Técnico da Seleção Brasileira feminina “garimpa” atletas nos Jogos Abertos, vencidos por Catanduva

Publicado em: América Latina, Internacional, Seleções
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21/11/2008 | 18:50

Publicado por basketbrasil

(UOL Esporte)

No meio das poucas pessoas que foram assistir à final do basquete feminino dos Jogos Abertos, em Piracicaba, um homem grisalho, mas com aparência jovem, se destaca. Atento à quadra, o técnico da seleção brasileira, Paulo Bassul, veio à decisão entre Ourinhos e Catanduva para procurar novas jogadoras e avaliar outras, já garantidas na equipe nacional, como Êga e Micaela.

Vice-campeão estadual neste ano quando ainda comandava o Ourinhos, o treinador disse que não torceria para nenhum dos times. Mesmo assim, deu seu palpite: acredita em uma vitória do seu ex-time.

“Como técnico da seleção brasileira, não posso mais torcer. Isso é uma questão ética, torço apenas por um bom basquete e para que surjam boas jogadoras. Mas se tivesse que dar minha opinião, diria que o Ourinhos deve ganhar a final”, concluiu Bassul, que também compareceu à cidade na última quinta-feira para assistir às semifinais.

Time de melhor campanha dos Jogos Abertos do Interior até esta sexta-feira, o Ourinhos mais uma vez não fez valer o favoritismo em uma decisão de campeonato, desta vez em Piracicaba. Sob o olhar do seu ex-técnico e atual comandante da seleção brasileira, Paulo Bassul, a equipe de Êga e Micaela não foi páreo para o Catanduva e acabou derrotada por 77 a 52 em uma reedição da final Campeonato Paulista de basquete feminino.

O resultado consolida o domínio estadual da equipe de Édson Ferreto na temporada. Dois meses atrás, o Catanduva conquistou o Paulista ao derrotar o Ourinhos, então treinado por Bassul. Depois disso, ainda perdeu importantes jogadoras como Karla (atualmente em Americana) e Natália (na Letônia).

“Ninguém acreditava em nós. Nos superamos na coletividade e na raça mesmo. Perdemos algumas jogadores, mas soubemos nos adaptar muito bem a isso e crescemos na hora que precisávamos. Esse resultado será mais uma motivação para o Nacional e o restante da temporada”, comemorou a armadora Palmira após a conquista do título.

O duelo não poderia ter começado de melhor forma para as atuais campeãs paulistas. O time se aproveitou de uma nítida desconcentração defensiva do Ourinhos e em três minutos abriu 7 a 0 no placar. Enquanto isso, o técnico Urubatan Paccini se mostrava inconformado com os erros da sua equipe até o fim do primeiro quarto, vencido pelo Catanduva por 27 a 15.

Após um longa conversa com o treinador, as jogadoras do Ourinhos bem que tentaram mudar a postura no quarto seguinte, sem sucesso. A partir dos últimos minutos do primeiro tempo, o time de Êga e Micaela esboçou uma reação, mas não evitou a derrota parcial por 43 a 29 até o intervalo.

O terceiro quarto começou bem mais disputado que os dois primeiros. As vice-campeãs paulistas adiantaram a marcação e dificultaram a atuação ofensiva do Catanduva. Mesmo assim, as campeãs paulistas mostraram melhor aproveitamento nos arremessos e mantiveram a vantagem no placar até o início último quarto de 57 a 42.

Com muitos pontos à frente do marcador, a equipe de Édson Ferreto só precisou manter a vontade na marcação assegurar o triunfo de maneira tranqüila. “Erramos tudo hoje, principalmente na marcação. Mas isso acontece às vezes, só não podemos perder o foco daqui para frente”, lamentou Êga após o término do jogo.

Equipe BasketBrasil
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