Publicado por João Guilherme
Além de treinar na Academia de Futebol do Palmeiras, o ala-pivô capixaba Anderson Varejão fez trabalhos de preparação para a temporada 2008-09 da NBA com o técnico do Paulistano, João Marcelo. O BasketBrasil conversou com o jogador do Cleveland Cavaliers, que comentou os reforços da equipe para o campeonato, falou de sua preparação no Brasil e se defendeu da controvérsia em torno de sua dispensa do Pré-Olímpico Mundial de Atenas, em julho. “Fiz tudo do jeito certo. Assim que fiquei sabendo que não iria jogar, mandei laudo para a CBB. Em nenhum momento eu não quis defender a Seleção Brasileira, é uma honra, fiz mais de 80 partidas pelo Brasil”.
O ala-pivô Anderson Varejão já iniciou sua preparação para a pré-temporada da NBA. Nesta sexta-feira, assim como em outros dias, o atleta capixaba treinou sob a supervisão do técnico do Paulistano, João Marcelo, no clube do Parque Continental, Jaguaré (SP). Em sua última semana no Brasil, antes de viajar para Cleveland, onde inciará os treinamentos com o Cavaliers para o campeonato 2008/09, Varejão respondeu às perguntas do BasketBrasil.
O atleta de 25 anos deu sua opinião sobre as mudanças do Cavs, falou de suas férias e da preparação para o campeonato da NBA que está por vir. Varejão declarou que está treinando duro e que não deixou de cuidar da parte física e técnica, mesmo estando no Brasil.
“Estou me preparando bem, apesar do pouco tempo de férias. Passei uns 15 dias com minha família, depois fui para Cleveland para fazer um tratamento da minha lesão e voltei para o Brasil para passar mais uns dias com a família. Apesar disso não deixei de treinar, continuei cuidando da parte física na academia e treinando a parte técnica”, declarou.
“Estou aproveitando esta minha última semana aqui no Brasil para fazer uns treinamentos em São Paulo. Logo depois viajarei para Cleveland, onde vou iniciar a pré-temporada com o time no dia 29 de setembro. Eu acredito que minha preparação está boa”.
Mesmo longe de Ohio, Varejão está ciente das movimentações de sua equipe nesta “offseason”. O ala-pivô opinou sobre a aquisição do armador Mo Williams e até sobre o aumento da concorrência no garrafão, já que a franquia de Ohio draftou o ala-pivô J.J. Hickson e contratou o pivô Lorenzen Wright, além de ter mantido os veteranos Zydrunas Ilgauskas e Ben Wallace.
“Foi uma mudança boa, o time só tende a melhorar com a chegada do Mo (Williams). Ele fez uma boa última temporada e é um bom armador. Ele irá nos ajudar a melhorar cada vez mais”, disse Varejão, sobre a contratação do armador de 26 anos.

Anderson Varejão e o técnico João Marcelo na quadra do Clube Continental
Acerca do aumento da “concorrência” no garrafão, o ala-pivô capixaba preferiu ser diplomático: “Isso é bom para o técnico. Ele que decide essas coisas, com mais jogadores de garrafão ele terá mais opções para colocar o atleta que estiver com as melhores condições físicas e técnicas”.
Além das mudanças, o ala-pivô capixaba falou ao BasketBrasil que jogar ao lado de LeBron James é um ’sonho’: “Jogar com ele (LeBron James) é um sonho, afinal ele é cotado para ser o novo Michael Jordan e isso é muito bom para minha carreira”, frisou o brazuca, acrescentando: “Ele é uma ótima pessoa, um líder-nato e, apesar da juventude, é um jogador que passa muitas coisas boas para nós, eu aprendi muito com ele e a melhor coisa é que, apesar de todo o talento, ele é um cara de grupo”.
Anderson, que irá completar 26 primaveras no próximo dia 25, também fez questão de falar sobre as críticas da mídia brasileira sobre as ausências dos principais atletas do basquetebol brasileiro (incluindo ele) no Pré-Olímpico Mundial, disputado em julho na Grécia, no qual o Brasil não conseguiu vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim.
“Todo mundo tem o direito de falar o que quer, as pessoas falaram o que deviam o que não deviam e o que achavam que estava acontecendo. Falando do meu caso, eu fiz tudo do jeito certo. Assim que fiquei sabendo que não iria jogar mandei o laudo para a CBB para eles ficarem cientes da minha ausência”, declarou Anderson.
“Em nenhum momento eu não quis defender a Seleção Brasileira, é uma honra defender a seleção, represento o meu país há oito anos, fiz mais de 80 partidas pelo Brasil. Eu já cheguei até a machucar o ombro em um Pan-Americano, tive que ficar seis meses fora, perdi a temporada e no ano seguinte voltei a defender a seleção”, continuou.
“Infelizmente, aqui no Brasil o basquete não é o esporte mais popular e nós sofremos com isso. Ou seja, uma pessoa que acompanha o basquete espalha para a maioria, os leigos, o que ela acha que está acontecendo e todo mundo acredita, o que não é o caso do futebol onde todo mundo fica sabendo exatamente porque um jogador não pode defender a seleção. Eu tive que conviver um tempo com isso, mas estou tranquilo, minha família sabe o que aconteceu, meus amigos também sabem, isso me deixa tranquilo e ciente de que fiz o que foi possível”, concluiu Varejão.
João Guilherme
Está no BasketBrasil desde 2005 e escreve sobre basquete nacional e internacional.
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