Publicado por Adriano Albuquerque
Os dois brasileiros em ação na Serie A da Lega Basket italiana têm testes complicados em um fim-de-semana conturbado para o basquete de Bolonha. O Fortitudo Bologna do armador Marcelinho Huertas joga fora de casa, no domingo, contra o líder Montepaschi Siena, invicto na temporada tanto na Lega quanto na Euroleague. Já o Virtus La Forteza Bologna, do ala Guilherme Giovannoni, recebe o Air Avellino em casa, outro time que disputa a Euroleague e que é treinado por Zare Markowski e conta com o armador Travis Best, ambos ex-Virtus.
A missão do Fortitudo é muito complicada. Após se recuperar de duas derrotas seguidas e de uma crise após o corte de Joseph Forte e a lesão de Dalibor Bagaric, o time tem pela frente o Siena, onde não vence pela liga italiana desde 2001 - em 2003, venceu um jogo pela Euroleague. O Montepaschi é o atual bicampeão italiano, tendo derrotado o Virtus na final de 2007 e varrido o “Effe” nos playoffs do ano passado. Invicto em quatro jogos pela Lega, Siena também venceu seus três jogos na Euroleague, incluindo um triunfo convincente sobre o poderoso Regal FC Barcelona em casa nesta semana, 71 a 61. Seus destaques são os americanos Henry Domercant e Terrel McIntyre, além dos lituanos Ksystof Lavrinovic e Rimantas Kaukenas. O Fortitudo não sabe ainda se poderá contar com o armador americano DJ Strawberry, ex-companheiro de Leandrinho no Phoenix Suns, que chegou a Itália na manhã de quinta-feira. Huertas deve ser titular.
Fora das quadras, o clube está passando vergonha: após anunciar acordo de patrocínio com a empresa seguradora americana GMAC, festejando o “apoio mais rico e importante da história do basquete italiano”, a empresa americana desmentiu nesta sexta seu suposto apoio. Um dos conselheiros do grupo na Itália, Toni Simonetti, declarou à imprensa italiana que não há nenhum envolvimento de nenhum ramo da companhia com o Fortitudo, e explicou que, devido à recente crise econômica que abalou as bolsas de valores do mundo inteiro, não há condições de patrocinar qualquer agremiação ou evento esportivo. O clube ainda não se pronunciou oficialmente a respeito da negativa.
Já o Virtus recebe o Air Avellino pressionado a vencer em casa, no Futurshow Station, também no domingo. O clube se comprometeu no começo da semana a reembolsar os custos de viagem dos torcedores que foram a Pesaro assistir à primeira derrota do time, uma surra de 99 a 65 que derrubou a equipe para a terceira colocação, 3v-1d, igualado ao Premiata Montegranaro. Durante a semana, porém, foi divulgado que os próprios jogadores pagariam o reembolso, o que coloca ainda mais pressão no grupo, que certamente não quer perder mais dinheiro em caso de nova derrota.
O Avellino tem apenas 2v-2d e está empatado com o Fortitudo e mais quatro times em quinto lugar na tabela, mas vem de uma vitória importante pela Euroleague, 72 a 70 sobre o Unicaja Málaga de Vitor Faverani. O ala-armador Chris Warren e o ala-pivô Tamar Slay são os destaques do time, que ainda conta com Best, armador do Virtus na campanha vice-campeã italiana em 2006-07 e na segunda metade do último campeonato. O técnico Zare Markowski, da Macedônia, também foi treinador do Virtus e, apesar de jamais atacar seus ex-patrões, parece desejar vingança após sofrer ingerências em seu trabalho no clube por parte dos dirigentes.
Adriano Albuquerque
Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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