Kaman diz que ninguém vai derrotar EUA, visita de Michael Phelps inspira time

Publicado em: Basquete masculino, Extraquadra, Internacional, Seleções
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18/08/2008 | 16:43

Publicado por Paulo Roberto

Depois que a seleção dos Estados Unidos terminou a primeira fase do torneio olímpico masculino de basquete atropelando os adversários por uma média de 32,2 pontos de diferença naquele que era considerado o grupo mais forte da competição, agora são os outros times que estão considerando a medalha de ouro em Pequim uma questão de tempo, um título garantido. A Alemanha foi aniquilada por 106 a 57 nesta segunda-feira e reconheceu o poderio americano.

“Ninguém vai derrotá-los. De jeito nenhum, simplesmente não vai acontecer”, resumiu o pivô norte-americano naturalizado alemão Chris Kaman.

“Nós jogamos contra eles quatro anos atrás (em amistoso preparatório para os Jogos de Atenas-2004 em que os EUA terminaram com três derrotas e uma vexatória medalha de bronze), e aquele era um time completamente diferente do que enfrentamos hoje. A química deles agora é muito boa, eles defendem forte, penso que são imbatíveis. Quero dizer, você nunca sabe o que pode acontecer durante os 40 minutos de um jogo de basquete, mas eu ficaria extremamente surpreso se eles não ganharem o ouro”, afirmou o técnico alemão Dirk Bauermann.

“Para enfrentar a Grécia e depois jogar contra a Espanha, foi realmente fácil para nós acordarmos motivados para o desafio. E nós poderíamos facilmente ter entrado em quadra hoje meio acomodados e ter feito um desses jogos de onde saímos dando desculpas, mas não demos um passo atrás hoje e isso foi bom, foi muito bom. Estamos jogando com a faca nos dentes, estamos tentando melhorar a cada jogo, não queremos dar um passo atrás”, comentou LeBron James destacando o espírito de intensidade da equipe em quadra.

E um dos principais fatores para o sucesso é a seriedade com que os astros da NBA estão encarando a competição, respeitando cada um dos adversários, o MVP Kobe Bryant já alerta que o time deve encontrar mais dificuldades contra a Austrália nas quartas-de-final e até pelo jogo duro que as duas seleções fizeram no último amistoso em Xangai antes das Olimpíadas ele não subestima os “Boomers”, que arrasaram a Lituânia por 106 a 75 com o time europeu dando mole porque já estava classificado.

“A Austrália tem um estilo de jogo completamente diferente do que jogamos hoje. Eles executam um ataque de continuidade e são muito eficientes nessa movimentação, são realmente inteligentes, então será um jogo bem diferente. Eu espero que eles jogarão duro, não vão dar para trás e virão preparados para jogar contra nós. Sentimos que estamos jogando muito bem agora, mas você precisa ter em mente que agora é uma eliminatória simples, você não pode se dar ao luxo de cometer nenhum vacilo. Estamos começando a entender nosso ritmo, quando os arremessos estão se apresentando, e estamos ficando mais confortáveis e acertando as bolas de três pontos”, declarou Bryant.

“Eles (Austrália) são um time bastante físico, um time duro, e tenho certeza que vão pegar aquele jogo que fizeram contra nós alguns dias atrás e tentar tirar alguma confiança a mais dele. Mas estamos melhores, estamos batendo na porta, e é hora de tomar conta dos negócios agora. Temos três jogos pela frente para realizar o que estamos esperando para fazer há quatro anos”, afirmou o ala Carmelo Anthony.

“Estamos animados por termos terminado a fase de classificação invictos, indo agora para a fase decisiva, é hora de ganhar uma medalha de ouro”, disse o normalmente contido técnico Mike Krzyzewski.

Contra a Alemanha, o time americano jogou inspirado pela torcida do fenômeno da natação Michael Phelps, que veio ao ginásio para assistir à partida e passou algum tempo com os jogadores nos vestiários depois da vitória pela maior diferença de pontos na competição. Phelps esteve lá para lembrar aos jogadores que cumpriu a promessa de ganhar todas as oito provas que disputou nas Olimpíadas, tornando-se o maior campeão olímpico de todos os tempos. Agora o basquete americano entra na fase decisiva querendo provar que também pode vencer oito jogos seguidos rumo à medalha de ouro, cinco já foram, e para muitos já começou a contagem regressiva: faltam três. Se confirmar o favoritismo contra os australianos, os EUA vão enfrentar nas semifinais o vencedor do confronto teoricamente mais equilibrado das quartas-de-final, Argentina ou Grécia.

No lado da Alemanha, o técnico Dirk Bauermann torna para esta não ter sido a despedida do astro Dirk Nowitzki da seleção, ele disse que pretende descansar e deu indicações de que não jogaria o Campeonato Europeu de 2009 na Polônia. O treinador não perdeu as esperanças de contar com o ala-pivô.

“Acho que isso ainda está em aberto. Ele me disse que vai terminar a próxima temporada da NBA (2008-09), ver como seu corpo se sente e ver onde ele está em junho”, finalizou o treinador alemão.

Paulo Roberto Fundou o BasketBrasil em 2004 e escreve sobre basquete em geral.
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