Publicado por Adriano Albuquerque
Após a vitória do último sábado (22/11) sobre o Atlanta Hawks, o Cleveland Cavaliers, time do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, chegou à marca de sete jogos invicto em seu ginásio, a Quicken Loans Arena. É o terceiro melhor início em casa do time na história (após vencer os nove primeiros jogos em 1991-92 e 1976-77), e o Cavs é apenas um de três times - Utah Jazz e Portland Trail Blazers são os outros - que ainda não perderam em seu ginásio na temporada.
O Cavs vem fazendo isto com eficiência em ambos os lados da quadra. Enquanto produz média de 105,4 pontos no ataque e aproveita 49,7% dos arremessos, cede apenas 94,3 pontos e 42,5% de aproveitamento aos adversários. Varejão vem demonstrando bem essa subida de produção em casa: marca 8,7 pontos por jogo em casa, quase um ponto inteiro acima de sua média de 7,8 pontos na temporada. Como é de se esperar, o capixaba se sente bem mais confortável em seu ginásio, onde acerta 66,7% de seus arremessos e incríveis 94,4% dos lances livres - 17 acertos em 18 tentativas, bem melhor que os 13 acertos em 23 lances livres na estrada. Fora de casa, Anderson tem de se preocupar mais com os aspectos defensivos, e suas médias de rebotes, roubos e tocos são todas superiores às produzidas no Q.
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“Você sempre quer que os outros times sintam medo quando vêm ao seu ginásio. Nunca é um jogo fácil quando eles vêm ao seu ginásio, e deveria ser assim todas as vezes. Queremos continuar a proteger nossa quadra”, disse o astro do Cavaliers, o ala LeBron James.
O técnico Mike Brown, por sua vez, faz pouco caso da estatística perfeita no Q: “Há algumas pessoas que acreditam que você realmente precisa ter uma grande campanha em casa. Há pessoas que enfatizam isto mais do que a campanha fora de casa. Eu apenas olho para o próximo jogo. Não me importa se estamos em Boston, em L.A. ou em Minnesota. Se você estiver jogando em casa, vamos jogar do jeito certo e conseguir uma vitória”.
Brown prefere creditar o quarteto de jogadores, apelidado por ele de “O Comitê”, que vem trabalhando de perto com o treinador desde a pré-temporada. James e Ben Wallace, capitães oficiais do time, têm a companhia de Zydrunas Ilgauskas e de Mo Williams no grupo que se reúne regularmente com Brown para discutir os rumos do programa. O técnico ainda tem a decisão final em todos os assuntos, mas o grupo de líderes do time presta consultoria em questões disciplinares, planos de viagem, decisões estratégicas, entre outros. “Esta é a receita de um bom time. Jogadores são jogadores e técnicos são técnicos. Durante o curso do ano, as coisas acontecem e você precisa dos jogadores para manter o time unido”, disse Williams, convidado para o grupo apesar de estar apenas em seu primeiro ano no clube.
O Comitê já ajudou Brown a decidir a punição ao calouro JJ Hickson quando perdeu o horário de um ônibus para o treino matinal durante a pré-temporada - ficou determinado que ele pagaria multa e não seria utilizado pela maior parte do último amistoso, em Columbus. Recentemente, o Comitê também convenceu Brown e o clube a mudarem o hotel do time de Nova Jérsei para Nova York na semana passada, quando o time enfrentou o New Jersey Nets, de forma a permitir que o elenco tivesse mais opções de restaurantes para a véspera do jogo. Os jogadores não abusaram do fato de estar na “Grande Maçã” e jogaram bem na noite seguinte, arrasando o Nets.
“Acho que o grupo cobre o time inteiro, desde os jovens aos mais velhos, dos armadores aos pivôs. Se eu ouvir que há uma preocupação ou eu mesmo estiver preocupado, eu convoco uma reunião do Comitê”, contou Brown ao repórter Brian Windhorst, do jornal Cleveland Plain Dealer.
Falando em Nova York, o Cavaliers enfrenta o New York Knicks nesta terça-feira (25/11), no Madison Square Garden de Nova York. Após as duas trocas realizadas pelo Knicks para liberar espaço na folha salarial, visualizando o verão americano de 2010, todas as atenções da imprensa nova-iorquina se voltarão mais uma vez para LeBron, principal alvo do Knicks. “Eles nem se importaram com os caras que chegaram (nas trocas)”, disse James, quase rindo. O ala tem sido perseguido pelos boatos de que trocaria Cleveland por Nova York desde que chegou à NBA. “Isto não me incomoda; é engraçado. Mas ao mesmo tempo, as pessoas precisam de alguma coisa para escrever”, comentou.
Adriano Albuquerque
Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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