Sem esforço, Grécia atropela Nova Zelândia e pega Porto Rico na semifinal

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18/07/2008 | 17:49

Publicado por João Guilherme

Sem fazer muito esforço, a seleção anfitriã do Pré-Olímpico Mundial, a Grécia derrotou a Nova Zelândia por 75 a 48 no último jogo da rodada de quartas-de-final do torneio e enfrentará a seleção de Porto Rico nas semifinais do torneio neste sábado, em jogo que valerá vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim. Já para a Nova Zelândia resta o consolo de ter feito aquilo que podia, porém o time não irá participar de sua segunda Olimpíada consecutiva.

O cestinha grego foi o ala-armador Vasileios Spanoulis. O ex-jogador do Houston Rockets conectou quatro arremesso de quadra e finalizou o jogo com 14 pontos. Ele foi seguido do ala Dimitrios Diamantidis, que assinalou 11 tentos e capturou oito rebotes. Além deles, outros cinco jogadores gregos conectaram sete pontos ou mais.

Pela Nova Zelândia, que teve um pífio aproveitamento de 21% nos arremesssos de 3 pontos, o cestinha foi o armador Lindsay Tait, que conectou apenas nove pontos. Pero Cameron, Mika Vukona e Kirk Penney vieram logo atrás com oito tentos cada um. O pivô Craig Bradshaw se destacou com 10 rebotes.

Domínio do início ao fim: A Grécia mostrou sua superioridade desde o início do jogo. O ala-pivô Antonios Fotsis deu números iniciais a partida com um chute certeiro. A Nova Zelândia chegou a responder com dois lances livres convertidos por Craig Bradshaw. Entretanto, a ofensiva dos neozelandeses emperrou e a diferença de qualidade entre os times ficou evidente. A equipe grega, apoiada pela torcida não teve nenhuma dificuldade para dar uma arrancada de 13 a 0 e aumentar a vantagem para treze tentos, 15 a 2. A primeira cesta de quadra da Nova Zelândia no jogo só veio com quase 5min jogados, um chute certeiro de 3 do ala Pero Cameron.

Apesar da grande vantagem conquistada pelos gregos, a equipe oceânica jogou bem ofensivamente no final do primeiro quarto, Michael Fittchet e Kirk Penney acertaram chutes de 3 pontos e chegaram a diminuir a vantagem da seleção da casa para “apenas” dez pontos, 12 a 22. Nos instantes finais de período o nível do jogo caiu e nenhuma das duas equipes conseguiu pontuar, com isso a Grécia encerrou o quarto inicial com dez pontos de frente e recebeu aplausos da torcida grega que lotou a Arena Olímpica.

Após mais de três minutos de hiato de cestas, o astro grego Theo Papaloukas deu fim a monotonia com uma bela infiltração, concluída com uma bandeja certeira, para movimentar o placar pela primeira vez no segundo quarto. Após esta cesta a vantagem grega subiu para doze tentos, 24 a 12. Apesar de toda a superioridade e do apoio da torcida, a Grécia não conseguia abrir uma vantagem maior que doze pontos no segundo quarto.

Os “Tall Blacks”, como são conhecidos os neozelandeses, diminuíram a distância para dez tentos, 26 a 16, após um arremesso certeiro de Pero Cameron. Nos minutos derradeiros do segundo quarto a Grécia voltou a apertar a marcação, assim como fizera no primeiro quarto, e aumentou a diferença para 16 pontos, 35 a 19, após um tiro certeiro do armador Vassilis Spanoulis. O que se podia perceber é que a seleção européia apenas administrava a diferença e a aumentava quando “queria”, dominando completamente o jogo, embora a seleção neozelandesa lutasse bastante. O duelo permaneceu em “banho maria” e a Grécia foi para o intervalo com uma confortável vantagem de dezessete pontos, 37 a 20. Um dado impressionante deu mostra da força da defesa grega, eles permitiram apenas cinco arremessos certos do time neozelandês durante todo o primeiro tempo.

Quem esperava a continuação do passeio grego no início do terceiro quarto, se surpreendeu com a disposição da Nova Zelândia, que começou melhor e chegou a diminuir a diferença para doze pontos, 27 a 39, com 8min09seg para o término da parcial. Entretanto, isto foi o mais perto que eles conseguiram chegar dos gregos.

Os donos da casa responderam as investidas do time oceânico com chutes precisos de Nikos Zisis, Theo Papaloukas e Panayotis Vassilopoulos. Com esses arremessos certeiros, o time do técnico Panagiotis Yannakis freou o ímpeto dorival e manteve a distância na casa dos 15 pontos.

Após fechar o terceiro quarto com liderança de dezenove tentos, 55 a 36, manteve a tranquilidade e levou o jogo em “banho maria”, assim como havia feito no primeiro tempo. A seleção da Oceânia até chegou a tentar algumas reações, mas a Grécia, quando percebia a ameaça rival, apertava o ritmo e retomava o controle do duelo. Os últimos minutos da partida foram jogados por pura obrigação, a Grécia não precisou brilhar para aumentar sua liderança para 26 pontos, 71 a 45, a 4min37seg do fim, liquidando a fatura. Tamanha folga no placar permitiu que o técnico Panagiotis Yannakis colocasse seus reservas em quadra para jogar os últimos minutos de partida. Mesmo com os reservas a vantagem grega aumentou e a Grécia faturou a vaga nas semis sem dificuldades.

João Guilherme Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete nacional e internacional.
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