Sites americanos dizem que o Cavs pode trocar Varejão com Warriors ou Bucks

Publicado em: Conferência Leste, Conferência Oeste, DESTAQUES, Extraquadra, NBA
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19/06/2008 | 11:22

Publicado por Paulo Roberto

Mesmo após aceitarem a recomendação dos médicos de seus clubes para não jogarem pela Seleção Brasileira no Torneio Pré-Olímpico Mundial em julho na Grécia, Anderson Varejão e Leandrinho continuam sendo objeto de muita especulação sobre possíveis trocas na noite do draft. A primeira página do site Hoopshype desta quinta-feira diz que o Cleveland Cavaliers pode mandar Varejão e sua 19ª escolha no draft para o Golden State Warriors em troca do ala Brandan Wright, e comenta ainda que no Phoenix Suns Boris Diaw e Leandro Barbosa estão disponíveis, continua o zum-zum-zum envolvendo dois dos atletas favoritos do técnico Mike D´Antoni, que foi para o New York Knicks e está atrás de reforços. Embora não faça muito sentido o Cavs trocar o ala-pivô capixaba e sua principal escolha no draft por um reserva calouro pouco conhecido do time de Oakland que teve médias de apenas quatro pontos e 2,6 rebotes por jogo na temporada, o “Akron Beacon Journal” de Ohio considera Andy a principal moeda de troca da equipe, e o colunista Patrick McManamon escreveu um artigo extenso na edição de quarta-feira com o título “Trocar Varejão é uma boa idéia”, voltando a destacar o interesse numa negociação para obter do Milwaukee Bucks o ala-armador da seleção americana Michael Redd, especialista em arremessos de três pontos.

“O Cleveland Cavaliers tem falando com um número de times sobre Anderson Varejão. Um possível destino para o jogador é o Golden State Warriors. De acordo com uma fonte familiarizada com as conversas, o Cavs mandaria Varejão e a 19a escolha para o Golden State por Brandan Wright. O Warriors tem uma exceção de US$ 10 milhões que permite a eles receberem muito mais dinheiro em contratos do que enviarem para fora numa troca”, escreveu o colunista do site ESPN.com Chad Ford.

Confira o texto traduzido do que escreveu o colunista de Ohio com vários contatos dentro da diretoria do Cavaliers:

Anderson Varejão poderia ser trocado – embora não seja uma simples proposição de “simplesmente mandem ele para algum outro lugar”. Daniel Gibson deve estar voltando. E o interesse do Cavaliers em adicionar um pontuador como Michael Redd é real e genuíno. Essa é a maneira que coisas parecem neste ponto inicial da offseason. Agora que as Finais da NBA acabaram, não temos de ver mais as contorções faciais de Pau Gasol e não temos de ver Sasha Vujacic, ponto final.

Outro benefício de as Finais terem terminado é que Danny Ferry (gerente geral) e o Cavs podem começar na prática a fortalecer um time razoavelmente bom. Eles já são uma boa equipe e isso é um ponto chave. Não há necessidade de rasgar o Cavs no meio, como alguns mais afoitos queriam sugerir. Existe apenas uma necessidade de adicionar peças e partes. Para somar, porém, um time tem de ter algo a ceder. No caso do Cavs pode ser Varejão, um jogador energético que em seus melhores dias briga por rebotes e bolas soltas e cai duro sobre seu traseiro enquanto agita os braços a qualquer hora que o cara que ele está marcando se choca com ele. No seu pior, no entanto, Varejão tenta movimentos de infiltração e giros para cesta que são mais loucos do que qualquer um tentado por Julius Erving (o “Doctor J”, um dos maiores craques da história da NBA famoso por suas enterradas e jogadas ousadas pelo Philadelphia 76ers).

Claramente, existe razão para temer o pior de Varejão se ele jogar em Cleveland nesta próxima temporada. No decorrer dos playoffs de 2008, ele dividiu tempo de quadra com Ben Wallace. Varejão lidou bem com isso, mas pode não ter gostado de ver Wallace ganhando minutos que antes eram seus. Quando Varejão teve seu impasse no outono passado (uma novela de cinco meses numa difícil negociação de renovação contratual), ele se certificou de colocar uma cláusula em seu contrato de três anos dizendo que ele poderia escolher se tornar um agente livre em 2009. Se ele ficar no Cavs, parece que apenas uma lesão séria o impediria de “optar fora”. Esse é um termo da NBA, usá-lo faz as pessoas acreditarem no que você está dizendo (querer sair). Isso signigica que ele irá querer duas coisas mais do que qualquer outro nesta temporada – minutos e jogadas que aumentarão suas chances de ganhar um grande cheque de pagamento depois da temporada. Muito simplesmente, suas habilidades ofensivas não são fortes o bastante para lhe garantir esse tipo de tratamento. Embora ele possa ser um bom jogador, porque luta muito e traz a proverbial energia saindo do banco.

Quando ele aceita seu “papel” (mais uma palavra de NBA) ele pode ser efetivo, mas a única coisa que irá lhe permitir aceitar o papel que o Cavs tem para ele é mais dinheiro, o que ele não irá conseguir em Cleveland porque já assinou seu contrato (até 2010). E nos esportes hoje em dia, contratos são acordos sagrados até o jogador decidir que é mal pago. Se houver uma negociação à vista por Varejão, o Cavs deveria fazê-la ontem. Mas para completar este acordo, Varejão tem que consentir em ser trocado. As regras da NBA dizem que um agente livre restrito (como Varejão) não pode ser trocado sem sua aprovação a partir de um ano começando pelo dia em que ele assina sua oferta de novo contrato (em dezembro Anderson assinou com o Charlotte Bobcats, o Cleveland cobriu a oferta e manteve o jogador). Isto pode ser um problema se, digamos, o Cavs quisesse mandar Varejão para Timbuktu. Nenhum jogador da NBA vai para lá, não importa o dinheiro. (NR. Timbuktu pode ser uma forma curiosa de o autor chamar um time baba, uma espécie de “Bambala” como disse nosso técnico Felipão alguns anos atrás na Seleção Brasileira, mas pela sonoridade soa como algo pejorativo contra o Timberwolves de Minnesota, um dos times mais fracos da liga americana).

Mas como é sempre uma questão de dinheiro com atletas profissionais, Varejão poderia concordar em ir para outro lugar. Se ele concordar com uma troca irá querer uma coisa: a chance de assinar um grande contrato depois da próxima temporada. Qualquer time que o adquirir provavelmente irá querer uma coisa: um entendimento do que seria necessário para renovar contrato com ele. Então Varejão poderia ser uma peça valiosa para troca se ele gostar do novo lugar e do dinheiro – lembrem-se que é sempre sobre o dinheiro, como um técnico sábio me disse certa vez. É por isso ou se ele perceber que a vida é melhor com uma nova equipe porque poderiam lhe dar mais liberdade ofensiva do que ele irá ter em Cleveland. Não seria surpreendente se alguns times já tiverem entrado em contato com o pessoal de Varejão para ver se ele gostaria de assinar um novo contrato se fosse adquirido numa troca. Não sei quais times, mas o Cavs provavelmente está sendo ativo.

Wally Sczerbiak é uma outra peça trocável. Ele será pago tão acima do que merece com US$ 13 milhões nesta temporada que deixaria executivos de companhias de petróleo ruborizados. Mas este é o último ano que ele irá ganhar esse ridículo salário, então seu contrato se torna atrativo para um time porque ele irá ganhar esse monte de espaço abaixo do teto salarial da liga depois da temporada. Só estou reportando este assunto, pessoal.

A pessoa mais lógica para o Cavs adquirir é Michael Redd, o atirador de elite do Milwaukee. O Bucks está em reconstrução, querer se livrar desse contrato pesado e tem outros para tomarem seu lugar. Bom. Tragam ele para cá. O Bucks também está falando em trocar Charlie Villanueva – um cara alto que pode jogar fora do garrafão. Tragam ele também. O Bucks aceitaria receber Varejão e Szczerbiak por Redd e Villanueva? Ummm, você trocaria?

O Cavs provavelmente terá de ser criativo em adicionar uma parte ou outra para fazer o negócio dar certo. Um outro jogador, uma escolha de draft. Talvez o Cavs escolha alguém para o Bucks no draft deste ano e o envie nessa troca. Não será Gibson – pelo menos é isso o que as folhas de chá dizem. Gibson recentemente optou por fazer uma cirurgia no tornozelo. Ele também será um agente livre restrito. A maioria dos agentes livres que querem vender a si mesmos não querem visitar outros times usando uma bota de gesso. Também, o Cavs sabia que Gibson precisava da cirurgia se ele quisesse começar a temporada, então parece que ele foi operado para ficar em Cleveland.

Além disso, LeBron James adora Gibson. Confia nele. Essa é uma razão boa o suficiente para mim para mantê-lo no time. Sem mencionar que ele pode arremessar. James tem algum passado com Villanueva também. Então isso é bom também. Lembro a você que o Cavs não está falando sobre essas coisas, publicamente ou em particular. É tudo só uma dedução baseada em observação e na proverbial “palavra nas ruas”, uma frase não estritamente relacionada à NBA. Mas isso tudo faz sentido. E se os detalhes puderem ser trabalhados, seria bom se acontecesse”, finalizou a coluna de McManamon.

Paulo Roberto Fundou o BasketBrasil em 2004 e escreve sobre basquete em geral.
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Comentários

1 Comentário »

  1. Comentário por Linelson Y Castro — June 19, 2008 @ 11:50 am

    Varejao + pick 19 por Brandan Wright é piada. Se eh p/ trocar Wild Thing, que venha um Redd, Jermaine..

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