Terry Porter lamenta ausências de Amaré Stoudemire e Leandrinho, Dragic e Tucker aproveitam

Publicado em: CAPA, Conferência Oeste, Extraquadra, NBA
Tags: , , , , ,

4/10/2008 | 10:45

Publicado por Paulo Roberto

O técnico do Phoenix Suns lamentou o fato de não poder contar com dois jogadores importantes nas primeiras partidas da pré-temporada, com a lesão no olho direito do ala-pivô Amaré Stoudemire (na foto usando óculos escuros e conversando com Dragic, Porter ao fundo) e o retorno do ala-armador Leandrinho para o Brasil para ficar com a mãe, Dona Ivete Barbosa, que está muito doente. Na sexta-feira à noite, o Suns fez um jogo-treino de apresentação da equipe para a torcida no McKale Center da Universidade do Arizona em Tucson e o cestinha com 22 pontos foi justamente Alando Tucker, o substituto do brasileiro no time branco, mas a vitória por 59 a 57 foi do time laranja liderado por 17 pontos do ala Grant Hill e nove assistências do armador estreante esloveno Goran Dragic.

No mesmo evento Suns contra Suns no ano passado o resultado foi de 97 a 91, 188 pontos em uma correria de 40 minutos, isso mostra a grande diferença da filosofia de ataque total do técnico Mike D´Antoni e do estilo de mais prioridade defensiva de Terry Porter.

Confira a galeria de fotos do jogo-treino, incluindo imagens das belas dançarinas do Suns

“Amaré não pode fazer nada agora por cerca de cinco dias, e então temos de reavaliar a situação do olho dele, tomara que não fique longe por mais tempo. Mas ele é um guerreiro e estará preparado quando a hora chegar. É uma infelicidade não ter Amare e L.B. conosco quando tudo é tão novo”, disse o técnico ex-armador, que vem gostando do início de trabalho do novato europeu como reserva do astro canadense Steve Nash. Mesmo assim, Porter ainda projeta que Leandrinho será usado como o terceiro armador do elenco, o outro calouro Sean Singletary deve passar algum tempo na liga de desenvolvimento lapidando seu jogo. O “Starbosa” ficou fora de todos os treinos da pré-temporada em Tucson, pois foi liberado pelo time na noite de segunda-feira para cuidar da família.

“Tudo o que (Dragic) tem que fazer é só se certificar de que está fazendo um bom trabalho dirigindo o ataque, fazer a bola chegar às pessoas certas com seus passes e não cometer erros. Tem que jogar na defesa e não se preocupar com seu ataque, pois já temos muitos bons pontuadores aqui, jogue extremamente duro, levante o jogo de seus companheiros e tenha uma presença quando você pisar na quadra”, receitou Porter para o esloveno de 22 anos.

Quando o ônibus do Suns chegou a Tucson na segunda-feira, a expectativa era que o cestinha do time Stoudemire ficasse fora de metade dos treinos da pré-temporada enquanto tratava uma lesão no tornozelo. Mas no final do acampamento neste sábado, o clima é de preocupação porque ele provavelmente ficará afastado das duas primeiras semanas de jogos de exibição do Phoenix. Depois de se consultar com dois médicos e ainda sentir a visão embaçada pelo rasgo na íris provocado por uma dedada acidental do ala francês Boris Diaw no olho dele durante o treino de quarta-feira, Amaré recebeu a recomendação de total repouso e tratamento nos próximos cinco a 10 dias, e depois dessa licença precisará de pelo menos uma semana de treinos antes de jogar alguma partida da pré-temporada, a estréia do time será na terça-feira contra o Atlanta Hawks no US Airways Center.

“Não tem mais sangramento na parte de trás do olho, mas qualquer exercício físico agora aceleraria seus batimentos cardíacos e isso aumentaria a pressão sangüínea. Se ele voltar à quadra no meio da próxima semana, ainda temos de colocá-lo em condições porque ele ficou fora de jogo por duas semanas com o tornozelo machucado, ainda precisa recuperar o ritmo. Ele perdeu muito tempo de atividade, então precisará de uma boa semana de treinos antes de podermos colocá-lo para jogar uma partida. Foi uma pancada bem forte, ele sofreu um dano na íris, que felizmente não é grave. Não houve dano à córnea ou à retina, essas eram as maiores preocupações”, explicou o gerente geral Steve Kerr.

Então a licença médica já deixa fora de cogitação a presença de Stoudemire nos jogos contra o Atlanta, contra o Utah Jazz (quinta-feira em Palm Springs, Califórnia) e na tão esperada exibição a céu aberto contra o Denver Nuggets no próximo sábado no complexo de tênis do Indian Wells Garden na Califórnia. E o ala-pivô poderia ser poupado de outras partidas dependendo de sua resposta ao tratamento oftalmológico, o prazo de seu retorno às quadras ainda tem de ser fixado.
 
Stoudemire compareceu ao jogo dos Suns brancos contra os laranjas usando óculos escuros e revelou que provavelmente vai ter de usar óculos de proteção em quadra no restante de sua carreira para evitar a dor e os momentos de ansiedade que passou ao machucar o olho.

“Eu senti uma dor severa imediatamente. Eu nem sabia que meu olho estava aberto porque não via nada a não ser a escuridão por dois ou três minutos. Fiquei apavorado, estava orando para Deus pedindo para que não tivesse ficado cego. Lentamente comeceu a ver as silhuetas das pessoas, mas tudo o mais estava borrado. Na quinta-feira eu mal pude abrir o olho o dia inteiro. Hoje (sexta) a medicação está levando embora a dor e a vista embaçada está ficando melhor. Mas minha íris nunca ficará curada. Acho que terei de usar óculos para jogar daqui para a frente. Já fui atingido no olho antes e não quero passar por isso novamente. Nós vamos experimentar (os óculos) e ver como vai ser”, afirmou o ala-pivô, que não jogou em nenhum dos três eventos de exibição realizados em Tucson, nos outros dois em 2005 e 2007 ele ficou fora de combate recuperando-se de cirurgias no joelho. “Eu não tenho um refresco”, lamentou o astro sobre sua má sorte nas pré-temporadas. 

Tentando alegrar um pouco o clima, o veterano pivô Shaquille O´Neal disse que Stoudemire agora vai se chamar “Kareem Abdul Amare”, referindo-se ao legendário pivô maior pontuador da história da NBA Kareem Abdul-Jabbar, que jogava de óculos com muito sucesso e precisão.

O técnico Terry Porter repassou muita informação nova nos treinamentos do Suns nesta semana, mudando radicalmente a filosofia de jogo da equipe no ataque e principalmente na defesa, mas dois jogadores-chave da rotação não estiveram em quadra, Stoudemire ficou assistindo das laterais da quadra e Leandrinho voltou para São Paulo para ficar com a mãe, o ala-armador segundanista Alando Tucker aproveitou a chance e foi o maior pontuador da pelada de ontem com 22 pontos, acertou todos os seus três arremessos da linha de três, querendo mostrar que merece mais minutos na rotação após ser muito pouco utilizado na sua temporada de estréia na liga.

O jornal Arizona Republic destaca em sua edição deste sábado que Goran Dragic tem recebido muita ajuda para se adaptar: seja de Steve Nash lhe mostrando como armar o time, de Alando Tucker ensinando-lhe o palavreado americano, Shaquille O´Neal gritando com ele para chamar as jogadas falando mais alto ou do técnico Terry Porter colocando a mão no seu ombro para apontar o que ele fez de errado. Desses toques que vem de todas as direções, o esloveno de 22 anos está se ajustando ao basquete americano, ao clima quente do deserto, às novas jogadas, tendo de lidar ainda com a distância da família e dos amigos enquanto vai tentando melhorar a comunicação com o grupo, o inglês é o quarto idioma de Dragic, que além do esloveno fala sérvio e espanhol. O armador admite que se sente confuso às vezes, mas na maior parte do tempo ele fica é exausto nos treinos.

“Minhas pernas pareciam pedras”, disse Dragic depois de fazer um arremesso que nem deu aro em um coletivo recente.

As expectativas sobre ele foram mais controladas e as primeiras impressões têm sido boas, Terry Porter avalia que ocasionalmente o novato tem falhado na defesa, embora este tenha sido um atributo bastante propagandeado dele quando o Suns fez uma troca para adquiri-lo na segunda rodada do draft de junho.

“Goran provavelmente pegou a pista de dentro (para ser o primeiro reserva de Nash), ele tem jogado bem, tem uma noção muito boa do que estamos tentando fazer dos dois lados da quadra”, afirmou Porter.

Dragic está cantando as jogadas para a segunda unidade do Suns, Boris Diaw às vezes têm que repeti-las falando mais alto, mas nunca é o caso de o time não entender o comando, como acontecia na primeira temporada de Leandrinho porque o brazuca não sabia falar inglês. Nesse departamento Goran começa seu caminho na NBA mais à vontade, mostrando um tempero extra em seu jogo com passes sem olhar para o receptor e uma boa visão periférica para encontrar os companheiros livres no perímetro. Sua impulsão lhe permite enterrar facilmente, mas ele não é sempre agressivo no ataque, Dragic está confiante em sua habilidade de jogar na maior liga do mundo e no futuro se tornar um astro do Phoenix, hoje se considera mais ansioso que intimidado pelo desafio.

“Não estou com medo porque eu estava trabalhando duro por este momento, então preciso usar tudo que tenho e demonstrar que posso jogar. Cada dia está melhor, eu sabia que seria difícil e que eu teria de me ajustar, isso é parte de todo trabalho. Todo dia eu fico ansioso de ir para o treino e aprender com os treinadores, isso é bom para mim”, disse o esloveno que assinou um contrato de quatro anos por cerca de US$ 8 milhões.

Para jogar bem na posição 1, ele tem o luxo de aprender com dois dos melhores armadores da história da NBA, que estão entre os líderes históricos no ranking de assistências da liga, Porter (11º colocado) e Nash (o 15º), com a perspectiva de entrar no Top 10 no próximo ano se mantiver sua boa média de pelo menos 10 passes para cesta por jogo. Dragic tem quatro anos de experiência como profissional jogando em campeonatos adultos na Europa e enfrentando jogadores mais velhos, é membro da seleção da Eslovênia desde 2006 e defendendo seu país já teve a oportunidade de jogar bem contra armadores da NBA como o francês Tony Parker, do San Antonio Spurs.

“Às vezes eles (europeus) jogam um basquete mais físico que o nosso. Tem muitos contatos com a mão no perímetro, mais do que é permitido em nosso jogo. Goran realmente tem um bom instinto para jogar nessa posição”, concluiu Porter sobre Dragic, que no jogo-treino de ontem se destacou com nove assistências, fazendo seus melhores passes com a quadra aberta nos contra-ataques, mas cometeu seis faltas e cinco desperdícios de bola, apresentando mais dificuldades para armar o jogo no cinco-contra-cinco, o treinador se diz confiante que os erros dele serão corrigidos com o tempo. O placar baixo não foi problema para Nash.

“Ofensivamente vamos descobrir nosso ritmo. Acho que vamos melhorar e melhorar, com o passar do tempo o técnico terá uma compreensão melhor de nós como grupo e nós jogadores teremos uma compreensão da visão dele ofensivamente, mas nós temos de construir defensivamente e vimos progressos hoje”, comentou o astro canadense.

Paulo Roberto Fundou o BasketBrasil em 2004 e escreve sobre basquete em geral.
Outros artigos publicados por Paulo Roberto

Comentários

Sem comentários »

Sem Comentários ainda.

RSS feed para comentários neste post. TrackBack URL

Deixe um comentário

Você precisa estar logado para postar um comentário.

Notícias relacionadas

Newsletter

Digite seu email

Publicidade

Anuncie no BasketBrasil

© 2008 BasketBrasil. Todos os direitos reservados.

Sobre o BasketBrasil | Aviso legal | Contato

BasketBrasil pela rede: Youtube | Orkut | Facebook | Twitter

Anuncie no BasketBrasil | Ajuda | Faça parte da equipe