Publicado por Redação BasketBrasil
Apesar de a Seleção Brasileira feminina de basquete ter conquistado o título da Copa América, em Cuiabá, a permanência do técnico Paulo Bassul ainda não está garantida. A informação foi confirmada nesta terça-feira por Hortência de Fátima Marcari, ex-jogadora, e atual diretora de basquete da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) ao eBand.
“A meta que era ganhar a Copa América e classificar para o Campeonato Mundial no ano que vem foi cumprida. Mas a CBB não está analisando apenas por essa conquista. Não vamos ficar com ele somente por causa desse resultado, de uma vitória”, comentou. “Lógico que ele tem um ponto favorável”, destacou ela, ressaltando que a equipe foi campeã de forma invicta.
Hortência espera pela volta do presidente da entidade Carlos Nunes, que está na Europa. O dirigente foi visitar alguns manda-chuvas da Fiba após participar da escolha do Brasil como cidade-sede aos Jogos Olímpicos de 2016. “Nós vamos sentar e nos reunir. Mas não temos pressa de resolver isso, porque é uma decisão importante e precisamos fechar um ciclo olímpico”, explicou.
Bassul
Por sua vez, Paulo Bassul se mostra tranquilo quanto ao seu futuro e aguarda um telefonema de Hortência para saber sobre a continuidade ou não do seu trabalho. “Meu contrato terminou após o término da Copa América. Vou aguardar um contato da Hortência”, falou por telefone.
O treinador comentou sua situação à frente do time nacional. “Não dá para especular, nem saber nada porque o cargo (de técnico) é da entidade e eles que resolvem. A decisão tem que ser deles. Está tudo dentro do combinado”, finalizou.
Fortalecimento do basquete
Tanto Hortência quanto Bassul tem a certeza de uma coisa: com os títulos da Copa América, tanto do masculino quanto do feminino, quem sai ganhando é o basquete. “Não me lembro de os dois terem ganho ao mesmo tempo”, relembrou.
Para Bassul, o título vai impulsionar o basquete brasileiro e auxiliar no processo de renovação. “No masculino, são jogadores que apesar de jovens tem experiência internacional como jogadores da NBA e que atuam na Europa, como Marcelinho Huertas e Tiago Splitter. Vem se mesclando ao longo do tempo”, ressaltou. “Já no feminino será preciso fazer um processo de renovação. Temos que encontrar novos talentos para tentar seguir no mesmo nível”.
Já Hortência vibra com o bom momento vivido pelo esporte. “Esses títulos marcam uma nova gestão. Ser campeão dá um incentivo a mais para o esporte, porque é preciso de resultados para ter uma continuidade”, atestou. “Voltamos a fazer com que o torcedor reviva essa emoção que o basquete traz”.
A diretora da CBB acredita num crescimento do esporte. “Os títulos ajudam muito nesse processo. Se não tiver uma base, um bom trabalho, planejamento não adianta nada. Temos que atacar em todas as frentes, fortalecer os clubes, fazer campeonatos bons e competitivos”, resumiu.
Experiência
Hortência sabe que as voltas da ala-armadora Helen e da pivô Alessandra foram satisfatórias. “As duas foram fundamentais no esquema e deram um toque de experiência que faltava ao time. Pedi para elas continuarem treinando em seus clubes porque se continuarem assim fatalmente serão convocadas de novo”. Para Bassul, a presença das duas jogadoras deu maior consistência. “A equipe se soltou bem”, atestou.
Além de elogiar Alessandra e Helen, a dirigente destacou os trabalhos individuais de Franciele, Fernanda, Adrianinha. “A Franciele apesar de jovem deixou de ser promessa para ser realidade. Ela teve uma evolução muito boa. Já se fixou no grupo”, completou Bassul.
Fonte: eBand
(Painel do Basquete Feminino)
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