Cristiano Maranho realiza sonho de representar a arbitragem brasileira nas Olimpíadas

Publicado em: Basquete masculino, Entrevistas, Nacional
Tags: , , ,

19/08/2008 | 21:25

Publicado por basketbrasil

Aos 34 anos, o árbitro internacional Cristiano de Jesus Maranho está realizando o sonho de qualquer profissional do esporte: participar de uma Olimpíada. Na primeira fase dos Jogos Olímpicos, Maranho apitou todos os dias, atuando nas competições feminina e masculina. Há dez anos no quadro de árbitros da FIBA, Maranho atuou em importantes eventos internacionais como Campeonato Mundial Júnior masculino (Grécia - 2003), Campeonato Mundial Sub-21 masculino (Argentina - 2005), Campeonato Mundial adulto masculino (Japão - 2006) e Jogos Pan-Americanos (Rio de Janeiro - 2007), entre outros. Confira a entrevista dada pelo árbitro ao site da CBB: 

Como é a sensação de estar em uma Olimpíada?

É uma emoção enorme, pois representar a arbitragem brasileira é muito importante para qualquer árbitro. Fico muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho, pela CBB e também pela FIBA.

Você fez alguma preparação especial para a competição?

Sim, me preparei fisicamente porque tivemos uma avaliação física na China antes de começar os Jogos Olímpicos. E também estudei inglês um pouco mais, por ser o idioma oficial da competição.

Como você lida com a responsabilidade de apitar partidas tão importantes?

Preparando-me o melhor possível e com a mesma seriedade que apito nosso campeonato nacional, que é a base para ser chamado para competições internacionais deste nível.

O que está achando da China?

É um país cujo povo é muito hospitaleiro e também tem um clima igual ao nosso, por isto é fácil se adaptar. O único problema é a poluição que é muito grande.

Por que, como e quando decidiu ser árbitro de basquete?

Eu jogava basquete na minha cidade (Jandaia do Sul/PR). Quando o time acabou, o meu técnico, que também era árbitro de basquete, me convidou para apitar na Federação. Como eu gostava muito de basquete e não era um jogador tão bom assim para seguir carreira, decidi aceitar. Foi em 1995 e, um ano depois, já era árbitro nacional. Em 1998 eu fui aprovado para o quadro internacional da FIBA.

O que faz um bom árbitro?

Muita dedicação e muita força de vontade de chegar ao alto nível, pois a vida de árbitro não é fácil, pois temos que abdicar de muitas coisas importantes.

Como a arbitragem brasileira é vista no mundo?

Como uma das melhores. Tanto que as duas últimas finais olímpicas tiveram a participação de árbitro brasileiro (Carlos Renato dos Santos). No Mundial Feminino, o Sérgio Pacheco apitou a final e, no Mundial Masculino, eu estava na semifinal entre Estados Unidos e Grécia. Há sempre árbitros brasileiros em jogos decisivos em competições de alto nível, o que mostra o reconhecimento da FIBA pelo talento e competência da arbitragem do nosso país.

Qual a partida mais difícil que já apitou? Por quê?

A final do Campeonato Nacional masculino de 2000, entre Flamengo e Vasco, no Maranãzinho. Era uma partida de muita rivalidade entre as duas equipes e eu tinha apenas 25 anos e estava começando a arbitrar no cenário nacional.

 

Equipe BasketBrasil
Outros artigos publicados por basketbrasil

Comentários

Sem comentários »

Sem Comentários ainda.

RSS feed para comentários neste post. TrackBack URL

Deixe um comentário

Você precisa estar logado para postar um comentário.

Notícias relacionadas

Newsletter

Digite seu email

Publicidade

Anuncie no BasketBrasil

© 2008 BasketBrasil. Todos os direitos reservados.

Sobre o BasketBrasil | Aviso legal | Contato

BasketBrasil pela rede: Youtube | Orkut | Facebook | Twitter

Anuncie no BasketBrasil | Ajuda | Faça parte da equipe