Publicado por Rubens Borges
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Os playoffs da WNBA iniciam na quinta-feira, dia 18 de Setembro, e o ano do basquetebol feminino americano, de muito sucesso, chega ao final. A jogadora sensação da liga, Candace Parker, do Los Angeles Sparks, na sua primeira temporada já prova a pressão da pós-temporada.
Na Conferência Leste o Detroit Shock (22V-12D) classificou-se em primeiro lugar e enfrenta o Indiana Fever (17V-17D). A outra partida do Leste será entre o Connecticut Sun (21V-13D) enfrenta o New York Liberty (19V-15D).
O Shock melhorou no final da temporada, vencendo quatro partidas consecutivas, roubando o primeiro lugar do Sun. Mesmo perdendo Cheryl Ford para uma lesão, sofrido com trocas, a equipe chega na terceira pós-temporada seguida. Seguindo os “Bad Boys” Bill Laimbeer, treinador, e Rick Mahorn, assistente, as jogadoras da equipe da “Motown” são exemplo de obediência tática. Taj McWilliams-Franklin tenta substituir Ford e levar a equipe ao terceiro título, repetindo os feitos de 2003 e 2006.
No caminho do Shock está o Indiana Fever e sua principal atleta, Tameka Catchings, companheira de Chamique Holdsclaw na universidade, Tammy Sutton-Brown e Ebony Hoffman. A série deve ser decidida no garrafão, com Sutton-Brown e Hoffman brigando contra McWilliams-Franklin pelos rebotes. O grande problema do Fever é o retrospecto contra Detroit na temporada regular, três derrotas e nenhuma vitória.
Connecticut perdeu a primeira posição no Leste e parece ter perdido um pouco do foco no final da temporada. A equipe foi derrotada nas finais em 2004 e 2005, mas agora tem, em Lindsay Whalen, alguém que pode fazer jogadas consistentemente. As grandes preocupações do time são: o tornozelo de Whalen e a maior números de turnovers por partida da WNBA, 14,7.
Perder o foco contra New York pode ser o maior erro do Sun. Com uma equipe talentosa, atrás da liderança de Janelle McCarville e Shemeka Christon, o Liberty espera voltar à elite da WNBA. Mesmo com um retrospecto de 4V-5D após a parada para os Jogos de Pequim, e sem a melhor reserva, Tiffany Jackson, que está “de molho” com uma fratura por estresse na perna, as jogadoras da “Grande Maçã” esperam disputar o título.
No Oeste o San Antonio Silverstars (24V-10D) é o primeiro cabeça-de-chave e enfrenta o Sacramento Monarchs (18V-15D). A outra quarta-de-final fica por conta do Seattle Storm (22V-12D) e o Los Angeles Sparks (20V-14D).
É a primeira vez que o Silverstars assegura a primeira posição da pós-temporada e, lideradas por Becky Hammon, a equipe depende de Sophia Young e Anne Wauters para levá-las ao primeiro título na história da franquia. Hammon e Young são sérias candidatas ao prêmio de MVP (Jogadora Mais Valiosa da Temporada) e muitos acham que já é hora da equipe vencer um campeonato.
A veterana Ticha Penicheiro pode ser o fator de desequilíbrio para o Monarchs. Além da armadora o time tem Rebekkah Brunson e Kara Lawson, além da torcida de Sacramento, que, junto com seus sinos, embalam as equipes da cidade. As sete vitórias consecutivas de Julho mostraram que Sacramento consegue embalar uma seqüência de boas partidas, agora a grande questão é se esta habilidade continuará nos playoffs.
O Seattle Storm não deve contar com Lauren Jackson até as finais, mas Yolanda Griffith deve “segurar as pontas” no garrafão. Sheryl Swoopes, Sue Bird e Swin Cash lideraram a melhor defesa da liga (com 70,77 pontos contra por partida). O treinador Brian Agler, considerado um dos melhores da WNBA, espera que sua equipe esteja em posição de vencer o título ao final da temporada, mesmo sem a estrela australiana.
Mesmo com problemas no vestiário, ciúmes pela atenção dispensada à Parker, o Los Angeles Sparks pode reconquistar o título. Parker é a única jogadora dos playoffs que esteve entra as cinco melhores da temporada regular em pontos (18,5 por jogo) e rebotes (9,5, liderando a WNBA). Lisa Leslie, com toda sua experiência, não deve deixar suas jogadores acreditarem na vitória de 65 a 48 sobre o Storm, jogando sem Bird, Griffith, Swoopes e Cash. O maior adversário do Sparks deve ser a falta de consistência do time. Em uma semana elas derrotaram o Silverstars por 53 pontos e perderam para mesma equipe, dias depois, por 18.
As equipes estavam entre as favoritas para os playoffs desde o começo da temporada. Com a final da WNBA no horizonte, “só deve haver um”.
Rubens Borges
Está no BasketBrasil desde 2007 e escreve sobre NBA.
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