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Armadora dos EUA diz que gostaria de voltar ao país, mas admite que a queda no Mundial de São Paulo aumentou a pressão pelo ouro em Pequim
Daqui a nove dias, em Pequim, a seleção feminina dos Estados Unidos inicia sua caminhada para tentar voltar ao topo do planeta. A missão espinhosa passa, necessariamente, pelas mãos de Sue Bird. Após a derrota no Mundial-2006, no Brasil, a armadora de 27 anos encara a tarefa de criar as jogadas para um time repleto de estrelas como ela. Ao fim dos treinos de terça-feira, ainda nos EUA, Sue conversou por e-mail com o GLOBOESPORTE.COM. Elogiou a pivô Kelly, que joga com ela no Seattle Storm, e a ex-companheira de time Iziane, afastada da seleção brasileira. Em seguida, disse guardar boas lembranças da passagem por São Paulo, apesar da derrota na semifinal: “Se eu tiver outra oportunidade, volto para aí sem pensar duas vezes”. Bird afirma que o time americano busca redenção em Pequim.
GLOBOESPORTE.COM: Além de jogadoras importantes que vinham defendendo os EUA nos últimos campeonatos, a equipe agora tem o retorno da pivô Lisa Leslie e a evolução visível de jovens como Candace Parker e Seimone Augustus. Dá para dizer que esta será a melhor seleção americana dos últimos anos?
SUE BIRD: Acho que só vai dar para saber isso depois das Olimpíadas. Geralmente, não importa o que está no papel, e sim o que acontece na prática. Importa, principalmente, a conquista da medalha de ouro. É nisso que estamos concentradas agora.
GE: Vocês perderam o Mundial no Brasil, e a equipe masculina vem de fracassos consecutivos. Ganhar o ouro em Pequim virou questão de honra para o país?
SB: Definitivamente, existe para nós uma expectativa de redenção, já que perdemos aí no Brasil. E tenho certeza de que os homens também pensam assim. Queremos muito retomar o caminho do ouro, e só pensamos nisso o tempo todo. Espero que a gente consiga.
GE: A pivô brasileira Kelly agora joga no seu time. Apesar de ela não ter muitos minutos em quadra nos EUA, deve ser titular do Brasil. O que espera dela em Pequim?
SB: Kelly é uma ótima jogadora. Infelizmente, ela atua na posição da Lauren Jackson e da Yolanda Griffith, jogadoras de nível olímpico. Por isso é tão difícil para ela. Nos últimos cinco jogos da equipe, quando a Lauren já tinha saído para treinar com a seleção da Austrália, a Kelly jogou mais tempo e se saiu muito bem. Conseguimos ver muitas coisas que ela não tinha mostrado no início da temporada. É uma ótima presença no garrafão. Acredito que ela vai fazer bonito nas Olimpíadas.
GE: A Iziane, que também jogava com você, foi cortada da seleção quando se recusou a voltar para uma partida no Pré-Olímpico. A Kelly te contou o que aconteceu?
SB: Não, a gente não chegou a conversar sobre isso. É claro que, sem ter estado lá, eu não sei exatamente o que houve. Mas acho que o Brasil vai sentir falta da Izi. Ela é uma excelente atleta, uma ótima pontuadora. Nós jogamos contra o Brasil no Mundial e parecia claro para mim que ela seria o ponto de referência do time após a aposentadoria da Janeth. Então é claro que ela vai fazer falta, mas os times costumam se esforçar mais quando perdem peças importantes. Sei que o foco do Brasil vai ser em quem está no elenco hoje.
GE: Por falar no Mundial, que lembranças você tem do Brasil? E quando pretende voltar?
Eu amo o Brasil. Nós demos a sorte de ir para aí numa época do ano em que não estava muito calor nem muito frio. As pessoas são muito legais, e eu gostei muito da cultura local. É um país ótimo. E é claro que, se eu tiver outra oportunidade, volto para aí sem pensar duas vezes!
(Rodrigo Alves, GLOBOESPORTE.COM)
Equipe BasketBrasil
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