Kirilenko, em sua melhor temporada em dois anos, vira dúvida no Utah Jazz

Publicado em: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA
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1/12/2008 | 12:50

Publicado por Adriano Albuquerque

O ala russo Andrei Kirilenko está listado como “dia-a-dia” - ou seja, será reavaliado diariamente - pelo Utah Jazz, após lesionar o tornozelo direito na derrota para o New Jersey Nets, 105 a 88, no último sábado.

Kirilenko passou por exames de raio-X na mesma noite, mas os resultados não revelaram torções ou fraturas, embora tenham mostrado o que o Jazz está chamando de “ponto de irritação”, onde o russo vem sentindo dores e inflamação. O russo já vem sentindo um incômodo na região há alguns dias.

“Quando eu entrei no jogo, eu me alonguei um pouco e estava me sentindo bem. Mas após 10 minutos, (o tornozelo) enfraqueceu. Eu não conseguia ficar de pé, dar um primeiro passo ou jogar defesa. Estava simplesmente me incomodando”, disse Kirilenko, que não sabe exatamente qual tratamento seguir para seu tornozelo.

O time sentiu o desfalque do russo na derrota para o Nets. “Andrei é grande parte da nossa defesa. Sua energia e sua versatilidade nos ajudam demais. Mas ainda assim, não é desculpa (para a derrota)”, disse o ala CJ Miles após a partida.

A lesão vem em um péssimo momento para Kirilenko, que vinha se mostrando bem adaptado à função de Sexto Homem da equipe, com médias de 13 pontos, 6,3 rebotes e 1,6 roubo - bem melhor que os 9,7 pontos, 4,7 rebotes e 1,1 roubo que teve como titular nos últimos dois anos. “Saído do banco, eu consigo ver o ritmo do jogo. Sempre fui meio que um analista. Gosto de ver aonde os jogadores gostam de ir em quadra. E quando eu entro, o outro time está normalmente cansado e eu tenho pernas frescas”, disse AK-47 ao repórter Chris Mannix, do site da CNN/Sports Illustrated.

Kirilenko passou os últimos dois anos frustrado ao tentar descobrir sua nova função no time, encoberto pela ascensão do ala-pivô Carlos Boozer e do armador Deron Williams. O russo chegou a chorar por sentir falta de confiança em seu jogo durante os playoffs de 2007, e após ser MVP do Eurobasket do mesmo ano, em que a Rússia foi campeã, entrou em choque com o técnico Jerry Sloan, exigindo uma troca. A negociação não aconteceu e o lateral foi se adaptando. “Não é que eu não goste do Jerry. Ele é uma boa pessoa. Ele é simplesmente de uma geração mais antiga que trata jogadores como crianças. Digamos que seu chefe chegue para você e diga, ‘Ei, filho, venha aqui’. E você olha para ele e diz, ‘Do que você me chamou?’ Não magoa seus sentimentos, mas mesmo assim, não me sinto confortável”, disse Kirilenko.

A posição de reserva vem funcionando para Kirilenko, que segundo sua esposa, Masha, está feliz. “Eu vi o Andrei mais feliz do que isto apenas duas vezes: quando ele foi para o Jogo das Estrelas e na nossa lua-de-mel. Ele apenas quer ajudar seu time. É a única coisa que importa para ele”, disse Masha.

Adriano Albuquerque Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete em geral.
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