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Dirk Bauermann fala ao GLOBOESPORTE.COM sobre o Pré-Olímpico, elogia o Brasil e afirma que sua seleção não é apenas Dirk Nowitzki
A vida não tem sido muito fácil para Dirk Bauermann. Nas semanas anteriores ao Pré-Olímpico de Atenas, o técnico da seleção alemã conviveu com uma série de desfalques no elenco. Em compensação, ele conta com Dirk Nowitzki, que jogou o fino no período dos amistosos. Enquanto aguarda a estréia contra Cabo Verde, na terça-feira, às 9h30min, Bauermann já pensa no possível duelo com os brasileiros nas quartas-de-final. Seria um encontro com o amigo Moncho Monsalve, que hoje comanda a equipe verde-amarela.
“Conheço o Moncho desde a época em que trabalhei em Leverkusen, nos anos 90. É um dos melhores nomes da tradicional escola espanhola de treinadores. Tenho o mais alto respeito por ele. Quando soube do cargo na seleção brasileira, fiquei muito feliz por ele. Mas logo depois me dei conta de que o Brasil vai ficar ainda mais forte com Moncho no comando, o que não é bom para nós”, brinca o técnico alemão, que está na seleção há cinco anos.
Respeito ao Brasil, mesmo com os desfalques
Se Brasil e Alemanha se cruzarem nas quartas-de-final, o perdedor estará fora de Pequim. E Bauermann não se ilude com os desfalques da equipe brasileira.
“O Brasil certamente tem um bom time, mesmo sem os seus jogadores da NBA. De forma alguma vamos subestimar a seleção de vocês”, afirma.
A Alemanha também tem suas baixas. Além do astro Ademola Okulaja, fora do grupo por causa de uma lesão nas costas, os armadores Johannes Herber e Mithat Demirel também desfalcam a equipe em Atenas. A boa notícia é a adição do pivô americano Chris Kaman, que conseguiu o passaporte alemão na última hora e foi inscrito.
“Temos uma boa equipe aqui em Atenas. A decisão de fazer os cortes foi muito difícil, porque todos trabalharam muito duro e mostraram que têm condições de estar no nosso grupo”, avalia o comandante.
Após mais uma temporada com o Dallas Mavericks na NBA, Nowitzki parece mais motivado do que nunca para defender a seleção. Mas o técnico se apressa em chutar para escanteio a tese de que a Alemanha é uma equipe de um homem só.
“Nowitzki sempre pode fazer a diferença, é claro, mas não pode derrotar um time inteiro sozinho. Conseguimos alcançar o sucesso no passado jogando coletivamente, e precisaremos disso novamente no Pré-Olímpico”, afirma.
(Rodrigo Alves, do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro)
Equipe BasketBrasil
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