Publicado por Adriano Albuquerque
RÚSSIA
Desde que a União Soviética, uma potência internacional em todos os sentidos, se desmantelou no início da década de 90, dando origem a várias nações independentes, a Rússia, país central da antiga liderança do Bloco Comunista e maior herdeira soviética, não conseguiu repetir o antigo sucesso no basquete. Enquanto os soviéticos foram campeões mundiais várias vezes e campeões olímpicos em 1972, os russos foram caindo de produção e só participaram dos Jogos Olímpicos uma vez, em 2000, quando terminaram na oitava posição. Nesta década, apesar de ter jogadores de qualidade fazendo a ponte para a NBA, ficou de fora dos Jogos de Atenas-2004 e do Mundial de 2006.
Decepcionados com a série de maus resultados, os russos apelaram para um técnico dos Estados Unidos, ex-arquirival dos tempos de Guerra Fria. David Blatt foi escolhido por seu vasto currículo vencedor em grandes clubes da Europa, como Benetton Treviso e Maccabi Tel-Aviv. O treinador montou um time com vários jogadores desconhecidos e precisou classificar a equipe ao EuroBasket. A seleção estava desacreditada e teve algumas dificuldades durante as eliminatórias; após uma derrota para a Bélgica, Blatt pediu raça e coração aos seus jogadores.
Uma vez que chegou à Espanha, porém, a seleção russa se transformou. A equipe venceu seus três jogos de grupo e começou a chamar a atenção do mundo quando derrotou a campeã européia de 2005 e atual vice mundial, Grécia, por 61 a 53. Na segunda fase de grupos, os russos continuaram jogando bem e só perderam para a Espanha, ficando em segundo lugar na chave após superar a forte seleção da França, do armador Tony Parker, graças ao péssimo aproveitamento do adversário nos lances livres.
A “sorte de campeão” deu as caras em seguida, já que o time teve um dia de folga enquanto a Lituânia, invicta e melhor time do torneio até então, batia a forte Croácia para se classificar à semifinal, que aconteceria no dia seguinte. Exaustos, os lituanos foram vítimas da defesa agressiva da Rússia e caíram em desvantagem de 19 pontos. O time conseguiu reagir e empatar, mas não virou o placar. O resultado deu ao país sua primeira final européia desde 1993 e a vaga em Pequim.
Na final, veio a revanche contra a campeã mundial e anfitriã do torneio, Espanha, que esteve à frente no placar pela maior parte do jogo, mas não conseguiu abrir distância. A Rússia se segurou atrás por um ponto até os últimos segundos, quando o americano naturalizado russo JR Holden acertou um arremesso que bateu no aro e na tabela antes de cair. Pau Gasol ainda tentou responder no último lance, mas o ala Andrei Kirilenko contestou o arremesso e o espanhol errou.
“É uma vitória de Davi contra Golias. Encaramos a fera, a nocauteamos e vencemos”, comemorou Blatt, que recebeu a gratidão eterna de Kirilenko; o lateral vinha de uma temporada ruim pelo Utah Jazz, mas fez grande participação no torneio.

Andrei Kirilenko comemora o título europeu conquistado pela Rússia no ano passado
Agora é a vez de os russos provarem que o título de 2007 não foi uma farsa. A equipe está no grupo menos complicado do torneio, Grupo A, ao lado de Argentina, Lituânia, Croácia, Austrália e Irã, e conta com um elenco parecido ao do ano passado, formado com base nos gigantes russos CSKA Moscou, atual campeão da Euroleague, e Dynamo Moscou - são nove jogadores combinando os dois. Os destaques são Kirilenko, líder da equipe, o ala Sergey Monia, que joga no Dynamo e teve passagem pela NBA, o armador Samolyenko e os pivôs Aleksei Savrasenko e Nikita Morgunov. Porém, um dos maiores astros da seleção, o ala Viktor Khryapa, ficará de fora com uma lesão no tornozelo.
Participações em Olimpíadas: 1952, 1956, 1960, 1964, 1968, 1972, 1976, 1980, 1988 (como URSS), 1992 (como CEI), 2000 e 2008 (como Rússia)
Participações em Mundiais: 1959, 1963, 1967, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990 (como URSS), 1994, 1998 e 2002
Ranking da Fiba: 16º colocado
Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): Não participou
Campeonato Mundial (Japão-2006): Não participou
EuroBasket (Espanha-2007): Campeão
Técnico: David Blatt
Blatt é uma lenda no basquete italiano, onde foi apelidado de “Mago” e “Alquimista” por seu trabalho com o Benetton Treviso, onde foi campeão da Lega A e da Copa Itália. Com o Dynamo Saint Petersburg, da Rússia, também conquistou a Fiba Europe League, e no ano passado esteve no Efes Pilsen Istambul antes de largar o clube turco no meio da temporada. O título europeu com a Rússia, porém, foi seu melhor momento na carreira, e a expectativa por mais um feito histórico em Pequim é grande. Blatt, nascido nos EUA mas naturalizado israelense, também treinou o Maccabi Tel-Aviv.
Os convocados:
Sergey Monia - Ala - 2,02m - 15/4/1983 - Dynamo Moscou (RUS)
JR Holden - Armador - 1,85m - 10/8/1976 - CSKA Moscou (RUS)
Sergey Bykov - Ala-armador - 1,90m - 26/2/1983 - Dynamo Moscou (RUS)
Andrei Kirilenko - Ala-pivô - 2,05m - 18/2/1981 - Utah Jazz (EUA)
Nikita Morgunov - Ala-pivô - 2,11m - 29/6/1975 - Khimki Moscou (RUS)
Zakhar Pashutin - Ala-armador - 1,96m - 3/5/1974 - CSKA Moscou (RUS)
Aleksei Savrasenko - Pivô - 2,15m - 28/2/1979 - CSKA Moscou (RUS)
Victor Keyru - Ala - 2,00m - 31/1/1984 - Dynamo Moscou (RUS)
Vitaly Fridzon - Ala-armador - 1,95m - 14/10/1985 - Khimki Moscou (RUS)
Andrei Vorontsevich - Ala-pivô - 2,04m - 17/7/1987 - CSKA Moscou (RUS)
Alexander Kaun - Pivô - 2,11m - 8/5/1985 - CSKA Moscou (RUS)
Petr Samoylenko - Armador - 1,85m - 7/2/1977 - Dynamo Moscou (RUS)

O armador JR Holden em ação pelo CSKA Moscou
História Olímpica da Rússia no Basquete
A Rússia é considerada herdeira dos feitos da antiga União Soviética, já que era o país central do ex-Estado maior do “Bloco Comunista”, que fazia frente ao “Bloco Capitalista” dos EUA durante a Guerra Fria. A URSS também foi o país que mais desafiou os americanos no basquete olímpico. A seleção não participou das duas primeiras edições do torneio, mas a partir de Helsinque-1952, foi a todas as edições até seu desmantelamento, no início da década de 90. A União Soviética amargou quatro vice-campeonatos seguidos e uma medalha de bronze na Cidade do México-1968, em que bateu o Brasil na decisão de terceiro lugar, antes de enfim quebrar seu tabu contra os americanos em um dos jogos mais polêmicos da história do basquete.
Os americanos haviam vencido as sete primeiras edições do torneio e levaram uma invencibilidade de 62 jogos à decisão em Munique-1972. Parecia que mais um ouro seria dos americanos quando tomaram a ponta, 50 a 49, com 3s restando por jogar. Os soviéticos saíram com a bola logo em seguida, mas o árbitro brasileiro Renato Righetto apitou com um segundo restando: o técnico soviético Vladimir Kondrashin havia pedido tempo. A URSS recebeu uma segunda chance de sair com a bola, mas o fez mal, forçando um arremesso de longe no desespero que errou, e os americanos começaram a celebrar.
Entretanto, Kondrashin protestou que o relógio do jogo não havia sido reiniciado corretamente com 3s, e o secretário geral da Fiba, o britânico Renato Williams Jones, decidiu que o apelo fosse atendido e voltou o relógio, embora não tivesse autoridade para isso. Na terceira chance, os soviéticos colocaram a bola nas mãos de Aleksandr Belov, que fez a cesta do triunfo soviético. Revoltados e sentindo-se roubados, os americanos não subiram ao pódio e até hoje não aceitaram a medalha de prata. Renato Righetto e o responsável pela marcação dos pontos não assinaram a súmula após a partida, protestando contra a decisão de Jones. Os EUA fizeram um protesto oficial, mas um painel de cinco pessoas decidiu em favor dos soviéticos; a votação foi influenciada pela divisão da Guerra Fria, com os aliados americanos Porto Rico e Itália votando a favor do protesto e Hungria, Cuba e Romênia, do Bloco Comunista, apoiando a URSS. Era a primeira medalha de ouro olímpica da equipe.
Em Montreal-1976, aguardava-se uma revanche entre soviéticos e americanos, mas quem teve sua revanche foi outro país, a Iugoslávia, que derrotou a URSS na semifinal para vingar o vice-campeonato no Mundial de 1970. Em Moscou-1980, os soviéticos desperdiçaram uma grande chance de conquistar outro ouro: os Estados Unidos boicotaram o torneio em reação à invasão do Afeganistão, mas os anfitriões da Olimpíada perderam duas vezes na segunda fase, para Iugoslávia e Itália, e tiveram de se contentar em derrotar a Espanha pelo terceiro lugar e a medalha de bronze. Em Los Angeles-1984, foi a vez de os soviéticos boicotarem o torneio organizado pelos americanos.
A segunda medalha de ouro olímpica finalmente veio em Seul-1988, quando o time contava com um trio de astros lituanos que mais tarde jogariam na NBA: Sarunas Marciulionis, Arvydas Sabonis e Rimas Kurtinaitis. A URSS fez uma bela campanha e superou os americanos novamente, desta vez nas semifinais, por 82 a 76, graças a uma forte defesa que forçou muitos erros e arremessos ruins dos EUA. Na final, os soviéticos vingaram a derrota para a Iugoslávia na primeira fase e derrotaram o rival com certa facilidade, por 76 a 63.
A queda da União Soviética resultou em diversos novos países independentes, mas 11 desses novos países formaram a Comunidade dos Estados Independentes, ou CEI, no final de 1991 para supervisionar o processo de separação. Quando chegou o momento de enviar equipes para os Jogos de Barcelona-1992, os países resolveram competir sob a bandeira da Comunidade. A CEI fez uma boa campanha na primeira fase, mas foi eliminada pela Croácia na semifinal e derrotada pela Lituânia - uma das ex-nações da URSS, contando com os mesmos Marciulionis, Sabonis e Kurtinaitis que levaram os soviéticos ao ouro em 88. O triunfo foi celebrado como um tipo de vingança dos lituanos pelos anos submetidos aos mandos e desmandos do Estado socialista.
Desde então, entretanto, a única participação dos russos numa Olimpíada foi em 2000, em Sydney. A seleção perdeu para a Iugoslávia na estréia e para a Austrália durante a primeira fase, mas derrotou Espanha, Angola e Canadá para terminar em quarto lugar no Grupo B. Nas quartas-de-final, o time pegou os Estados Unidos e esteve longe de ameaçar da mesma forma que nos tempos de URSS, sendo eliminada com um revés por 85 a 70. O time terminou em oitavo lugar após uma derrota para o Canadá.
Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
9 de agosto - Rússia x Irã (22h)
12 de agosto - Rússia x Croácia (0h15min)
14 de agosto - Rússia x Lituânia (5h45min)
16 de agosto - Rússia x Austrália (0h15min)
18 de agosto - Rússia x Argentina (11h15min)
Amistosos antes dos Jogos
68 x 89 EUA
56 x 91 Espanha
86 x 64 Portugal
Notícias da Rússia (BasketBrasil)
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/selecao-americana-tem-mais-dificuldades-mas-vence-a-russia-por-89-a-68-em-xangai
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/eua-encaram-maior-teste-pre-olimpico-domingo-contra-russia-kobe-se-assume-mais-como-marcador-que-cestinha
http://www.basketbrasil.com.br/nba/extraquadra/andrei-kirilenko-o-craque-da-russia-tem-aval-da-mulher-para-pular-a-cerca-uma-vez-por-ano
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/kirilenko-sera-porta-bandeira-da-russia-em-pequim-e-recebe-premio
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/espanha-mostra-sua-forca-e-arrasa-russia-em-amistoso
Vídeos:
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LITUÂNIA
A seleção lituana chega para as Olimpíadas não tão forte como nas últimas edições, mas mesmo assim tem um elenco respeitável e capaz de brigar por medalhas nas quadras chinesas. O time do técnico Ramunas Butautas é um dos mais experientes destes Jogos Olímpicos e vem de bons resultados nas últimas competições importantes que disputou. O resultado mais expressivo foi no último EuroBasket, disputado no ano passado. A equipe lituana surpreendeu a todos e conseguiu a medalha de bronze e uma vaga olímpica, sem necessitar da repescagem. O time do Leste Europeu derrotou seleções como Grécia, Alemanha, Croácia, França e Eslovênia, terminando a competição com oito vitórias e apenas uma derrota.
Desde então, a equipe de Butautas vem treinando forte para as Olimpíadas. Nos amistosos preparatórios, a Lituânia passou sem dificuldades por Portugal, Bielorússia e Islândia e conseguiu uma vitória expressiva contra a forte Argentina. Entretanto, o time tomou uma surra preocupante da atual campeã mundial, a Espanha. O time lituano é centrado na estrela Sarunas Jasikevicius. O armador de 32 anos foi premiado o melhor jogador do basquetebol europeu em 2006 e rumou para a NBA. No basquetebol americano, Jasikevicius não se adaptou e voltou para o Velho Continente neste ano. A mudança fez bem para o armador, que reencontrou seu melhor jogo no Panathinaikos, da Grécia.

Jasikevicius foi um dos destaques dos Jogos de Atenas-2004
Além dele, outros destaques individuais do esquadrão lituano são Linas Kleiza, Ramunas Siskauskas e Robertas Javtokas. Kleiza tem apenas 23 anos, é um dos mais novos atletas do elenco, mas já mostra personalidade. Ele é um dos jogadores essenciais do Denver Nuggets, da NBA, e também da seleção lituana. Já Siskauskas e Javtokas atuam no basquetebol russo. O primeiro é considerado um dos melhores armadores da Europa, já o segundo desenvolveu muito bem seu jogo pelo Dínamo Moscou e, na ausência do gigante Zydrunas Ilgauskas, é o líder do garrafão lituano.

Robertas Javtokas em lance do EuroBasket do ano passado
Ausências, esta palavra ainda dói quando ouvida pelo técnico Ramunas Butautas. Isso porque ele não poderá contar com dois jogadores essenciais em seu esquema para estes Jogos. O primeiro é o já citado Ilgauskas, que não recebeu a liberação do Cleveland Cavaliers. Já o outro é o ala-armador Arvydas Macijauskas, uma das estrelas na campanha olímpica de 2004. Ele sofreu uma lesão no calcanhar esquerdo e teve de ser cortado. O que facilita a vida lituana é o grupo que a seleção caiu na primeira fase. O time verde, amarelo e vermelho está na chave A, a mais fraca destas Olimpíadas. A equipe brigará pelo primeiro lugar do grupo com a Argentina e Rússia. O time ainda enfrentará na primeira fase Irã, Croácia e Austrália.
Participações em Olimpíadas: 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1998 e 2006
Ranking da FIBA: 5ª colocada
Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): 4º lugar
Campeonato Mundial (Japão-2006): 7º lugar
EuroBasket (Espanha-2007): 3º lugar
Técnico: Ramunas Butautas
Ramunas Butautas já conhece muitos dos jogadores da seleção lituana por tê-los comandado nas categorias de base na primeira metade da década. Sob sua batuta, o time Sub-20 foi vice-campeão mundial júnior em 2003, e dois anos mais tarde ele guiou a equipe Sub-21 ao título mundial na Argentina. Filho do legendário jogador/treinador lituano Stepas Butautas, Ramunas assumiu a seleção principal quando Antanas Sireika pediu demissão após o Mundial do Japão-2006. Em seu primeiro torneio, a Lituânia conquistou o bronze no EuroBasket-2007, surpreendendo a vice-campeã mundial Grécia. O time poderia até ter chegado à final da competição se não tivesse disputado a semifinal um dia após bater a Croácia nas quartas, enquanto seu adversário, a Rússia, teve um dia de folga.
Os convocados:
Rimantas Kakenas - Armador - 1,92m – 11/4/1977 – Montepaschi Siena (ITA)
Sarunas Jasikevicius - Armador - 1,92m – 5/3/1976 – Panathinaikos (GRE)
Mindaugas Lukaskis - Ala-armador - 1,98m – 19/5/1979 –Lietuvos Rytas (LIT)
Ramunas Siskauskas - Ala-armador - 1,98m – 10/9/1978 – CSKA Moscou (RUS)
Jonas Maciuluis - Ala - 2,00m – 10/2/1985 – Zalgiris Kaunas (LIT)
Simas Jasaitis - Ala - 2,00m – 26/3/1982 – DKV Joventut Badalona (ESP)
Linas Kleiza - Ala - 2,03m – 3/1/1985 – Denver Nuggets (EUA)
Darius Songaila - Ala-pivô - 2,05m – 14/2/1978 – Washington Wizards (EUA)
Ksystof Lavrinovic - Ala-pivô - 2,10m – 1/11/1979 – Montepaschi Siena (ITA)
Darjus Lavrinovic - Pivô - 2,12m – 1/11/1979 – Dynamo Moscou (RUS)
Marijonas Petravicius - Pivô - 2,07m – 24/10/1979 – Lietuvos Rytas (LIT)
Robertas Javtokas - Pivô - 2,10m – 20/3/1980 – Dynamo Moscou (RUS)
Histórica Olímpica da Lituânia no basquete masculino
A Lituânia se filiou à FIBA apenas em 1992, entretanto em pouco tempo de filiação e de independência, a Lituânia já tem mais história nas Olimpíadas do que muito país que disputa os Jogos há anos. No mesmo ano em que se filiou, a Lituânia participou da Olimpíada de Barcelona, na Espanha. O time, que tinha como estrela o pivô Arvydas Sabonis, fez bonito e conseguiu a medalha de bronze, ficando atrás apenas do famoso “Dream Team” americano e da Croácia.
Quatro anos depois a Lituânia voltou a mostrar sua força. O time do Leste Europeu brilhou nas quadras de Atlanta e abocanhou mais uma medalha, novamente a de bronze. A equipe lituana viu os americanos ficarem novamente na frente, seguidos da antiga Iugoslávia. Em 2000, na Olimpíada de Sydney, a Lituânia teve sua melhor campanha e ficou muito perto de fazer história. Após ganhar quatro dos seis jogos que disputou entre primeira fase e quartas-de-final, a equipe, liderada por Zydrunas Ilgauskas e Sarunas Jasikevicius, fez uma batalha épica contra os Estados Unidos nas semifinais e por pouco não derrotou os americanos. Na disputa do terceiro lugar, o time venceu os anfitriões australianos e conquistaram sua terceira medalha de bronze seguida.
Já em Atenas-2004, a Lituânia, pela primeira vez em sua história, voltou para casa sem medalha. A equipe fez uma belíssima campanha, vencendo todos os seus confrontos até as semifinais. Na disputa de quem iria enfrentar a Argentina na grande final, a favorita Lituânia sucumbiu, perdeu para a Itália por 100 a 91 e foi para a disputa do bronze. No duelo pelo terceiro lugar, os lituanos perderam para os Estados Unidos, a quem tinham vencido na primeira fase, e terminaram no quarto posto.
Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
10 de agosto - Lituânia x Argentina (5h45min)
12 de agosto - Irã x Lituânia (22h)
14 de agosto - Lituânia x Rússia (5h45min)
16 de agosto - Croácia x Lituânia (3h30min)
18 de agosto - Lituânia x Austrália (0h15min)
Amistosos antes dos Jogos
90 x 61 vs. Portugal
113 x 57 vs. Bielorússia
115 x 62 vs. Islândia
105 x 67 vs. Islândia
94 x 75 vs. Argentina
66 x 91 vs. Espanha
84 x 120 vs. Estados Unidos
Notícias da Lituânia (BasketBrasil)
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/lituania-vence-argentina-com-autoridade-com-video
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/furia-espanhola-arrasa-lituania-e-segue-invicta
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/lituania-vence-portugal-em-amistoso-na-espanha
Vídeos
Adriano Albuquerque
Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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