Kobe acredita na Seleção Brasileira e Leandrinho pode voltar contra Lakers, Utah vence Suns (vídeo)

Publicado em: CAPA, Conferência Oeste, Extraquadra, Multimídia, NBA
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18/11/2008 | 7:04

Publicado por Paulo Roberto

Em entrevista ao programa da TV Globo Esporte Espetacular exibida no domingo, o astro do Los Angeles Lakers Kobe Bryant (camisa 24 na foto marcando o 10 brasileiro Leandrinho) demonstrou respeito pelos jogadores da Seleção Brasileira e conhecimento do que estava acontecendo com ela dizendo: “vocês tiveram um técnico novo (Moncho Monsalve), muitos jogadores machucados, mas com o tempo, trabalho e o time completo têm totais condições de voltar a ficar entre as principais seleções do mundo”, isso no encerramento da matéria que incluiu comentários sobre a conhecida admiração do MVP (Jogador Mais Valioso) da temporada passada pelo ex-cestinha Oscar e pelo futebol brasileiro, especialmente de Ronaldinho Gaúcho e Marta.

Como as preferências futebolísticas de Kobe e seu reconhecimento pelo Mão Santa já foram assuntos bastante batidos pela mídia na cobertura das Olimpíadas de Pequim, chamou mais atenção como novidade o vistoso brinco de esmeralda na orelha esquerda do craque de L.A. Na parte sobre basquete, com certeza Kobe referiu-se aos três brazucas da liga americana, que ficaram fora da Seleção neste ano olímpico por causa de diversos problemas com lesões. O melhor pontuador entre eles e inclusive o maior cestinha geral do Torneio Pré-Olímpico das Américas de Las Vegas-2007 vencido pelo timaço dos EUA, o ala-armador brasileiro Leandrinho, está vivendo um momento difícil de luto na vida pessoal após a morte de sua mãe, Dona Ivete Barbosa, na semana passada. Resta saber com que espírito ele voltará ao Phoenix Suns, o jornal Arizona Republic informa que o paulista possivelmente retorne à equipe justamente no primeiro duelo da temporada entre os líderes da Divisão Pacífico, encarando o vice-campeão Lakers de Bryant na próxima quinta-feira.

Depois da derrota fora de casa para o Utah Jazz por 109 a 97 (57 a 54 no intervalo) na noite desta segunda-feira, quando o armador-astro canadense Steve Nash questionou publicamente a falta de velocidade do Phoenix (8V-4D), a volta do Ligeirinho brazuca seria providencial para dar um fôlego a mais no duelo para a equipe cheia de veteranos trintões encarar o rival de melhor campanha na temporada. O Lakers (7V-1D) enfrenta o Chicago Bulls em casa nesta terça-feira antes de fazer essa viagem ao Arizona na quinta, e tenta se recuperar da derrota para o Detroit Pistons (106 a 95) que acabou com sua invencibilidade no campeonato, sendo que no domingo o mesmo Pistons perdeu para o Suns por 104 a 86.

Em Salt Lake City, o Utah que vinha de três derrotas seguidas na excursão pelo Leste americano, perdendo inclusive para os últimos colocados da outra conferência (Charlotte Bobcats e Washington Wizards), foi dominante contra um dos times de ponta do Oeste, dando uma surra de 47 a 26 nos rebotes em cima do Suns. O ala-pivô Carlos Boozer comandou o Jazz (7V-4D) com 21 pontos e 15 rebotes, e o ala russo Andrei Kirilenko contribuiu com 19 tentos e dois grandes tocos em Shaquille O´Neal no último quarto. A vitória teve a maior pontuação do time na temporada mesmo sem o armador campeão olímpico Deron Williams, ainda de molho devido a uma lesão no tornozelo. O ala-pivô Amare Stoudemire foi o cestinha do jogo pelo Suns com 30 pontos e oito rebotes, mas Shaq teve uma noite para esquecer com apenas nove tentos e pior, um só rebote, foi apenas a segunda vez na longa carreira do pivô que isso aconteceu.

“Nós realmente não corremos tão bem. Eles são um bom time corredor jogando em casa e nós não somos realmente um time corredor no momento”, disse Nash, que não está se dando bem com o ritmo de jogo mais cadenciado implantado pelo técnico Terry Porter e ontem anotou 14 pontos mais oito assistências.

Confira o vídeo com os melhores momentos de Jazz x Suns

O Jazz carregou O´Neal e Nash com faltas e arrancou para a vitória a partir daí. Os dois astros ficaram pendurados com quatro infrações logo no começo do terceiro quarto e a quinta falta do armador canadense foi apitada antes do final do período, aí ambos tiveram de ser menos combativos na marcação e o Utah capitalizou em cima disso marcando 13 pontos consecutivos numa arrancada de 17 a 2 que selou a vitória no último quarto, que começou com os anfitriões na frente por 83 a 77. Shaq acertou mais lances livres (três) que pegou rebote, uma raridade em sua carreira. E com isso na etapa final o Jazz dominou a tábua, pegando 16 rebotes contra apenas seis do Suns. O Phoenix falhou bastante uma noite após de atropelar o Detroit.

“Tive duas faltas rápidas, então tive de ir para meu jogo de finesse”, afirmou Shaq.

O ala-armador C.J. Miles marcou um recorde pessoal na temporada com 21 pontos, e o armador Brevin Knight contribuiu com 12 tentos e seis assistências, acertando seis em sete arremessos de quadra numa atuação afiada do Utah que acabou com uma fase ruim que incluiu derrotas para Washington e Charlotte, times que somados só venceram quatro jogos no campeonato e são os lanternas da Conferência Leste. Mas ontem o Jazz mostrou uma afinação digna de uma das melhores equipes do Oeste.

“Onde estava este basquete? Essa é a pergunta que eu faço. Onde estava? É esperado que eles joguem assim toda noite”, disse o técnico setentão Jerry Sloan.

“Foi tudo defesa. Nós paramos jogada atrás de jogada. Quando nós paramos jogadas dos adversários, somos bons. Se não paramos, então estamos com problemas”, afirmou Carlos Boozer, reserva da seleção americana campeã olímpica herdando justamente a vaga que era de Stoudemire.

O russo Kirilenko ficou fora dos últimos dois jogos com um dedo deslocado, que ainda estava levemente descolorido e inchado depois da vitória, mas voltou bem ao Utah cumprindo seu novo papel de principal jogador saído do banco e se destacou novamente. Ele acertou cinco em 10 arremessos de quadra e todos os seus oito lances livres, e no fim coroou a volta para casa do Jazz bloqueando dois arremessos de O´Neal no garrafão a cinco minutos do fim. 

“Nós simplesmente não mostramos muita inspiração durante esses momentos decisivos. Realmente pareceu que estávamos apressados”, comentou o técnico do Suns, Terry Porter.

O Jazz se recuperou mesmo desfalcado de dois titulares, Williams que ficou de fora da nona partida na temporada e o pivô turco Mehmet Okur, que voltou ao time, mas não entrou em quadra após passar a maior parte da última semana na Turquia acompanhando seu pai doente. O Utah manteve a invencibilidade no seu ginásio EnergySolutions Arena depois de perder quatro em cinco jogos na excursão pelo Leste. O Phoenix vinha de quatro vitórias nas últimas cinco partidas, mas se complicou ao enviar os adversários para a linha de lance livre 36 vezes. O Jazz acertou 26 cobranças da linha de penalidade e abriu vantagem depois que Nash foi para o banco com a quinta falta quando restavam ainda 5min06s no terceiro quarto. Essa falta foi apitada por um contato em cima de Ronnie Brewer quando ele estava tentando pegar um rebote ofensivo, Nash reclamou que não foi ele quem atingiu o ala do Jazz e ficou pedindo do banco que os árbitros mudassem a marcação, sem sucesso.

“Houve alguma confusão, também. Talvez eu estivesse errado. Eu ainda tinha muitos minutos no jogo para fazer uma diferença e acabei não fazendo”, lamentou Nash.

Brewer converteu os dois lances livres da quinta falta do canadense fazendo 73 a 69 e começando uma seqüência de 8 a 3 para o Jazz, que ampliou a vantagem no quarto período quando os arremessos do Phoenix pararam de cair. O Suns começou a etapa final acertando apenas cinco em 17 finalizações e o Utah matou o jogo com sua arrancada de 13 a 0. Os torcedores já comemoravam a vitória que estava praticamente garantida no meio do último quarto, mas fizeram ainda mais barulho quando Kirilenko deu um tocão em O´Neal mandando a bola para fora da quadra. O Suns devolveu a bola para Shaq no passe de reposição lateral e o “AK-47” deu outro toco nele para delírio dos fãs. 
 
A única vez que O´Neal pegou só um rebote numa partida foi no longínquo dia 29 de março de 1999, contra o Vancouver Grizzlies. O pivô só teve más notícias ontem, horas antes do jogo foi multado em US$ 25 mil pela direção da NBA por ofensas verbais à arbitragem e maus modos na saída da quadra quando foi expulso no primeiro tempo do jogo de domingo contra o Pistons, o gigante de 2,16m já tinha sido multado na sexta-feira pelo envolvimento na briga com jogadores do Houston Rockets. O Jazz tinha marcado para antes do jogo uma pequena cerimônia em homenagem ao técnico Jerry Sloan para entregar-lhe a bola da partida em que ele conseguiu a milésima vitória no comando do time (cargo que ocupa há mais de 20 anos), mas a ocasião acabou adiada porque o dono da franquia Larry Miller não estava se sentindo bem de saúde e não compareceu à arena.

Na ausência de Leandrinho, o ala-armador titular Raja Bell também não teve uma boa atuação pelo Suns, anotando apenas nove pontos, três assistências e dois roubos de bola em 31min36s de ação, Grant Hill foi outro que esteve apagado. O destaque do time nas laterais foi o ala Matt Barnes com 19 pontos e cinco rebotes.

“Eles nos derrotaram em todos os aspectos. Estávamos um passo mais lentos. Uma vez que começaram aquela arrancada final, você não podia ouvir mais nada. Uma posse de bola ruins aqui e ali, e estávamos 15 pontos atrás”, admitiu Barnes.

Paulo Roberto Fundou o BasketBrasil em 2004 e escreve sobre basquete em geral.
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