Esta semana na NBA: Isolar Marbury e Tinsley, apostas certeiras de Knicks e Pacers

Publicado em: Colunas, Esta semana na NBA
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21/11/2008 | 16:56

Publicado por Adriano Albuquerque

Adição por subtração. Você já ouviu esta expressão, né? Significa que você ganha mais tirando alguma coisa ou alguém do que mantendo esta coisa ou pessoano conjunto. Esta pessoa ou coisa atrapalha tanto seu grupo que você é melhor sem ela. Em um esporte coletivo como o basquete e numa liga forte como a NBA, onde profundidade de elenco é cada vez mais importante, é complicado aplicar uma estratégia dessas ao seu grupo. Entretanto, ninguém demonstra os méritos desta idéia tão bem no momento quanto o New York Knicks e o Indiana Pacers.

Ambos têm armadores problemáticos e desagregadores afastados do time - Stephon Marbury no Knicks, Jamaal Tinsley no Pacers. Não é coincidência que New York tenha 6v-5d e Indiana, 5v-5d, quando ambos tiveram retrospectos negativos no ano passado. É verdade também que tanto Marbury quanto Tinsley jogaram pouco na última temporada, tanto por causa de lesões quanto por problemas disciplinares, mas sua ausência por decisão de seus técnicos e dirigentes tem um impacto muito diferente em seus elencos.

No ano passado, as lesões serviam como desculpas para os maus desempenhos. Quando o Pacers ia mal, seus jogadores podiam reclamar que sentiam a falta de Tinsley, que estava com uma lesão na coxa. Quando o Knicks era horroroso, podia culpar a ausência de Marbury, operado no tornozelo. Os problemas disciplinares eram uma distração e seus companheiros tinham de responder perguntas toda hora sobre onde estava Marbury, se estavam com Tinsley nas noites em que teve problemas com a polícia, o que achavam das diferenças da dupla com a direção do clube, etc.

A decisão de afastá-los acaba com tudo isto. Os patrões deixaram claro: Tinsley e Marbury não são parte de seus planos, então não adianta ficar pensando em como seria o time se eles estivessem jogando. A imprensa ainda pergunta sobre eles, mas isto só serve de motivação para os jogadores. “Por que tenho de falar de caras que nem estão jogando? Vou fazê-los falar de mim”.

O mais importante do afastamento, porém, é que isso efetivamente isola os chamados “câncers de vestiários”, uma quase literal cirurgia de retirada de tumor. Tinsley e Marbury estão efetivamente isolados, sem poder nenhum de convencimento para racharem grupos e colocarem seus jogadores contra seus técnicos. O técnico Mike D’Antoni basicamente humilhou Marbury, ao dar-lhe uma chance na pré-temporada, deixá-lo jogar um pouco, e cortá-lo logo no início do campeonato. A mensagem é clara: você me desafia, não faz o que eu peço, então não joga. Quem quiser entrar na pilha dele, faça sob risco de ter o mesmo destino. Ao anunciar que Tinsley não estava nos planos do time e não seria utilizado, o gerente geral Larry Bird deu uma mensagem ainda mais poderosa: não toleramos mau comportamento de nenhuma forma, e se você vacilar, não perde apenas lugar no time, mas também seu emprego.

A recusa em pagar uma rescisão contratual e liberar o jogador para assinar com outro clube a preço de banana é o ponto de exclamação: nós não vamos recompensar sua desobediência! Knicks e Pacers obviamente estão sofrendo para trocar a dupla, já que ambos têm contratos milionários e ninguém quer pagar uma fortuna por jogadores problemáticos. “Por que eu te daria dois ou três dos meus jogadores por um jogador tão difícil que você nem sequer o coloca no seu banco de reservas?” Porém, é bom mostrar que, apesar de ser uma liga em que os jogadores mandam, é preciso sim ter respeito aos seus técnicos, patrões e torcedores. Custa uma vaga no elenco que podia ser ocupada para compensar necessidades de ambos os times, mas resulta em um maior respeito, união e dedicação do resto do grupo para compensar.

Isto tudo que você leu, leitor, eu escrevi durante a semana até quinta-feira (20/11), antes de a troca do Knicks com o Golden State Warriors, enviando Jamal Crawford por Al Harrington, ser confirmada por alguns veículos de comunicação americanos. A intensa boataria que é a imprensa nova-iorquina dá conta que o clube ainda pode fazer mais trocas nesta sexta e que uma provável falta de jogadores elegíveis pode resultar em Marbury sendo utilizado por D’Antoni, o que basicamente anularia tudo o que eu disse sobre o Knicks. Vamos esperar mas, desde já, fico um tanto decepcionado com Donnie Walsh se a situação chegar a este ponto.

[UPDATE]: Acabo de publicar nota sobre a troca do Zach Randolph para o Clippers. Qual foi a do Clippers, virou lavanderia de dinheiro agora? Todo time que precisa liberar espaço na folha joga seu contrato enorme em L.A? Quanto à vigília do Marbury, terminou o primeiro quarto do jogo contra o Bucks e ele ainda não entrou, mas ao que parece, está relacionado pela simples necessidade de ter jogadores ativos o suficiente. Veremos no que dá… [UPDATE 2]: Então, D’Antoni ofereceu uma chance ao Marbury jogar, mas ele que descartou. Neste caso, D’Antoni perdeu um pouco de seu poder. Se ele tivesse simplesmente relacionado Marbury por necessidade, sem nenhuma chance de jogar, estaria mantendo sua posição, mas do jeito que foi, mostra que, se ele precisar, terá de se curvar ao seu jogador. Marbury recuperou um pouco de sua dignidade com esta e, ao mesmo tempo, agravou ainda mais seu valor de troca, já que continua sem vontade de fazer um sacrifício pelo time.

Pedido por mais mudanças drásticas em Detroit

É engraçado ter um superastro no seu time, eu estava desacostumado. Se no passado, todos os locutores e comentaristas subestimavam o Detroit Pistons e diminuíam seus feitos, aumentavam suas derrotas. Agora que Allen Iverson está no time, todos usam desculpas quando o time perde ou joga mal! Chegaram ao ponto de publicar nesta sexta (21/11) que o Pistons está com 4v-3d desde a chegada de Iverson, quando a verdade é que são quatro derrotas, 4v-4d - o time estava invicto antes de A.I. chegar. “O time ainda precisa de tempo para se adaptar…”, “o Pistons sente a falta de Antonio McDyess no interior…”, “eles tiveram uma seqüência de jogos difícil nas últimas duas semanas…”

Tudo isso pode ser verdade, mas não precisam proteger-nos, galera. Os problemas são bem maiores do que isto. Michael Curry ainda tem muito a aprender como técnico - talvez não tanto quanto Vinny Del Negro, mas bastante: após começar o ano com Amir Johnson como titular, o garoto, uma das maiores esperanças da franquia, não está mais nem na rotação; o argentino Walter Herrmann começou a temporada sendo bastante utilizado e jogando bem, mas no jogo desta quinta-feira (20/11) contra o Boston Celtics, só foi entrar no último quarto com o jogo já decidido! E eu pensei que Curry tivesse sido contratado por sua capacidade de motivar o time e cobrar quando estivesse apagado. Então por que ele estava com aquela cara de bunda e não fez nada quando Detroit entrou dormindo no terceiro quarto? Cadê a chacoalhada?

McDyess pode fazer muita falta lá dentro, na defesa de ajuda, mas como se esperava, Iverson deixa a defesa vendida muito freqüentemente - não acompanha os armadores, fica perdido em trocas de marcação - e contra Boston, o maior problema do time foi acompanhar a movimentação de bola e marcar no perímetro. Um time que vivia de sua defesa e tinha uma identidade clara e firme, hoje está perdido e tem uma proteção apenas razoável, mediana. No ataque, Iverson até tem capacidade de ser armador principal - nesta função, aliás, ele encontrou seu parceiro ideal de pick-and-roll em Rasheed Wallace - mas também como se previa, Richard Hamilton vem sofrendo, pois recebe pouco a bola e, quando recebe, normalmente tem de criar seu próprio chute.

Muita gente acha que Rodney Stuckey tem de entrar como titular e que Iverson tem de cair para a posição 2, mas eu tenho uma proposta diferente e mais radical: coloquem Hamilton no banco, mas mantenham Stuckey também na segunda unidade. Iverson pode continuar sendo armador, carregando a bola ao ataque e criando suas próprias jogadas, com o segundoanista Arron Afflalo na posição 2. Afflalo é um bom defensor, melhor do que Rip, que pode ajudar a proteger o time dos erros de Iverson, e mostrou na pré-temporada ter talento ofensivo o suficiente para aproveitar oportunidades abertas pela maior atenção aos outros. Hamilton poderia entrar em uma segunda unidade mais veloz com Stuckey lhe servindo as bolas em suas posições favoritas, com Herrmann, Maxiell e Johnson se alternando na linha de frente.

Difícil fazer mais uma mudança tão radical com poucos treinos para isto, mas me parece que seria uma forma de aproveitar melhor os talentos de cada jogador, e o Pistons tem agora a passagem mais tranqüila de sua tabela - oito dos próximos 12 jogos são em casa, com apenas três adversários de campanha positiva. Dezembro será um mês bastante tranqüilo, com muitos adversários de campanha negativa e vários jogos consecutivos em casa.


Fugindo do basquete um pouco

Na moral, tem alguma “celebridade” mais ridícula do que o tal “ex-marido da Susana Vieira”? O cara é tão nulo que não tem nem nome, é só isso, “ex-marido da Susana Vieira”! Ele não está nem casado mais com ela, já foi colocado na rua, e nego continua atrás do cara e dedicando manchetes de websites e revistas pra ele?? Por quê???? Alguém está genuinamente interessado em saber se ele ficou ou não ficou com a tal amante, igualmente não-famosa??? Eu já acho completamente absurdo e ridículo a cobertura (perseguição é uma palavra melhor) das “celebridades” e “famosos”, que merecem privacidade e certamente não merecem a publicidade grátis de ter todos os seus passos relatados para o mundo. Daí a continuar cobrindo um cara claramente boçal porque teve um envolvimento já encerrado com uma atriz famosa, é pior ainda. Alguém realmente lê essas coisas???

RANKING DE FORÇAS BASKETBRASIL

posição - time- posição anterior - campanha
1. Los Angeles Lakers (1) 9v-1d
2. Boston Celtics (2) 11v-2d
3. Cleveland Cavaliers (5) 9v-3d
4. Utah Jazz (6) 8v-4d
5. Detroit Pistons (9) 8v-4d
6. Denver Nuggets (11) 8v-4d
7. Houston Rockets (4) 7v-5d
8. Phoenix Suns (8) 8v-5d
9. Orlando Magic (13) 8v-3d
10. Atlanta Hawks (3) 7v-4d
11. New Orleans Hornets (7) 5v-5d
12. Portland Trail Blazers (10) 7v-5d
13. Toronto Raptors (12) 6v-5d
14. San Antonio Spurs (20) 5v-6d
15. Dallas Mavericks (17) 5v-7d
16. Indiana Pacers (14) 5v-5d
17. New York Knicks (16) 6v-5d
18. Philadelphia 76ers (15) 5v-6d
19. Golden State Warriors (22) 5v-6d
20. Miami Heat (18) 6v-6d
21. Chicago Bulls (21) 5v-7d
22. Milwaukee Bucks (19) 5v-8d
23. New Jersey Nets (24) 4v-6d
24. Sacramento Kings (25) 5v-8d
25. Memphis Grizzlies (23) 4v-7d
26. Charlotte Bobcats (27) 3v-7d
27. Minnesota Timberwolves (28) 2v-8d
28. Los Angeles Clippers (29) 2v-9d
29. Washington Wizards (26) 1v-8d
30. Oklahoma City Thunder (30) 1v-11d

Adriano Albuquerque Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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