Publicado por Adriano Albuquerque
Parte 2 da biografia de Magic Johnson. Para ler a Parte 1, clique aqui.
Por Arthur Machado*
Em 1984-85, motivado como nunca pelo fracasso nas Finais do ano anterior, Johnson teve médias de 18,3 pontos por jogo, 12,6 assistências e 6,2 rebotes, mas o Lakers não conseguiu, como tinha por objetivo, a melhor campanha da liga, com uma vitória a menos que o Celtics, que tinha uma campanha de 63v-19d. LA não teve grandes dificuldades em avançar até as Finais, onde encontraria seu nêmeses, o Boston de Larry Bird. Esperava-se mais uma grande batalha.
Mas, se realmente se esperava isso, não foi o que se viu no primeiro jogo da série, em que Boston aniquilou o Lakers, 148-110, com muitos achando que isso era de novo o começo de uma série tortuosa para os californianos.
No entanto, mostrando uma grande resolução, o Lakers fez um jogo extremamente consistente na segunda partida, com Kareem mostrando que, mesmo aos 38 anos, ainda era um dos melhores, ao fazer 30 pontos e pegar 17 rebotes, com um resultado de 109-102 para LA, que iria a Califórnia tentar virar a série.
O terceiro jogo foi inicialmente controlado pelo Celtics, mas com um esforço de James Worthy e Kareem – que neste jogo se tornou o maior cestinha da história dos playoffs da NBA, ultrapassando Jerry West – o Lakers prevaleceu por 136-111. O que também ajudou foi o começo de uma serie de jogos ruins de Larry Bird, que se arrastaria com um cotovelo e costas machucadas, além da defesa de Michael Cooper (tido como melhor defensor de perímetro da NBA n época) sobre ele.
No quarto jogo, um equilíbrio extremo. Tanto é que o jogo só foi decidido num último arremesso, feito por Dennis Johnson, no último segundo da partida. Vitória alviverde por 107-105. No quinto jogo, o Lakers abriu uma larga vantagem, mas caiu de produção, e se viu contra a parede no último quarto, liderando por apenas quatro pontos com seis minutos para o término do jogo. Mais uma vez, Kareem e Magic tomaram as rédeas do jogo, e LA faturou por 120-111.
O sexto jogo chegou, no Boston Garden, com o Lakers tendo a sua maior chance para finalmente se exorcizar o fantasma de nunca ganhar do Celtics. Mesmo com os 32 pontos de Kevin McHale, Boston não conseguiu se equiparar aos californianos no jogo, devido à medíocre atuação de Larry Bird, que acertou apenas 12 de 29 arremessos e não pôde contribuir com muito mais. No outro lado, Abdul-Jabbar, no fim do jogo, dominou a situação, acertando vários arremessos e ganchos, para talhar 29 pontos, e finalmente levar LA a bater Boston na final. Kareem foi eleito MVP, e o Lakers levou seu terceiro título em seis anos, acabando de vez com o fantasma do Garden.
NBA Superstars: Magic Johnson
O ano seguinte começou promissor, mas foi gradualmente diminuindo para o Lakers e Magic, que fizera médias de 18,8 pontos, 12,6 assistências e 5,9 rebotes, porque Boston fazia uma campanha assustadora, que terminou com 67 vitórias e 15 derrotas; na época, essa era a terceira melhor campanha já feita por um time da NBA, além de que, dos 50 jogos feitos no Boston Garden na temporada (incluindo os playoffs), Boston perdeu apenas um, para o Portland Trail Blazers. Na final da Conferência Oeste, LA foi batido com relativa facilidade pelo Houston Rockets, que contava com um garrafão extremamente atlético, composto por Ralph Sampson e Hakeem Olajuwon, trazendo problemas para Jabbar, que, sobrecarregado nos rebotes, não jogou bem e refletiu no time. Para piorar, o Lakers foi eliminado em casa, com um arremesso no último segundo de Ralph Sampson, de costas para a cesta.
Isso mostrou que era hora de algumas mudanças no time da Califórnia, que, no meio da temporada seguinte, adquiriria Mychal Thmopson, especialista em rebotes, para tirar a sobrecarga de Abdul-Jabbar.
Em 1986-87, O Lakers tomaria para si a melhor campanha da liga, com 65 vitórias e 17 derrotas, e Magic teve sua melhor temporada, fazendo 23,9 pontos, 12,2 assistências e 6,3 rebotes, e levou seu primeiro prêmio de MVP da temporada regular. O Lakers chegou às Finais sem problemas, mais uma vez contra o Celtics, o atual campeão, mas desta vez, teria a vantagem no mando de quadra.
Ganhou as duas primeiras partidas, em casa, sem grandes obstáculos, com vitórias no jogo 1 por 126-113 – devido ao cansaço do Celtics após uma série de sete jogos contra o Detroit Pistons e o fôlego do Lakers, que havia varrido o Seattle SuperSonics – e no jogo 2, por 141-122, empurrados por Michael Cooper, que foi, surpreendentemente, o melhor jogador de LA neste jogo.
Boston se recuperaria no jogo 3. Com Robert Parish em problemas de falta, Greg Kite, um pivô pouco utilizado, entrou no jogo e apesar, de não ter pontuado, pegou 9 rebotes, e fez um bom trabalho defensivo em cima de Abdul-Jabbar. Boston venceu por 109-103.
No quarto jogo, que Larry Bird definiu como “O jogo da década”, Boston saiu inflamado, pegando muitos rebotes e impondo seu jogo mais lento, e liderando por 16 pontos no intervalo, mas o Lakers voltou forte e cortou a diferença pela metade no último quarto, com três minutos e meio para o fim. Numa sucessão de ataques, LA assumiu a liderança por um ponto, até que Bird, faltando 11s para o fim, acertou uma bola de 3. Na jogada seguinte, Kareem sofreu falta, converteu o primeiro lance livre, errou o segundo, mas a bola acabou indo para fora da quadra, sendo tocada por último por um jogador do Celtics. Então, Magic, num lance iluminado e decisivo, recebeu a bola, correu até a linha do lance livre, onde, cercado por Robert Parish e Kevin McHale, fez um gancho, com a bola passando por cima das mãos esticadas dos dois, e entrou, no lance que chamou de “Junior Sky Hook”(Gancho Jr.), imitando o famoso “Sky Hook” de Kareem. O Lakers venceu por 107-106 e assumiu a liderança da série por 3-1.
O quinto jogo foi dominado desde o começo por Boston, que, armado pelo desespero de ter de ganhar para sobreviver na série, ganhou por 123-108. Este jogo seria a última vitória dos Celtics em finais até 2008, e o último jogo de final disputado no Boston Garden, demolido alguns anos depois e substituído por uma arena mais moderna.
No sexto jogo, Boston entrou determinado, segurando a liderança até o meio do terceiro quarto, quando Worthy, após desviar um passe de Kevin McHale, salvou a bola de sair, passando-a para Magic Johnson, sozinho, enterrar e finalmente botar o Lakers na frente, e até o fim do jogo, o Celtics não lideraria de novo. Vitória por 106-93 e o quarto título de Magic e do Lakers. Magic recebeu o MVP das Finais pela terceira vez.
Em meio à celebração pelo título nas semanas seguintes, Pat Riley, técnico da equipe, prometeu no desfile de campeão que o Lakers defenderia (repetiria) o título, algo que ninguém fizera desde o Celtics de Bill Russel nos anos 60. O Lakers conseguiu de novo a melhor campanha da liga em 1987-88, com Johnson tendo 19,6 pontos, 11,9 assistências e 6,2 rebotes de média, mas, ao contrário dos anos anteriores em que foram campeões, os times que enfrentaram antes da final lhes levaram ao limite, tendo que jogar os sete jogos com Utah Jazz e Dallas Mavericks. Na decisão, Los Angeles enfrentaria o Detroit Pistons do armador Isiah Thomas, grande amigo de Magic. Durante a série, que foi a sete jogos, os dois trocaram beijos na bochecha antes de cada partida, o que gerou controvérsia entre o público, embora tenha ficado claro pelo nível físico e pelo equilíbrio da decisão que essa amizade não afetou sua competitividade.
O Pistons havia despachado Boston em seis jogos e o Lakers, cansado por suas batalhas de sete jogos, não resistiu no primeiro jogo, estando sempre em desvantagem, saindo derrotado por 105-93 em casa. No segundo jogo, encarando a possibilidade de ir a Detroit perdendo a série por 2-0, LA encontrou um jeito de ganhar, com Magic, Worthy e Scott fazendo mais de 20 pontos cada: 108-86. Com Johnson doente, o Lakers conseguiu uma vitória chave no terceiro jogo, 99-86 fora de casa, tendo um grande terceiro quarto, em que ganhou por 31-14, com Magic fazendo 18 pontos, 14 assistências e 6 rebotes.
Na quarta partida, com Bill Laimbeer motivando o time e intimidando seus adversários, Detroit prevaleceu 111-86. A estratégia de Detroit foi expor o ponto fraco de Magic: sua defesa. Assim, sendo atacado e exposto, teve problemas com faltas durante o jogo. O quinto jogo teve um quê de drama. O Lakers explodiu para fazer os primeiros 12 pontos do jogo, com seus jogadores de garrafão jogando duro, mas a estratégia logo falhou, porque logo tiveram problemas com faltas. Com Adrian Dantley carregando o time, Detroit virou o jogo e venceu por 101-94, se colocando a uma vitória do esperado troféu.
Com um time jovem próximo de seu primeiro título, o Pistons estava preparado para ir até a morte contra LA. O sexto jogo seria um clássico em todo sentido da palavra. No terceiro quarto, o Lakers liderava por 56 a 48, até que Isiah Thomas começou uma performance monstruosa, fazendo os próximos 14 pontos do Pistons, até que pisou no pé de Michael Cooper, torcendo o tornozelo. Ele voltou à quadra 35s depois, fazendo mais 11 pontos. No fim do quarto, Isiah havia feito 25 pontos naquele período – recorde de um jogador em um único período das Finais até hoje – e Detroit liderava, 81-79. No fim do último quarto, o Lakers perdia por três pontos, Byron Scott acertou um arremesso de média distância e, na próxima posse, LA forçou Isiah a errar o arremesso. Em seguida, Laimbeer fez falta em Abdul-Jabbar, que calmamente converteu os lances livres, levando o Lakers à vitória por 103-102 e forçando o sétimo e último jogo.
No sétimo jogo, Isiah ainda estava com o tornozelo inchado, mas jogou o primeiro tempo, conseguindo marcar 10 pontos, com Detroit liderando no intervalo por cinco pontos. Mas com Thomas sem condições de jogo, o Pistons não conseguiu conter o Lakers, liderado por James Worthy, que conseguiu um triplo-duplo com 36 pontos, 16 rebotes e 10 assistências. O Lakers virou a partida e abriu 90 a 75 nos primeiros minutos do último período. Então, Chuck Daly, técnico do Detroit, resolveu jogar com um time mais rápido, incluindo Dennis Rodman, Vinnie Johnson, Joe Dumars e John Salley, o que criou dificuldades para LA. A 3min52s do fim, o jogo estava 98 a 92, e com 1min17s no relógio, após um arremesso de Joe Dumars, o Lakers ganhava por apenas dois pontos. Magic então acertou um lance livre após uma falta de Rodman, que na próxima posse do Pistons, errou um arremesso. O rebote foi pego por Scott, que recebeu falta e converteu seus lances livres. O Pistons não se deu por vencido e, com cestas de Dumars e Laimbeer, reduziu para um ponto com 6s por jogar. Magic, no entanto, deu um genial passe de costa-a-costa para A.C. Green fazer a bandeja, recuperando a vantagem de três pontos com 3s restando. Dumars recebeu a bola em seguida, mas com os fãs já invadindo a quadra para celebrar o bicampeonato, não conseguiu acertar a bola que poderia empatar o jogo no final: 108-105 Lakers, e assim, LA conseguiu repetir o título, e com James Worthy sendo eleito MVP das Finais.
Fim da carreira: No ano seguinte, Magic receberia seu segundo MVP de temporada regular, com uma forte temporada, tendo 22,5 pontos, 12,8 assistências e 7,9 rebotes de média, e entrou com altas expectativas nos playoffs, varrendo todas as séries preliminares às Finais. O Lakers reencontrou Detroit na decisão, mas, com Magic e Byron Scott machucados, a série foi fácil para o Pistons, que varreu o rival, liderado por Joe Dumars, MVP da série. Desta vez, o Lakers não conseguiu honrar a promessa de Riley, que novamente havia dito que o time defenderia o título, inclusive registrando o termo “Three-peat” (trocadilho envolvendo as palavras Three – três – e Repeat – repetir). Esta série também marcou a despedida de Kareem das quadras, e assim, LA perdeu um dos pilares de sua dinastia dos anos 80.
Em 1989-90, Magic recebeu seu terceiro MVP de temporada regular, com 22,3 pontos, 11,5 assistências e 7 rebotes por jogo, mas a caminhada do Lakers nos playoffs seria curta, sendo eliminado em cinco jogos pelo jovem time do Phoenix Suns, de Tom Chambers e Kevin Johnson, e contando ainda com a demissão de Pat Riley, que estava tendo problemas em lidar com o time e com seus freqüentes acessos de raiva.
Grande lance de Magic em 1989 contra o Washington Bullets:
Naquela que seria sua última temporada de alto nível, teve médias de 19,4 pontos, 12,5 assistências e 7 rebotes em 1990-91, e surpreendentemente liderou o Lakers à final da NBA, mas acabaram sendo dominados facilmente pelo Chicago Bulls de Michael Jordan, que levou a série por 4-1 na primeira de seis conquistas pelos anos 90.
HIV, Dream Team e retorno: Magic ainda era novo para se aposentar do basquete em 1991, mas uma notícia chocou o mundo: o astro, uma das figuras esportivas mais conhecidas do mundo, havia contraído o vírus HIV, causador da AIDS, uma doença devastadora que, no final dos anos 80 e início dos anos 90, ainda era bastante desconhecida e vinha matando vários astros da música e do cinema – por exemplo, o ator Rock Hudson, o pianista Liberace, o cantor Freddie Mercury e, no Brasil, o cantor Cazuza. Inicialmente, negou ter tido outras parceiras sexuais, mas acabou admitindo que traiu sua mulher durante sua carreira. Desde então, virou um embaixador no combate e prevenção à AIDS.
Voltou para jogar o Jogo das Estrelas de 1992, apesar de certa controvérsia na liga, com alguns jogadores admitindo ter medo de jogar com Johnson, pelo medo de que uma ferida dele poderia contaminá-los, como por exemplo, Karl Malone – um sinal da falta de informação sobre a doença na época. No Jogo das Estrelas, fez cestas decisivas e acabou ganhando o MVP do jogo, tendo mais um momento memorável para sua carreira.
Ainda em 1992, foi chamado para integrar a seleção americana que jogaria a Olimpíada de Barcelona, junto a estrelas como Michael Jordan, Larry Bird, Patrick Ewing, Clyde Drexler, etc. Aquele time ficou conhecido como Dream Team (Time dos Sonhos) e foi a sensação dos Jogos, atraindo milhares de espectadores ao ginásio em Badalona e massacrando todos os times que encontrou no caminho à medalha de ouro. Até hoje, aquela seleção é creditada por ter iniciado a expansão global do basquete e da NBA.
Passe de costas de Magic para enterrada de Jordan em Barcelona:
Trabalhou durante algum tempo como comentarista, mas seus comentários não eram bem julgados pelos telespectadores, e acabou saindo para assumir a vaga de técnico do LA Lakers em 1993-94. Após uma seqüência de seis derrotas durante a temporada, se demitiu, e pouco depois, comprou 5% do time para se tornar um de seus proprietários minoritários.
Em 1995-96, voltou para jogar 32 jogos pelo Lakers, tendo boas médias de 14,6 pontos, 6,9 assistências e 5,7 rebotes como ala. O Lakers perderia na primeira rodada dos playoffs para o Houston Rockets, mas Magic “saiu como queria, algo que não aconteceu em 91”, como ele mesmo disse.
Melhores momentos do primeiro jogo de Magic de volta:
Magic em ação em 96 contra o Miami Heat:
Atualmente, além de ser um dos embaixadores da Unicef e comandar a Magic Johnson Foundation nas campanhas de combate e prevenção à AIDS, Magic é um empresário de sucesso. Sua companhia, a Magic Johnson Enterprises, inclui filiais de promoções, salas de cinema nas áreas mais pobres de Los Angeles e um estúdio cinematográfico. Ainda é um dos comentaristas NBA do canal de TV a cabo americano TNT, contribuindo ocasionalmente nos programas de estúdio da emissora. O craque teve seus feitos no basquete reconhecidos pelo Hall da Fama do Basquete em 2002 e é homenageado por uma estátua em tamanho real em frente ao Staples Center, atual ginásio do Lakers.
Estatísticas na NBA
Temp J M REB AST STL BLK TOV PF PTS
1979-80 77 36.3 7.7 7.3 2.4 0.5 4.0 2.8 18.0
1980-81 37 37.1 8.6 8.6 3.4 0.7 3.9 2.7 21.6
1981-82 78 38.3 9.6 9.5 2.7 0.4 3.7 2.9 18.6
1982-83 79 36.8 8.6 10.5 2.2 0.6 3.8 2.5 16.8
1983-84 67 38.3 7.3 13.1 2.2 0.7 4.6 2.5 17.6
1984-85 77 36.1 6.2 12.6 1.5 0.3 4.0 2.0 18.3
1985-86 72 35.8 5.9 12.6 1.6 0.2 3.8 1.8 18.8
1986-87 80 36.3 6.3 12.2 1.7 0.5 3.8 2.1 23.9
1987-88 72 36.6 6.2 11.9 1.6 0.2 3.7 2.0 19.6
1988-89 77 37.5 7.9 12.8 1.8 0.3 4.1 2.2 22.5
1989-90 79 37.2 6.6 11.5 1.7 0.4 3.7 2.1 22.3
1990-91 79 37.1 7.0 12.5 1.3 0.2 4.0 1.9 19.4
1995-96 32 29.9 5.7 6.9 0.8 0.4 3.2 1.5 14.6
Temp: Temporada, J: Jogos, M: Minutos, REB: Rebotes, AST: Assistências, STL: Roubos, BLK: Tocos, TOV: Turnovers, PF: Faltas, PTS: Pontos
Legado: Foi inovador. Seus passes incríveis fizeram história, e até hoje são reverenciados. Passes pelas costas, sem olhar, pontes aéreas para Michael Cooper, passes picados pela quadra toda, passes nas costas da defesa. Não havia um passe que não soubesse executar com perfeição.
Ao longo do tempo, foi melhorando seus arremessos de média e longa distância, para preocupar a defesa, que no começo da carreira lhe dava mais espaço para o arremesso. Foi também o melhor armador em termos de jogar de costas para a cesta (post-up), por conta de sua força avassaladora e tamanha fora do comum para um armador. Era também um jogador que crescia em decisões, visto o jeito com que lidou com as Finais de 1980 e o quarto jogo das Finais de 87, embora tenha falhado em algumas ocasiões, como em 84.
Sua defesa era seu ponto fraco. Tinha dificuldade em conter armadores rápidos por sua falta de velocidade, mas podia disputar rebotes em qualquer garrafão e iniciar o contra-ataque, o que era outra vantagem para seu jogo e o estilo “Showtime” do Lakers.
Teve também a maior rivalidade individual que a NBA já viu, com Larry Bird, que, embora fosse seu amigo pessoal, foi seu maior rival em quadra, com um grande número de partidas memoráveis entre Lakers e Celtics nos anos 80.
Honras e Conquistas:
• Eleito para o Hall da Fama do Basquete em 2002.
• Cinco vezes campeão da NBA (1980, 1982, 1985, 1987 e 1988)
• Três vezes MVP das Finais (1980, 1982 e 1987).
• Três vezes MVP da temporada regular (1987, 1989 e 1990).
• Nove vezes consecutivas eleito para o Primeiro Time da NBA (1983 até 1991)
• Eleito para o Segundo Time da NBA em 1982
• Doze vezes selecionado para o Jogo das Estrelas
• MVP do Jogo das Estrelas em 1990 e 1992
• Medalhista de ouro olímpico em 1992, com o Dream Team
• Eleito um dos 50 Maiores Jogadores da Historia da NBA, em 1996
Curiosidades:
• Teve um programa de TV, chama “A hora de Magic”, nos anos 90, que não durou mais de dois meses, por conta da baixa audiência
• É dono de uma cadeia de cinemas nos EUA, chamada Magic Theatres (Cinemas do Magic).
• O Red Hot Chilli Peppers, fãs do Los Angeles Lakers, fez uma música com seu nome.
• Apesar de Oscar Robertson ter tido uma temporada com médias de triplo-duplo nos anos 60, foi Magic que inspirou o nome “triplo-duplo”.
• Líder em assistências e roubadas de bola da história do Lakers
Mix da carreira de Magic:
* colaboração de Adriano Albuquerque
Adriano Albuquerque
Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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