A desgastante negociação com o Cleveland Cavaliers faz o brasileiro Anderson Varejão cogitar retornar ao basquete europeu para voltar a ser "feliz".
"Estou disposto a jogar na Europa se for preciso. Sei que é um risco e que serei um agente livre restrito no ano que vem, mas pelo menos ficaria feliz", afirmou ao site da "ESPN".
Depois de declarar que não quer mais defender os Cavs na NBA, o ala-pivô capixaba aguarda possíveis times interessados para bater à porta do gerente geral Danny Ferry para acertar uma troca.
O cartola deu a entender que ainda conta com Varejão na equipe. O dirigente está pressionado a mostrar um bom serviço ao ala LeBron James, que tem mais dois anos de contrato com o time e pode abandonar a franquia se não considerar o elenco competitivo.
Mas, pelo sentimento expressado pelo brasileiro na rara entrevista, é provável que Ferry tenha realmente de explorar o mercado.
"Não acho que serei feliz em Cleveland, sabendo que eu era quase o jogador que recebia menos durante três anos e ainda recebo muito menos que jogadores na equipe que eu superei em quadra. A vida é muito curta para ficar infeliz", disse Varejão.
O ala-pivô Anderson Varejão negou, em entrevista ao site da "ESPN", os valores especulados pela imprensa norte-americana que ele teria pedido para renovar com o Cleveland Cavaliers.
Jornais e portais publicaram que o brasileiro teria pedido um contrato de cerca de US$ 10 milhões anuais para renovar com a equipe. "Não é verdade. Há muitas coisas sendo escritas que estão erradas. Sei que eles não estão falando comigo ou com meu agente."
De acordo com a "ESPN", os Cavs teriam oferecido inicialmente um contrato de US$ 20 milhões por cinco anos e, depois, subido para US$ 32 milhões por cinco anos.
"Acreditamos que nossas propostas estão bem de acordo com o que é considerado na indústria um valor de mercado justo. Também incluímos alguns bônus que serviriam de proteção para Anderson", disse Ferry. "Estamos trabalhando para tomar as melhores decisões em curto e longo prazo, de acordo com os interesses do clube. Ainda assim, aumentamos os valores e oferecemos uma segurança de longo prazo com um valor justo."
Varejão também descartou a idéia de que seu agente, Dan Fegan, seja o principal empecilho nas transações. O advogado, que também representa Nenê, tem fama de ser um dos negociadores mais duros na liga.
"Sou eu e ninguém mais. Ele recebe as ofertas, e eu decido. Já me falou que vai conseguir um negócio por menos, e eu disse não. Sou eu. Os Cavs sabem o quão importante eu sou para a equipe. Só quero ser tratado justamente", disse.

