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Fechando mais um ciclo, o terceiro consecutivo, sem obter a classificação para os Jogos Olímpicos, a seleção brasileira masculina de basquete desembarcou no aeroporto internacional de Cumbica, Guarulhos (SP), nesta terça-feira, evitando fazer uma caça às bruxas para saber o que deu errado no Torneio Pré-Olímpico Mundial. Sem a presença do presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, que voltou antes, os jogadores assumiram a responsabilidade de explicar o inexplicável, mas nem o desfalque de seis jogadores, três titulares, nem confusão que marca os bastidores do basquete nacional foram utilizados como desculpa para o fracasso do projeto rumo a Pequim.
“Não coloco a culpa em ninguém. Todo mundo tem problemas e não posso julgar quem não veio”, diz o ala-armador Alex Garcia, descartando até reflexos da balbúrdia que tem marcado a modalidade no país nos últimos anos como prejudiciais ao grupo. “A maioria dos jogadores da seleção joga fora do país”, argumenta.
Apesar da minimização da interferência, Alex reconhece que a desunião só prejudica a modalidade e falou com otimismo sobre a criação de uma liga dos clubes, desta vez, com o aval da CBB. “Pelo que vi, vai dar certo. A Liga é importante para mudar a cara do basquete interno. Da última vez fizeram dois campeonatos paulistas (Paulista e Supercopa). Muita gente falou que foi bom, mas basquete dividido não é legal”.
Principal destaque da seleção em Atenas, o ala-pivô Tiago Splitter abriu mão de férias para lutar mais uma vez pela vaga e também evitou a busca por culpados apesar da frustração. “A realidade é que no basquete é muito difícil de classificar para as Olimpíadas. Há ótimas equipes que também não vão. O time estava com dinâmica boa, fazendo um bom basquete. Todo mundo se sente orgulhoso porque sabe que fizemos um esforço e ninguém está arrependido”.
O discurso conformado, porém, não elimina o sentimento de frustração. “Agora são mais quatro anos que vamos ter de esperar pela próxima para responder à grande interrogação do basquete: a classificação”.
Atravessando seu melhor momento nas quadras, com propostas de várias equipes da Europa, o armador Marcelinho Huertas concorda que a não classificação tira algo importante à equipe. “Todo jogador tem um sonho de Olimpíada e é um sonho que fica quebrado, rachado. Nenhum de nós foi a uma”.
A seleção masculina de basquete disputou sua última Olimpíada em Atlanta-96. De lá para cá, nunca passou do Pré-Olímpico continental. Este ano, com a mudança de regras de classificação, teve o direito de disputar a repescagem no Pré-Olímpico Mundial, mas com três vagas em jogo não chegou às semifinais.
(Marta Teixeira, Gazeta Esportiva)
Equipe BasketBrasil
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