Cortadas da Seleção Natália, Karina, Jaqueline e Grazi têm de pensar no futuro

Publicado em: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras
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28/07/2008 | 23:43

Publicado por basketbrasil

Quando Paulo Bassul divulgou sua lista com 16 nomes para os Jogos de Pequim, comentei aqui que eram poucos os segredos ocultos naquela convocação.

Aos primeiros dias de treino, iniciei uma enquete no blog, que perguntava quais deveriam ser os quatro cortes finais na equipe. Os nomes apontados foram o da pivô Karina Jacob (com 63% dos votos), o da ala Jaqueline (57%) e o da armadora Natália (49%). E essas três atletas foram os primeiros cortes de Bassul, anunciados na semana passada.

Apesar dessa previsibilidade, cortes são sempre polêmicos, questionáveis e - de algum ponto de vista - injustos. Ainda mais quando o evento em questão é uma Olimpíada. Muita gente ainda deve ter na memória a repercussão dos cortes de Nádia (1996) e Cíntia Luz (2000).

Karina e Jaqueline eram cortes previstos, mas ambas têm tudo para freqüentar as próximas convocações. Karina se apresenta com uma grande opção para a posição que Êga e Mamá ocupam hoje, se mantiver a boa fase que sustenta em clubes e na seleção. Jaqueline é a aposta mais jovem para as laterais. Atleta que já fazia parte de antigas convocações de Barbosa, Jaqueline tem feito uma transição para o adulto sem atropelos, o que lhe garantiu vantagem no ano olímpico em relação à Izabela, sua colega no Mundial Sub-21 (2007).

Em relação à armadora Natália, com certeza a decisão deve ter sido mais difícil. Apesar da correção das atuações da menina no Sul-Americano e da dedicação aos treinos, é notório, no entanto, que a novata está alguns degraus abaixo do que Claudinha e Adrianinha podem render, atualmente. Mas, felizmente, Natália tem tempo e potencial para, no mínimo, alcançá-las.

Essas três eliminações fizeram emergir a real única surpresa para os Jogos: a ala Fernanda Beling. Ausente da primeira convocação e jogando em Portugal, Fernanda parecia carta fora do baralho. Intuo que várias coisas colaboraram na conquista da vaga pela lateral mineira. A primeira: a altura. Sem Iziane, Bassul se viu rodeado por atletas baixas na posições 1 e 2. A segunda é o perfil de Fernanda. Dona de um basquete solidário, a ala se encaixa na filosofia que Bassul parece querer implantar nessa seleção. Por fim, com a contusão de Micaela, havia a necessidade de mais uma alternativa para a posição 3, que não apenas Chuca.

O corte final foi revelado quinta-feira. Graziane (quinta colocada na enquete, com 43%; atrás de Êga, com 45%) não disfarçou a tristeza no embarque para Austrália e antecipou que o técnico já lhe avisou que, com a recuperação de Érika, será ela o corte final. Embora também previsível, é o mais delicado, já que a jogadora já havia sido cortada antes mesmo do Pré-Olímpico. Depois, foi chamada às pressas com a contusão de Érika.

Ao mesmo tempo em que essas escolhas fazem parte do esporte, elas nos permitem observar a grandeza do caráter do atleta. E nessa competição, Grazi garantiu sua medalha de ouro. Grande Grazi!

(Bertrand, Painel do Basquete Feminino)

Equipe BasketBrasil
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