Publicado por Adriano Albuquerque e Colin Foster
O basquete do Flamengo começou a temporada em meio a mais uma crise de salários atrasados, dúvidas sobre sua nova formação titular e uma série de desfalques importantes. Mais uma vez, entretanto, os problemas parecem ficar somente do lado de fora da quadra. Dentro, o atual campeão do Novo Basquete Brasil venceu seus dois jogos no campeonato 2009-10 e mostrou o mesmo domínio da primeira edição da liga.
Duas razões para isso são as boas fases do armador Hélio e a chegada do ala-pivô Guilherme Teichmann. Apesar da ausência de Jefferson William, com uma torção no tornozelo, e a saída do pivô Baby para o Paulistano, Hélio subiu sua produção ofensiva e se aproveitou da fragilidade defensiva dos rivais capixabas, Vila Velha e Saldanha da Gama, para acertar sete cestas de 3 pontos em dois jogos e marcar 20,5 pontos em média. Sua marca no último NBB foi mais de 10 pontos menor, e seus números também melhoraram em assistências e rebotes.
Para o armador, seu bom momento não é causa, mas consequência do início inspirado do Fla, que permanece como melhor ataque da liga. “Eu acho que não só eu comecei muito bem, como o time em geral começou muito bem. A gente estava conversando que, pelas condições que a gente vem passando, a gente está se surpreendendo. Isso é bom, porque dá confiança e tranquilidade para enfrentar os adversários mais difíceis e esperar pelo retorno dos que estão lesionados”, disse Hélio.
Já Teichmann, acostumado a jogar aberto no Winner/Limeira, vem se mantendo mais no garrafão e só chutou uma bola de 3 em dois jogos, enquanto no primeiro semestre, arremessava 2,7 em média. Ele buscou oito rebotes em cada confronto na HSBC Arena e explodiu ofensivamente na segunda rodada, com duas enterradas e belas infiltrações para totalizar 28 pontos contra o Saldanha.
O ala-pivô credita a subida de produção ao tempo passado com o time desde que chegou, em agosto. Teichmann disputou jogos pelo Campeonato Carioca e pela Liga Sul-Americana com o Flamengo, antes da estreia no NBB. “Com o passar dos jogos, a gente vai se conhecendo melhor, sabendo como cada um gosta de passar a bola, como gosta de jogar. Estou cada vez mais entrosado com meus companheiros e espero que isso aumente, que fique eu e a equipe cada vez melhor”, disse Teichmann.
Adriano Albuquerque e Colin Foster
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Comentário por roberto — novembro 10, 2009 @ 5:43 pm
Diretoria do flamengo eu tenho uma pergunta.
Os salarios não seriam depositados hoje?