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Michelle não sabe se voltará às quadras (Crédito: Gustavo Tílio/Lancepress!)
www.lancenet.com.br (Jornal LANCE!)
Fábio Aleixo
SÃO PAULO
A pivô Michelle Splitter mais uma vez luta pela vida. Depois de superar a leucemia e voltar às quadras no fim de 2007, a jovem, de 19 anos, teve a doença diagnosticada pela segunda vez, além de sofrer com uma infecção na perna esquerda, provocada pela enfermidade.
Por conta disso, teve de ficar internada no Centro Boldrini, em Campinas-SP, e só pôde retornar para casa na última sexta-feira.
A expectativa da jogadora, agora, é de receber o mais rapidamente possível o transplante de medula óssea, o que só poderá acontecer após a realização de novos exames e a cura total da infecção.
“Já achamos um doador, mas falta fazermos alguns exames. É possível que o transplante aconteça ainda neste ano, mas ainda não sabemos. A Michelle está tranqüila e louca para fazer a operação, mas sabe que tem de passar por todas as etapas e exames”, disse Elizabeth Splitter, mãe da jogadora.
Ela tem acompanhado de perto o drama da filha, mas se diz muito mais tranqüila do que no momento em que foi detectada a infecção.
“Foi uma surpresa bem grande. Ficamos muito preocupados, pois não imaginávamos que poderia acontecer algo assim”, completou.
No começo deste ano, antes de ser internada pela segunda vez, Michelle falou ao LANCENET! que seu único medo, enquanto se tratava da doença, era o de não poder voltar às quadras.
Agora, a torcida de todos é para que a pivô ganhe mais uma batalha pela vida e volte a brilhar.
“Antes de ser internada, ela estava acompanhando os nossos jogos e levando uma vida normal. Esperamos que dê tudo certo”, disse Clóvis Haddad, coordenador da equipe de Americana, clube pelo qual Michelle atuava antes de parar de jogar.
Paulo Bassul (Técnico da Seleção Brasileira feminina): “O exemplo da Michelle é uma lição de vida. Ela é uma menina que passa pela segunda vez por uma situação de luta pela vida. A Michelle está demonstrando uma garra fabulosa e leveza de espírito muito bonita e contagiante. Eu, que estou acompanhando a situação de perto, posso dizer que ela nos ensina a ver a vida de uma maneira muito mais abrangente. Ela tem um talento enorme, que o Brasil necessita. Quem conhece a Michelle torce para que ela se dê bem na carreira. Mas hoje, o principal objetivo dela é lutar pela vida. E está lidando com isso com muita coragem.”
Tiago Splitter apóia a irmã de longe
Pivô do Tau Cerámica liga para o Brasil todos os dias
Fábio Aleixo
SÃO PAULO
Pivô do Tau Cerámica, da Espanha, Tiago Splitter não tem conseguido acompanhar o drama de sua irmã, Michelle - que sofre de leucemia - de perto devido aos compromissos com sua equipe. Apesar disso, o jogador tem ligado sempre para saber o estado de saúde da caçula da família Splitter.
“Ele nos liga quase todos os dias. Fica muito preocupado, mas está contente porque estamos em um bom local e recebendo o apoio de pessoas queridas”, disse a mãe Elizabeth Splitter.
Quando fala do carinho das pessoas, Elizabeth se refere à atenção dada pelo técnico da Seleção Brasileira feminina, Paulo Bassul, e sua esposa Mila Rondon, que os hospedam em sua casa, em Americana.
(Lancepress)
Equipe BasketBrasil
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