Recém-casada, Alessandra se diz “emocionada” na Seleção, mas mantém processo

Publicado em: Basquete Feminino, CAPA, DESTAQUES, Nacional, Seleções Brasileiras
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13/08/2009 | 22:00

Publicado por Redação BasketBrasil

Pivô de talento dentro de quadra e de polêmica fora dela, Alessandra tem tomad0 os noticiários do basquete feminino desde 2006. Ela cobra na justiça uma indenização de R$600 mil da CBB relativa à grave lesão sofrida no ombro direito durante o Mundial daquele ano, em São Paulo, quando atuou sem saber que o seguro não havia sido pago. A entidade quer um acordo no valor de R$100 mil, ainda não aceito pelo seu advogado, João Guilherme Maffia.

Problemas extraquadra à parte, Alessandra se mostra feliz com a possibilidade de vestir novamente a camisa da Seleção Brasileira, o que não acontece desde 2006, justamente no Campeonato Mundial. Aos 35 anos, e recém-casada, ela se prepara para a Copa América/Pré-Mundial, que acontece em Cuiabá (MT), entre os dias 23 e 29 de setembro.

“É emocionante estar na seleção. É uma conquista e tanto chegar aos 35 anos e ainda ser uma peça útil para o time brasileiro. Estou feliz com mais essa oportunidade e a disposição para ajudar no que precisar, pois quando entro em um projeto, é de cabeça, corpo e alma, se não, ficava em casa”, afirmou a jogadora ao site da CBB.

Nos treinamentos, Alessandra reencontrou duas companheiras de longa data: Helen Luz e Janeth, ambas campeãs mundiais em 1994 com a pivô. A primeira ainda desfila seu talento nas quadras, e juntamente à Alessandra dá o toque de experiência ao renovado grupo comandado por Paulo Bassul, que tem Janeth como auxiliar-técnica. Ser uma referência e trabalhar com outra referência agrada a pivô do Bourges (FRA).

“Essa mistura de juventude e experiência é muito interessante. Conviver com gerações diferentes é muito enriquecedor. São outros valores, estilos de vida que proporcionam uma interessante troca de experiências. Essa geração sabe mais do que eu sabia quando tinha meus 20, 25 anos. [Ser treinada pela Janeth] é um pouco engraçado, vou me acostumando com a idéia. Ela é ótima, tem sempre boas dicas para dar. A seleção ganha muito tendo no banco uma das melhores jogadoras do mundo”, elogiou.

Recentemente, Alessandra foi considerada pela também pivô Lauren Jackson como uma das jogadoras mais difíceis de se marcar. A brasileira agradeceu os elogios da australiana, mas apontou outra jogadora como adversária mais complicada dentro de quadra: a americana Sylvia Fowles. “A Lauren é umas das melhores do planeta hoje e marcá-la bem não é tarefa para qualquer uma, não. Mas, além dela, vou citar uma americana que joga na Rússia, que é fenomenal e dá um trabalhão para qualquer defesa adversária, que é a Sylvia Fowles. Ela tem apenas 20 anos, enterra, e será um dos grandes nomes daqui para frente”, afirmou.

Cozinheira de mão cheia, Alessandra quer jogar no Rio de Janeiro

Recém-casada, Alessandra teve de abortar a lua de mel para servir à Seleção Brasileira. Mas, no que depender de seus dotes culinários, o marido será muito bem recompensado. A pivô é uma cozinheira de mão cheia, e aponta o bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, como o cenário ideal para instalar sua cozinha, mas admite as dificuldades de jogar no basquete carioca, cada vez mais decadente e com menos times.

“Gosto muito de fazer comida brasileira e italiana. Já estou craque em pasta (massa) e pestos (molhos). Vivo inventando ingredientes novos para que a macarronada fique sempre diferente e cada vez mais gostosa. A vida de casada está corrida, mas graças a Deus tenho um marido que também é atleta, me entende e me deu todo o apoio quando decidi me apresentar à seleção. Ele está na minha casa em São Paulo e teremos que nos contentar com as folgas”, disse a jogadora.

“Estou absolutamente focada no meu trabalho na seleção. Por mim, só penso em voltar para algum clube em janeiro. Até lá, seleção, férias e lua de mel com maridão. Quanto aos próximos anos, gostaria de voltar a jogar no Brasil, principalmente no Rio, mas sei que está difícil. Meu sonho é comprar um apartamento em Ipanema. Penso em alguns projetos para quando me aposentar, mas no tempo certo falarei sobre meus planos”, concluiu.

Redação BasketBrasil
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