Publicado por basketbrasil
Carmelo Anthony se destaca no Denver Nuggets, da NBA, como ala. Na seleção norte-americana carente de pivôs, porém, ele está sendo escalado pelo técnico Mike Krzyzewski como ala-pivô, mais perto do garrafão.
A posição, porém, não muda muito o modo como o jogador vê sua função na equipe. “Jogar na posição 4 (ala-pivô) é diferente, mas eu não me vejo como um ala de força (do inglês power-forward). É só uma posição. É só onde vou estar na quadra”, diz Anthony.
Na prática, porém, as coisas são, sim, um pouco diferentes. Segundo a imprensa especializada norte-americana, Carmelo é a estrela da NBA que, até agora, melhor se adaptou ao jogo internacional. No Mundial de 2006 e no Pré-Olímpico das Américas do ano passado, ele foi cestinha do time com médias de 19,6 e 21,2 pontos por partida.
Ele chega a superar LeBron James, que chegou à liga norte-americana no mesmo ano e, pelo Cleveland Cavaliers, foi candidato ao prêmio de MVP, para o melhor da temporada, nos dois últimos anos, ou Dwyane Wade, que já foi o MVP das finais na temporada vencida pelo Miami Heat.
No Mundial, LeBron, por exemplo, fez 13,9 pontos por jogo. No Pré-Olímpico, 18,1. Wade, que jogou apenas no Japão-2006, foi o segundo cestinha do time com 19,3 pontos. Kobe Bryant, eleito o MVP (jogador mais valioso) da última temporada, não jogou o Mundial e, no Pré-Olímpico, fez apenas 15,3 pontos.
Para Anthony, a explicação é simples: com um time com nível técnico mais alto ao seu lado, a pressão em suas costas está menor. “Aqui não tenho de marcar 30 pontos para o time vencer. Posso marca cinco, seis ou dez pontos e fazer as outras coisas que são necessárias para a equipe, como defender, pegar rebotes”, explica.
Outra explicação possível é a própria história de Anthony. Apesar de ser ala na NBA, antes de chegar à liga norte-americana foi campeão do torneio da NCAA, a liga universitária norte-americana. Jogando por Syracuse em um papel mais livre e chegando mais perto do garrafão, ele levou a equipe ao título e foi eleito o melhor jogador da competição.
A seleção norte-americana masculina de basquete venceu nesta quinta-feira a Turquia por 114 a 82, em Macau. A partida foi a primeira dos EUA na China, na preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim, que começam no dia 8 de agosto.
Na partida, o técnico Mike Krzyzewski usou uma série de formações mais baixas, testando prováveis combinações para enfrentar diferentes rivais olímpicos. Os EUA estréiam na primeira fase contra a China, no dia 10, e ainda enfrentam Angola, Espanha, Alemanha e Grécia antes das eliminatórias.
A equipe entrou em quadra com Jason Kidd, Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony e Dwight Howard. O time deve ser o titular em Pequim, mas Krzyzewski logo começou a testar. Chegou a jogar com Chris Paul, de 1,84m, Deron Williams, de 1,91m, e Dwyane Wade, de 1,94m, seus três jogadores mais baixos, ao mesmo tempo.
Coincidentemente, foi justamente nesse período que a Turquia pareceu mais perigosa. Com armadores mais altos, como os titulares Senk Akyol, de 1,97m, e Karem Tunceri, de 1,94m, além do ala Erlan Ilyasova, de 2,08m, acabaram levando o time à vantagem de 27 a 24.
No segundo período, foi a vez de jogar com um garrafão menor. Sem usar Howard ou seu reserva imediato Chris Bosh, Krzyzewski usou Carlos Boozer, ala-pivô do Utah Jazz, no meio do garrafão, com Bryant e James nas duas alas. As formações mais baixas, porém, sobreviveram. O primeiro tempo acabou com 54 a 37 para os norte-americanos, que ainda dominaram o garrafão, com 15 rebotes contra 11 dos europeus.
Com a vantagem no placar, os testes ficaram ainda mais ousados no segundo tempo. No final do terceiro quarto, por exemplo, Krzyzewski mandou para a quadra um time sem nenhum pivô. Jogaram Paul, Wade e Kobe, com Carmelo e James dividindo o garrafão. O placar, porém, continuou aumentando e os EUA chegaram ao último quarto com 28 pontos de vantagem. No último quarto, o placar continuou aumentando até fechar em 114 a 82.
(Bruno Doro, em Macau/China, para UOL Esporte)
Equipe BasketBrasil
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