Publicado por Adriano Albuquerque
A seleção da Nova Zelândia conquistou seu primeiro objetivo nos Jogos Olímpicos de Pequim: derrotou Mali por 76 a 72 (42 a 33 no primeiro tempo) neste sábado pela madrugada e estreou com o pé direito no Grupo B. As duas equipes são consideradas zebras na chave, que também conta com Estados Unidos, Espanha, China e República Tcheca, e ambas as seleções marcaram o jogo deste sábado como uma vitória obrigatória para as pretensões na competição. Por isso, a partida em Pequim foi bastante disputada e pegada, com muitas trocas de liderança e erros de ambos os lados.
A Nova Zelândia errou menos, mas pouco: 20 turnovers contra 26 das adversárias. A diferença na pontaria em lances livres também foi decisiva: os times combinaram para 56 faltas, mas Mali aproveitou apenas 67% de seus 30 lances livres, enquanto as “Tall Ferns”, como são chamadas as neo-zelandesas, acertaram 25 em 31.
Ambas as equipes cometeram muitos erros no primeiro quarto e a partida esteve equilibrada; Mali chegou a abrir oito pontos, mas as neo-zelandesas arrancaram em oito pontos seguidos e terminaram o período empatadas em 18 pontos. As malianas iniciaram o segundo quarto usando a ala Hamchetou Maiga, do Houston Comets da WNBA, e retomou brevemente a liderança. A Nova Zelândia novamente respondeu com seis pontos seguidos para virar o placar, 24 a 22. Os times seguiram se alternando na frente, até as Tall Ferns se aproveitarem das faltas e erros das africanas para arrancarem em 13 a 3, abrindo 42 a 33 ao final do primeiro tempo.

A armadora Angela Marino foi a melhor jogadora em quadra, com 19 pontos (Foto: Antonio Scorza/AFP/Getty Images)
Mali voltou melhor e com mais disposição no terceiro quarto. Lideradas pela pivô Djénébou Sissoko, as africanas fizeram mais oito pontos seguidos para encostar em dois pontos. O time da Oceania tentou podar a reação, mas uma seqüência de nove pontos recolocou Mali à frente por 51 a 48. O problema do time estreante em Jogos Olímpicos era o aproveitamento nos lances livres, enquanto as neo-zelandesas estavam com boa pontaria da linha, arrancaram em 9 a 1 para finalizar o período e foram aos 10 minutos finais com 60 a 54 no placar.
A diferença da Nova Zelândia foi a oito pontos em cesta da pivô Anika Kerr, antes de Mali reagir com cestas de 3 de Kanoute e Gandega, marcando 10 pontos consecutivos para virar o jogo, 66 a 64, em cesta de Meiya Tirera a 4min13s do final. A americana filha de neo-zelandesa Jillian Harmon empatou logo em seguida com uma cesta no garrafão e o jogo ficou pegado. Kate Mcmeeken-Ruscoe acertou de 3 pontos para colocar as Tall Ferns de volta à frente, 74 a 71 a 1min12s do fim. Nagnouma Colibaly diminuiu com um lance livre, mas errou o segundo; as malianas ainda tiveram outra chance quando Nuri Wharemate cometeu turnover, mas Maiga retribuiu o favor do outro lado. A armadora Angela Marino recebeu falta e selou o triunfo da linha de penalidade.


Sissoko e Toure fazem bandejas para Mali contra a Nova Zelândia
Marino comprovou ser a principal jogadora da Nova Zelândia e marcou 19 pontos, sendo 11 em lances livres, e deu quatro assistências. Harmon marcou 12 pontos e oito rebotes e Lisa Wallbutton teve 13 pontos e quatro rebotes. Pelo time de Mali, Maiga foi a melhor em quadra, com 18 pontos, sete rebotes e três assistências. A reserva Sissoko fez 15 pontos e Diawara e Coulibaly tiveram nove pontos cada, com 12 rebotes para a segunda.
Adriano Albuquerque
Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
Outros artigos publicados por Adriano Albuquerque

