Publicado por basketbrasil
Ron Artest chegou a Houston após ser observado em game
Simulação da final entre Lakers e Celtics (Crédito: Divulgação)
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Os jogos de video game de última geração não têm feito a cabeça apenas de jovens e crianças. A febre já chegou ao alto escalão da NBA.
Diretores e técnicos dos times que disputam a liga têm usado os jogos NBA Live 08 e 09 para analisar o desempenho dos atletas durante as partidas, simulando as mais diversas situações. Além disso, levam em consideração todas as estatísticas do jogador virtual.
Um exemplo claro de como o negócio é levado a sério são as declarações do gerente geral do Houston Rockets, Daryl Morey, ao jornal americano “Los Angeles Times”.
“Se você está pensando em adquirir o Ron Artest, você pode ver como o seu time se porta quando você o adiciona a sua equipe, além da maneira que ele altera a dinâmica de jogo e como o time se porta ofensivamente”, afirmou o diretor, referindo-se à transferência do ala do Sacramento para o Houston.
De acordo com a NBA, quase metade dos 30 times da liga estão usando o video game como parte da avaliação de seus jogadores.
O único fato que Morey lamenta não poder avaliar é como um jogador se portará em quadra caso saia para curtir a noite ou falte a treinos.
“A simulação é importante e terá um espaço cada vez maior nas avaliações que costumamos fazer. Mas, infelizmente, não é possível saber o que acontece após uma noitada ou a relação do jogador com os companheiros. Isso é necessário fazer pessoalmente”, afirmou.
Se as análises em computador de cada jogador têm feito alguma diferença na vida real ainda não é possível dizer. Porém, as simulações já apresentaram falhas.
Neste ano, um grupo de especialistas simulou a final da temporada 2007/08 entre Los Angeles Lakers e Boston Celtics. No video game, o time da Califórnia levou a melhor, mas na realidade Boston acabou ficando com a taça.
Apesar disso, a Electronic Arts, empresa responsável pela criação do game, tem feito de tudo para deixar o game cada vez mais perfeito, tanto que chegou ao ponto de criar no NBA Live 09 um sistema de análise do DNA dos jogadores.
Oscar Schmidt - ‘Há muitos outros fatores envolvidos’
“Se o jogo reproduzir mesmo de forma fiel as características de todos os jogadores, pode ser que sirva para os treinadores e dirigentes terem alguma idéia sobre o desempenho de determinado atleta em uma situação.
Mas para se fazer a análise é necessário muito mais do que conhecer apenas as características técnicas. Há outros fatores envolvidos.
O uso de um jogo para vídeo game ajudaria muito mais se as pessoas não conhecessem nada sobre o atleta, o que não é o caso na NBA. Se um video game for assim tão útil, daqui a pouco, não deveria haver mais nenhum jogo. Era só colocar uma tela gigante na quadra.”
Equipe BasketBrasil
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