Publicado por Redação
(Por Gustavo Cardoso, especial para o BasketBrasil)
Ao telefone, é fácil de identificar o sotaque moroso do baiano Ives Costa. Difícil é o que ele e alguns outros amantes do basquete tem feito ao longo dos últimos dois anos: criar uma liga pro /am na região Nordeste.
A Liga Nordeste (http://www.liganordeste.com/) deve ter 35 equipes na edição deste ano, e irá oferecer uma oportunidade aos jovens talentos jogar em um nível competitivo, com mais freqüência. A situação é difícil, mas Costa acredita que estão no caminho certo. “Começamos com 8 equipes, depois foram 23, e agora a expectativa é a de atingir 35 clubes participantes.”
Atualmente a maioria das equipes não é profissional. O campeonato reúne renda proveniente de patrocinadores e, em seguida, os partilha com os clubes. A maior parte do dinheiro é usado para despesas de transporte. Alojamento é geralmente fornecido pelas equipes locais.
No ano passado, o campeonato nacional gerido pela CBB teve a participação de uma equipe do Nordeste, o FTC, clube de Salvador. Com um orçamento anual de R$ 1 milhão, de acordo com Ives Costa, a FTC deu uma impulsionada ao basquete local e a Liga Nordeste (chamada de Supercopa Nordeste em suas primeiras edições) teve três jogos transmitidos ao vivo pela TV para toda a região NE.
A final deste ano deve ser jogada em Salvador, e os investidores que decidirem financiar o projeto, poderão buscar incentivo fiscal (ICMS). Apesar de seu status amador, a Liga Nordeste está dando a oportunidade a centenas de jovens jogadores, nos estados onde o basquete tem muito potencial.
Na década de 1970, equipes do Nordeste desempenharam um papel importante na Liga Nacional, algo que não acontece agora (A FTC, provavelmente, não participará do Nacional desse ano). Outra razão importante para a existência da Liga Nordeste.
Ives também mencionou que alguns jogadores conseguiram oportunidades no Sudeste (caso de Jairo Filho, Douglas Nascimento, William Patrocínio e Edvan) e houve até casos em que jogadores assinaram com equipes estrangeiras. Talvez com o tempo a Liga Nordeste poderia tornar-se uma conferência da Liga Nacional e definitivamente expandir o alcance do basquete profissional brasileiro aos grandes confins de nossa terra.
Redação BasketBrasil
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