Micaela e Grazi vivem momento de afirmação na Seleção Brasileira olímpica

Publicado em: Basquete Feminino, Nacional, Seleções brasileiras
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8/08/2008 | 13:06

Publicado por basketbrasil

As 12 olímpicas: chegou a vez de Micaela

Micaela - Nascimento: 12/06/1979, Miracema (RJ)
Altura: 1,80m // Peso: 69kg // Posição: Ala // Clube: Ourinhos

Descrição: Ausente das Olimpíadas de Atenas por lesão, a sempre simpática Micaela, dona de um sorriso cativante, realiza seu sonho de chegar aos Jogos em Pequim. Decisiva e fundamental na vitória contra Cuba que valeu a vaga no Pré-Olímpico da Espanha, a ala tem tudo para ser o destaque maior da seleção na competição. É considerada por Paulo Bassul como peça chave no time.

Qualidades: Possui velocidade incomum para a posição, defende com muita vontade e ataca a cesta com infiltrações de alto nível, chutes com bom percentual de acerto e arremessos em que consegue se desvencilhar das adversárias parando no ar. Não tem medo nos momentos decisivos, e chama a responsabilidade sem a menor cerimônia.

Deficiências: Ainda pode evoluir nos fundamentos (mais rebotes, melhora nas coberturas defensivas e mais capricho nos passes), além de maior participação durante toda a partida. Se fizer isso, dificilmente fica no basquete brasileiro para o Nacional. Se não fizer, também.

Curiosidade: Nascida no Rio de Janeiro e fã das praias cariocas, Kaé, como é conhecida, viveu na gélida Letônia em 2007, onde enfrentou temperaturas que chegaram a – 30°. Começou a jogar em um projeto social de sua Miracema querida, se destacou e logo foi atuar no interior paulista. Não cansa de repetir que este é o seu momento de afirmação no basquete mundial.

As 12 olímpicas: o coração de campeã de Grazi

Graziane - 18/10/1983 - São Paulo (SP)
Altura: 1,91m // Peso: 80kg // Posição: Pivô // Clube: Mizo Pecs (Hungria)

Descrição: Última jogadora a integrar a seleção que desembarcou na China, Grazi será fundamental na campanha brasileira na China. Possui um jogo mais “arejado” e leve que o de sua titular, Kelly, e muito mais vigor para aguentar as gigantes das rivais do time de Paulo Bassul nos Jogos.

Qualidades: Possui ótimo tempo de bola para os rebotes, bom arremesso, ótimo passe e senso coletivo acima da média.

Deficiências: Ainda poderia viver melhor nos confrontos de um contra um, onde tem dificuldade contra pivôs maiores e mais fortes, e poderia ajudar mais quando as armadoras são batidas na defesa. No ataque pode participar mais sem comprometer o seu estilo altruísta.

Curiosidades: Grazi é uma das três jogadoras deste elenco (Karen e Fernanda Beling são as outras) que foram vice-campeãs mundiais com Paulo Bassul em 2003. Jogou em cinco clubes que hoje em dia não existem mais no cenário brasileiro. Foi campeã italiana e vice pelo Faenza, em 2005 e 2006, na Itália era muito querida pela torcida local.

O que esperar da estréia brasileira?

Sim, tem o fator estréia, algo que detesto ouvir, mas sei que existe. Mas a seleção feminina brasileira não pode se dar ao luxo de ter 10, 15 minutos ruins contra o time mais fraco do grupo, a Coréia do Sul (o jogo é às 5:30 de Brasília deste sábado), se quiser chegar longe nos jogos. Derrotar as asiáticas, que jogam com velocidade e sem pivôs altas, é o primeiro passo da classificação.

Usar uma formação com duas pivôs altas (Kelly e Mamá por exemplo) pode ser bom no quesito ofensivo, mas deve render buracos do outro lado da quadra - utilizar Franciele, jovem e com boa velocidade, pode ser bem útil. Devido a movimentação excessiva das coreanas, e os passes sem parar, talvez sejam uma boa oportunidade de jogarmos com quatro jogadoras mais baixas (Micaela e Beling, entre outras idéias, nas alas). Esperar uma boa produção de Adrianinha também seria legal, mas me parece difícil, pois a armadora apresentou forma física abaixo do esperado nos treinamentos e sabe-se lá onde está o foco da veterana. Por isso, Claudinha terá que se desdobrar na armação.

Enfim, parece um jogo, digamos, “ganhável”. Não participar da correria coreana é fundamental. Usar o físico que temos, e elas, não, idem. Tratar de eliminar o pavor-pré-estréia é imperativo. E que Paulo Bassul e suas 12 olímpicas comecem bem a sua caminhada em Pequim.

(Fabio Balassiano, Blog Da Linha dos Três, Globo OnLine)

Equipe BasketBrasil
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