. O time, que joga em casa, tenta a sexta vitória em seu ginásio no décimo confronto. Jogando fora de casa, o desempenho é péssimo, com apenas duas vitórias em 13 jogos. Já o Spurs busca a nona vitória nos últimos 11 jogos contra o Minnesota Timberwolves, que tem apenas quatro vitórias na temporada. A partida acontece nesta  noite de terça-feira, em Minneapolis.

Melhores momentos:

Texto: Guilherme G. Costa

Toronto derrota Clippers no Canadá e se aproxima do G-8 da Conferência Leste

Filed under: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, NBA — Tags: , , — Redação @ 8:37 am

A equipe do Toronto Raptors passou pelo Los Angeles Clipers por 97 a 75, alcançando sua 11ª vitória em 28 partidas, ficando duas vitórias atrás do oitavo colocado da Conferência Leste, que no momento é o New Jersey Nets. Já o Clippers conheceu sua vigésima derrota nos 28 jogos disputados, ficando cada vez mais longe dos playoffs.

O destaque da partida foi o ala-pivô Chris Bosh, que marcou ao todo 31 pontos nos mais de 37 minutos que permaneceu em quadra. Somente no último período, foram 18 pontos. Pelo lado do Clippers,  o destaque foi o ala-armador novato Eric Gordon, que esteve em quadra durante 45 minutos. Neste tempo, marcou 19 pontos e pegou quatro rebotes. Com a mesma pontuação, o ala-pivô Zach Randolph deixou sua média de 22 pontos por partida na temporada cair um pouco, mas mesmo jogando bem não impediu mais uma derrota de seu time.

O técnico do Raptors, Jay Triano, reconheceu que não foi uma grande partida de seu time, mas exaltou a grande atuação de Bosh. “Nós realmente não tivemos muitos pontos altos na partida, mas estávamos dando a bola para o Chris, e eles não conseguiam detê-lo.”

“O treinador disse-me apenas para manter-me agressivo. Vi logo a partir do início do quarto período que ele estava apenas indo para colocar a bola nas minhas mãos e fazer o time jogar para mim. Então, eu só queria ser assertivo e atacar o aro”, disse o campeão olímpico Bosh, admitindo a responsabilidade de brecar a reação do Clippers no último quarto.

Já o destaque do Clippers, Randolph, sentiu novamente uma contusão no joelho e deixou o jogo com 10min44s por jogar após uma colisão com Jake Voskuhl.

“Felizmente, é apenas uma contusão óssea”, Randolph disse. “É um pouco dolorido, mas espero que isso melhore logo. Eu só preciso mantê-lo de gelo.”

A partida foi tranquila desde o início para o time com sede no Canadá, com raros minutos de reação do time californiano. Com cinco minutos de partida, o placar já apontava 15 a 6 para os donos da casa. Bosh já estava com oito pontos na partida e mostrava que ia ser o destaque. Ao término do primeiro quarto, 25 a 18 e, depois de um segundo período parecido, as equipes foram para o invervalo com o placar de 51 a 32.

Durante o segundo período, o time de Los Angeles ficou mais de cinco minutos sem marcar pontos, estagnados na pontuação 29 entre uma cesta de Randolph faltando 5min56s para o término do quarto, quando a diferença caiu para seis pontos, até uma bola de dois pontos de DeAndre Jordan, faltando 30s, quando o placar passou a ser 48 a 31. Ou seja, nestes mais de cinco minutos, o placar foi de 13 a 0 para o time da casa.

No segundo tempo, o Clippers ameaçou novamente uma reação, com oito pontos seguidos na metade do terceiro quarto, deixando a diferença em apenas 11 pontos, 61 a 50. Mas depois de um pedido de tempo do técnico do Raptors, a diferença parou de cair, estagnando na zona dos dez pontos, com 69 a 60 no terceiro período.

No último quarto, o Clippers não conseguiu prosseguir a reação, muito em função da atuação de Bosh, que marcou 18 pontos no último quarto e comandou o fim de partida do Toronto. No fim, 97 a 75, em um ótimo trabalho de defesa que deixou o time levar apenas 15 pontos nos últimos 12 minutos.

Na próxima partida, o Toronto enfrenta o Sacramento Kings, numa ótima oportunidade de vitória, já que o time de Sacramento vem mal na temporada. Já o Clippers busca a recuperação diante do Dallas dia 28.

Melhores momentos:

(Por Guilherme G. Costa)

December 21, 2008

Chris Paul brilha na quarta vitória seguida do Hornets, batendo o Kings

Filed under: Conferência Oeste, NBA — Tags: , , — Redação @ 7:00 pm

16ª vitória, a quarta seguida. O time do New Orleans Hornets vem fazendo partidas espetaculares, e a de ontem, seguiu o mesmo rumo, com grandes emoções.

Chris Paul e David West jogaram muito, este último marcou 17 pontos. O Hornets mostrou aquele jogo que é de vibrar, terminando o primeiro quarto com oito pontos de vantagem.

Uma vantagem pequena, que o Sacramento Kings voltou decidido a tirar. Rapidamente diminuiu para quatro pontos, mas New Orleans não deixou barato e aumentou a vantagem novamente para oito. Faltando alguns minutos para o término do primeiro tempo, o Kings vira a partida, mas com uma bola espetacular, ao estouro do cronômetro, Morris Peterson empata o jogo, que termina 46 a 46 no intervalo.

Vale lembrar que até o final do primeiro tempo, o Sacramento estava com 50% de aproveitamento da linha dos três.

Vira-vira danado nesse jogo, o Hornets voltou já virando o jogo, fazendo 59 a 52. Teve até um momento em que a vantagem era de 13 pontos, mas que caiu para nove. O “exterminador” Chris Paul fez só no terceiro quarto 16 pontos e roubou quatro bolas.

O último quarto foi só de equilíbrio. New Orleans manteve seus nove pontos de vantagem, terminando o jogo com 99 a 90 para os donos da casa. O destaque da partida foi CP3, com 34 pontos, nove assistências e oito roubos, sendo o último quesito, a metade só no terceiro quarto. E pelo lado do Kings, John Salmons foi o cestinha com 26 pontos e sete assistências.

(Thiago Anselmo Barbosa, Revista Lance Livre)

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