Dirigente adia decisão, mas indica permanência de Moncho no comando da Seleção

Publicado em: Basquete masculino, Nacional, Seleções brasileiras
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20/07/2008 | 7:58

Publicado por basketbrasil

A permanência de Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira de basquete, por enquanto, fica apenas para seus anseios, embora o discurso do presidente da CBB, Gerasime Bozikis, indique que o espanhol está bem posicionado para ficar com o cargo.

Monsalve iniciou os treinos da equipe em junho, com a tarefa de tentar encerrar um jejum de 12 anos sem participação nos Jogos Olímpicos. A missão foi frustrada pela Alemanha, em Atenas, e a ausência chegará, no mínimo, a 16 anos, até Londres-2012.

Apesar da derrota, o espanhol elevou sua cotação ao conquistar a confiança do elenco e conseguir um bom rendimento em jogos preparatórios. Na competição oficial, a equipe voltou a apresentar irregularidades, especialmente no revés para os alemães, nas quartas-de-final.

“Estamos conversando. Ele se integrou muito bem aos jogadores, aos nosso treinadores e gostamos de seu trabalho. Essa química é muito importante. Mas não tem necessidade de se tomar a decisão agora”, disse Grego. “Agora é momento de fazermos a análise de onde estamos para projetar o futuro.”

A seleção não disputa mais nenhuma partida até o fim da temporada. Monsalve, não obstante, deve retornar ao país para um contato com as equipes de base. Caso não seja mantido no cargo, o estrangeiro pode atuar como um consultor - hoje ele é membro do gabinete de técnicos da federação espanhola.

“Estamos mudando a mentalidade da equipe, a idéia é continuar esse trabalho. As outras seleções têm três, quatro anos de trabalho, então é preciso ter continuidade. Acho que o caminho é esse. São coisas normais, que vão acontecendo. Só é preciso calma”, disse o dirigente.

Após a derrota, duas lideranças do time, o pivô Tiago Splitter e o ala-armador Alex Garcia, se manifestaram favoráveis ao técnico, elogiando sua dedicação, poder disciplinar e a carga tática.

“Ele dá muita ênfase nos detalhes, e o basquete é um jogo de detalhes. Isso é o que falta para a gente. Se eu ficar falando aqui de cada um deles, fico o dia inteiro. A gente melhorou muito no cinco contra cinco, outros técnicos elogiaram. Infelizmente só não tivemos o acerto necessário”, disse Splitter.

Monsalve deseja comandar a equipe até o Mundial de 2010, e Grego disse que não consideraria um problema a saída do veterano no meio de um ciclo olímpico. Nesse caso, o assistente José Neto seria um candidato à sucessão natural. O jovem técnico já teve seu nome cogitado pelo dirigente para assumir o time depois do fiasco da campanha no Pré-Olímpico de Las Vegas, no ano passado.

Um fator que pode dificultar a renovação do contrato do espanhol são as eleições para a presidência da CBB, que serão realizadas em maio de 2009. Grego concorre à reeleição, mas pode enfrentar uma oposição reforçada por movimento nos bastidores paulistas.

(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)

Equipe BasketBrasil
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