Kouros lamenta fim do Limeira, mas cita vôlei e acredita em retorno

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2/07/2009 | 17:47

Publicado por Adriano Albuquerque

Após a divulgação do encerramento das atividades do Winner/Limeira na quarta-feira (1º/7), o presidente da Liga Nacional de Basquete, Kouros Monadjeni, expressou sua tristeza com a notícia da saída de um dos principais responsáveis pelo sucesso do Novo Basquete Brasil 2009. Em entrevista exclusiva ao BasketBrasil, Monadjeni manteve as esperanças de que o projeto seja retomado e encontre novos apoiadores, citando como exemplo a situação vivida pelo Finasa/Osasco, do vôlei feminino, nos últimos meses.

O ex-diretor do Minas Tênis Clube lamentou profundamente o anúncio feito na quarta por Cassio Roque, principal patrocinador e organizador do Limeira nos últimos nove anos. “Estou triste, porque Limeira é uma equipe extremamente competitiva e tradicional. A gente vê essa situação como uma falta de patrocínio na cidade deles. Eu ainda tenho esperança de que eles arrumem algum patrocinador neste momento de crescimento do basquete brasileiro. Pode ser que o que a imprensa publicou e este bom momento atraiam novos patrocinadores”, disse Monadjeni.

O presidente explicou que a liga ainda não tem condições de fazer empréstimos ou manter os times. “A responsabilidade da liga é tentar ajudar, junto aos seus contatos e patrocinadores. Mas esse apoio que Limeira precisa agora é algo mais localizado, que cabe mais ao clube. Quem sabe, com mais anos e com a liga melhor estabelecida, poderemos dar um apoio maior. São coisas que temos que analisar e estruturar ainda. Hoje, a liga está só começando e não tem condições de fazer mais do que isso”, explicou.

Se Limeira já tem o fim decretado, outros clubes correm riscos de desmonte. O Saldanha da Gama segue sem patrocínios e com salários atrasados, enquanto o Flamengo, campeão da primeira edição do NBB, vive nova crise institucional após o desligamento de João Henrique Areias, ex-vice-presidente de Esportes Olímpicos. Kouros, porém, deu pouco crédito aos boatos e lembrou a situação vivida pelo Osasco, atual vice-campeão brasileiro de vôlei feminino, que teve seu projeto em risco após o fim da parceria com o banco Finasa, mas foi salvo por um grupo de empresários locais.

“Hoje, todo clube passa por esse processo quando termina o campeonato. Agora há boatos de que Brasília e Minas também vão acabar. Nós temos que lutar, que buscar condições para ajudar esses times para não terem que enfrentar essa situação, mas no final, tudo se acerta. O Flamengo vai se ajeitar, já apresentou um patrocínio forte, da Olympikus, que acredito ter parte no basquete também. Já temos vários times se movimentando e vindo fortes, como Pinheiros, Paulistano, Franca, Bauru, Joinville e o próprio Minas”, disse Monadjeni, que lembrou ainda que há vários times querendo entrar na liga, mas que as inscrições para o próximo campeonato serão restritas aos 19 clubes originais. Desta forma, há potencial, no momento, para um campeonato com 18 times, já que Limeira está com portas fechadas.

O prazo final para as inscrições na temporada 2009/10 do NBB é dia 31 de agosto. Além dos 15 participantes da primeira edição, podem entrar na próxima edição Londrina, Uberlândia, Iguaçu e Rio Claro. O campeonato deve começar em 25 de outubro e seguir até junho, e entre outubro e janeiro, terá jogos apenas às sextas-feiras, para não criar conflitos com os campeonatos estaduais. Os playoffs devem ter formato diferente, com 12 equipes classificadas e os quatro primeiros colocados recebendo folga na primeira rodada.

Outras medidas adotadas, de acordo com matéria de Fernando Poffo, do GloboEsporte.com, serão a adoção de um limite de três estrangeiros por equipe, a exigência de ginásios com capacidade para 4 mil torcedores para a fase final e a criação de uma liga Sub-20.

Adriano Albuquerque Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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Comentários

1 Comentário »

  1. Comentário por marcelo010986 — julho 2, 2009 @ 6:35 pm

    pelo q eu entendi se o palmeiras ou qualquer outra equipe quiser jogar o campeonato não podera

    isso não ajuda em nada o basket

    as equipes excluidas começaram a fazer ligas paralelas

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