December 4, 2008
Até que o brasileiro Leandrinho fez uma boa partida na sua primeira aparição como titular do Phoenix Suns na temporada e fora de sua posição habitual de ala-armador. Teve de substituir o armador-astro canadense Steve Nash (gripado) numa verdadeira fogueira, justamente no duelo em Nova Orleans com Chris Paul, o melhor armador da NBA na temporada 2007-08 e nesta também, e não fez feio. Foi o segundo cestinha do time do Arizona com 19 pontos, quatro rebotes, três assistências e um roubo de bola, mas deu a lógica na New Orleans Arena: com uma grande atuação de 24 pontos e 15 assistências de CP3, o Hornets (10V-6D) impôs a terceira derrota consecutiva do desfalcado Suns, 104 a 91 (51 a 50 no intervalo). O ala sérvio Peja Stojakovic foi o cestinha dos donos da casa com 24 pontos incluindo cinco bolas de três mais seis rebotes, e o ala-pivô Amare Stoudemire comandou o Phoenix (11V-8D) com 26 tentos na ausência do veterano pivô Shaquille O´Neal, poupado para o jogo desta quinta-feira à noite contra o Dallas Mavericks no Texas.
Restou a Leandro elogiar o talento do campeão olímpico Paul: “Ele é um jogador muito bom. Ele sabe o que fazer. O técnico (Byron Scott) dá a ele luz verde para fazer o que ele sabe fazer, e ele fez um grande trabalho hoje. Nós não pegamos os rebotes para sair jogando, acho que no primeiro tempo nós fizemos um bom trabalho nisso, pegando o rebote e correndo para o ataque. No segundo tempo não fizemos isso, então acho que a vantagem deles (Hornets) foi essa”, disse o brasileiro na entrevista depois do jogo, reconhecendo a superioridade do armador que foi o segundo mais votado na eleição do MVP (Jogador Mais Valioso da liga) em 2008 depois do astro do Los Angeles Lakers Kobe Bryant.
As ausências de Nash e O´Neal, dois dos principais titulares do time que devem estar em quadra hoje em Dallas, forçaram o técnico Terry Porter a experimentar uma formação diferente com Leandrinho na armação, o ala Grant Hill para ajudar o brasileiro na condução e distribuição das bolas, Raja Bell de ala-armador, Stoudemire e o fraco pivô novato Robin Lopez. Já recuperando o ritmo depois do afastamento em virtude do falecimento de sua mãe, Dona Ivete Barbosa, Leandro jogou durante 38min51s como titular, o armador novato reserva Sean Singletary entrou apenas 6min48s e o calouro esloveno Goran Dragic nem sequer saiu do banco. Porter explicou que achou melhor deixar o ala Matt Barnes no banco para a entrada de Hill para aproveitar a melhor capacidade de passe do veterano ex-All-Star e o entrosamento do trio Leandro/Grant/Bell que jogam juntos desde o ano passado, enquanto Barnes chegou mais recentemente, saído do Golden State Warriors.
O camisa 10 brazuca acertou sete em 15 arremessos de quadra incluindo dois em seis chutes da linha de três pontos, encestou três em quatro lances livres, pegou três rebotes defensivos e uma sobra no ataque, roubou uma bola, levou dois tocos e desperdiçou duas posses de bola. O experiente Hill ajudou bastante a armar o time anotando 17 pontos, seis assistências e seis rebotes, mas com esse improviso não dava mesmo para competir com o melhor “garçom” da liga. Eleito o melhor jogador do Oeste no primeiro mês do campeonato, Paul aproveitou para elevar suas médias para 20,6 pontos e 11,8 assistências por jogo.
Confira o vídeo com os melhores momentos da partida na New Orleans Arena
O ala-pivô David West foi outro destaque do New Orleans, com 23 pontos e 14 rebotes na quinta vitória da equipe nos últimos seis jogos. O Suns simplesmente não conseguiu acompanhar o ritmo do Hornets sem seu maestro Steve Nash, que ficou no hotel adoentado o dia inteiro. O Phoenix também insistiu com o plano de poupar Shaq na primeira partida de rodadas duplas, mesmo em meio a um princípio de crise, resta saber se o descanso vai render bons frutos nesta quinta contra o Mavericks.
Apesar das dificuldades, o Suns venceu o segundo quarto por 29 a 16 depois de perder o primeiro período por 35 a 21, e chegou a estar liderando o placar por 63 a 60 no meio do terceiro quarto após uma enterrada de Stoudemire no contra-ataque, mas a alegria não durou muito. Paul deu uma assistência para enterrada do pivô Tyson Chandler, autor de 14 pontos e nove rebotes, iniciando uma arrancada de 11 a 1 que teve duas bolas de três, uma de Stojakovic e outra do reserva Devin Brown.
Raja Bell interrompeu brevemente a seqüência acertando uma bola de três da zona morta, mas Stojakovic respondeu convertendo um arremesso todo desequilibrado, em que sofreu a falta e foi derrubado no chão, ainda encestou o lance livre de bonificação completando a jogada de três pontos que abriu uma série de 11 a 2 que ampliou a vantagem do Hornets para 82 a 69 no final do terceiro quarto.
O Suns não se entregou sem lutar, e a terceira bola de três de Barnes (autor de 13 pontos) fechou uma reação de 7 a 0 que diminuiu a diferença para 87 a 76 no início da etapa final. Mais tarde Hill converteu uma infiltração mesmo sofrendo falta de James Posey e cortou o prejuízo para nove pontos (91 a 82) com 5min17s por jogar, mas isso foi o mais próximo que o Phoenix conseguiu chegar. Chandler veio por trás de uma infiltração de Paul e consertou uma bandeja errada do armador fazendo uma enterrada, e depois o quinto triplo de Peja na noite abriu 96 a 84 no placar para o Hornets, uma vantagem confortável que o time da casa administrou nos últimos 3min01s.
Sentindo falta da presença de 2,16m de O´Neal, os visitantes foram dominados nos rebotes, o Hornets teve uma vantagem de 46 a 30 na tábua, com destaque para um recorde do time na temporada com 17 rebotes ofensivos, incluindo seis de Chandler. O New Orleans começou com tudo, livrando uma vantagem acima de 10 pontos logo no quarto inicial, no qual Paul fez 12 unidades e West 11. Um chute certeiro de média distância de CP3 no último segundo fechou a parcial em 35 a 21. A dupla de All-Stars Paul/West começou o segundo quarto no banco e viu de fora o Suns reagir com uma arrancada de 9 a 0 que forçou o retorno de ambos à quadra. Isso conteve um pouco o ímpeto dos visitantes, mas Phoenix continuou lutando e diminuiu a diferença com a ajuda de três arremessos longos convertidos por Leandrinho, incluindo uma bola de três pontos.
Um gancho curto convertido por Stoudemire no garrafão empatou o jogo em 46 a 46 faltando 2min27s para o intervalo, e uma bandeja na infiltração de Hill virou o placar momentamente para 48 a 47 pouco depois, mas o New Orleans recuperou a vantagem com um arremesso certeiro de Stojakovic fazendo 51 a 49 e terminou o primeiro tempo na frente, mas como Leandrinho falou, o Suns se perdeu nos rebotes depois do intervalo e acabou derrotado, foi apenas a terceira derrota do time em 10 jogos fora de casa, mas o sexto revés consecutivo em confrontos com o Hornets desde a temporada passada, é o mais longo “tabu” do Phoenix contra qualquer equipe.
Na defesa Paul ajudou com três roubos de bola, chegando a 100 jogos consecutivos com pelo menos uma roubada, a mais longa série desse tipo na liga superando inclusive um recorde de Michael Jordan. Os 35 pontos do Hornets no primeiro quarto foram a maior pontuação da equipe em um período nesta temporada, significa que a defesa do Suns não fez o dever de casa. O New Orleans venceu todas as oito partidas em que chegou à contagem centenária e só perdeu uma vez em 11 jogos nos quais tinha a liderança no placar ao final do terceiro quarto, é um time bem armado que raramente permite viradas.
“Eu não estou acostumado com isso de forma alguma, perder três seguidas nunca é fácil, não é divertido. Temos de lutar de volta e temos de manter nossa sanidade”, concluiu Stoudemire.
A máquina do Cleveland Cavaliers (15V-3D) continua atropelando os adversários a toda velocidade com uma invencibilidade em casa que agora chega a 10 partidas, com a vitória arrasadora sobre o New York Knicks por 118 a 82 (61 a 35 no intervalo), e tem um motor brasileiro em particular que está funcionando em alto RPM, não rotações, mas rebotes por minuto. O ala-pivô Anderson Varejão foi novamente o reboteiro mais eficiente da equipe com 10 capturas em menos de 20 minutos saindo do banco, e só não chegou ao duplo-duplo (dois dígitos em dois fundamentos) porque errou três em quatro lances livres. Ele marcou nove pontos acertando quatro em cinco arremessos de quadra, fez duas assistências e deu um toco. (more…)
December 3, 2008
O armador-astro canadense Steve Nash ficou fora do último treino do Phoenix Suns na manhã desta quarta-feira com sintomas de gripe e é dúvida para a partida desta noite contra o New Orleans Hornets em Nova Orleans, ele ficou no hotel durante o dia enquanto seus companheiros treinavam na New Orleans Arena. Na sexta-feira passada, Nash desfalcou o time do Arizona na derrota para o Miami Heat com uma contusão na coxa, e o armador novato Sean Singletary começou jogando em seu lugar, mas foi o ala-armador brasileiro Leandrinho quem passou a maior parte do tempo armando o time, anotando 20 pontos e cinco assistências na pior apresentação de sua equipe na temporada. Jogar sem Nash é uma grande temeridade para a terceira derrota seguida, já que do outro lado estará o melhor armador da NBA desde a temporada 2007-08, o jovem Chris Paul.
A verdade é que o Suns (11V-7D) continua sem uma solução confiável para a posição 1 quando Nash não está em quadra, e o craque já está com 34 anos de idade, não pode esperar muito por alguém que dê conta do recado para ele não ficar sobrecarregado com uma carga excessiva de minutos em quadra contra o Hornets (9V-6D), isso se ele tiver condições de jogar a partida que começa às 23h (horário de Brasília). Os novatos Singletary e Goran Dragic até agora não corresponderam, sendo que o esloveno é uma decepção maior pelo dinheiro gasto nele. Leandrinho é o mais qualificado para “quebrar um galho” na função, mas já foi efetivado na posição 2 há um bom tempo.
O jornal East Valley Tribune traz uma matéria crítica sobre o assunto assinada por Jerry Brown, leia abaixo a tradução.
Desde que Steve Nash retornou a Phoenix no verão de 2004, o Suns tem procurado por um discípulo reserva que mantenha o time bem orientado para o norte enquanto ele descansava. Tem sido uma procura infrutífera.
Joe Johnson queria ser a estrela. Leandro Barbosa e Eddie House foram caras que chutam primeiro (mais do que fazer assistências). Marcus Banks foi… seja lá o que foi.
Esta temporada era para ser diferente. O Suns finalmente iria diminuir uma escala na sua dependência do sobrecarregado duas vezes MVP (Jogador Mais Valioso da liga), e até tinha planos iniciais de poupá-lo completamente em alguns jogos selecionados.
Mas esse plano foi arquivado quanto o Suns falhou numa tentativa de atrair um armador reserva veterano para a cidade no mercado de agentes livres por um contrato mínimo. E com Goran Dragic e Sean Singletary passando pelas dificuldades normais de novatos não escolhidos na loteria do draft da NBA (as 14 primeiras posições do vestibular da liga destinadas aos melhores calouros), o efeito dominó de não ter uma opção sólida para a reserva do armador nunca foi mais pronunciada.
Nash tem feito alguns jogos com muitos erros ele mesmo, mas o Suns ainda é de longe muito mais estável quando ele está na quadra. Ele marcou 20 ou mais pontos em cada um de seus últimos três jogos, mas jogou pelo menos 38 minutos em três das últimas quatro partidas. Mas quando ele sai da quadra, o “trabalho em progressão” do Suns se torna ainda mais fraturado.
A confiança de Dragic tem se esfacelado, ele jogou um total de apenas seis minutos nos últimos cinco jogos. Singletary tem sido melhor em seu “estágio probatório”, mas seu arremesso inconsistente permite que as defesas se congestionem em torno dele. E Barbosa, que já teve problemas suficientes para absorver os novos conceitos ofensivos e defensivos de Terry Porter na posição de ala-armador entre suas viagens para o Brasil (por causa da doença e posterior falecimento de sua mãe), está agora adicionando algum tempo na armação em sua lista de tarefas.
Então há o efeito colateral. O Suns quer que Grant Hill use sua habilidade de criar jogadas na formação quando Nash está fora, o que força o ala a ficar sentado no banco na maior parte do tempo no primeiro quarto, quando seu corpo de 36 anos de idade precisa de tempo para encontrar o ritmo certo. O técnico Porter quer Boris Diaw na quadra durante a mesma seqüência, o que torna difícil para Porter colocar o outro novato do time, Robin Lopez, em quadra.
Na derrota por 117 a 109 para o New Jersey, o Suns jogou um primeiro quarto afiado e limpo, acertando 65% dos arremessos de quadra e desperdiçando apenas três posses de bola enquanto conseguiu um recorde da temporada com 35 pontos na parcial.
Mas a segunda unidade não pôde sustentar o bom momento. As primeiras 10 posses de bola produziram apenas seis pontos, todos de Barbosa, e levou sete minutos para uma vantagem de 13 pontos desaparecer. O Nets abriu espaços na quadra, criou desequilíbrios na defesa e fez o que o Suns costumava fazer com seus adversários.
“À medida que o jogo transcorria, os erros aumentavam. Foi ficando pior e pior”, disse Porter sobre as 19 bolas perdidas pelo Suns em 36 minutos, uma para cada três arremessos que o melhor time arremessador da liga soltava. Mesmo havendo uma andada aqui, ou uma violação de 24 segundos de posse de bola ali, o maior culpado foi o passe ruim – tanto em pensamento quanto de fato.
“Isso tem sido um problema desde o primeiro dia, e nós temos de voltar à prancheta e repensar sobre isso”, afirmou Porter. “No domingo houve mais erros não forçados do que forçados. Tentar fazer passes onde não há tem espaço para o passe, em vez de procurar chutar a bola ou driblar, fintar ou criar algum outro tipo de oportunidade, isso é decepcionante. Nós tínhamos o jogo na mão e então começamos a entregar as bolas. Eu acho que nós vamos ter de descobrir formas de limitar a habilidade dos caras de conduzia a bola e colocá-lo mais tempo nas mãos de Steve, ou trabalhar mais a posse de bola. Precisamos convencer as pessoas da importância de fazer o passe mais fácil. É uma preocupação para nós seguindo em frente”, analisou o treinador.
O Suns tem distribuído os minutos. Eles já tentaram diferentes combinações. Depois da derrota para o Miami, passaram meia hora em reunião depois do treino de sábado construindo laços em um exercício de construção do espírito de equipe.
O que eles talvez sejam forçados a fazer é revisitar sua primeira inclinação: trazer um armador veterano para a reserva de Nash, colocar seus outros veteranos nos seus papéis já estabelecidos (mais de finalizadores) e tirar a pressão dos novatos de terem de carregar tão importante papel.
O Suns já está acima da taxa de luxo, e somar a essa conta no clima econômico atual não é a opção preferida. Mas pode ser isso que coloque as peças no lugar para um time que está procurando pela combinação certa. Com o Lakers já em firme controle da Divisão Pacífico, o Suns tem uma janela estreita quando se trata de se manter na corrida com o resto da Conferência Oeste por um posicionamento decente na classificação.
Na reconstrução da cidade depois da tragédia do furacão Katrina, Nova Orleans ganhou um novo ídolo cujo basquete transpira solidariedade. Chris Paul é um caso raro de armador completo, que pontua bastante (20,3), mas produz mais pontos com assistências (11,6) que com arremessos, pega muito rebote também apesar de ser “baixo” (1,83m) e é esperto nos roubos de bola.
Jogando em um mercado menor no Sul (região pobre) dos EUA, ele não é tão badalado quanto LeBron James, Kobe Bryant ou Kevin Garnett, mas ouso dizer: esse garoto negro de 23 anos, com cara de moleque e criativo como um Robinho, vai se tornar o melhor armador da NBA desde Magic Johnson. E olha que o Hornets não tem nenhum grande artilheiro para se deleitar com seus passes, é um time de abelhas operárias, quase não passa na TV.
Mas Paul neste ano já foi o segundo mais votado na eleição do MVP da liga, deveria ter sido titular da seleção campeã olímpica no lugar de Jason Kidd. Ele já é o número 1 de uma posição que, desde a aposentadoria de Magic, tinha como maiores expoentes só astros brancos com vários anos de experiência (John Stockton, Jason Kidd, Steve Nash). Diz-se que por ser a função mais cerebral do basquete, é mais demorado desenvolver um bom armador, o auge seria aos 30 anos, então o céu é o limite para Paul. Ele e Ricky Rubio derrubam a tese da idade “madura”. Leandrinho e o Suns que se cuidem no duelo com o New Orleans nesta quarta-feira.
Paul faz o time azul da terra do jazz&blues jogar por música, e seu talento deu alegrias a um povo vitimado pela maior inundação da história americana. Que o simpático Avaí do Guga Kuerten represente o mesmo alento para os catarinenses na Série A do futebol brasileiro em 2009 no recomeço da vida depois das trágicas enchentes no estado.
O ala brasileiro Marquinhos (hoje no Pinheiros) passou dois anos no Hornets vendo Paul de perto, pena não ter aprendido o mesmo sentido de grupo e jogo solidário, aí abandonou a Seleção no Pré-Olímpico de 2007 atirando para todo lado, potencial para encher a linha de estatísticas ele tem, mas faltou cabeça. E o Brasil ficou sem uma boa opção técnica em uma posição carente, já virou até uma ótima idéia apoiar a naturalização do americano Shamell.
Por falar em Hornets, o basquete brasileiro como um todo está precisando mais de abelhas para trabalhar duro por uma colméia mais organizada (daí tenho certeza que pode sair um mel mais atrativo para o público), e menos de cigarras que cantam alto por aí em disputas de vaidades. Ou então a modalidade, se a CBB continuar do jeito que está, vai acabar de ser comida pelos cupins.
Ninguém segura este Nenê! O pivô brasileiro é capa da página de basquete do site da CNN/Sports Illustrated ganhando uma precoce indicação ao prêmio de Jogador de Maior Evolução da temporada, e na madrugada desta quarta-feira (horário de Brasília) conseguiu seu quinto duplo-duplo no campeonato marcando 19 pontos e 11 rebotes na vitória arrasadora do Denver Nuggets sobre o Toronto Raptors por 132 a 93 (64 a 45 no intervalo). O gigante paulista acertou oito em nove arremessos de quadra incluindo quatro enterradas, com isso manteve o melhor aproveitamento de ataque em toda a NBA (64,2%), e ainda deu duas assistências e dois tocos em 26min53s de ação. (more…)
December 2, 2008
O ala Carmelo Anthony está com uma média recorde da carreira em rebotes (8,4 por jogo) liderando o Denver Nuggets no fundamento nesta temporada, mas o pivô brasileiro Nenê acredita que ele mesmo e o ala-pivô Kenyon Martin estão dando uma assistência decisiva para Melo nesse sentido.
“Ele (Anthony) lê os pivôs – nós fazemos o trabalho sujo, seguramos os grandalhões, empurramos os caras para fora e Carmelo pega os rebotes livre. Isso é o que acontece. Nós fazemos o trabalho sujo e ele pega os rebotes limpos”, disse Nenê ao jornal Denver Post, sorrindo, numa boa tentativa de explicar porque Melo com seus 2,03m pega mais rebotes que ele, de 2,11m. O brazuca é o segundo reboteiro do time com 7,2 de média.
Nos playoffs de 2006, Anthony foi “castigado” pelo técnico George Karl ficando um jogo inteiro barrado no banco porque não estava se esforçando o suficiente, o treinador chegou a dizer que “ele não merecia estar em quadra”. Nessa altura Melo tinha 17 jogos consecutivos com cinco rebotes ou menos, e naquela temporada a média dele foi de apenas 4,9 rebotes por partida.
“Todo mundo que conhece basquete sabe que Melo tem de desenvolver outros aspectos de seu jogo”, disse Karl na época.
Mesmo sentindo uma lesão no cotovelo direito que o tirou de quadra no primeiro tempo da vitória sobre o Houston Rockets, Carmelo fez tratamento ontem e reiterou que vai tentar jogar nesta terça-feira contra o Toronto Raptors. Anthony no momento é o principal reboteiro dentre os jogadores da NBA que atuam na posição 3 (ala pequeno) e está empatado na 21ª posição no ranking geral da liga nesse quesito.
“Acho que é uma questão de foco. Eu não acho que posso me tornar um reboteiro melhor, é só uma questão de colocar esforço nisso e simplesmente querer pegar os rebotes, eu sei que posso ter uma média de dois dígitos em rebotes, afirmou Melo, confiante.
A média dele caiu um pouco porque só pegou três rebotes no domingo antes de sair no segundo quarto não suportando mais as dores. Mas seis vezes nesta temporada Carmelo conseguiu o duplo-duplo (dois dígitos em pontos e rebotes), também é o melhor ala da NBA nessa estatística, e quando ele conseguiu fazer isso o Denver venceu cinco jogos e só perdeu um, incluindo a vitória sobre o Timberwolves quatro dias atrás quando ele pegou 10 rebotes em Minnesota, cinco deles no ataque, um recorde pessoal no campeonato.
“Ele é agressivo. Eu tenho visto ele atacar o rebote ofensivo, lutando, jogando tão duro. Ele é tão atlético e rápido no entorno da cesta que é capaz de ganhar dos caras mais altos na velocidade e pegar rebotes, isso é algo que temos de usar em nossa vantagem”, comentou Chauncey Billups.
Anthony vinha melhorando anualmente sua média desde o desempenho fraco de 4,9 rebotes por jogo na temporada 2005-06, mas nesta temporada com a saída do pivô Marcus Camby para o Los Angeles Clippers numa troca para cortar gastos, ele sentiu a necessidade de ter um salto na média que já tinha sido boa na temporada passada, um recorde pessoal de 7,4 rebotes por partida. Grande parte da evolução de Melo na tábua ocorreu na viagem para a China a serviço da seleção americana, nas Olimpíadas de Pequim o ala abraçou completamente a idéia da importância de pegar rebotes e defender mais, jogando como ala-pivô titular na campanha medalha de ouro dos Estados Unidos em agosto passado.
Em Pequim, o assistente-técnico do timaço dos EUA e treinador de Anthony na Universidade de Syracuse, Jim Boeheim, já afirmou: “O basquete internacional é tão físico, e Carmelo é provavelmente nosso cara mais físico, ele e Dwyane Wade”.
E no dia que colocou o ouro no peito após uma final emocionante contra a Espanha, Anthony disse com tom de promessa: “Eu tenho de levar este momento e esta confiança para a temporada da NBA”.
Pelo menos no que se refere aos rebotes e à defesa, a palavra do cestinha está sendo cumprida. O assistente-técnico do Nuggets e ex-jogador Adrian Dantley disse que Anthony está mais adepto da técnica de usar sua primeira passada rápida para pegar mais rebotes ofensivos ganhando dos adversários na velocidade. Ele também tem praticado mais o fundamento de colocar o corpo à frente do oponente, parece simples, mas numa disputa de rebote e com o apetite do ala de sair rápido nos contra-ataques, nem sempre é comum um ala se colocar usando o corpo no garrafão, onde a pancada rola solta, normalmente eles “deixam” a tarefa para os pivôs.
“A coisa que nossos caras às vezes não entendem é que quando pegamos rebotes, nós corremos. É quando nós não pegamos rebotes, é aí que não corremos. Eles acham que vazar, enganar, tentar ficar à frente da bola, sem fundamentalmente terminar a jogada com rebote, acham que isso nos ajuda a correr. Não ajuda. Há momentos no jogo em que você pode vazar (ficar fora do garrafão na hora da briga pela sobra), mas nós todos abusamos desse privilégio freqüentemente no passado, e algumas vezes neste ano também”, analisou criticamente o técnico Karl.
A grande presença de Camby nos rebotes era outro fator importante para Anthony ficar meio acomodado nessa área em anos anteriores, o pivô agora no Clippers desde 2003-04 teve todo ano médias acima de 10 rebotes por jogo, e seus companheiros “deixavam” ele brigar mais isolado pelas sobras no garrafão.
“Oh sim, ele estava roubando meus rebotes, cara. Eu disse a ele (Camby) na pré-temporada: “Agora não tenho de me preocupar mais com você roubando meus rebotes”. Nesta temporada eu simplesmente tive de aumentar minha fatia”, disse Anthony sorrindo. Resta saber como ele vai se comportar no duelo com o ala-pivô campeão olímpico Chris Bosh logo mais.
“Os comentários mostram um novo compromisso de trabalho coletivo entre os jogadores do Nuggets, o que foi o tema do acampamento de pré-temporada, e depois foi magnificado quando Chauncey Billups chegou à cidade. Em temporadas recentes, o Nuggets tratou a defesa como as crianças tratam aspargos no prato do jantar. Agora, o Nuggets é um time defensivo muito melhor, e um dos defensores mais melhorados do time (Anthony) tem se tornado uma arma nos rebotes”, concluiu o cronista do Denver Post Benjamin Hochman em seu artigo de apresentação de Denver x Toronto.
O time de Nenê venceu seis dos últimos sete confrontos com o Raptors em seu ginásio Pepsi Center no Colorado, onde o time canadense não ganha uma partida desde a temporada 2004-05. Mas é preciso atenção redobrada do Denver com Chris Bosh, terceiro cestinha do campeonato com uma média de 26,8 pontos por jogo. Nenhum jogador do Toronto terminou a temporada entre os três principais “artilheiros”, Vince Carter foi o quarto pontuador da liga ao final da temporada 99-2000 com 25,7 pontos por partida. O ala-pivô Kenyon Martin está com moral para bater de frente com Bosh, nos últimos cinco jogos ele deu em média 2,6 tocos, com destaque para os quatro bloqueios de domingo contra o Rockets.
(MPC Rio Comunicação)
Invicto após nove partidas em casa, o Cleveland Cavaliers volta à quadra na noite desta quarta-feira, dia 3, para enfrentar o New York Knicks a partir das 22h (horário de Brasília), no Quicken Loans Arena, em mais uma rodada da temporada regular da NBA 2008/2009. Vice-líder da Conferência Leste (14V-3D) - atrás apenas do Boston Celtics (17V-2D), o time do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão e que teve LeBron James eleito ‘Jogador do Mês’ da conferência, tem pela frente os Knicks, que ocupam a oitava posição na tabela do Leste com campanha apenas regular (8V-8D).
“Jogamos contra os Knicks há uma semana em Nova York e jogamos muito bem, mas esse é outro jogo, e temos que impor o nosso ritmo. Continuamos evoluindo no campeonato, corrigindo alguns erros, mas crescendo e, principalmente, crescendo jogando bem”, afirmou o jogador da Seleção Brasileira.
NOITE DAS PERUCAS
Na próxima sexta-feira, dia 5, o Quicken Loans Arena vai ‘se vestir’ de Anderson Varejão. Contra o Indiana Pacers, o Cleveland Cavaliers promove a ‘Noite das Perucas’ (Wig Night), programação que inclui a distribuição de perucas alusivas ao cabelo do atleta capixaba, em uma noite de homenagem ao brasileiro.
O astro do Cleveland Cavaliers LeBron James foi eleito o melhor jogador do mês de novembro na Conferência Leste por comandar com médias de 27,8 pontos, 7,2 rebotes e 6,4 assistências por jogo o melhor início de temporada da história do Cavs (14V-3D), mas está difícil para o time do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão que lidera a Divisão Central da NBA alcançar o campeão Boston. Líder da Divisão Atlântico, o Celtics (17V-2D) conquistou na noite de segunda-feira sua nona vitória consecutiva ao derrotar o Orlando Magic, ponteiro da Divisão Sudeste, por 107 a 88 (48 a 46 no intervalo), com destaque para o ala Paul Pierce. O melhor jogador das finais de 2008 marcou 17 de seus 24 pontos no decisivo terceiro quarto que abriu uma vantagem de 77 a 65 e pegou sete rebotes no total frustrando o esforço de 30 pontos do cestinha da partida Rashard Lewis para o time azul da Flórida (13V-5D). (more…)
December 1, 2008
Não bastasse a tristeza pela morte de sua mãe e maior incentivadora, Dona Ivete Barbosa, no seu retorno ao Phoenix Suns o ala-armador brasileiro Leandrinho encontrou seu time em crise. A equipe parece ter perdido a alegria de jogar basquete, diversos jogadores disseram que o grupo não está mais se divertindo em quadra como antigamente. Tanto que no sábado houve uma reunião interna de 30 minutos somente para os atletas “lavarem a roupa suja” após a pior apresentação na temporada na derrota para o Miami Heat, em que só se salvou a boa atuação de 20 pontos e cinco assistências do aniversariante brazuca que completou 26 anos de idade. Mas no domingo a crise continuou, com o segundo tropeço seguido do Suns em casa, derrota por 117 a 109 (56 a 62 no intervalo) para o New Jersey Nets, que não vencia em Phoenix desde 1993. O armador Devin Harris foi quem fez a festa, com um recorde da carreira de 47 pontos, 21 deles no último quarto decidindo a vitória de virada do Nets (9V-7D), mesmo com a volta do armador-astro canadense Steve Nash liderando o time do Arizona com 26 pontos e nove assistências.
O camisa 10 Leandrinho foi o maior anotador do banco do Suns com oito pontos, converteu três em seis arremessos de quadra incluindo um em quatro chutes da linha de três, encestou um em dois lances livres, cometeu uma falta e deu um passe errado em apenas 13min38s de ação, mais uma vez a segunda unidade do Phoenix (11V-7D) jogou mal e o técnico Terry Porter teve de sobrecarregar os titulares. Depois de o astro campeão olímpico Dwyane Wade pulverizar o Suns com 43 pontos na vitória do Miami sexta-feira, o jovem armador Harris brilhou mais ainda e acabou com uma série de 14 derrotas seguidas do New Jersey em visitas ao US Airways Center comandando a segunda vitória seguida fora de casa de sua equipe, no sábado já havia derrotado o Utah Jazz em Salt Lake City marcando 34 pontos.
O recorde pessoal anterior de Harris era de 38 pontos, mas ontem ele estava endiabrado, acertou 14 em 25 arremessos de quadra incluindo dois em três chutes da linha de três e converteu 100% de seus 17 lances livres, além de ter dado oito assistências e pegado sete rebotes em uma atuação simplesmente brilhante, o Dallas Mavericks hoje deve estar arrependido por tê-lo trocado pelo veterano Jason Kidd que está perto de se aposentar enquanto DH tem muitos anos de carreira pela frente.
“Eu estava simplesmente em modo de ataque, essa foi a chave para acertar meu arremesso em penetração. Antes na minha carreira eu não tinha sido capaz de convertê-lo com nenhuma consistência”, afirmou Harris.
O técnico Lawrence Frank ficou extasiado pelo Nets ter quebrado tão longo tabu em Phoenix. “Catorze anos! Catorze anos! É isso, esta conversa está acabada. Não vencíamos aqui há 14 anos! Este jogo poderia ter ido para o brejo para nós diversas vezes, mas nossos caras mostraram muita raça. E você não pode dizer elogios suficientes para o esforço de Devin. Ele foi fenomenal”, exclamou o treinador.
Pela segunda partida seguida, o Suns abusou dos erros, foram 22 bolas desperdiçadas, levando a 33 pontos de graça para os visitantes. O astro Vince Carter contribuiu para o triunfo com 28 pontos e cinco assistências, o ala-pivô chinês Yi Jianlian encestou 14 tentos e o pivô novato Brook Lopez somou 12, além de sete rebotes. Steve Nash, que ficou fora do jogo de sexta-feira com uma contusão na coxa, voltou como cestinha do Phoenix, mas não conseguiu evitar a quinta derrota em casa da equipe em nove jogos no Arizona. O ala-pivô Amare Stoudemire foi outro destaque com 25 pontos e 12 rebotes, mas acabou expulso pela arbitragem com a segunda falta técnica por reclamação contra um dos árbitros, isso faltando 3min24s e com o Phoenix na frente por 100 a 98.
O Nets, que correu atrás no placar na maior parte do jogo, fechou a partida com uma arrancada de 19 a 9 depois da desqualificação de Stoudemire. Harris virou o placar de vez para 102 a 100 com um arremesso certeiro a 2min11s do final, e o último quarto com 43 pontos do New Jersey foi um grande final para tirar uma desvantagem de 11 tentos no começo do período, a derradeira parcial de 43 a 24 quebrou as pernas do Suns.
“Ele (Stoudemire) perdeu sua calma. Foi decisivo para nós quando ele foi embora. Ele estava nos matando”, afirmou Harris.
“Amare estava jogando bem demais. Nós tentamos tirar vantagem quando ele saiu do jogo e conseguimos fazer isso virando o jogo”, concordou Carter.
A derrota no final deixou Stoudemire ainda mais irritado com sua expulsão. “A regra diz que me é permitido reagir, desde que eu não continue o (abuso) verbal contra o árbitro. Foi uma simples reação, não falei nada demais, e fui expulso por algo assim. Já vi jogadores fazerem muito pior e não receberem nem sequer uma falta técnica. É duro lidar com isso”, protestou o ala-pivô, que depois da derrota para o Heat colocou combustível na crise ao reclamar do sistema tático do técnico Porter que não estaria lhe dando chances suficientes de finalizar as jogadas.
Confira vídeo com as melhores jogadas de Suns x Nets
O Suns até que começou o jogo muito melhor do que na sexta-feira contra Miami, partida considerada a pior do ano pelo técnico Porter, e atacou agressivamente no início abrindo uma vantagem de 23 a 11 nos primeiros 6min18s. O time da casa marcou seu recorde de pontos no primeiro quarto na temporada fechando a parcial em 35 a 24, sendo que o ala autor de 18 pontos Matt Barnes foi um grande fator nesse bom começo, acertando todos os seus três tiros da linha de três no quarto.
Mas o Nets reagiu no segundo período, liderado por 12 pontos de Harris emplacou uma seqüência de 20 a 7 e virou o placar para 50 a 48 com um arremesso de cinco metros convertido pelo armador cestinha da rodada. O Suns respondeu à altura com uma arrancada de 9 a 0 que teve uma bola de três do ala-armador Raja Bell, uma enterrada do pivô reserva Robin Lopez (irmão gêmeo de Brook e “clone” do brasileiro Anderson Varejão) e duas cestas de Nash garantindo aos anfitriões uma vantagem de seis pontos no intervalo. Harris terminou o primeiro tempo com 21 pontos e Carter com 14, mas o Suns nessa altura tinha quatro jogadores pontuando em dígitos duplos, com destaque para os 15 tentos de Stoudemire.
O Phoenix aumentou a diferença para 11 pontos na terceira etapa, quando Stoudemire marcou oito dos 23 pontos do time no quarto e continuou a atormentar a defesa do Nets acertando uma boa variedade de arremessos. O problema foram as seis bolas desperdiçadas no período que impediram o Suns de construir uma folga maior no placar, mas em compensação Harris foi bem controlado nessa parcial, anotando apenas cinco pontos. A mesma intensidade não se repetiu no quarto final, e Devin pegou fogo comandando a virada do New Jersey.
O Suns tinha vencido o primeiro confronto entre as equipes por fáceis 114 a 86 em Nova Jérsei, na sua partida de maior pontuação e diferença no placar no atual campeonato. O Nets estava ontem desfalcado de dois jogadores importantes, o pivô Josh Boone (lesão no tornozelo esquerdo) e o ala-pivô mexicano Eduardo Najera (dores lombares), mas agora parece mesmo haver algo errado no controle emocional do Phoenix, o time discutiu soluções na reunião a portas fechadas. Resta saber se a “lavagem de roupa suja” vai unir mais a equipe.
“Isso ainda tem de ser determinado. Quando você faz um exercício como esse, é mais uma coisa de longo prazo que de curto prazo. Não sei se você pode necessariamente ver resultados imediatos. Foi um choque de realidade. Eles (jogadores do Suns) fizeram um pouco de auto-análise, algumas bombas foram disparadas lá dentro. Na maior parte, você pode ter bons resultados para os próximos jogos e ficou uma vibração positiva disso. Mas depois você cai nas velhas armadilhas e nos velhos cenários que obviamente levaram você a ter a primeira reunião só para jogadores. Até que haja alguns sacrifícios verdadeiros nesse tipo de situações, muitas vezes é algo para eles mostrarem que estão tentando fazer algumas correções. A realidade é, caras, ainda somos um bom time. Ainda temos algumas coisas boas acontecendo. Não vamos colocar o peso do mundo todo em cima de nós só porque perdemos alguns jogos. É claro, gostaríamos de jogar melhor em casa e não temos feito isso. Vamos nos reagrupar e jogar melhor, jogar com mais energia e ter mais diversão”, afirmou o técnico Porter ao jornal Arizona Republic.
O pivô Nenê foi esquecido pela NBA nas cédulas de votação para o Jogo das Estrelas, mas no duelo contra o gigante chinês de 2,26m Yao Ming, habitualmente o pivô mais votado considerando o apoio de seus milhões de fãs no país mais populoso do mundo, o brasileiro fez questão de ser lembrado, anotando um duplo-duplo com 17 pontos e 10 rebotes na vitória do Denver Nuggets sobre o Houston Rockets por 104 a 94 (48 a 44 no intervalo). (more…)
November 30, 2008
Desfalcado do armador-astro canadense Steve Nash, o Phoenix Suns (11V-6D) fez sua pior apresentação na temporada na derrota em casa para o Miami Heat por 107 a 92, tendo como fator positivo apenas a atuação de 20 pontos e cinco assistências do brasileiro Leandrinho na noite de seu aniversário de 26 anos. Jogando na posição 1 (armador) pela primeira vez desde maio e vivendo um momento triste na vida pessoal em virtude da morte de sua mãe, Dona Ivete Barbosa, no último dia 13 de novembro, Leandro jogou muito melhor ali do que os novatos Sean Singletary e Goran Dragic, esloveno que está uma draga só, uma decepção considerando as altas expectativas depositadas sobre ele no draft e na longa negociação para tirá-lo do TAU Cerámica mediante o pagamento de uma milionária multa rescisória. Apesar de os novatos do Suns estarem em fase apagada, o técnico Terry Porter declarou ontem ao jornal East Valley Tribune que não está certo se usará mais Leandro como armador no futuro quando Nash não puder jogar.
Tudo bem que o brasileiro rende muito mais como ala-armador, mas insistir demais com Singletary e Dragic pode ser uma aposta temerária do treinador que já começa a ter seu sistema de jogo contestado pelo ala-pivô cestinha da equipe Amare Stoudemire. Nash está melhorando da contusão na coxa direita que o deixou fora da partida contra o Heat e deve voltar ao time titular neste domingo contra o New Jersey Nets no US Airways Center de Phoenix, às 23h (horário de Brasília). O retorno dele seria providencial, já que o Nets (8V-7D) chega à cidade embalado, com quatro vitórias nos últimos cinco jogos, e na noite deste sábado conseguiu um resultado surpreendente fora de casa, derrotando o Utah Jazz por 105 a 88 (59 a 51 no intervalo) liderado por uma grande atuação do armador Devin Harris com 34 pontos e seis assistências. O ala Vince Carter contribuiu com 22 pontos para a vitória no caldeirão da EnergySolutions Arena de Salt Lake City, onde o Jazz (11V-7D) só havia perdido uma vez em nove jogos anteriores na temporada.
O Phoenix tem ampla vantagem no retrospecto do confronto direto com o New Jersey, tendo vencido 14 dos últimos 19 encontros entre as equipes, o Nets inclusive tenta quebrar um grande tabu no US Airways Center, já são 14 derrotas seguidas na casa do Suns, a última vitória foi no ano de 1993. Os dois times já se enfrentaram nesta temporada em Nova Jérsei, no dia 4 de novembro, e o Suns ganhou fácil por 114 a 86 liderado por 22 pontos do ala-armador Raja Bell, que na ocasião teve 100% de acerto em seis arremessos de três tentados. Naquela noite sete jogadores do Phoenix pontuaram em dígitos duplos e a diferença no placar chegou a 31 pontos, foi um passeio, mas agora a situação é diferente.
Steve Nash não treinou no sábado ainda sentindo dores na coxa, mas disse que espera jogar hoje. Amare Stoudemire também ficou fora do treino de ontem, alegando dores na batata da perna, mas a princípio está confirmado para a partida. Depois das 19 bolas desperdiçadas contra o Miami, o Suns agora é o pior time da temporada em número de bolas perdidas, com uma média de 16,64 turnovers por jogo, e a palavra de ordem para Porter é tomar mais cuidado com a bola e parar de errar passes. Uma atração à parte será o reencontro dos irmãos gêmeos Brook Lopez e Robin Lopez. Enquanto este último, o cabeludo “clone de Anderson Varejão”, está esquentando o banco no Suns, o pivô de cabelo curto Brook se tornou titular do Nets assumindo o lugar do lesionado Josh Boone sete rodadas atrás, e está com boas médias de 15,7 pontos e nove rebotes por jogo desde então. O New Jersey está com o quinto melhor ataque da competição com 100,5 pontos por partida, mas sua defesa permite em média 105,1 pontos, então a expectativa é de um jogo mais franco e aberto neste domingo.
Ontem Devin Harris teve muito espaço para fazer bandeja atrás de bandeja, e quando o Utah tentava parar as infiltrações do armador do Nets, ele cavava uma falta ou passava a bola para um companheiro livre para um arremesso fácil. O New Jersey teve um bom aproveitamento de 52% no ataque (40 cestas em 77 arremessos de quadra) e forçou 19 bolas desperdiçadas do Jazz na sua segunda vitória em três jogos da excursão de quatro partidas que tem sua última parada no Arizona hoje.
“Isso é o que eu faço melhor: atacando a cesta, infiltrando no garrafão e criando algum tumulto. Eu consegui acertar alguns arremessos desde cedo, isso meio que me colocou em um bom ritmo e carreguei isso até o segundo tempo”, comentou Harris.
Uma noite após o Jazz anotar 44 pontos no terceiro quarto contra o Sacramento Kings, o time que liderava a Divisão Noroeste e acabou ultrapassado pelo Denver de Nenê marcou ontem apenas 16 tentos no terceiro período e só 37 no total do segundo tempo contra uma defesa mais combativa do Nets.
“Se eles não estão tendo um grande jogo, isso não significa que nós precisamos jogar no nível deles”, disse Harris, que ficou a quatro pontos de igualar seu recorde da carreira.
Além dos 22 pontos de Vince Carter, o Nets contou com a colaboração de 11 tentos do ala-pivô chinês Yi Jianlian mais 10 do ala Bobby Simmons. O Jazz estava sem o ala-pivô All-Star e reserva da seleção americana campeã olímpica Carlos Boozer pelo sexto jogo seguido por causa de uma lesão na coxa e ainda perdeu o ala russo Andrei Kirilenko, que machucou o tornozelo no segundo quarto. Sem o poderio defensivo do AK-47 para incomodar o ataque do New Jersey, a equipe visitante movimentou bastante a bola para conseguir mais arremessos sem marcação e dominou o Jazz em todos os sentidos, levando vantagem nos rebotes, nos pontos dentro do garrafão e na contenção dos contra-ataques.
O ala-pivô Paul Millsap comandou o Utah com 20 pontos e 10 rebotes. Ainda se recuperando da lesão no tornozelo sofrida na pré-temporada, e disputando apenas seu quinto jogo na temporada, o armador campeão olímpico Deron Williams anotou 10 pontos e 13 assistências, e o pivô turco Mehmet Okur contribuiu com 10 tentos e 11 rebotes, mas embora três titulares do Jazz tenham chegado ao duplo-duplo, os reservas somados marcaram apenas 22 pontos e 11 rebotes. D-Will teve uma vida muito mais fácil na sexta-feira, quando venceu o Sacramento por 120 a 94. O técnico setentão Jerry Sloan deu a seus jogadores a manhã de sábado de folga em vez de convocá-los para o habitual treinamento nos dias de jogos, mas depois da derrota questionou sua própria decisão. O Utah fez quatro partidas em casa nesta semana, ganhou duas e perdeu duas, uma marca ruim para o time que teve o melhor aproveitamento da liga como mandante na temporada passada.
“Contra Utah, se você não é o instigador, você não tem chance. Você tem de merecer a vitória e hoje nossas caras fizeram por merecer”, comemorou o técnico Lawrence Frank.
“Nossa tabela é tão banana (moleza), que algo assim, um último treino, não deveria fazer nenhuma diferença. É tudo culpa nossa, simplesmente não aparecemos e não jogamos bem hoje. Foi uma daquelas noites em que não encontramos nosso ritmo e eles cozinharam o jogo”, disse o ala Kyle Korver, autor de 11 pontos para o Jazz.
O Nets aproveitou a pouca combatividade da defesa do Utah para converter 22 em 39 arremessos de quadra no primeiro tempo, abrindo uma vantagem de oito pontos no intervalo. O Jazz chegou a ser vaiado por sua própria torcida no final do terceiro quarto, depois que uma bola de três de Carter aumentou a diferença para 83 a 67 faltando 22 segundos na parcial. O time da casa foi errático nesse quarto inteiro, acertando apenas seis em 21 finalizações e perdendo o período por 24 a 16 nos pontos e por 17 a 11 nos rebotes.
“O primeiro tempo foi de cara um coquetel para o fracasso. Achei que em algum momento no jogo ganharíamos alguma energia, mas eles simplesmente jogaram mais que nós o tempo todo”, lamentou Sloan.
O ala-armador autor de 16 pontos C.J. Miles até cortou a diferença para 67 a 60 com uma bola de três faltando 7min49s no terceiro quarto, mas Yi Jianlian respondeu na mesma moeda com um triplo e Simmons acertou um arremesso iniciando uma arrancada de 16 a 5 com a qual o Nets colocou o placar fora de alcance, o último quarto foi uma mera formalidade. Mas é importante lembrar que o retrospecto do time de Nova Jérsei em Salt Lake City é melhor do que em Phoenix, nas últimas oito visitas a Utah foram quatro triunfos e quatro derrotas do Nets. Depois do jogo, exames de raio-X no tornozelo de Kirilenko não apontaram nenhuma fratura ou lesão mais séria. O Jazz também já estava desfalcado do ala reserva Matt Harpring, que sofre de fortes dores lombares e vai passar por um exame de ressonância magnética nesta semana. Do outro lado, o ala-pivô Stromile Swift fez sua estréia na temporada pelo Nets após ficar fora dos primeiros 14 jogos por causa de uma lombalgia.
Confira o vídeo com os melhores momentos de Jazz x Nets, dá para ver por que o Suns precisa tomar cuidado com Devin Harris
O New Jersey não deve esperar facilidade logo mais contra o Phoenix, que está sob pressão para se recuperar com um bom resultado em casa. Leandrinho chega com moral após receber diversos elogios por sua melhor atuação individual desde o falecimento da mãe, apesar das críticas gerais ao restante do time.
“O ponto mais brilhante ofensivamente (do Suns contra o Miami) veio de Leandro Barbosa, que contribuiu com 20 pontos acertando nove em 20 arremessos. Foi um bom sinal para o Suns, que recentemente sentiu falta do jogo explosivo do brasileiro saindo do banco. LB não teve apenas um de seus melhores jogos da temporada estragado pela derrota de sexta, mas também seu aniversário. O ex-detentor do prêmio de melhor sexto homem do ano, que completou 26 anos de idade, ganhou um bolo e uma canção de feliz aniversário do companheiro Raja Bell. O Suns buscará uma redenção jogando em casa contra Vince Carter e o Nets no domingo”, foi o comentário no site oficial Suns.com.
“Se houve alguma esperança no quarto período – e provavelmente não houve – ela desapareceu rapidamente nas duas chances. O Suns começou o quarto perdendo por 81 a 70 depois de parar o Miami pelos quatro minutos finais do terceiro quarto. Foi tudo Leandro Barbosa durante essa seqüência, com ele acertando dois em quatro arremessos e sofrendo uma falta de ataque nas últimas seis posses de bola. Mas o quarto período começou com uma bola perdida por Grant Hill quando não foi apitada uma falta em sua infiltração. Terry Porter reclamou e levou uma falta técnica, e a coisa ficou pior com os pontos do Miami em segundas chances quando Joel Anthony sofreu falta depois do rebote de seu próprio chute errado e a vantagem subiu para 14 (o Suns foi batido por uma dupla de pivôs canadenses!). Mais tarde no quarto, eles reduziram a diferença para 99 a 90. Tentaram marcação pressão faltando 2min43s e Udonis Haslem acabou com uma enterrada. Bell perdeu outra bola, Marion fez uma ponte aéreo, e já era o jogo”, escreveu o comentarista Paul Coro em seu blog no AZCentral.com.
“A derrota de ponta a ponta para um time do Miami que tinha perdido por 40 pontos para o Blazers em Portland duas noites antes pode não ser o mais justo bastão de medida, posto que Nash ficou fora com uma contusão na coisa e Leandro Barbosa, já atrás dos demais devido a um extenso tempo de ausência, estava jogando como armador pela primeira vez desde maio. Mas as jogadas individuais no ataque, a total ausência de qualquer ajuda na defesa e o esforço sem emoção para um jogo em casa televisionado nacionalmente – jogos nos quais o Suns agora tem uma “perfeita marca” de 0V-4D nesta temporada – revelam um problema mais profundo”, criticou o jornal Arizona Republic.
“Os caras não estão se divertindo, eu inclusive. Estamos sendo um pouco atingidos pelas expectativas. Precisamos nos preocupar com o processo vindo aqui todos os dias para nos divertirmos jogando juntos e construir um time. Se nós fizermos isso, veremos muita evolução”, comentou Steve Nash.
“Parece que o peso do mundo está sobre nossos ombros quando algo errado acontece em um jogo. Simplesmente não lutamos contra isso, não nos unimos para lutar em meio a essas situações. Você ainda tem de entrar em quadra e parecer que está se divertindo. Nossos caras não parecem estar tendo nenhuma diversão jogando”, concluiu o técnico Porter.
A dupla Carmelo Anthony/Chauncey Billups brilhou no covil do Minnesota Timberwolves somando 52 pontos na vitória do Denver Nuggets por 106 a 97 (60 a 54 no intervalo) que recolocou o time na liderança da Divisão Noroeste (11V-6D). O armador Billups marcou um recorde pessoal na temporada com 27 pontos em três quartos no seu décimo triunfo em 13 partidas desde que chegou ao Colorado na troca com o Detroit Pistons por Allen Iverson, e o ala campeão olímpico Melo contribuiu com um duplo-duplo de 25 tentos e 10 rebotes na sétima vitória seguida em confrontos com o Wolves (4V-11D), um alvo fácil mesmo jogando no Target Center. O pivô brasileiro Nenê teve uma boa colaboração no resultado com 11 pontos, sete rebotes, três assistências e dois tocos. Quatro jogadas dele entraram no clipe dos melhores momentos da partida.
O vídeo mostra duas enterradas enfáticas do gigante paulista, que acertou quatro em sete finalizações e três em quatro lances livres mantendo-se como o líder da NBA em aproveitamento de arremessos de quadra (63,6%), mais duas assistências espertas em passes picados para enterradas do ala lituano Linas Kleiza e do ala-pivô reserva Chris Andersen. Na defesa o brazuca pegou cinco rebotes (os outros dois foram no ataque), deu tocos em Craig Smith e Randy Foye (cestinha do Minnesota com 25 pontos e seis passes para cesta), roubou uma bola e marcou forte, nos 34min19s que ele esteve em quadra o Denver teve um diferencial positivo anotando 14 pontos a mais que o Timberwolves. Por outro lado o ex-vascaíno desperdiçou três posses de bola e cometeu uma falta. Neste que é o melhor início de temporada de sua carreira, apenas em dois jogos Nenê não fez mais de 10 pontos, em derrotas para os favoritos Los Angeles Lakers e New Orleans Hornets.
De quebra a cravada poderosa de Nenê com a mão direita após assistência de Billups entrou em sexto lugar no clipe do Top-10 das mais belas jogadas da rodada de sábado da NBA
Quando o jogo no Target Center de Minneapolis ainda estava apertado no início do segundo tempo, Anthony e Billups comandaram uma seqüência decisiva de 14 a 0 no terceiro quarto que aumentou a vantagem dos visitantes para 80 a 63, bastou administrar o placar na etapa final. Billups disse que este foi o melhor quarto do time desde que ele chegou ao Colorado na troca do dia 3 de novembro. No último dia 16, o Nuggets já tinha vencido o Wolves com uma grande virada no quarto período, com uma arrancada final de 21 a 6 que fechou o placar em 90 a 84 no Pepsi Center de Denver, Melo fez a enterrada da virada naquela partida e Chauncey foi o cestinha. Desta vez os dois não quiseram deixar o Minnesota chegar vivo na etapa final, trataram de matar o jogo mais cedo no terceiro quarto vencido por 27 a 16.
“Foi um quarto simplesmente incrível, e nós nunca olhamos para trás”, disse Billups, que acertou seis em nove arremessos de quadra incluindo três em cinco chutes da linha de três, teve 100% de aproveitamento em 12 lances livres cobrados e deu quatro assistências.
“Tivemos muitos roubos e a bola simplesmente fluiu. Tivemos bandejas, tivemos arremessos livres de marcação. Todo mundo pareceu tomar parte no ataque e pareceu haver uma continuidade nisso”, afirmou o técnico George Karl.
Após 13 jogos no Denver, Billups afirma que ainda está aprendendo a se ajustar aos novos companheiros e vice-versa, mas obviamente a troca vem rendendo bons dividendos para o Nuggets até agora, com 10 vitórias e menos percalços que o Pistons vem enfrentando com Allen Iverson. Carmelo Anthony também está reencontrando a inspiração no ataque após um início ruim de campeonato, em quatro das últimas cinco partidas o ala titular da seleção americana ouro em Pequim fez mais 20 de pontos, marca que não tinha sequer atingido nos quatro jogos anteriores consecutivos. Na seqüência decisiva do terceiro quarto, Melo converteu uma bandeja no contra-ataque e um arremesso de média distância, Billups acertou um chute dentro do garrafão e uma bola de três, e ainda fez assistências para enterradas de Kenyon Martin e Dahntay Jones. O Nuggets teve uma vantagem avassaladora de 21 a 5 em pontos de contra-ataque.
“Carmelo é um dos melhores jogadores da liga. Eu estou simplesmente tentando ajudá-lo a melhorar e andar com ele através dos portões. Ele é o nosso jogador astro”, disse o experiente Billups, que diferente de Iverson não tem problemas em deixar para Carmelo a preferência na hora de definir os ataques da equipe.
E a defesa foi outro atributo importante que melhorou com a chegada de Billups, o Minnesota passou 6min29s sem pontuar no terceiro quarto antes que o ala Ryan Gomes convertesse um arremesso faltando 2min51s na parcial. Essa foi a segunda vez em oito dias que um terceiro período desastroso acabou com as chances do Wolves, na semana anterior o time levou uma surra de 35 a 10 do campeão Boston Celtics nesse mesmo quarto e acabou derrotado facilmente por 95 a 78.
“Nós tomamos conta das cestas fáceis e não estávamos permitindo a eles muitas bandejas. Tivemos muitas jogadas fáceis que começaram na nossa defesa e simplesmente fomos agressivos em todos os lugares da quadra”, comentou o ala-pivô Kenyon Martin, autor de quatro pontos, seis rebotes e quatro assistências.
“Nós temos de colocar a bola no chão nessas situações. Eles tiveram Nenê e Martin, os grandões deles correndo para cima de nossos caras no perímetro. Você não deve querer parar e chamar a marcação deles para fora com nossos jump shots (arremessos de média distância), achei que fizemos isso hoje”, analisou o técnico derrotado Randy Wittman criticando a falta de penetração de sua equipe.
O armador Randy Foye teve sua maior pontuação da temporada pelo Wolves com 25, o ala-pivô Al Jefferson foi perigoso como de costume no garrafão anotando 20 pontos e 13 rebotes, e o ala-pivô reserva novato Kevin Love também conseguiu um duplo-duplo, o primeiro de sua carreira profissional, com 18 pontos e 12 rebotes. A dupla Jefferson/Love deu trabalho, mas no duelo direto da posição 5, Nenê colocou no bolso o pivô Jason Collins, limitado a dois pontos, duas assistências, um toco e uma bola perdida em 17min33s de ação. O “calouro do amor” vinha com uma média de apenas 5,8 tentos por jogo nas nove partidas anteriores. Não surpreende que o Wolves prefira adotar uma formação mais baixa por conta da falta de um outro pivô alto além de Collins, mas essa carência não impediu o time de dispensar o brasileiro Rafael “Baby” Araújo na pré-temporada, será que ele não merecia mesmo nem um lugarzinho no banco nesse elenco limitado de Wittman?
Depois de vencer o Oklahoma City Thunder fora de casa com uma cesta de Mike Miller no último segundo na noite de sexta-feira, o Minnesota desperdiçou a chance de ganhar jogos consecutivos pela primeira vez na temporada. Não conseguiu resistir ao esforço coletivo do Denver que teve ainda 15 pontos do ala lituano Kleiza e 12 tentos mais nove rebotes do veterano armador reserva Anthony Carter.
“Havia muita frustração entre nós dentro de quadra. Você só não pode deixar isso acontecer, você tem de ir lá tentar parar algumas jogadas na defesa e jogar juntos”, disse Randy Foye.
A frustração do Minnesota se converteu em faltas. Líder em cobranças de lances livres na temporada (32,67 por jogo), o Denver teve 33 cobranças da linha de penalidade e acertou 26, incluindo 18 em 22 no primeiro tempo, enquanto o Minnesota só recebeu 10 lances livres convertendo nove. Billups foi o maior beneficiário conectando suas 12 cobranças, incluindo três seguidas no minuto final do terceiro quarto dando ao Nuggets uma vantagem de 85 a 67, daí de nada adiantou o Wolves ganhar o período final por 29 a 17.
“Qualquer hora que você vai para a linha de lance livre e tem pontos fáceis sem defesa, isso é para seu benefício. Foi isso que ele (Billups) fez hoje, e também fez jogadas quando eles precisaram dele, especialmente naquele terceiro quarto”, opinou o ala Ryan Gomes, autor de 11 pontos para o Wolves.
A última derrota do Denver em Minnesota foi no dia 14 de fevereiro de 2007, e o time de Nenê conseguiu sete vitórias em oito jogos nos quais marcou pelo menos 100 pontos. Billups pessoalmente adora jogar contra o Timberwolves, time que defendeu de 2000 a 2002 antes de fazer sucesso no Detroit, é o segundo time dentre os 30 da liga contra quem ele mais faz pontos (uma média de 17,3 por jogo antes deste último confronto), média maior ele só tem contra o Boston Celtics (18,2 pontos por duelo). E ontem o Minnesota não teve um bom rendimento de seu principal atirador do perímetro, Mike Miller errou oito em 10 arremessos de quadra, anotou míseros quatro pontos e três assistências, não converteu nenhum dos seis chutes que tentou da linha de três. O Wolves teve o desfalque do veterano armador Kevin Ollie, ausente da sexta partida consecutiva por causa de uma lesão na batata da perna.
November 29, 2008
O pivô brasileiro Nenê teve interrompida uma série de 12 jogos seguidos pontuando em dígitos duplos na derrota do Denver Nuggets (10V-6D) quinta-feira para o New Orleans Hornets, mas neste sábado à noite às 23h (de Brasília) seu time tem uma boa chance de recuperação enfrentando um adversário que derrotou nos últimos seis duelos consecutivos, o Minnesota Timberwolves. Mesmo com a partida sendo no Target Center de Minneapolis, o Wolves (4V-10D) chega desgastado por ter jogado na noite de sexta-feira, conquistando uma vitória fora de casa no último segundo sobre o lanterna Oklahoma City Thunder (1V-16D) por 105 a 103, e ainda não conseguiu ganhar dois jogos seguidos nesta temporada 2008-09, embora tenha melhorado um pouco no campeonato vencendo três das últimas cinco partidas após uma seqüência de oito derrotas. Com suas boas médias de 15,1 pontos, 7,1 rebotes, 1,7 toco e 63,9% de aproveitamento nos arremessos por jogo, Nenê terá uma parada dura no garrafão duelando com o ala-pivô Al Jefferson, que está com médias de 22,5 pontos e 10,1 rebotes na temporada e anotou um duplo-duplo de 20 tentos e 14 sobras capturadas na derrota por 90 a 84 no Pepsi Center de Denver no dia 16 de novembro.
O Minnesota vem jogando bem contra times mais fortes ultimamente, mas pode ser difícil manter o bom momento contra o Nuggets, que venceu seis dos seus últimos oito jogos e quer a reabilitação para não deixar Utah Jazz e Portland Trail Blazers (empatados com 11V-6D) se desgarrarem na liderança da Divisão Noroeste. O Wolves não derrota o time do Colorado desde 14 de fevereiro de 2007, mas desde que acabou com sua longa série perdedora já venceu o Philadelphia 76ers em casa, o forte Pistons em Detroit, e foi competitivo em derrotas para Boston Celtics e Phoenix Suns.
Mas o Timberwolves continua a ter dificuldades para finalizar os jogos, na sexta-feira desperdiçou uma vantagem de nove pontos no último quarto, mas as fortes atuações de Jefferson, Ryan Gomes e Randy Foye no final deram a chance para o time ter o último arremesso para buscar a vitória com um chute certeiro do ala Mike Miller faltando 0,1s.
No lado do Denver, o ala Carmelo Anthony está em franca recuperação de um mau início de temporada, nos últimos três jogos marcou em média 25 pontos por partida. No último confronto com o Minnesota, ele só fez 14, mas também pegou 14 rebotes, e em 21 duelos com esse time na carreira anotou 23,3 pontos por jogo. O armador Chauncey Billups, com médias de 17,1 pontos e 6,7 assistências por noite em 12 partidas (nove vitórias) desde que foi trocado pelo Detroit, foi o cestinha com 26 pontos e cinco assistências naquele último triunfo sobre os lobos e é outra arma importante para o time do técnico George Karl.
Em Oklahoma, as derrotas se acumulam para o Thunder e são cada vez mais difíceis de engolir, a série de 14 reveses consecutivos é um recorde negativo na história da franquia, o ex-Seattle SuperSonics. O ala Craig Smith liderou o Minnesota com 23 pontos, sua maior marca na temporada, e Mike Miller decidiu o jogo com um arremesso certeiro da zona morta esquerda no último segundo.
“É definitivamente frustrante quando você perde no estouro do cronômetro, não importa se você está numa série de vitórias ou de derrotas, qualquer time detesta perder assim”, lamentou o ala “Novato do Ano” Kevin Durant, cestinha do Thunder junto com o ala-pivô Jeff Green com 22 pontos cada.
Oklahoma chegou a tirar uma diferença de nove pontos no quarto período e teve um breve momento de comemoração depois que Durant virou o placar com uma cesta de três faltando 1min05s, mas na buzina final foi o Minnesota que fez a festa no centro da quadra. Mike Miller recebeu o passe de reposição lateral de Ryan Gomes, deu um drible que fez seu marcador pular e passar batido, aí acertou um arremesso de seis metros próximo à linha de fundo não deixando nenhum tempo para o Thunder tentar a recuperação. Essa foi apenas a quarta vitória do Wolves na temporada.
“Nós continuamos firmes e vencemos o jogo. Tomara que possamos carregar esta confiança para os próximos jogos”, festejou Miller.
Al Jefferson anotou 19 pontos e nove rebotes, por pouco não conseguiu seu oitavo duplo-duplo na temporada, Miller terminou com 18 tentos, o armador reserva Sebastian Telfair encestou 12 e Gomes fez 11. No lado do lanterna da NBA, o ala-pivô Chris Wilcox bateu seu recorde pessoal na competição marcando 15 de seus 21 pontos no último quarto liderando a reação do Thunder, e o armador novato Russell Westbrook contribuiu com 15 tentos e oito assistências, mas não foi o suficiente para evitar o recorde de derrotas seguidas da franquia, igualando a pior seqüência da temporada passada em Seattle, onde o time já não fazia a menor questão de vencer, só estava pensando na mudança de cidade.
O único time que o Oklahoma City venceu em 17 jogos tinha sido justamente o Minnesota (88 a 85 no dia 2 de novembro, a primeira e única vitória do OKC até agora), mas isso não era necessariamente um bom sinal, o Wolves também tinha sido o último adversário que o SuperSonics tinha batido na temporada passada antes de sua série de 14 derrotas. O recorde histórico de derrotas consecutivas na NBA é de 23, estabelecido pelo Vancouver Grizzlies em 1996 e igualado pelo Denver Nuggets duas temporadas depois. O Thunder terá outra chance de acabar com seu sofrimento jogando na noite deste sábado no ginásio do Memphis Grizzlies (4V-12D), ou então vai bater o pior recorde do Sonics.
“Tudo que nós podemos pedir para nossos caras é que trabalhem duro toda a noite e sejam competitivos. As vitórias virão”, disse o técnico interino Scott Brooks tentando manter o otimismo após sua quarta derrota seguida desde que assumiu o saco de pancadas da liga em substituição ao demitido P.J. Carlesimo.
Depois de sofrer uma série de “goleadas” nos últimos dias de Carlesimo no comando, o Oklahoma até deu um sinal de vida mantendo o jogo equilibrado contra o New Orleans Hornets na estréia de Brooks, liderou o placar o tempo inteiro no segundo tempo contra o Phoenix antes de perder por 99 a 98 com uma cesta de três de Matt Barnes faltando 25,7 segundos, e depois levou um vareio de bola apanhando por 117 a 82 para o embalado Cavaliers em Cleveland, nesse jogo não chegou nem perto de competir. Ontem se aproximou da vitória, mas deixou escapar.
“Este foi um jogo que tínhamos de vencer, tínhamos o jogo na mão. Mas uma coisa que não podemos fazer é jogar como fizemos em Cleveland. Depois de uma derrota tão dura, ficamos remoendo demais, acho que aquilo mexeu um pouco conosco”, disse Durant.
O técnico do Timberwolves Randy Wittman substituiu o limitado pivô titular Jason Collins no início do segundo tempo para colocar o ala de força Craig “Rinoceronte” Smith ao lado de Jefferson, e os dois passaram a controlar bem o garrafão comandando uma arrancada de 17 a 6 no começo do terceiro quarto. Uma bandeja de Smith a partir de uma assistência de Randy Foye colocou o Minnesota na frente por 61 a 54, e o Wolves alcançou sua maior liderança da noite quando Telfair e o ala-armador Corey Brewer acertaram tiros de três consecutivos abrindo 79 a 70 no final da parcial.
Na etapa final Wilcox recolocou o Thunder no jogo marcando 10 dos 12 pontos do time em determinado momento, e empatou a partida conectando dois lances livres a 4min22s do fim. Miller respondeu do outro lado com uma cesta de três frontal, e uma jogada de três pontos de Smith livrou seis de vantagem para os visitantes. Mas Green e Durant deram o troco com bolas de três consecutivas virando o placar para 100 a 99, dando uma esperança de vitória à torcida no Ford Center entrando no minuto final.
Jefferson empatou o jogo conectando o primeiro de dois lances livres faltando 10,4 segundos, Gomes pegou o rebote ofensivo da segunda cobrança e sofreu falta, acertando os dois lances livres e fazendo 102 a 100. Durant igualou o placar pela última vez com uma infiltração passando por Jefferson e concluindo com uma enterrada de mão direita faltando 3,3 segundos, mas depois do último tempo técnico, sobrou tempo suficiente para a cesta heróica de Miller.
“São jogos como este que nós tivemos ao longo de todo o primeiro mês e não vínhamos sendo capazes de finalizar. Achei que hoje nós perseveramos e vencemos”, concluiu o treinador Wittman.
Confira o vídeo com os melhores momentos de Oklahoma x Minnesota
Poderia ter sido um aniversário melhor para o ala-armador brasileiro Leandrinho, que ontem completou 26 anos e foi o cestinha do Phoenix Suns com 20 pontos acertando nove em 20 arremessos de quadra e dando cinco assistências, mas o show foi do ala-armador da seleção americana campeã olímpica Dwyane Wade, que marcou seu recorde da temporada com 43 pontos e seis passes para cesta liderando a vitória fora de casa do Miami Heat por 107 a 92 (57 a 44 no intervalo). Leandro jogou a maior parte do tempo armando o time no lugar do astro canadense Steve Nash, que desfalcou o Suns com uma lesão na coxa direita. (more…)
November 28, 2008
Nesta sexta-feira às 23h (horário de Brasília), o Phoenix Suns de Leandrinho fará seu segundo jogo da temporada televisionado para o Brasil (no canal a cabo ESPN Internacional), recebendo o Miami Heat no US Airways Center na primeira visita do ala Shawn Marion ao ginásio que foi sua casa por oito anos e meio, até ser trocado em fevereiro passado na negociação que trouxe para o Arizona o veterano superpivô Shaquille O´Neal. Será uma grande chance também de ver ao vivo o craque Dwyane Wade em ação no duelo com Shaq, os dois lideraram o time da Flórida a um título inédito da NBA em 2006, com D-Wade sendo eleito o melhor jogador das finais dois anos atrás.
O ala-armador brasileiro Leandrinho guarda boas lembranças de Marion, que durante três temporadas foi o maior pontuador do Suns e em seis campeonatos foi o principal reboteiro da franquia, facilmente ele será um futuro candidato ao “Anel de Honra” do Phoenix, uma honraria concedida aos grandes nomes da história do clube roxo-e-laranja.
“Pelo que eu ouvi e vi nas ruas (de Phoenix), todos ficaram tristes quando ele foi embora. Todo mundo o amava”, disse Leandro ao jornal Arizona Republic elogiando o atleticismo do “The Matrix” Marion.
Mas o grande saltador jamais se sentiu devidamente reconhecido por sua longa folha de serviços prestados ao Suns, estava à sombra dos outros astros do time Steve Nash e Amare Stoudemire, por isso chegou a pedir para ser trocado, em meio aos rumores sobre a falta de interesse do Phoenix em estender seu contrato, que termina em junho de 2009 com um salário garantido de US$ 17,2 milhões por esta temporada final de vínculo. Marion foi estatisticamente um dos jogadores mais produtivos da história do Suns, é o segundo colocado de todos os tempos da franquia em jogos, rebotes e roubos de bola atrás apenas de Alvin Adams, e o quarto maior pontuador, atrás de Walter Davis, Kevin Johnson e Adams.
A saída do Matrix para Miami foi confirmada quatro meses depois do pedido público por uma troca, e o Suns decidiu promover uma mudança total no seu estilo de jogo incorporando o gigante O´Neal. O desgaste na parte final de seu relacionamento com a direção do Suns não apagou as boas lembranças da rica trajetória de Marion no clube do Arizona, foram quatro seleções para o Jogo das Estrelas, anos consecutivos disputando os playoffs, e uma boa reputação deixada entre os companheiros de equipe e a comunidade da cidade. O lateral se afastou temporariamente das atividades do Heat para ir ao funeral de seu tio-avô, mas deve jogar normalmente hoje, antes de sair de Miami ele disse ao jornal South Florida Sun-Sentinel que tinha deixado o Arizona para trás numa boa.
“Eu amo os fãs em Phoenix e tive ótimos oito anos e meio lá. Eu fiquei triste por partir, tanto quanto eles ficaram tristes em me ver partir, mas é o que é, isso é um negócio”, declarou Marion.
Para o restante dos EUA, a faceta mais importante do jogo de hoje será o reencontro de Shaq com o Heat, o rompimento nesse caso foi muito menos amigável, com trocas de farpas entre o pivô e ex-técnico e atual presidente Pat Riley.
“Há muita especulação sobre como terminou, mas está tudo bem. Não há realmente ressentimentos. O Heat é uma grande organização. As pessoas dizem que os negócios têm que ser resolvidos para as coisas voltarem aos trilhos, eles fizeram o que tinham de fazer, eu entendo”, afirmou O´Neal, que acabou afundando com o Miami devido a uma série de lesões. Por isso o pivô disse esperar uma recepção com vaias da torcida na Flórida quando for jogar lá contra o Heat em março.
Marion, por outro lado, deixou muito mais carinho do que mágoas no Phoenix, o time que o draftou. “Será uma sensação estranha. Ele teve uma das maiores carreiras no Suns em todos os tempos. Eu imagino que ele teria uma grande ovação aqui. Se não for muito aplaudido, eu ficaria extremamente desapontado”, comentou Steve Nash.
O ala está precisando mesmo de uma alegria, está vindo de um funeral na família, jogando em um time inferiorizado na classificação (7V-8D, oitavo colocado na Conferência Leste), e suas médias são as mais baixas desde a temporada de estréia na NBA, com 12,4 pontos e 8,8 rebotes por jogo. Com 30 anos de idade, ele terá dificuldades para conseguir um grande contrato no mercado de agentes livres em julho próximo, embora ainda esteja esperando que algum time lhe pague um salário acima dos US$ 10 milhões/ano. As memórias de suas grandes enterradas, cestas de três pontos e defesa ativa em todas as posições ainda estão frescas na memória da torcida do Phoenix (11V-5D), que é favorito para conseguir a quarta vitória consecutiva, apesar do grande talento de Wade.
“Ele teve aqui uma dessas carreiras que, em termos de números, muito poucas pessoas na liga conseguiram compilar números assim nessa mesma época. Ao mesmo tempo, você tem a sensação que ele era pouco reconhecido. Talvez alguma parte disso era porque ele se sentia subvalorizado. Todos nós reconhecíamos o que ele estava fazendo. Os números eram astronômicos da maneira que ele cobria a folha de estatísticas. Pode não ter sido apreciado tanto quanto se outra pessoa fizesse o mesmo, mas ele era reconhecido sim. Não importa o que aconteceu, se no final o relacionamento ficou meio desgastado, mas quando ele estava nos vestiários tínhamos sempre tempo bom. Ele sempre estava ali para apoiar um companheiro, era um dos caras menos egoístas. Shawn era meu cara, ainda é”, comentou o ala-armador Raja Bell, lembrando de Marion como um amigo bastante brincalhão na intimidade da equipe, embora tenham pipocado boatos de que ele e Stoudemire estavam brigados.
Para tentar preencher o vazio na lateral deixado pela saída de Marion, embora Shaquille O´Neal esteja jogando bem ultimamente dando ao Suns a vantagem por ter feito a troca, o gerente geral Steve Kerr foi buscar no Golden State Warriors o atlético ala Matt Barnes. Por um acaso do destino, o novo contratado do time tornou-se um amigo importante para Leandrinho nessa fase difícil da volta às quadras após a morte de sua mãe, Dona Ivete Barbosa. Barnes lembrou ontem que há exatamente um ano, no feriado de Ação de Graças, perdeu sua mãe e melhor amiga para o câncer. Agora ele está muito próximo de Leandro, servindo de conselheiro, e até mandou fazer pulseiras com o nome de Dona Ivete escrito para distribuir para todos os jogadores da equipe.
Barnes vem alertando o brasileiro para “não entrar na fossa, não se fechar dentro de si mesmo, botar para fora os sentimentos”. Antes de cada jogo, o ritual de Barnes inclui rezar pela mãe e beijar as pulseiras vermelhas com o nome Ann gravado. Depois de cada cesta de três que faz, o ala ergue três dedos para cima e manda um beijo para o céu, igual fez quando acertou o triplo da vitória nos últimos segundos sobre o Oklahoma City Thunder na terça-feira à noite.
“Ela amava quanto eu chutava de três. Essa era a parte favorita dela”, lembrou Barnes.
No ano passado, a família Barnes antecipou a comemoração do Natal para o feriado de Ação de Graças, porque já sabiam que a matriarca não viveria até dezembro, e a casa deles em Sacramento foi decorada especialmente para Ann, liberada durante seis horas do hospital para a despedida. Apenas três semanas antes tinha sido diagnosticada uma forma violenta de câncer que atingiu os rins, pélvis, quadril, mama e pulmão, foi uma perda repentina.
“Ela tentou ser tão positiva e tentou reunir toda sua energia. Não podia mais comer nada. Ela tentou se levantar e andar, mas não podia. Isso me matava porque eu sabia que logo isso iria levá-la”, recordou-se Barnes emocionado.
Outra ironia do destino é que Barnes estava jogando pelo Warriors numa vitória em Phoenix apenas quatro horas antes da morte da mãe. Dias antes ele havia abandonado uma viagem de cinco jogos do time para ficar com ela ao lado da cama no hospital, e uma numa determinada noite a mãe o encorajou a voltar a jogar.
“Ela me disse o quanto estava orgulhosa de mim e que era para eu tomar conta de todos. Ela me disse que ia sentir minha falta. Ouvir isso foi difícil de engolir”, afirmou Barnes, o mais velho de três filhos.
“Tudo ficou borrado para mim depois disso. Toda a minha família se virou para mim para eu ser a rocha e eu não tinha ninguém a quem recorrer. Eu tinha me manter tudo lá dentro e dizer que tudo ia ficar bem. No fundo, eu não estava bem. Estava sempre encorajando (os outros), então nunca tive uma chance de chorar. O que digo a Leandro agora é que compartilhe seus sentimentos, eu estarei sempre aqui se ele precisar”, completou Barnes.
Aos poucos Leandrinho vai buscando reencontrar seu ritmo de jogo depois do falecimento de Dona Ivete no último dia 13 de novembro, já marcou nove pontos na vitória sobre o Minnesota.
“Você pode dizer que Leandro Barbosa está passando por um tempo difícil para imergir-se emocionalmente de volta no basquete. Foi um retorno complicado, mas um necessário primeiro passo para ele”, escreveu em seu blog o cronista do AZCentral.com Paul Coro.
Foram 12 jogos consecutivos com 12 pontos ou mais, a melhor seqüência da carreira de Nenê e um feito digno de agradecimentos para quem começou o ano lutando contra um câncer, mas na rodada do feriado de Ação de Graças nos EUA o forte New Orleans Hornets acabou com essa série e venceu fora de casa o Denver Nuggets por 105 a 101 (52 a 46 no intervalo) com uma cesta de três decisiva do ala James Posey faltando 19,1 segundos. O armador campeão olímpico Chris Paul comandou o quarto triunfo seguido do time com 22 pontos mais 10 assistências. (more…)
November 27, 2008
Vagos de Portugal perde para time russo e está fora da Eurocup, Fernanda Beling faz 16 pontos
Na Eurocup feminina, o Vagos, time português da ala da Seleção Brasileira olímpica Fernanda Beling, perdeu para o Chavakata (RUS) por 90 a 50 (48 a 33 no intervalo) na cidade de Vologda, na Rússia. A brasileira foi a segunda cestinha do time lusitano com 16 pontos. Fernanda ainda pegou seis rebotes e recuperou uma bola. O Vagos se despediu da competição em quarto lugar com seis pontos (seis derrotas).
Pela Euroliga feminina, o Bourges Basket (FRA) derrotou o Wisla Can-Pack (POL) em casa por 72 a 51 (33 a 27 no intervalo) com um duplo-duplo da pivô Alessandra Santos: 15 pontos e 10 rebotes. A equipe francesa lidera o Grupo A com 12 pontos (cinco vitórias e duas derrotas) e vai enfrentar o Nadezhda (RUS) no dia 3 de dezembro, na Rússia. Jogando em casa, o Ros Casares (ESP) venceu o ZVV USK Prague (CZE) por 88 a 69 (37 a 38 no intervalo). A pivô Érika ainda está tratando uma lesão na perna e não jogou pela equipe espanhola. O Ros Casares ocupa a segunda posição do Grupo C, com 12 pontos (cinco vitórias e duas derrotas). No dia 3 de dezembro, o time espanhol recebe o líder da chave, o UMMC Ekaterinburg (RUS). O Villeneuve D’Ascq (FRA), da ala Iziane Marques, perdeu para o Gambrinus (CZE) por 81 a 61 (41 a 26 no intervalo), no Sport Hall Rosnick, em Brno, na República Tcheca. A brasileira anotou 11 pontos, dois rebotes, uma assistência e uma recuperação de bola. O Villeneuve está em quarto lugar com seis pontos (uma vitória e quatro derrotas). Iziane volta à quadra também no dia 3 de dezembro para enfrentar o MKB Euroleasing (HUN), na França. O MiZo Pécs (HUN), da pivô Graziane Coelho, joga nesta quinta-feira contra o Besiktas Cola Turka (TUR) na Hungria.
No Eurochallenge masculino, o time do ala-pivô Guilherme Giovannoni presenteou a torcida com a primeira vitória na competição. O Virtus Bologna (ITA) ganhou do Base Oostende (BEL) por 70 a 69 (41 a 31) em Bolonha, na Itália. Guilherme foi o segundo cestinha da equipe italiana com 15 pontos e ainda pegou seis rebotes, recuperou duas bolas e deu uma assistência. O Virtus está na segunda colocação com dois pontos (uma vitória). A próxima partida será no dia 2 de dezembro contra o Tartu Rock (EST), na Estônia.
EUROLIGA FEMININA
- Grupo A
Bourges (16 + 17 + 20 + 19 = 72)
Cestinhas: Alessandra Santos e Ana Lelas (15 pontos)
Wisla Can-Pack (12 + 15 + 14 + 10 = 51)
Cestinha: Ewelina Kobryn (14 pontos)
- Grupo B
Gambrinus (17 + 24 + 21 + 19 = 81)
Cestinha: Eva Vitecková (17 pontos)
Villeneuve D’Ascq (15 + 11 + 18 + 17 = 61)
Cestinha: Ljubica Drljaca (14 pontos)
— Grupo C
Ros Casares (19 + 18 + 28 + 23 = 88)
Cestinha: Delisha Milton (19 pontos)
ZVVZ USK Prague (17 + 21 + 17 + 14 = 69)
Cestinha: Swin Cash (18 pontos)
EUROCHALLENGE MASCULINO
— Grupo G
Virtus Bologna (28 + 13 + 9 + 20 = 70)
Cestinha: Earl Boykins (19 pontos)
Base Oostende (16 + 15 + 21 + 17 = 69)
Cestinha: Nick Fazekas (28 pontos)
EUROCUP FEMININA
— Grupo K
Chevakata (25 + 23 + 19 + 30 = 90)
Cestinha: Anastasia Pimenova (19 pontos)
Vagos (18 + 15 + 7 + 10 = 50)
Cestinha: Amanda Beth Carver (19 pontos).
(CBB)
O Cleveland Cavaliers comprovou o poderio de seu melhor elenco dos últimos tempos e só precisou de 17 minutos de ação e 14 pontos do astro campeão olímpico LeBron James para massacrar o lanterna Oklahoma City Thunder por 117 a 82 (66 a 32 no intervalo) e garantir sua 12ª vitória em 15 jogos, no melhor início de temporada da história da franquia de Ohio. O cestinha da NBA nunca descansou tanto tempo no banco durante uma partida, ontem igualou seu menor número de minutos em quadra na carreira. No dia 29 de dezembro de 2004, na segunda temporada do ala na liga, James também só jogou 17 minutos contra o Houston Rockets, numa partida em que ele sofreu uma contusão no osso próximo ao olho esquerdo causada por uma cotovelada do pivô Dikembe Mutombo. Mas ontem ele não teve nenhum problema de contusão, pôde relaxar vendo os companheiros terminarem de aniquilar o saco de pancadas de OKC, que sofreu a 13ª derrota consecutiva. O pivô lituano Zydrunas Ilgauskas foi o cestinha da partida com 17 pontos e sete rebotes, igualando-se ao ala-pivô brasileiro Anderson Varejão como maior reboteiro do “treino de luxo”.
O “Coisa Selvagem” capixaba pegou todos os seus sete rebotes na defesa, fez sete pontos acertando seus dois arremessos de quadra (bandejas no segundo quarto), encestou três em quatro lances livres, deu um toco no ala-pivô Jeff Green, cometeu uma falta e desperdiçou duas posses de bola em 20min29s de ação, tempo no qual o Cavs marcou 19 pontos mais que o Thunder, um bom diferencial defensivo. Pela segunda noite seguida, todos os 12 jogadores do Cleveland entraram em quadra e pontuaram, e o time ampliou com tranqüilidade para oito jogos a invencibilidade no seu ginásio Quicken Loans Arena.
“Agora estamos jogando nosso melhor basquete em um longo tempo. É sempre bom ter um descanso. Você sabe como a temporada é longa, é sempre um ponto positivo (descansar)”, disse LeBron.
Aliás, se James quisesse ficar em casa, o Cavs também não teria dificuldades para vencer o time de pior campanha na NBA (1V-15D). Depois de perder em casa por apenas um ponto (99 a 98) para o Phoenix Suns de Leandrinho, o Oklahoma não deu nem para o começo em Cleveland, sofrendo sua terceira derrota em três jogos sob o comando do técnico interino Scott Brooks, que assumiu a bomba depois da demissão de P.J. Carlesimo no dia 22 de novembro. O ala-pivô Chris Wilcox liderou o Thunder com 14 pontos e cinco rebotes, sendo que a estrela da equipe, o “Novato do Ano” Kevin Durant, teve uma noite apagada com apenas 13 tentos, errando 10 em 16 arremessos de quadra.
O Cleveland matou o jogo logo no início, abrindo 13 a 0 e obrigando Brooks a pedir um tempo de 20 segundos e outro tempo técnico completo para tentar acordar seu time. O Thunder conseguiu sair do zero quando finalmente o ala-pivô Joe Smith, que jogou pelo Cavs na temporada passada, converteu um arremesso faltando 7min37s no primeiro quarto, fechado em 33 a 14. Depois o time da casa ganhou o segundo período por 33 a 18, e os 34 pontos de diferença no intervalo foram a maior vantagem do Cavs em um final de primeiro tempo em toda a história da franquia. Na noite de sexta-feira, o time de Varejão pode igualar mais um recorde com uma vitória recebendo o Golden State Warriors, a mais longa invencibilidade em casa do Cavaliers em um início de campeonato (nove vitórias seguidas) foi obtida nas temporadas de 1991-92 e 1976-77, mas no compasso atual essa marca tem tudo para ser superada em breve.
“Estes caras são inteligentes, eles jogam duro e querem muito vencer. Isso torna meu trabalho realmente fácil. Achei que nossos caras entraram no jogo com o foco correto. Foi bom ver isso porque uma das coisas que temos pregado é a necessidade de desenvolver bons hábitos”, elogiou o técnico Mike Brown.
Confira os melhores momentos do passeio do Cleveland contra Oklahoma
Ontem o site oficial Cavs.com publicou uma chamada convocando os torcedores para lotarem o ginásio na noite de 5 de dezembro, sexta-feira da próxima semana, confirmando para essa data o jogo anual em homenagem a Anderson, o “Varejão Day”, nessa partida contra o Indiana Pacers serão distribuídas perucas estilizadas imitando a cabeleira do brazuca para todo o público pagante, e se der tudo certo a série invicta do Cleveland na Arena Q vai continuar até essa divertida festa com um toque verde-amarelo. No BasketBrasil continua a todo vapor a promoção valendo uma camisa e uma peruca Varejão para nossos leitores, participe!
Este já é o melhor começo de temporada da História do Cleveland Cavaliers. Liderando a Divisão Central e em segundo lugar na Conferência Leste, os Cavs, do brasileiro Anderson Varejão, voltam a jogar na noite desta sexta-feira, a partir das 22h30min (horário de Brasília), na Quicken Loans Arena, contra o Golden State Warriors, em mais uma rodada da temporada 2008/2009 da NBA.
Esta será a nona partida do Cleveland em casa e, até agora, são oito vitórias: Charlotte, Chicago, Indiana, Milwaukee, Denver, Utah, Atlanta e Oklahoma City, o melhor retrospecto em casa entre as 30 equipes (apenas Cavs e Portland Trail Blazers estão invictos ainda em seus domínios).
O capixaba Anderson Varejão, que viu seu tempo em quadra crescer nesta temporada, e que tem conseguido este ano suas melhores médias em rebotes e pontos, comemora a boa fase da equipe e elogia o adversário, que está apenas na décima posição na Conferência Oeste (5V-10D).
“Estamos num bom momento e queremos que esse bom momento continue ainda por muito tempo. O time está numa sintonia muito boa, e a nossa torcida tem sido fundamental nessa seqüência. Vamos para a quadra com a mesma concentração, o mesmo foco, e entrar com tudo para conseguir mais uma vitória”, afirmou o ala da Seleção Brasileira.
Depois de enfrentar o Golden State Warriors, o Cleveland Cavaliers encara o Milwaukee Bucks, fora de casa, no sábado, dia 29.
No primeiro duelo do pivô Marcus Camby com a equipe que defendeu nas últimas seis temporadas, ele anotou um duplo-duplo com 17 pontos mais 11 rebotes e teve a chance de dar a vitória ao Los Angeles Clippers com um arremesso de três nos últimos segundos, mas o tiro saiu curto e o Denver de seu “irmãozinho” Nenê riu por último no Staples Center |