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Aos 34 anos, o árbitro internacional Cristiano de Jesus Maranho está realizando o sonho de qualquer profissional do esporte: participar de uma Olimpíada. Na primeira fase dos Jogos Olímpicos, Maranho apitou todos os dias, atuando nas competições feminina e masculina. Há dez anos no quadro de árbitros da FIBA, Maranho atuou em importantes eventos internacionais como Campeonato Mundial Júnior masculino (Grécia - 2003), Campeonato Mundial Sub-21 masculino (Argentina - 2005), Campeonato Mundial adulto masculino (Japão - 2006) e Jogos Pan-Americanos (Rio de Janeiro - 2007), entre outros. Confira a entrevista dada pelo árbitro ao site da CBB:
Como é a sensação de estar em uma Olimpíada?
É uma emoção enorme, pois representar a arbitragem brasileira é muito importante para qualquer árbitro. Fico muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho, pela CBB e também pela FIBA.
Você fez alguma preparação especial para a competição?
Sim, me preparei fisicamente porque tivemos uma avaliação física na China antes de começar os Jogos Olímpicos. E também estudei inglês um pouco mais, por ser o idioma oficial da competição.
Como você lida com a responsabilidade de apitar partidas tão importantes?
Preparando-me o melhor possível e com a mesma seriedade que apito nosso campeonato nacional, que é a base para ser chamado para competições internacionais deste nível.
O que está achando da China?
É um país cujo povo é muito hospitaleiro e também tem um clima igual ao nosso, por isto é fácil se adaptar. O único problema é a poluição que é muito grande.
Por que, como e quando decidiu ser árbitro de basquete?
Eu jogava basquete na minha cidade (Jandaia do Sul/PR). Quando o time acabou, o meu técnico, que também era árbitro de basquete, me convidou para apitar na Federação. Como eu gostava muito de basquete e não era um jogador tão bom assim para seguir carreira, decidi aceitar. Foi em 1995 e, um ano depois, já era árbitro nacional. Em 1998 eu fui aprovado para o quadro internacional da FIBA.
O que faz um bom árbitro?
Muita dedicação e muita força de vontade de chegar ao alto nível, pois a vida de árbitro não é fácil, pois temos que abdicar de muitas coisas importantes.
Como a arbitragem brasileira é vista no mundo?
Como uma das melhores. Tanto que as duas últimas finais olímpicas tiveram a participação de árbitro brasileiro (Carlos Renato dos Santos). No Mundial Feminino, o Sérgio Pacheco apitou a final e, no Mundial Masculino, eu estava na semifinal entre Estados Unidos e Grécia. Há sempre árbitros brasileiros em jogos decisivos em competições de alto nível, o que mostra o reconhecimento da FIBA pelo talento e competência da arbitragem do nosso país.
Qual a partida mais difícil que já apitou? Por quê?
A final do Campeonato Nacional masculino de 2000, entre Flamengo e Vasco, no Maranãzinho. Era uma partida de muita rivalidade entre as duas equipes e eu tinha apenas 25 anos e estava começando a arbitrar no cenário nacional.
Equipe BasketBrasil
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