Publicado por basketbrasil
A Seleção Brasileira de basquete feminino venceu nesta quinta-feira mais um teste antes das Olimpíadas de Pequim. A equipe do técnico Paulo Bassul derrotou a Nova Zelândia por 76 a 74 no segundo jogo-treino realizado na capital chinesa antes da Olimpíada.
Mas a partida, que era para ser amistosa, quase terminou em confusão. Depois de uma disputa de bola, a pivô brasileira Mamá se estranhou com uma adversária e tentou partir para a agressão em quadra.
“Ela é louca”, gritou. Os auxiliares técnicos das seleções, que eram os árbitros do confronto, tiraram as jogadoras da partida para evitar novos atritos.
Aproveitando a fragilidade do adversário, a Seleção impôs um ritmo forte no primeiro quarto e abriu 14 pontos de vantagem. Na segunda parcial, a equipe manteve o ritmo e foi para o intervalo com 18 pontos na frente (46 a 28).
No último tempo, Bassul fez algumas experiências e poupou algumas atletas. Mesmo assim, o Brasil manteve o ritmo e conseguiu administrar a vantagem até o final do jogo.
Na última segunda-feira, as meninas brasileiras já tinham derrotado a Espanha, por 64 a 59. Agora, o próximo desafio da equipe é a Coréia do Sul, na estréia dos Jogos, sábado, no Wukesong Indoor, local das competições de basquete em Pequim.
Após a partida, o ex-jogador Oscar Schmidt fez um discurso para apoiar o time, mas acabou deixando Micaela envergonhada.
“Ele é um ídolo e vem para dar moral. A gente fica até com vergonha”, confessou a ala. Oscar acompanhou o jogo todo. Do lado de fora, ele torceu e gritou pelo Brasil no amistoso. No final da partida, o ex-jogador desceu para a quadra.
Na China para trabalhar como comentarista de um canal de televisão, Oscar interrompeu o alongamento e reuniu as atletas para fazer um discurso. “Vocês são um milagre para o basquete brasileiro. Estou torcendo demais para vocês. Vocês podem chegar entre as quatro melhores. É só acreditar”, afirmou.
Oscar defendeu o Brasil em cinco edições dos Jogos. Com mais de mil pontos, é o maior cestinha da história das Olimpíadas. Experiente, ele aconselhou as meninas. “Cada uma tem que fazer a sua parte. Uma vai fazer 30 pontos, e a outra vai dar porrada”, exemplificou.
Diferente de Micaela, a pivô Mamá recebeu o discurso do ex-jogador com naturalidade. “Para nós é ótimo, porque ele foi o primeiro a nos dar força”, declarou a atleta, mais calma após tentar agredir uma adversária durante o amistoso.
Um dia antes da abertura dos Jogos, a Seleção feminina de basquete venceu a Nova Zelândia por 76 a 74 no segundo amistoso preparatório disputado em Pequim, nesta quinta-feira. O técnico Paulo Bassul alertou suas jogadoras sobre a queda de rendimento no final da partida.
“Fizemos três quartos bons, mas o último foi um filme de terror”, declarou o treinador brasileiro. A Seleção chegou a abrir 27 pontos de vantagem, mas diminuiu o ritmo nos momentos finais e acabou com uma vitória apertada.
“Ainda bem que isso aconteceu agora”, afirmou Paulo Bassul. Para ele, os problemas de adaptação ao fuso horário não servem de desculpa. “A equipe chegou bem a Pequim, não temos direito a sono e a dormir”, acrescentou o treinador.
Além de criticar o desempenho do time no último quarto, Paulo Bassul procurou valorizar a performance da equipe nos três primeiros períodos. “Provamos que podemos brigar com as melhores do mundo”, sentenciou.
Olimpíada no Terra: ao vivo e exclusivo
O Terra transmite ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito. Na área Fanzone, o usuário pode ser o comentarista, gravar vídeos com sua câmera e compartilhá-los com a audiência do Terra. Envie vídeos, fotos e textos para os atletas e as equipes.
(Renato Fazikas, direto de Pequim, para o Terra Esportes)
Equipe BasketBrasil
Outros artigos publicados por basketbrasil

