O ala Andrei Kirilenko está, em média, com apenas dois arremessos por jogo a mais do que na temporada passada. Sua média de pontos cresceu em apenas 2,1 pontos. Ainda assim, para o russo, "está tudo bem diferente" no Utah Jazz.
Em Salt Lake City, o ala-pivô Carlos Boozer segue como a âncora ofensiva do Jazz. O Deron Williams também continua em sua ascensão. Mehmet Okur tem seus arremessos de longa distância reservados. E até mesmo o segundanista Ronnie Brewer viu seu volume de jogo crescer com a vaga aberta pelo veterano Derek Fisher. Nada mudou.
Mas Kirilenko redescobriu o prazer em jogar na defesa e a satisfação de defender a equipe. "Eu mudei completamente", disse ao diário "Salt Lake Tribune" o jogador, que tem a melhor média de assistências de sua carreira - 5,5. "Não estou preocupado com arremessos, nunca estive. Sei que esse não é meu ponto positivo, e isso nunca foi um problema."
O ala ameaçou rescindir seu contrato antes da temporada, manifestando insatisfação com seu papel na franquia e que ele havia redescoberto o prazer no jogo na campanha de seu time rumo ao título europeu de seleções.
"Foi duro no ano passado e houve um monte de decepções para mim. E na sua cabeça você começa a pensar um pouco que isso não é tudo. Você tem de pensar no basquete, mas de um modo positivo", completou.

