Publicado por Redação
Um placar de 93 a 66 em uma decisão de campeonato é difícil de se esquecer, tanto para os vencedores como para os perdedores. Mas é o que vão tentar fazer os times de Flamengo e Brasília, após o arrasador triunfo dos cariocas nesta sexta-feira, na abertura das finais do Nacional masculino de basquete.
Ao final da partida, o capitão do Fla, Marcelinho Machado, reuniu o elenco no meio da quadra no Maracanãzinho para tentar manter o time com os pés no chão. “Só lembrei a todo mundo que ainda não aconteceu nada”, disse o experiente jogador ao “Sportv”.
Destaque da partida, Marcelinho lembrou a virada dos atuais campeões contra o Minas, na semifinal, para alertar os companheiros. “Eles têm um retrospecto nesse campeonato contra o Minas, que saiu na frente e tomou 3 a 1″, afirmou.
Os times voltam a se enfrentar no domingo, no Rio, às 12h30min, pela série melhor-de-cinco. “Temos de manter o foco e conseguir a vitória no domingo, para aí sim ter uma vantagem boa. Não podemos perder o mando de quadra, que lutamos tanto para conquistar.”
Do outro lado, o Brasília teve dificuldades em justificar a “surra” tomada - o Fla venceu o primeiro tempo por 61 a 27. “Faltou tudo. Concentração, atitude, as bolas que geralmente a gente não erra. Faltou tudo, não tem explicação, não foi uma coisa só. Foi um jogo péssimo que a gente fez”, disse o ala Arthur, cestinha do time no campeonato, que marcou apenas dez pontos, errando dez de 14 arremessos.
O Brasília tem menos de 48 horas para se recuperar do baque. “Temos de esquecer o mais rápido possível. Nosso normal não é esse”, afirmou Arthur.
“Tivemos um apagão e acumulamos erros seguidos. Mas eles tiveram um excelente aproveitamento. Não foram apenas erros nossos, mas também méritos deles também”, completou o veterano armador Ratto.
O Flamengo se deparou com um adversário sonolento em quadra e não titubeou. Nesta sexta-feira, a equipe carioca abriu a final do Nacional masculino de basquete com um triunfo demolidor diante do Brasília.
Melhor equipe da fase de classificação, o Fla bateu os atuais campeões por 93 a 66, no Maracanãzinho (com 5.137 torcedores), e deu o primeiro passo atrás de um título inédito. O segundo jogo será disputado no domingo, ainda no Rio de Janeiro.
“Foi um jogo atípico, sabemos que o Brasília pode render mais e temos de manter os pés no chão”, afirmou o armador Hélio ao “Sportv”. Recuperado de lesão, o jogador anotou 19 pontos, três assistências e três roubos de bola.
A equipe brasiliense entrou em quadra desorientada, sem intensidade defensiva e pagou o preço. Permitiu uma série de arremessos sem contestação para os adversários e tirou a paciência do técnico Lula Ferreira, que gastou dois pedidos de tempo em menos de oito minutos - o segundo veio a 2min13s do fim da parcial, com vantagem de 23 a 9 para os cariocas.
A bronca não surtiu muito efeito. O time perdeu o quarto inicial por 32 a 12, e essa diferença cresceu ainda mais no segundo período, ficando em 61 a 27 ao fim do primeiro tempo.
Lula foi para o vestiário falando em recuperar ao menos a “dignidade” de seu time no segundo tempo, e os atletas enfim deram alguma resposta. O time se aproveitou do relaxamento dos cariocas e venceu o terceiro período por 23 a 9. Mas a “surra” foi retomada nos últimos dez minutos.
O ala-armador Marcelinho Machado foi o destaque do jogo, com 24 pontos, seis rebotes e seis assistências. Seu irmão Duda somou 19 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, convertendo cinco arremessos de três. Alírio terminou com 11 pontos, 11 rebotes e três tocos. Valtinho anotou 17 pontos para os visitantes.
Na fase de classificação, o Flamengo saiu vencedor nos dois confrontos com os brasilienses, por 106 a 102 fora de casa e por 103 a 96 em seus domínios.
Para Brasília, serve de consolo lembrar o duelo da semifinal contra Minas, na qual se recuperou de um revés por 98 a 78 no jogo inicial e obteve três vitórias seguidas para chegar à decisão.
Redação BasketBrasil
Uma equipe? um time. Somos o BasketBrasil.
Outros artigos publicados por Redação

