Com 24 pontos de Chuca, Ourinhos domina Catanduva e iguala finais do Paulista feminino

Publicado em: Basquete Feminino, DESTAQUES, Europa, Nacional
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14/09/2008 | 20:00

Publicado por Adriano Albuquerque

O Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos deu um passo importante rumo a mais um título estadual neste domingo (14/9). A equipe dominou o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva fora de casa e venceu por 85 a 70 (41 a 32 no primeiro tempo) para empatar a série melhor de cinco jogos, decisão do Campeonato Paulista Feminino da Série A-1, em 1 a 1. As tetracampeãs brasileiras farão os próximos dois jogos em seu ginásio - a terceira partida da série acontece na terça-feira às 20h, com transmissão ao vivo do canal de TV por assinatura ESPN Brasil - e podem fechar o confronto com duas vitórias.

A ala Chuca, da Seleção Brasileira, foi a cestinha do jogo, com 24 pontos, além de 5 assistências e 4 rebotes. A reserva Carina contribuiu 18 pontos e a armadora Vanessa Gattei, 18 pontos, 6 assistências e 6 rebotes. “A gente teve uma movimentação muito grande no ataque apesar de alguns erros, que é do jogo. Hoje nós viemos com mais vontade e mais garra e atenção”, comentou Chuca. Por Catanduva, Palmira foi a melhor, com 25 pontos e Karla esteve um pouco abaixo de sua média, com 13, mas teve aproveitamento de apenas 21 cestas em 40 chutes de 2 pontos, enquanto Ourinhos converteu 28 em 38, graças ao bom trabalho de bola que rendeu 17 assistências.

A defesa individual de Ourinhos deu espaços para o jogo de interior de Catanduva no início. Ana Lúcia e Silvinha levaram vantagem nos primeiros minutos, enquanto o ataque ourinhense era forçado a chutar de fora pela marcação por zona. O time da casa abriu oito pontos e o técnico Paulo Bassul, irritado, logo trocou Izabela e Micaela por Carina e Ariadna. A mudança surtiu efeito na defesa, e Ourinhos ganhou confiança quando Vanessa Gattei enfim acabou a seca de cestas de 3 da equipe - que já havia perdido 22 chutes de longe no primeiro jogo e seis no primeiro quarto. Nos últimos dois minutos, as visitantes arrancaram em 11 a 3 para empatar em 21 pontos.

Os primeiros minutos do segundo quarto foram um mini-duelo entre Carina, de Ourinhos, e Palmira, de Catanduva. A ala ourinhense marcou os oito primeiros pontos de seu time para virar o jogo, enquanto a catanduvense marcou os oito de sua equipe para manter-se por perto. Após ver sua desvantagem cair para seis pontos, Édson Ferreto chamou tempo, sua zona voltou a funcionar e Palmira combinou com Karla para seis pontos consecutivos, empatando o placar em 32. A ala catanduvense fez 10 no período e 19 no primeiro tempo, mas a defesa de Ourinhos fechou seu garrafão, trabalhou bem nos rebotes e arrancou em 11 a 0, levando a margem para 41 a 32 no intervalo.

Ferreto tentou alternar a marcação no terceiro quarto, mas as ourinhenses continuaram mandando no interior. Chuca e Tatiana combinaram para oito pontos seguidos e a diferença foi a 15, 49 a 34. Ourinhos soube administrar a margem pelo resto do período, mesmo quando Joyce entrou no lado catanduvense e a defesa ficou mais pressionada. Com 10 minutos por jogar, as visitantes tinham 70 a 55 no placar.

Chuca partiu para cima no início do último quarto, marcando os primeiros oito pontos de seu time para ampliar a distância a 18 pontos. Joyce tentou comandar uma reação para as anfitriãs, marcando em cima e anotando oito pontos no período, mas o máximo que Catanduva se aproximou foi 12 pontos. O jogo, porém, terminou com um acidente: ao disputar uma bola solta, a pivô Ana Lúcia bateu com o rosto na cabeça de Wivian e caiu de cabeça na quadra. Com a boca sangrando, a jogadora desmaiou, mas acordou antes de ser imobilizada e levada pelos paramédicos. Após o pronto-atendimento, ela foi levada de ambulância ao hospital para levar pontos.

“Isso faz parte, a nossa preocupação é com a pessoa”, disse o técnico Ferreto sobre o acidente de Ana Lúcia. “Para o próximo jogo, a gente tem tempo, que foi algo que não tivemos de ontem para hoje. A gente sentiu bem e elas (Ourinhos) jogaram muito. Vamos ver, porque agora também teremos essa situação da Ana Lúcia para resolver”.

Adriano Albuquerque Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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