Publicado por basketbrasil
Aos 33 anos, Marcelinho pode ter feito, nesta terça-feira, seu último desembarque com a seleção brasileira. O ala do Flamengo voltou do Pré-Olímpico de Atenas sem a vaga em Pequim e sem esconder a frustração com o resultado. Ainda assim, ele preferiu não confirmar se vai voltar a vestir a camisa verde-amarela.
“Ainda estou de cabeça quente e prefiro não tomar nenhuma decisão precipitada. Vou chegar em casa, conversar com a minha mulher e decidir com ela o que vou fazer. Mas é claro que é triste decidir por uma aposentadoria sem nunca ter conseguido chegar a uma Olimpíada”, afirmou Marcelinho, no desembarque em São Paulo, na noite de terça.
Às vésperas de ser pai pela primeira vez, o veterano sabe que vai encerrar a carreira com o peso de não ter ido aos Jogos.
“Estou muito triste. Sabia que esta era minha última chance. Agora não adianta, vai ficar uma frustração na minha carreira. Eu sei o quanto lutei, mas a gente tem que entender que a vida é assim, feita de vitórias e derrotas”, explica.
A seleção masculina de basquete desembarcou em São Paulo, no início da noite desta terça-feira, sem a vaga olímpica na bagagem e de olho no futuro. O espanhol Moncho Monsalve permaneceu na Europa, mas o clima entre os atletas era de campanha pela permanência do treinador. Um dos maiores defensores do técnico foi o pivô Tiago Splitter, destaque da seleção no Pré-Olímpico, disputado em Atenas.
“A primeira coisa que eu fiz quando acabou o último jogo foi conversar com o Moncho. Agradeci e pedi que ele continuasse. O Moncho deu a pele pela seleção”, elogia Splitter, que joga no Tau Cerámica, da Espanha.
O ala-armador Alex, que jogou em Israel no último ano, confirmou que os jogadores gostariam da permanência do técnico.
“A gente não estava muito acostumado com o estilo, mas o trabalho que ele fez foi bem legal. Ao fim do Pré-Olímpico, nós, jogadores, sentamos para conversar e realmente achamos que ele tem de permanecer no cargo”, afirma.
O veterano Marcelinho Machado, que perdeu sua última chance de disputar uma Olimpíada, engrossou a corrente a favor do treinador.
“Ele teve pouquíssimo tempo de trabalho, por isso é difícil fazer uma avaliação sobre o que ele ainda pode vir a fazer na seleção. Mas com certeza acrescentou muito e deve permanecer. Com isso, o Brasil vai crescer”, analisa Marcelinho.
(Lydia Gismondi, GLOBOESPORTE.COM, em São Paulo)
Equipe BasketBrasil
Outros artigos publicados por basketbrasil

