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Considerada a melhor jogadora de basquete do planeta, musa australiana fala ao GLOBOESPORTE.COM sobre a expectativa pelo ouro olímpico
A seleção feminina do Brasil teve, nesta semana, um aperitivo da pedreira que vai encontrar no torneio de basquete em Pequim. Desfalcada de Micaela e Kelly, a equipe foi atropelada pela Austrália em dois amistosos. Do outro lado da quadra, quem mandou no primeiro jogo foi Lauren Jackson, considerada por muitos a melhor jogadora de basquete do planeta. No segundo, com dores no tornozelo, ela foi poupada. E perdeu mais um capítulo da rivalidade verde-amarela que se desenhou ao longo dos últimos anos.
- Sem dúvida há uma forte rivalidade entre Austrália e Brasil, que já vem de algum tempo. Nós adoramos jogar contra vocês. As brasileiras são passionais e jogam bem fisicamente. Por isso foi tão importante para o nosso time disputar esses dois amistosos agora - explica a musa australiana de 27 anos, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.
A rixa saudável entre as duas seleções se explica pelo fato de que uma foi campeã mundial na casa da outra. Em 1994, o Brasil de Paula, Hortência e Janeth ganhou o título na Oceania. As australianas deram o troco em 2006, no Mundial de São Paulo, quando bateram as donas da casa duas vezes e levantaram a taça. No ginásio do Ibirapuera, Lauren era tratada como estrela pela torcida.
- Aquele foi um momento fantástico para nós. Os torcedores em São Paulo foram maravilhosos. No dia-a-dia, as pessoas eram tranqüilas, mas a gente adorava o jeito como elas torciam e cantavam nas arquibancadas o tempo todo. Foi uma experiência incrível, espero que eu consiga voltar logo ao Brasil - avisa Lauren, que defende o Seattle Storm, da WNBA, ao lado da brasileira Kelly.
Medalhas e ensaios sensuais
Fora das quadras, a ala-pivô aproveita a condição de musa. Já chegou a posar nua para uma revista australiana e de biquíni para um ensaio nos Estados Unidos. Com a bola laranja na mão, contudo, ela esquece os holofotes e leva o trabalho a sério. Eleita três vezes como a melhor jogadora da liga profissional americana, Lauren se concentra agora no objetivo de conquistar a inédita medalha de ouro.
- Realmente acreditamos em nós mesmas e podemos conquistar o ouro. Mas será preciso levar à quadra, todo dia, o máximo da nossa capacidade. Os Jogos de Pequim terão várias seleções realmente fortes e equilibradas - prevê Lauren, que já tem no currículo duas medalhas de prata, conquistadas nos Jogos de Sydney e Atenas.
Rodrigo Alves
Globo Esporte.com
Equipe BasketBrasil
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