Publicado por Redação BasketBrasil
O Brasil foi derrotado pela Rússia por 74 a 64 (35 a 41 no primeiro tempo), na Arena Wukesong, pela quarta rodada dos Jogos Olímpicos de Pequim. A cestinha da partida foi a armadora brasileira Adrianinha com 21 pontos e a principal pontuadora russa foi a ala-pivô Tatiana Shchegoleva com 14 pontos. A rodada teve ainda República Tcheca 90 x 59 Nova Zelândia, Letônia 73 x 96 Austrália, China 69 x 48 Mali, Estados Unidos 93 x 55 Espanha e Coréia do Sul 53 x 63 Bielorrússia. A Seleção Brasileira volta à quadra neste domingo para enfrentar a Bielorrússia às 5h45min (de Brasília/16h45min de Pequim).
“Conseguimos jogar de igual para igual e liderar os três primeiros períodos. No último quarto os detalhes fizeram a diferença e acabamos sendo derrotadas pela atuação da vice-campeã mundial. A nossa equipe pecou pela falta de experiência, já que temos oito jogadoras que participam pela primeira vez de uma Olimpíada. Isso não é desculpa. Nós viemos aqui para fazer o melhor e representar bem o basquete brasileiro. Infelizmente não foi possível vencer os quatro primeiros jogos. Domingo contra a Bielorrússia vamos entrar com a mesma disposição e vontade de ganhar”, comentou a pivô Kelly.
“O nosso objetivo inicial era garantir a vaga nas quartas-de-final e depois brigar por uma medalha. Das quatro partidas que perdemos, três foram nos detalhes. É duro você treinar, abrir mão de muita coisa, inclusive da família, e saber que podia ganhar. O grupo é muito bom e unido. Mas precisa ter mais experiência, principalmente para superar os momentos decisivos. São os detalhes como concentração e menos erros que fazem a diferença no final”, explicou a armadora Adrianinha.
“A equipe entrou em quadra muito confiante e determinada. Passamos por cima da derrota para a Letônia por um ponto e buscamos a vitória contra a Rússia com disposição e vontade. Só que esbarramos nos nossos próprios erros no último quarto. Erramos bolas fáceis e não conseguimos segurar o ataque delas. O time precisa de mais maturidade e experiência internacional. Isso só se adquire jogando contra seleções fortes”, disse a ala-pivô Êga.
“Fizemos uma partida de alto nível durante três períodos e perdemos no final. É preciso que a equipe fique mais compacta para manter o mesmo ritmo durante 40 minutos. Posso assegurar que a seleção está bem montada, mas é impossível no basquete de hoje você manter a mesma jogadora durante muito tempo em quadra. E quando acontecem as trocas é natural que haja uma mudança de ritmo. A Rússia veio completa e sem problemas para a Olimpíada. O Brasil conviveu com as contusões da Micaela e da Érika (ficou de fora), a Kelly se juntou ao grupo em Pequim, a Adrianinha pegou uma pneumonia às vésperas da viagem para a Austrália. Vou voltar um pouco lá atrás. Logo depois do Mundial do Brasil, em 2006, três jogadoras experientes se despediram da seleção: Helen, Alessandra e Cíntia. Logo após o Pan do Rio de Janeiro, em 2007, foi a vez da Janeth. Somado a tudo isso, essa equipe começou a ser montada em agosto do ano passado, com a minha entrada no comando. Em menos de um ano nenhuma seleção consegue se formar e estamos pagando por isso agora. Mas volto a dizer, é um grupo muito bom, talentoso e que sabe do seu potencial. Mas precisa de mais um tempo para atingir um padrão internacional. As pessoas reclamam quando tiro uma jogadora do time. Mas elas não suportam o jogo inteiro. Algumas viram para mim no banco e dizem que estão mortas. Se eu não mexo, a equipe cai pelo desgaste. Se mexo, cai por falta de referência em quadra. Não é emocional. Depois do Campeonato Nacional, que termina em dezembro, vamos levar uma seleção com atletas de 16 a 26 anos para jogar na Europa. Isso já faz parte do planejamento do próximo ciclo olímpico. Esse trabalho é fundamental para mantermos o Brasil entre as quatro potências mundiais”, analisou o técnico Paulo Bassul.
De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase as seleções jogam entre si nos seus respectivos grupos. As quatro primeiras colocadas de cada grupo se classificam para as quartas-de-final nos seguintes cruzamentos: A1 x B4, A2 x B3, B1 x A4 e B2 x A3. Os ganhadores disputam as semifinais valendo vaga na grande final.
BRASIL (26 + 15 + 15 + 8 = 64)
Adrianinha (21pts e 6 assistências), Claudinha (3), Micaela (4), Êga (9) e Kelly (10). Depois: Karen (5), Mamá (4), Fernanda (3), Karla (3) e Franciele (2). Técnico: Paulo Bassul.
RÚSSIA (21 + 14 + 19 + 20 = 74)
Rakhmatulina (7pts), Karpunina (11), Korstin (10), Stepanova (4) e Osipova (9). Depois: Hammon (11), Shchegoleva (14), Abrosimova (6) e Kuzina (2). Técnico: Igor Grudin.
TABELA DO TORNEIO FEMININO
Grupo A: Austrália, Bielorrússia, Brasil, Coréia do Sul, Letônia e Rússia
Grupo B: China, Estados Unidos, Espanha, Mali, Nova Zelândia e República Tcheca.
Primeira rodada (Sábado) – Dia 9 de agosto
Bielorrússia 64 x 83 Austrália, Mali 72 x 76 Nova Zelândia, Espanha 64 x 67 China, Brasil 62 x 68 Coréia, Estados Unidos 97 x 57 República Tcheca e Rússia 62 x 57 Letônia
Segunda rodada (Segunda-feira) – Dia 11 de agosto
Nova Zelândia 62 x 85 Espanha, República Tcheca 81 x 47 Mali, Coréia 72 x 77 Rússia, Letônia 57 x 79 Bielorrússia, China 63 x 78 Estados Unidos e Austrália 80 x 65 Brasil
Terceira rodada (Quarta-feira) – Dia 13 de agosto
Bielorrússia 65 x 71 Rússia, Espanha 74 x 55 República Tcheca, Brasil 78 x 79 Letônia, Nova Zelândia 63 x 80 China, Austrália 90 x 62 Coréia e Mali 47 x 91 Estados Unidos
Quarta rodada (Sexta-feira) – Dia 15 de agosto
República Tcheca 90 x 59 Nova Zelândia, Letônia 73 x 96 Austrália, Rússia 74 x 64 Brasil, China 69 x 48 Mali, Estados Unidos 93 x 55 Espanha e Coréia 53 x 63 Bielorrússia
Quinta rodada (Domingo) – Dia 17 de agosto
Espanha x Mali, Austrália x Rússia, Letônia x Coréia, Brasil x Bielorrússia, República Tcheca x China e Nova Zelândia x Estados Unidos
QUARTAS-DE-FINAL (Terça-feira) – Dia 19 de agosto
Jogo 61 – B2 x A3
Jogo 62 – A1 x B4
Jogo 63 – A2 x B3
Jogo 64 – B1 x A4
SEMIFINAL (Quinta-feira) – Dia 21 de agosto
Vencedor de 61 x Vencedor de 62
Vencedor de 62 x Vencedor de 64
Dia 23 de agosto (Sábado)
Disputa da medalha de bronze
Disputa da medalha de ouro.
Redação BasketBrasil
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