Publicado por Adriano Albuquerque
A Austrália estreou no Fiba Diamond Ball neste domingo com mais uma vitória tranqüila, desta vez sobre a anfitriã China, por 84 a 70, em Haining. Foi o primeiro jogo da preparação australiana com a ala-pivô Lauren Jackson, maior estrela do basquete no país, junto à equipe. A musa loura não decepcionou e foi a cestinha do jogo, com 21 pontos.
As Opals, como são apelidadas as australianas, começaram seu passeio com uma arrancada de 13 a 5 no primeiro quarto, que lhes deu uma vantagem de 23 a 16 ao final dos primeiros 10 minutos de partida. A diferença cresceu para 49 a 33 no intervalo e as campeãs mundiais controlaram o placar pelo resto do tempo. O time da Oceania teve grande vantagem nos rebotes (33 a 26) e turnovers (15 a 20).

Xiaoli Chen arremessa frente a Laura Summerton; Lauren Jackson faz bandeja no meio de duas
O técnico da China, Tom Maher, reconheceu que a Austrália, seu país de origem e seleção que ele já treinou em sua carreira, é muito superior ao seu time e ficou contente com a entrega de suas jogadoras mesmo com o jogo já decidido, quando as australianas abriram 22 pontos no último quarto. “Eu não quero milagres, quero ver meu time jogando o seu melhor. Tivemos algumas garotas intimidadas hoje. Se você está sofrendo de falta de foco - a Lauren Jackson esteve assustadora - bem, esta é uma lição a se aprender. Somos quem somos. Não somos Lauren Jackson, mas somos bons o suficiente para conseguir algumas zebras e vencer os (jogos) que devemos vencer”, disse Maher.
Jackson, que estava até então jogando ao lado da brasileira Kelly pelo Seattle Storm da WNBA, fez pontos de tudo que é jeito: quatro cestas em cinco arremessos de 2 pontos, três cestas em cinco arremessos de 3 e quatro cestas em seis lances livres. A ala Penny Taylor e a pivô Suzy Batkovic tiveram 17 pontos cada e combinaram para 11 rebotes. Pela China, Xiaoli Chen e Lijie Miao fizeram 14 pontos cada; a pivô Nan Chen acrescentou 10 pontos.
Apesar da bela atuação do adversário, Maher não quis erguer seu país natal como favorito no torneio olímpico feminino: “Eu não posso separá-las dos EUA, e quem vai deixar a Rússia de fora? São todas grandes jogadoras. Pelo talento físico, os EUA são 12 maravilhas físicas, mas as australianas têm Jackson, Taylor e (Kristi) Harrower, é um time difícil de se bater”, reconheceu.
A Austrália volta à quadra nesta segunda-feira, às 4h30min (horário de Brasília) da manhã, para enfrentar Mali.
Adriano Albuquerque
Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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