Na NBA, a diferença entre times bons e ruins às vezes é apenas um pouco de sorte. Foi graças a um pequeno milagre que o San Antonio Spurs, terceiro colocado da Conferência Oeste, sobreviveu à uma reação do Philadelphia 76ers, 10º da Conferência Leste, na noite de sábado (3/1). O armador Tony Parker acertou uma cesta no soar da sirene após recuperar um rebote com apenas 0,9s restando, e o Spurs derrotou o Sixers por 108 a 106 em casa, no AT&T Center. Para San Antonio, foi a sétima vitória em oito jogos; para Philadelphia, a quinta derrota em seis partidas seguidas fora de casa.
San Antonio já esteve do outro lado de uma jogada assim - o famoso chute de Derek Fisher com 0,4s restando em 2004, que deu a vitória ao Los Angeles Lakers sobre o Spurs durante os playoffs. Desta vez, o Alvinegro texano abriu 21 pontos de vantagem ainda no primeiro quarto, permitiu a reação em um jogo em que ambos os times acertaram mais de 50% de seus arremessos, e se salvou no final graças a Parker e Manu Ginóbili.
O ala-armador Andre Iguodala havia empatado a partida em 106 pontos com uma enterrada, a 51s do final, e Parker errou um arremesso de média distância logo após. O confronto estava nas mãos do Sixers, mas Ginóbili interceptou um passe do armador Andre Miller com 15s restando - a única bola perdida por Miller por toda a noite. O argentino passou da metade da quadra e olhou para o técnico Gregg Popovich, que sinalizou que o time não pedisse tempo e resolvesse em quadra. “Às vezes, as chances são melhores se a defesa não estiver preparada. Nós não queríamos consumir todo o relógio”, disse Ginóbili.
O ala-armador chutou de 3 pontos da zona morta direita e errou. Entretanto, o rebote sobrou para Parker, de apenas 1,88m, na linha de fundo, com 0,9s para o final. Ele se virou, chutou no fadeaway com um arco bem alto - para evitar o toco de Miller - e acertou em cheio. “Eu estava tentando ter certeza que (a bola) tivesse uma chance. Uma chance, sabe, com bastante ar embaixo dela. Eu sabia que não havia muitos segundos restando. Foi simplesmente um bom chute”, disse o armador francês, que teve 15 pontos e 10 assistências na partida.
“Tony conseguiu um grande rebote e um fadeaway inacreditável daquele canto. Eu estava na mesma linha que ele, e a bola pareceu boa desde que ele deixou voar. Então tivemos sorte de novo”, comemorou Ginóbili, que acrescentou 21 pontos saído do banco. O ala-pivô Tim Duncan foi novamente o melhor em quadra, com 26 pontos e 12 rebotes; Roger Mason contribuiu 19 pontos e Michael Finley, 14.
Foi mais uma derrota dolorosa para o Sixers, que havia sofrido uma virada para o Dallas Mavericks na véspera após estar à frente por 12 pontos no segundo tempo. Neste sábado, o time visitante viu o Spurs fazer 40 a 19 no primeiro quarto - melhor marca dos texanos em um primeiro período na temporada. San Antonio, melhor time nos chutes de 3 pontos na NBA neste ano, igualou um recorde da franquia com oito cestas de 3 no quarto e terminou com 15 acertos de longa distância, um a menos que o recorde do clube para uma partida.
Philadelphia, no entanto, foi voltando no jogo aos poucos: terminou o primeiro tempo atrás por 16 e cortou para oito com uma cesta de 3 de Miller com menos de cinco minutos passados no terceiro período. O armador do Sixers pegou fogo nesta parcial, com 16 pontos, incluindo os últimos nove do time. Sete deles foram para concluir uma arrancada de 11 pontos consecutivos do time do Leste, que virou o placar para 79 a 78 com 57s restando. Finley respondeu com uma cesta de 3, Miller empatou com uma bandeja e Mason acertou de 3 no soar da sirene para fazer 84 a 81 Spurs antes dos 12 minutos finais. O quarto derradeiro foi bastante equilibrado; o máximo que um time esteve à frente foram os cinco pontos que San Antonio abriu com 8min10s por jogar, em triplo de Mason.
“Nós reagimos tanto ofensivamente quanto defensivamente. Nós simplesmente não conseguimos finalizar o jogo”, lamentou Miller, que acertou 12 de 14 arremessos e terminou com 28 pontos e 6 rebotes. “Foi uma derrota de partir o coração após uma grande reação nossa. Não há muitos times que entrariam nesta arena, cairíam em desvantagem de 21 pontos e empatariam um jogo contra o Spurs, com uma chance de vencer no final”, disse o técnico interino do 76ers, Tony DiLeo.
Iguodala teve 25 pontos, 8 rebotes e 8 assistências para o Sixers, Thaddeus Young acrescentou 19 pontos e os reservas Louis Williams e Marreese Speights contribuíram 11 e 10 pontos, respectivamente. Foi a 16ª derrota do Sixers em seus últimos 17 jogos em San Antonio, e a equipe não vence na casa do Spurs há cinco anos.
San Antonio (22v-11d) viaja à Flórida para enfrentar o Miami Heat nesta segunda-feira (5/1), na AmericanAirlines Arena. Philadelphia (13v-20d) volta para casa e recebe o Houston Rockets nesta terça-feira (6/1), no Wachovia Center.
O Detroit Pistons conquistou sua sexta vitória consecutiva nesta sexta-feira (2/1/2009), ao derrotar o Sacramento Kings por 98 a 92 em casa, no Palace of Auburn Hills. Desfalcado de três de seus principais jogadores - Richard Hamilton (virilha), Rasheed Wallace (pé) e Antonio McDyess (costela), Detroit contou mais uma vez com o armador segundanista Rodney Stuckey, que liderou a equipe com 38 pontos.
“Eu sabia que teria de jogar muitos minutos e marcar muitos pontos. Nós tínhamos uma vantagem na posição de armador hoje e eu tentei tomar vantagem em cima disso”, explicou Stuckey, que marcou 13 de seus 38 pontos no último período.
Os três desfalques forçaram o técnico Michael Curry a começar o jogo com uma linha de frente jovem, Kwame Brown e Amir Johnson, mas deu certo. O armador Allen Iverson e o ala Tayshaun Prince fizeram 23 pontos cada, e Johnson teve um duplo-duplo de 10 pontos e 14 rebotes. Somando Stuckey, Iverson, Prince e Johnson, saíram 94 dos 98 pontos do Pistons; se o jogo fosse apenas entre os reservas dos dois times, a vitória seria de Sacramento, por 35 a 2.
“Esta foi uma situação única. Quando trouxemos caras saídos do banco, foi por propósitos defensivos. Nós sabíamos que Stuck, A.I. e Tay teriam de nos carregar, e olhe o que eles fizeram”, disse Curry.
Foi a sétima derrota do Kins nos últimos oito jogos. O pivô Brad Miller liderou a equipe com 25 pontos e 16 rebotes, John Salmons teve 21 pontos e o ala-armador Kevin Martin acrescentou 20. “Nós tivemos oportunidades de vencer este jogo, mas não executamos em nenhum dos dois lados da quadra. Stuckey teve um jogo monstruoso e não fomos capazes de contê-lo”, disse o técnico interino do Kings, Kenny Natt.
Sacramento encostou em 89 a 86 com uma cesta de 3 pontos de Bobby Jackson a 2min43s do final, mas Stuckey respondeu com duas belas infiltrações nas posses seguintes, uma bandeja e uma jogada de três pontos, arrancando gritos de “Rodney! Rodney!” da torcida. Iverson selou a vitória com uma cesta na linha de fundo, em passe de Stuckey, a 15s do final.
Detroit (20v-11d) volta à quadra no domingo (4/1) para iniciar uma excursão de quatro jogos pelo Oeste. O primeiro desafio é no Staples Center, contra o Los Angeles Clippers. Sacramento (8v-25d) continua na estrada e encara o Indiana Pacers no Conseco Fieldhouse, neste sábado (3/1).
Melhores momentos:
Dallas sua para virar jogo em casa contra Philadelphia
O Dallas Mavericks venceu mais uma partida de virada, desta vez contra o Philadelphia 76ers, 96 a 86 nesta sexta-feira (2/1/2009), no American Airlines Center. Foi a sexta vitória em sete jogos para o Mavs.
Na última terça, o Azulão texano se recuperou de uma desvantagem de 29 pontos no segundo tempo contra o Minnesota Timberwolves, no que foi a maior virada da história da franquia. Desta vez, a desvantagem era de 12 pontos no terceiro quarto. “Não havia muita energia no ginásio. Não podemos simplesmente deixar o jogo rolar. Não acho que somos bons o suficiente para isso. Acho que qualquer um pode nos derrotar se não estivermos jogando com vontade”, disse o ala-pivô alemão Dirk Nowitzki, que só acertou quatro de 13 arremessos no primeiro tempo, mas acrescentou 16 pontos no quarto período para comandar a reação e terminar com 31 pontos, seu 10º jogo com 30 ou mais pontos na temporada. Ele também teve 4 rebotes, 5 assistências, 4 roubos e 2 tocos.
O Sixers foi ao intervalo com quatro pontos à frente e abriram 12 no começo do terceiro quarto. O armador Jason Terry, no entanto, após acertar apenas um chute em nove tentativas no primeiro tempo, converteu três cestas de 3 para diminuir a 58 a 51. Ele marcaria 13 pontos no período e o Mavs encostou em 66 a 64.
“Eu ouvi um cara atrás do banco dizer, ‘Jet, estamos esperando por você. O que você está fazendo?’ Eu não sei o que foi, mas eu comecei a receber boas chances. Arremessadores não param de arremessar”, disse Terry, que terminou com 21 pontos.
“Esse foi meio que o ponto de virada do jogo. Nós tivemos lapsos defensivos em que cedemos arremessos fáceis”, lamentou o técnico interino Tony DiLeo. Philadelphia teve produção ofensiva irregular no último quarto, enquanto o Mavericks acertou 11 de seus 15 arremessos no quarto período, incluindo pontos em 10 de suas 11 últimas posses. O time virou para 80 a 78 com uma cesta de média distância de Terry, Nowitzki acrescentou uma jogada de três pontos e o mesmo Terry acertou uma bandeja para fazer 85 a 78 com 3min55s por jogar. O Sixers não se aproximou mais do que cinco pontos no resto do caminho e sofreu sua quinta derrota em seis jogos.
O ala Josh Howard e o pivô Erick Dampier marcaram 10 pontos cada para o time da casa - Dampier contribuiu ainda 14 rebotes para produzir um duplo-duplo. O armador Jason Kidd deu 9 assistências. Pelo Sixers, que não contou com o ala-pivô Elton Brand (ombro) pelo sétimo jogo consecutivo, o ala-armador Andre Iguodala foi o cestinha, com 22 pontos. O armador Andre Miller teve 17 pontos, 11 rebotes e 4 assistências, mas cometeu 8 turnovers. O reserva Louis Williams fez 17 pontos e o ala-armador Willie Green, 11.
Dallas (20v-12d) visita o Memphis Grizzlies no domingo (4/1), no FedEx Forum. Philadelphia (13v-19d) continua no Texas neste sábado (3/1), quando encara o San Antonio Spurs no AT&T Center.
Jogando para quase 20.000 pessoas em sua arena, o EnergySolutions Arena, o Utah Jazz superou o philadelphia por 112 a 95 na noite de segunda-feira e alcançou sua décima nona vitória em 33 partidas, ficando na nona posição da Conferência oeste em termos de aproveitamentos de vitória. Como tem jogos a mais que seus adversários, mesmo com duas vitórias a mais que o Phoenix Suns, ele aparece fora da zona dos playoffs. Enquanto isso, o Philadelphia segue distante da segunda fase, depois de sua quarta derrota consecutiva, na décima posição da Conferência Leste.
Deron Williams foi o cestinha da partida, marcando 27 pontos, nos 33 minutos que permaneceu em quadra. Suas quatro bolas de três ajudaram o time de Utah ter mais tranquilidade na vitória, liderando a partida desde o início. O russo Andrei Kirilenko e Mehmet Okur fizeram um duplo-duplo com respectivamente 16 e 19 pontos e 13 e 10 rebotes.
“É provavelmente a primeira vez na temporada que eu me sentia 100 por cento, ou perto disso. É o primeiro jogo que eu sentia assim. Esta noite, eu estava livre de dor. Fiquei animado definitivamente quando eu acordei esta manhã.” disse o recuperado Demon Williams, que acertou 11 dos 18 arremessos de quadra, além de um lance livre.
O treinador do Utah também estava feliz com a atuação de seu atleta: “Ele parecia muito mais vivo e saudável, parece agora que eu o vi uma vez que ele está vindo de volta. Ele tem muito mais desenvolvimento do que parece que ele tinha e isso é muito bom ver, porque, certamente, necessitamos de tudo que ele é capaz de nos dar.”
Pelo 76ers, dois foram os cestinhas. Thaddeus Young e Andre Iguodala marcaram 17 pontos. Young, por sinal, marcou a única cesta de três do time na partida, que chutou nove vezes, com um pífio aproveitamento de 11%. O treinador do Philadelphia Tony DiLeo culpou o cansaço pela derrota “Eles são uma grande equipe, mas nem chegamos cansados, perdemos o nosso foco na defesa e caímos muito no segundo quarto.
No primeiro quarto, o jogo foi igual nos seis primeiros minutos, em que o placar apontava 10×10. Neste momento, a estrela de Williams começou a brilhar e, com uma assistência, uma bola de dois e uma de três, o time da casa tomou a ponta, abrindo 19×14 faltando 2min40s. Ao fim dos 12 primeiros minutos, vitória parcial por 24×20 para o time da casa.
No segundo quarto, o Philadelphia começou melhor e, em menos de um minuto, já tinha empatado o jogo. Mais um pouco e o time visitante assumiu a ponta no placar pela primeira vez na partida, com 33×31 faltando ainda sete minutos para o final da metade do jogo. O jogo foi ‘lá e cá” por mais alguns minutos, quando os 76ers tiveram uma pane em que permaneceram três minutos sem marcar pontos, com seguidos erros de Iguodala e Dalembert. Com isso, a diferença subiu para 51×43.
Williams começou implacável o terceiro quarto e, com duas cestas de três, colocou em três minutos a diferença em 13 pontos, com o placar apontando 59×46. O período seguiu assim até que terminasse em 79×64 com a fartura praticamente liquidada para o Jazz. No último período, a diferença foi aumentando até que terminasse 112×95.
O 76ers volta a quadra no último dia do ano para enfrentar o Los Angeles Clipers, em busca de sua primeira vitória em cinco jogos, para voltar a brigar por uma das oito vagas nos playoffs. Já o Utah Jazz tem parada dura pela frente, contra o Lakers, no dia 02 de janeiro, próxima sexta-feira.
Na primeira rodada cheia da NBA desde o Natal, o Denver Nuggets enfrenta o Philadelphia 76ers nesta sexta-feira (26/12), em casa no Pepsi Center, e espera contar com o retorno do ala Carmelo Anthony, de fora dos últimos dois jogos com uma lesão no cotovelo. O time do Colorado busca ampliar a vantagem de meio jogo que tem na Divisão Noroeste para o rival Portland Trail Blazers. Para isso, conta com mais uma boa atuação do pivô brasileiro Nenê, que apesar de admitir cansaço neste início de campeonato, vem em excelente seqüência.
Nos últimos três jogos - derrota para o Phoenix Suns e vitória e derrota para o Blazers - Nenê produziu médias de 18,7 pontos, com um aproveitamento incrível de 72,4% nos arremessos (21 acertos em 29 arremessos), e 13 rebotes. Porém, o paulista de São Carlos se confessa desgastado após jogar as primeiras 29 partidas do campeonato, 13 jogos a mais do que disputou no ano passado, e está combatendo um resfriado. “Depois do câncer, não sei. Eu sou difícil de ficar doente, sabe? Mas agora eu fico doente toda hora”, disse o pivô ao jornal americano Denver Post.
A exaustão é compreensível. Além de dobrar a carga de trabalho em quantidade e se tornar titular, Nenê está jogando fora de posição - o brasileiro jogou a carreira inteira como ala-pivô e agora vem atuando como 5, no lugar de Marcus Camby. Como pivô titular, o jogador de 2,11m freqüentemente perde alguns centímetros para seus marcadores. Em dezembro, ele bateu corpos com Tim Duncan, Al Jefferson, Yao Ming, Shaquille O’Neal, Zydrunas Ilgauskas e a dupla Greg Oden e Joel Przybilla, do Portland.
“É muito contato no poste baixo. Isto não é fácil. É energia extra. São muitos jogos e nenhum tempo para descansar - jogos consecutivos e tal”, diz Nenê.
Mesmo assim, suas médias atualizadas continuam a bater seus recordes pessoais na liga em pontos (14,2), rebotes (7,6), tocos (1,5) e aproveitamento de arremessos (61,5%) - nesta última categoria, o brazuca lidera a NBA. Nenê se preparou para esta temporada com muito trabalho de musculação e em quadra nas férias. Além de pedir a dispensa da Seleção Brasileira que disputou o Pré-Olímpico Mundial em Atenas, ele esteve no Brasil por apenas duas semanas e gastou o resto do tempo nos EUA, treinando. “Eu trabalhei duro para estar no campo de treinamentos após a quimioterapia, e para ter mais confiança no poste, porque por muito tempo eu trabalhei e trabalhei e, quando começava a temporada, sofria uma lesão grande. Agora, eu estou bem, os chutes estão caindo”, comemora o gigante brazuca.
Contra Philadelphia, a missão mais dura será fazer pontos contra Samuel Dalembert, um dos melhores pivôs defensivos da NBA, com médias de 8,4 rebotes e 1,5 toco por jogo - nas últimas duas partidas, com o time desfalcado de Elton Brand, Dalembert teve oito tocos e 27 rebotes. Na defesa, porém, Nenê poderá relaxar um pouco, já que o adversário só marca 6,1 pontos por partida. Brand, principal jogador de garrafão do Sixers, está com uma lesão no ombro e ficará de fora por um mês.
Nenê diz que não está preocupado com sua capacidade de manter esse ritmo acelerado pelos 53 jogos restantes da temporada regular.
“Não penso muito a respeito. Só rezo e jogo”, disse Nenê, sorrindo. “Não é fácil. O jogo é muito físico, muitos empurrões, colisões. Sabia que seria assim. Agora pretendo me manter quieto e simplesmente jogar basquete”.
O Boston Celtics quebrou recordes nesta terça-feira (23/12), ao derrotar o Philadelphia 76ers por 110 a 91 em casa, no TD Banknorth Garden. O atual campeão tem agora o maior número de vitórias de todos os tempos para um time que ainda não perdeu sua terceira partida, 27, além de superar sua maior seqüência de vitórias - e maior de um campeão em defesa de título - com 19 triunfos consecutivos. O Celtics buscará a 20ª vitória seguida no dia de Natal, quinta-feira 25/12, contra o Los Angeles Lakers, em uma revanche das Finais da NBA deste ano, vencida por Boston em seis jogos para levar seu 17º título.
A rivalidade entre Celtics, líder da Conferência Leste, e Lakers, líder do Oeste, é antiga e a torcida local já provocava Los Angeles com 5min27s restando no jogo contra o Sixers, ex-arquirival que perdeu cinco dos últimos seis jogos contra Boston. “Eu aprecio completamente toda a história do Lakers e Celtics e a tradição, os jogadores que passaram por ambos os times, as fundações desta liga. Mas colocar todos os ovos em uma cesta em um jogo, ou dizer que assinalamos este jogo… Nós assinalamos todos os jogos, e se você está na tabela, não recusamos nenhum show”, disse o ala-pivô Kevin Garnett, líder emocional e vocal do time alviverde, autor de 18 pontos nesta terça.
KG também colocou a série de vitórias - a três jogos das 22 vitórias seguidas do Rockets em 2007-08, segunda maior da história - sob perspectiva: “A não ser que você vença o título, é apenas vapor no ar: você vê, e logo evapora”. A série superou os 18 jogos invictos do Celtics de 1981-82, comandado pelo Grande Trio de Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parrish, mas Paul Pierce, ala do atual Grande Trio, lembrou que já esteve do outro lado do espectro: “Recebemos alguma coisa por vencer 19 seguidas? Um novo carro? Se tiver alguma coisa, me avisem. Algum outro time do Boston Celtics perdeu 18 seguidas? Eu estava lá”, disse, fazendo referência à temporada 2006-07, quando Boston fez a segunda pior campanha da NBA.
Já o ala-armador Andre Iguodala, do Philadelphia, não gostou nada das provocações verbais do Celtics e avisou da lição sofrida pelo time da região no futebol americano, o New England Patriots, que venceu 18 jogos seguidos na temporada da NFL em 2007-08 antes de perder a decisão, o Super Bowl, em fevereiro deste ano. “Todo mundo sabe que (o Celtics) venceu o título e que eles são um grande time. Mas isso (provocações) diminuem o feito. Os times não respeitam isso”, reclamou Iggy.
O jogo em si teve pouco a ser comentado, com domínio do time da casa desde o início. Boston abriu 14 pontos ao final do primeiro tempo e 22, 74 a 52, com 4min32s restando no terceiro quarto. O Sixers encaixou 10 pontos consecutivos, mas Powe respondeu com nove dos 11 primeiros pontos do último quarto e o Celtics ampliou para 95 a 74 com uma cesta de Eddie House. Os reservas comandaram o resto do jogo sem problemas. Philadelphia errou todos os seus 11 chutes de 3 e estão numa seqüência de 19 arremessos ruins de longa distância nos últimos dois jogos.
Garnett e o armador Rajon Rondo marcaram 18 pontos para o Celtics, o ala-armador Ray Allen fez 16 e Pierce, 10 pontos e 7 assistências. O único titular a não pontuar em dígitos duplos, o pivô Kendrick Perkins, teve 11 rebotes. Powe contribuiu 15 pontos e Eddie House, 13. Pelo Sixers, os cestinhas foram os reservas: o ala-armador Louis Williams marcou 16 pontos e 8 assistências e o ala-pivô Marreese Speights teve 16 pontos e 6 rebotes, enquanto Reggie Evans acrescentou 12 pontos. Entre os titulares, Iguodala e Andre Miller fizeram 14 pontos - Miller também teve 8 assistências - e o pivô Samuel Dalembert buscou 13 rebotes e deu 3 tocos.
Philadelphia (12v-16d) tem agora 3v-2d sob comando do técnico interino Tony DiLeo. A equipe está no meio de uma excursão de seis jogos fora de casa, com a próxima parada na sexta-feira (26/12), contra o Denver Nuggets de Nenê, no Pepsi Center.
O Indiana Pacers teve apenas nove jogadores disponíveis, mas conseguiu superar o Philadelphia 76ers fora de casa, 95 a 94, em uma partida dramática neste sábado (20/12). Foi a primeira derrota do Sixers em quatro jogos sob comando de Tony DiLeo, ex-assistente de Maurice Cheeks.
Pelo segundo jogo seguido, o Pacers não pôde contar com seu cestinha, Danny Granger, ou com Troy Murphy e Marquis Daniels, os três com infecções virais. Além do trio, o ala Maceo Baston também ficou de fora com dores na parte inferior das costas. “Vamos jogar duro não importa o que haja. Temos confiança um nos outros. Já tivemos problemas para fechar jogos, então esta foi uma grande vitória para nós”, declarou o armador TJ Ford, que liderou a equipe com 25 pontos e acrescentou 5 roubos de bola e 6 rebotes.
Já o Sixers, que tem técnico novo desde a demissão de Cheeks na semana retrasada, jogou pela segunda vez consecutiva sem o ala-pivô Elton Brand, maior reforço da temporada, que deve ficar afastado por um mês com um ombro deslocado. “É duro. Também estamos desfalcados, mas este foi um jogo que deveríamos ter vencido. Foi uma das derrotas mais duras do ano”, admitiu o ala-armador Andre Iguodala, que teve 26 pontos, 6 rebotes e 6 assistências. O grande destaque do time, entretanto, foi o armador Andre Miller, que produziu um triplo-duplo de 14 pontos, 12 assistências e 10 rebotes.
Miller fez 88 a 83 para o time da casa com 2min59s restando, mas o Pacers marcou oito dos próximos nove pontos e virou para 91 a 89 com 1min30s no relógio. O pivô Samuel Dalembert converteu um de dois lances livres para o Sixers, mas o reserva Jarrett Jack respondeu com uma penetração para bandeja, 93 a 90 com 49s por jogar. Iguodala logo diminuiu para um ponto e Louis Williams roubou a bola de Jack para enterrar em contra-ataque e recuperar a liderança, 94 a 93. A 3,9s do fim, Ford venceu o jogo para o Pacers com uma cesta de média distância.
Jack fez 12 pontos e 8 assistências e outro armador reserva, Travis Diener, também marcou 12 pontos para Indiana. O ala-armador Brandon Rush fez 11 pontos e o ala-pivô reserva Josh McRoberts, 10 pontos e 8 rebotes. Pelo Philadelphia, Williams teve 17 pontos, Dalembert marcou 11 pontos, 14 rebotes e 5 tocos e Thaddeus Young contribuiu 10 pontos. O reserva Marreese Speights acrescentou 12 pontos e 4 tocos saído do banco.
Indiana (10v-17d) recebe o New Jersey Nets na terça-feira (23/12), antevéspera de Natal, no Conseco Fieldhouse. O Sixers (12v-15d) inicia uma excursão de seis jogos fora de casa na mesma data, contra o atual campeão Boston Celtics, no TD Banknorth Garden.
Três dias após ser demitido e substituído no comando do Philadelphia 76ers, o ex-treinador do time, Maurice Cheeks, assumiu a culpa pelo início ruim do time, que tem esperanças de ir longe nos playoffs após a contratação de Elton Brand durante a offseason. “No meu caso, (a culpa) foi do treinador”, lamentou Cheeks nesta terça-feira (16/12).
O presidente do time, Ed Stefanski, demitiu Cheeks no sábado após o time começar a temporada com 9v-14d. Juntos, os dois haviam conduzido uma reviravolta no clube, que se recuperou de um início com 18v-30d no meio da última temporada para chegar aos playoffs e dar trabalho ao Detroit Pistons, sendo eliminado em seis jogos. A contratação do ala-pivô Brand parecia ser o reforço necessário para que o time competisse entre as potências da Conferência Leste.
Todavia, o Sixers perdeu oito de jogos e Stefanski decidiu substituir Cheeks por seu assistente, Tony DiLeo. “As coisas nem sempre funcionam como você esperava. Tomo consolo no fato que fiz o melhor que pude”, disse Cheeks, ex-jogador do Sixers, que aceitou dar a entrevista coletiva no Wachovia Center, arena do clube, por sua afeição à franquia e aos torcedores. “Acho que seria egoísta da minha parte se eu apenas pegasse minhas coisas, saísse e não mostrasse minha apreciação pelas pessoas que me apoiaram. Eu meio que cresci nesta cidade”, disse.
Foi em Filadélfia que Cheeks conquistou seu único título da NBA, como armador do lendário time de 1983 que passeou nos playoffs e tinha craques como Moses Malone e Julius Erving. Em seus 15 anos de carreira, Cheeks foi All-Star quatro vezes, se aposentando em 1993 e tendo sua camisa aposentada pelo Sixers em 1995. Ele foi membro da comissão técnica do time em 2001, quando o clube foi às finais da NBA e perdeu em cinco jogos para o Lakers, e assumiu o comando do Portland Trail Blazers pouco depois. Voltou como técnico do Philadelphia em 2005. Em seus três anos e meio no comando, teve retrospecto de 122v-152d.
Embora ainda não tenha sido procurado com esta intenção, Cheeks admitiu estar aberto à possibilidade de trabalhar no Sixers em outra função. “Eu sou parte desta cidade há muito tempo e não planejo ir a lugar nenhum. Se a oportunidade para continuar nesta organização se apresentar, ficarei mais do que feliz em fazê-lo”, declarou.
No primeiro jogo sob DiLeo, o 76ers derrotou o Washington Wizards por 104 a 89, no último sábado. Nesta quarta-feira (17/12), o time encara o Milwaukee Bucks.
O Philadelphia 76ers continua a decepcionar na temporada 2008-09 da NBA. Um dia após derrotar o Golden State Warriors e ficar com campanha positiva pela primeira vez no campeonato, o Sixers foi vítima de outro time jogando com uma formação mais baixa, o Charlotte Bobcats, que venceu em casa por 93 a 84 nesta segunda-feira (24/11).
O técnico Larry Brown lançou os dois armadores DJ Augustin e Raymond Felton juntos no time titular pela terceira partida consecutiva, uma mudança feita para compensar a ausência do cestinha Jason Richardson, operado, e desta vez deu certo. O calouro Augustin fez 25 pontos e um recorde pessoal de 11 assistências, enquanto Felton contribuiu 23 pontos e 7 rebotes. Combinados, foram 48 pontos, 16 assistências, 12 rebotes, 16 acertos em 22 arremessos e apenas 6 turnovers.
“Ray é um jogador durão. Ele não deixa ninguém empurrá-lo para trás. Eu não deixo ninguém me empurrar para trás também. Então vamos jogar duro e jogar com coração. Tamanho não importa”, disse Augustin. Ele marcou 13 pontos no terceiro quarto para ajudar o Bobcats a tomar controle do jogo.
A dupla de armação foi o ponto alto do Charlotte, já que a linha de frente esteve mal e foi a principal responsável pelo alto índice de 21 turnovers do time, mesmo número de assistências. Com o ala-pivô Sean May ainda fora de forma enquanto se recupera de uma operação no joelho sofrida no ano passado, Brown lançou o calouro Alexis Ajinca no time titular, mas o novato fez duas faltas nos primeiros três minutos. Em seu lugar, entraram Nazr Mohammed e, mais tarde, Ryan Hollins. O trio, somado ao pivô Emeka Okafor, só acertou um de nove arremessos no primeiro tempo, e Okafor teve 6 turnovers por conta própria.
Mesmo assim, Philadelphia não conseguiu aproveitar e acertou apenas 39,5% de seus arremessos e só produziu 12 assistências, uma a menos que o número de turnovers cometidos. O Bobcats, por sua vez, acertou 54,8% de seus arremessos e 57,1% de seus chutes de 3. “Eles mereceram vencer este jogo. Eles lutaram mais do que a gente pelas bolas perdidas e acertaram cestas em momentos importantes”, disse o ala-pivô Elton Brand, que marcou 18 pontos e 9 rebotes para Philadelphia, mas foi desqualificado com seis faltas e menos de um minuto restando. “Nós esperávamos ser melhores do que isto. Nós vamos ser melhores do que isto. É um trabalho em progresso”, disse o ala-pivô.
O ala-armador Andre Iguodala acrescentou 17 pontos e 5 roubos de bola, o armador Andre Miller teve 10 pontos e 6 assistências e o reserva Louis Williams marcou 14 pontos para o Sixers. Pelo Bobcats, Gerald Wallace fez 11 pontos e Adam Morrison contribuiu 10 pontos saído do banco.
Charlotte (4v-9d) visita o Toronto Raptors no Air Canada Centre nesta quarta-feira (26/11). No mesmo dia, Philadelphia (7v-7d) recebe o Orlando Magic em casa, no Wachovia Center.
O ala-pivô Elton Brand não teve uma noite perfeita, mas teve um final de cinema no reencontro com seu ex-time, marcando a cesta da vitória do Philadelphia 76ers sobre o Los Angeles Clippers, 89 a 88, na noite de sexta-feira (21/11), no Wachovia Center de Filadélfia.
Brand deixou L.A. durante a offseason de forma controversa - o Clippers contratou o armador Baron Davis para fazer dupla com Brand após uma promessa do ala-pivô de retornar, mas o jogador desistiu e aceitou a proposta de cinco anos e US$ 80 milhões do Sixers. O técnico Mike Dunleavy não gostou da atitude de Brand, que foi o rosto da franquia e se tornou o recordista em rebotes do clube, com 4.710, entre 2001-08. Davis também se magoou e disse durante a semana que não tinha nada para dizer ao ala-pivô.
“Se ele tivesse me ligado para dizer, ‘Técnico, eu sei que disse que iria voltar, mas acho que surgiu uma situação que é melhor para minha família, vou seguir adiante’, então, ei, sinto ouvir isto, mas desejo o melhor a você e boa sorte”, disse Dunleavy antes do jogo, mostrando que queria apenas melhores explicações por parte de seu ex-jogador. Logo antes de entrar em quadra, Brand apertou a mão de seu ex-treinador e lhe deu um rápido abraço. “Não há sentimentos ruins. Ele é um bom sujeito”, disse o Sixer.
O Clippers que Brand reencontrou está bem diferente do clube que ele deixou em julho - não só por causa das reformulações da offseason, que incluíram a perda de Corey Maggette e a chegada de Davis, Marcus Camby, Ricky Davis e Eric Gordon, mas também pela troca realizada durante a sexta-feira, mandando Cuttino Mobley e Tim Thomas, ex-companheiros de Brand, para o New York Knicks. Zach Randolph irá para L.A. tomar a posição que era de Brand, mas ainda precisa passar por exames físicos.
Baron Davis liderou o Clippers no terceiro quarto, acertando uma cesta de 3 e bloqueando um chute de Andre Iguodala no outro lado. O time recuperou o rebote e Gordon acertou dois lances livres para levar uma liderança de 72 a 68 ao período final. O Sixers esteve descuidado no começo do último quarto e Al Thornton e Chris Kaman aproveitaram, marcando cinco pontos consecutivos para ampliar a margem, 83 a 75. Davis acertaria um chute de virada com 1min45s por jogar, marcando 88 a 84, mas os californianos não conseguiram mais pontuar.
O armador Andre Miller respondeu com uma cesta de 3 do outro lado. Após arremesso ruim de Davis, o Sixers buscou o rebote, e Brand virou a partida com uma cesta de média distãncia a 57s do fim, em assistência de Iguodala. Davis teria um arremesso no final, mas errou, e tentativas de tapinha de Thornton e Camby antes do soar da sirene também não deram certo. “É uma daquelas noites que estou feliz de ter terminado. Foi algo importante, havia muita ansiedade. Conseguimos a vitória, então é hora de seguir em frente”, disse Brand, que só acertou seis de 18 arremessos e terminou com 17 pontos, 8 rebotes e 5 tocos.
O ala Thaddeus Young também teve 17 pontos para Philadelphia, que contou com 14 pontos, 12 assistências, 6 rebotes e 4 roubos de Iguodala, 13 pontos e 7 assistências de Miller e 11 pontos, 8 rebotes e 4 roubos do pivô Samuel Dalembert. Pelo Clippers, Thornton foi o destaque, com 22 pontos e 9 rebotes. Davis fez 18 pontos, 6 assistências e 4 roubos, mas cometeu 7 turnovers. Kaman teve 17 pontos e 9 rebotes, mas também desperdiçou 5 posses de bola. Camby marcou 13 pontos e 9 rebotes.
O Clippers (2v-10d) segue na Costa Leste e enfrenta o New Jersey Nets no Izod Center neste sábado (22/11). O Sixers (6v-6d) recebe o Golden State Warriors no domingo (23/11).
Uma virada espetacular permitiu ao Philadlephia 76ers conquistar sua quarta vitória na temporada, na noite de sexta-feira (14/11), por 94 a 92 sobre o Indiana Pacers, na casa do adversário, o Conseco Fieldhouse. O Pacers abriu 25 pontos de vantagem ainda no primeiro quarto e liderou o marcador por toda a partida, mas não conseguiu segurar o Sixers no final.
O Sixers empatou o jogo em 90 pontos com 3min14s por jogar, em um lance livre do ala-armador Andre Iguodala. A primeira vantagem saiu em uma bandeja do armador Andre Miller, e o ala Thadeus Young, melhor jogador da partida, encerrou a seqüência de nove pontos consecutivos da equipe com dois lances livres, fazendo 94 a 90 com 1min31s por jogar. O ala Danny Granger respondeu com uma cesta de 2 pontos e, após o ala-pivô Elton Brand errar um chute do outro lado, o Pacers teve a chance de empatar ou vencer. O ala-armador Marquis Daniels, no entanto, errou um chute de 3 pontos livre nos segundos finais.
“É difícil segurar uma vantagem dessas porque um time vai continuar lutando”, disse Miller, que marcou 19 pontos para Philadelphia. “Foi uma grande reação do Philadelphia. Às vezes, você consegue uma vantagem muito grande cedo no jogo, e a NBA é um jogo de mudanças de momento”, lamentou o técnico do Pacers, Jim O’Brien.
Indiana abriu o jogo com nove pontos consecutivos, antes de o pivô Samuel Dalembert fazer a primeira cesta do Sixers em uma enterrada com quase quatro minutos jogados. Os visitantes acertaram apenas cinco arremessos em 21 tentativas no primeiro quarto e o Pacers aproveitou, fazendo 38 a 13 na bandeja do reserva Jarrett Jack que encerrou o primeiro período. Foi a melhor marca do Pacers em um quarto na temporada e a pior marca do Sixers.
“Eu disse a eles para continuar lutando. Nós nos seguramos lá e não paramos”, disse o técnico do Sixers, Maurice Cheeks.
A diferença foi a 26 pontos no começo do segundo quarto, mas Philadelphia logo começou a diminuir a desvantagem. O time cortou a margem para dígitos simples em um lance livre de Brand, 57 a 49, antes do intervalo. O terceiro período foi equilibrado, vencido pelo Sixers por apenas 22 a 21, mas nos últimos 12 minutos, os visitantes limitaram o Pacers a 14 pontos. “Abaixamos nossa guarda e paramos de executar o que nos deu a vantagem. Para crédito deles, eles permaneceram agressivos e nunca desistiram”, reconheceu o pivô Jeff Foster, autor de 10 pontos e 11 rebotes para Indiana.
Thaddeus Young foi o nome da partida, com 25 pontos e 10 rebotes. “Nós erramos muitos arremessos no primeiro quarto, mas sabíamos que nos próximos três períodos teríamos de cavar e continuar lutando. Nós ficamos muito felizes de sair daqui com a vitória”, disse Young. O reserva Willie Green marcou 14 pontos, mesma marca de Elton Brand, que ainda buscou 15 rebotes e deu 3 tocos. Iguodala teve 10 pontos e 10 rebotes.
Pelo Pacers, Granger fez 18 pontos e Daniels, 17 pontos e 10 rebotes. O armador TJ Ford contribuiu 12 pontos e 7 assistências e o pivô Rasho Nesterovic marcou 10 pontos.
Philadelphia (4v-5d) encara o Oklahoma City Thunder em casa, no Wachovia Center, neste sábado (15/11). Indiana (4v-4d), também neste sábado, visita o Chicago Bulls no United Center.
O Philadelphia 76ers encerrou sua seqüência de três derrotas com uma vitória fora de casa sobre o Toronto Raptors, 106 a 96, nesta quarta-feira (12/11). Foi a melhor atuação do Sixers na jovem temporada, após começar o campeonato como favoritos na Conferência Leste.
“Nós não estamos nos divertindo. Nós estamos pensando, ‘Como podemos jogar juntos, como podemos vencer? Como podemos evitar os erros?’ E é aí que você comete erros, quando você começa a pensar um pouco demais. Hoje estivemos um pouco mais livres, estávamos chutando a bola com mais confiança”, disse o ala-armador Andre Iguodala, que marcou 18 pontos, 10 assistências e 9 rebotes para o Sixers.
Antes do jogo, o time se reuniu no vestiário para uma conversa sobre o que vinha acontecendo com a equipe. Nos últimos três jogos, Philadelphia - que acrescentou o ala-pivô Elton Brand ao elenco na offseason - não conseguiu ultrapassar os 90 pontos. O técnico Maurice Cheeks, porém, disse aos seus jogadores para relaxarem e concentrarem suas energias na defesa. “Quando você faz isso, não põe tanta pressão no ataque. Isto foi o que aconteceu nos últimos jogos. Nós colocamos tanta pressão no nosso ataque e não muita pressão na nossa defesa. Eu realmente acredito que a forma como atuamos no lado defensivo da quadra foi a diferença no jogo”, disse Cheeks.
Certamente ajudou. Os visitantes limitaram o Raptors a 42,5% de aproveitamento nos arremessos, incluindo apenas 23,8% em chutes de 3 pontos, cederam apenas 19 assistências e forçaram 14 turnovers. A energia da defesa se transportou para o ataque, onde Philadelphia acertou 53,8% de seus arremessos e passou dos 90 pontos com 7min27s restando no jogo, em uma cesta de Brand que deixou o marcador em 91 a 80.
“Eu entrei em um ritmo, consegui meus arremessos. A comissão técnica vem trabalhando sem parar para garantir que eu esteja integrado ao time e ao jogo. Eles me disseram, ‘Não tente se encaixar, apenas entre lá e jogue’. Foi o que aconteceu hoje”, disse Brand, que fez sua melhor marca de pontos com o Sixers, 25, além de 8 rebotes e 3 tocos.
A defesa melhorada do Sixers esteve em seu melhor momento no primeiro quarto, quando só sofreu 13 pontos do Raptors e disparou a uma vantagem de 26 a 13. Entretanto, o pivô italiano Andrea Bargnani, primeira escolha do draft de 2006, entrou com tudo no segundo período e marcou 11 pontos. O ala-pivô Chris Bosh acrescentou seis pontos consecutivos para que Toronto encostasse em 46 a 45 com 1min20s restando no quarto. Porém, o calouro Marreese Speights marcou em um tapinha no rebote e Willie Green fez uma cesta de 3 para recuperar uma margem de 51 a 45 antes do intervalo. “Nós cortamos a desvantagem, mas não conseguimos as grandes paradas defensivas”, lamentou o pivô Jermaine O’Neal, que teve 19 pontos e 11 rebotes para Toronto.
Para piorar, o armador José Calderón sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita ao final do primeiro quarto e teve de ir aos vestiários. Ele jogou mais 13 minutos entre o segundo e terceiro quartos, mas saiu do jogo em definitivo com 4min42s restando no terceiro período. O espanhol é dúvida para o próximo jogo, no domingo (16/11), contra o Miami Heat, novamente no Air Canada Centre.
Bosh marcou 30 pontos e 12 rebotes e Bargnani, 15 pontos para o Raptors (4v-4d), que após iniciar a temporada com três vitórias seguidas, já perderam quatro das últimas cinco partidas. “Estamos decepcionados, tivemos muitos colapsos. Tivemos arremessos e não os convertemos. Nossa defesa não esteve bem. Ofensivamente, não fomos muito bem”, lamentou o técnico Sam Mitchell.
Pelo Sixers, o armador Andre Miller teve 18 pontos, 5 rebotes e 5 assistências, Green fez 17 pontos e 9 assistências e Speights acrescentou 12 pontos e 7 rebotes. Philadelphia (3v-5d) continua na estrada na sexta-feira (14/11), quando encara o Indiana Pacers no Conseco Fieldhouse.
Após a derrota do Boston Celtics para o Indiana Pacers, restaram apenas três invictos na Conferência Leste, todos conquistando vitórias na noite de sábado (1/11). Do trio, o mais surpreendente é o Atlanta Hawks, que após chegar aos playoffs pela primeira vez em nove anos em 2007-08, começou a temporada 2008-09 com duas vitórias, batendo o Philadelphia 76ers por 95 a 88 em casa. Os outros dois invictos são o Detroit Pistons, que derrotou o Washington Wizards em casa por 117 a 109, e o Toronto Raptors, que venceu o Milwaukee Bucks por 91 a 87 fora de casa e é o único do trio com três jogos disputados.
É a primeira vez que o Hawks vence seus dois primeiros jogos desde 1998-99, a última vez que o time chegou aos playoffs antes de seu retorno neste ano. As duas vitórias foram sobre equipes candidatas aos playoffs do Leste: o campeão divisional Orlando Magic e o reforçado Philadelphia 76ers. Ambos também estiveram na pós-temporada em 2007-08. “Os caras sentiram o gosto no ano passado. Eles querem voltar lá. Eu sei que ainda é cedo, mas se jogarmos defesa e buscarmos rebotes como fizemos (hoje), nós estaremos em vários jogos”, disse o técnico do Hawks, Mike Woodson.
A defesa do Atlanta subiu de nível no segundo tempo e principalmente no último quarto, quando limitou Philadelphia a 13 pontos. A primeira vantagem do time em toda a partida só veio com 1min53s restando no jogo, quando o ala Josh Smith buscou um rebote defensivo e ligou rapidamente com o ala-armador Joe Johnson do outro lado da quadra para uma enterrada. Com o Hawks à frente por 90 a 88, Johnson recebeu a bola perto do topo do garrafão. Após deixar Thaddeus Young no chão, o jogador arremessou de bem atrás da linha de 3 pontos e acertou de chuá, sacudindo os 19.651 espectadores que lotaram o Philips Center. “Eu não tinha nenhuma intenção de passar a bola. Estava olhando direto para a cesta”, disse Johnson, cestinha da partida com 35 pontos, além de 5 assistências.
“Ele é como um video game. Alguns dos chutes que ele acerta são simplesmente loucos”, comentou Young, que marcou 17 pontos no primeiro tempo, quando o Sixers dominou o Hawks, abrindo 44 a 21 durante o segundo quarto e levando uma vantagem de 57 a 44 ao intervalo. Porém, Atlanta voltou com uma nova atitude no segundo tempo, diminuiu para dígitos simples no terceiro quarto e fez 29 a 13 nos 12 minutos finais. Josh Smith, que não acertou nenhum de seus sete primeiros arremessos, acertou seis de nove no segundo tempo para terminar com 14 pontos, 11 rebotes, 3 assistências e 3 roubos. O armador Mike Bibby contribuiu 19 pontos.
Young terminou com 22 pontos para o Sixers. O ala-pivô Elton Brand, maior reforço da franquia para a temporada, fez um duplo-duplo de 17 pontos e 16 rebotes. Andre Iguodala marcou 16 pontos, Andre Miller teve 11 pontos e 8 assistências e Samuel Dalembert contribuiu 12 pontos e 11 rebotes.
O começo invicto do Pistons é algo esperado de um time que chegou às finais da Conferência Leste nos últimos seis anos. O que não se esperava era que um dos grandes destaques de sua vitória por 117 a 109 sobre Washington fosse o ala Walter Herrmann, engrossando a lista de argentinos de sucesso na NBA. Saído do banco de reservas, Herrmann anotou 16 pontos, incluindo três cestas de 3, 7 rebotes e 4 assistências e teve seu nome gritado em coro pelos 22.076 espectadores que ocuparam todo o Palace of Auburn Hills.
“Foi inacreditável. Eu estava com muita confiança hoje”, disse Herrmann. “Walter foi ótimo hoje, e é muito mais do que os chutes que ele está acertando. A sua defesa e sua habilidade de mover a bola são ambas coisas que ajudam nosso time quando ele está em quadra. Ele faz as coisas básicas que temos de fazer para vencer”, elogiou o técnico Michael Curry, estreante que está usando Herrmann bem mais do que seu antecessor, Flip Saunders, e mesmo que os treinadores do Charlotte Bobcats utilizaram o argentino antes de ser trocado para Detroit no meio da última temporada.
O lateral recebeu bom tempo de quadra quando o Indiana Pacers, adversário de estréia, e Washington lançaram formações mais baixas em quadra, explorando uma velha característica de Herrmann com a seleção argentina. “Quando eles entram com um time baixo, eu posso jogar tanto na posição 3 quanto 4, então isso nos deixa mudar as coisas. Executamos um jogo bastante aberto quando eles jogam pequenos contra nós”, explicou Herrmann. Até o técnico adversário reconheceu o valor da atuação do argentino. “Achei que nossa defesa foi muito boa em alguns momentos, mas Walter Herrmann acertou cestas, e esta foi a diferença. Ele fez cesta importante atrás de cesta importante atrás de cesta importante, e não conseguimos superar isto”, disse Eddie Jordan.
O Pistons tinha 47 a 30 de vantagem em meio ao segundo quarto, mas o reserva Juan Dixon, que jogou pelo Detroit no ano passado, marcou sete pontos para comandar uma arrancada de 22 a 4 que deu aos visitantes uma vantagem de um ponto no intervalo. O time da casa, no entanto, retomou a frente no início do terceiro quarto e ampliou para 77 a 70 em uma jogada de três pontos de Herrmann. O Wizards conseguiu reduzir para dois pontos no início do último quarto em uma jogada de três pontos do ala-pivô Antawn Jamison, mas Detroit, liderado pelo reserva Rodney Stuckey, não deixou o Wizards se aproximar mais do que isto.
O ala-armador Richard Hamilton foi o cestinha, com 24 pontos, mesma marca de Jamison para o Wizards. O ala-pivô rasheed Wallace, porém, anotou 17 pontos, 12 rebotes e 6 tocos para o Pistons. O armador Chauncey Billups fez 12 pontos e 8 assistências, e Stuckey e Jason Maxiell marcaram 11 pontos cada. O banco do Detroit fez 55 pontos na partida. Pelo Wizards, o ala Caron Butler fez 21 pontos, 6 rebotes e 6 assistências, e o reserva Nick Young marcou 23 pontos.
O Raptors chegou à sua terceira vitória, 91 a 87 sobre Milwaukee, com dificuldade. Após Toronto marcar 12 pontos consecutivos e abrir 75 a 65, o técnico do Bucks, Scott Skiles, lançou o calouro Luc Richard Mbah a Moute para marcar de perto o ala-pivô Chris Bosh, maior astro do time canadense. O novato não deu espaços para o ala-pivô e o Bucks reagiu, arrancando em 15 a 4 e virando em um gancho de Mbah a Moute sobre Bosh, 85 a 84 com 37s no relógio. Porém, na posse seguinte, Bosh passou para o armador espanhol José Calderón quando a defesa lhe cercou, e Calderón não decepcionou, acertando uma cesta de 3 com 21s restando.
“Ele me conhece, eu o conheço. Quando ele estiver preso ou algo assim, ele vai me procurar. Eu estava pronto para aquele arremesso uns cinco segundo antes de receber o passe”, disse Calderón, que bateu seu recorde pessoal de ponto, marcando 25, além de 9 assistências e 5 rebotes.
“Eu disse aos caras que eles teriam de arremessar hoje, porque eles (Bucks) não estavam dando nenhum espaço para Chris (Bosh) e Jermaine (O’Neal) jogarem lá embaixo. Eu achei que Chris e Jermaine fizeram um ótimo trabalho em se livrar da bola e deixar seus companheiros fazerem jogadas”, disse o técnico Sam Mitchell. Como resultado, todos os titulares do Raptors marcaram em dígitos duplos. Bosh fez 20 pontos, 10 rebotes e 6 assistências, Jamario Moon teve 15 pontos e O’Neal e Anthony Parker marcaram 11 pontos cada.
Pelo Bucks, o ala-armador Michael Redd, campeão olímpico com a seleção americana em Pequim, marcou 19 pontos, mas acertou apenas um de seis arremessos de 3 e errou um chute da zona morta que poderia ter empatado o jogo nos segundos finais. Charlie Villanueva fez 16 pontos, o pivô Andrew Bogut teve 14 pontos e 9 rebotes e o armador Ramon Sessions contribuiu 12 pontos e 9 rebotes.
Todos os resultados da rodada de sábado da NBA:
Atlanta Hawks 95 x 88 Philadelphia 76ers
Indiana Pacers 95 x 79 Boston Celtics
Orlando Magic 121 x 103 Sacramento Kings
Charlotte Bobcats 100 x 87 Miami Heat
Detroit Pistons 117 x 109 Washington Wizards
New Jersey Nets 97 x 105 Golden State Warriors
New Orleans Hornets 104 x 92 Cleveland Cavaliers
Minnesota Timberwolves 85 x 95 Dallas Mavericks
Chicago Bulls 96 x 86 Memphis Grizzlies
Houston Rockets 89 x 77 Oklahoma City Hornets
Milwaukee Bucks 87 x 91 Toronto Raptors
Denver Nuggets 97 x 104 Los Angeles Lakers
Utah Jazz 101 x 79 Los Angeles Clippers
Phoenix Suns 107 x 96 Portland Trail Blazers
Piada favorita dos fãs da NBA na última década (”Atlantic Division” era substituída por “Titanic Division” para definir o naufrágio da região), a Divisão Atlântico agora tem o atual campeão da liga e pelo menos dois desafiantes sérios ao troféu da Conferência Leste. O sucesso da reformulação do Boston Celtics rumo ao seu 17º título no ano passado inspirou seus rivais diretos a mudanças importantes. O Philadelphia 76ers e o Toronto Raptors, que já estavam entre os oito dos playoffs em 2007-08, buscaram reforços no garrafão para encarar Kevin Garnett e os jovens pivôs do Boston. Já New York Knicks e New Jersey Nets seguem o exemplo por outro lado: buscando espaços nas folhas salariais para um futuro “messias”, como KG foi para o Celtics.
Boston Celtics
Ginásio: TD Banknorth Garden Títulos: 17 (1957, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 68, 69, 74, 76, 81, 84, 86, 2007) Temporada 2007-08: Campeão (66v-16d, 4 a 2 contra o Los Angeles Lakers nas Finais) Estréia: 28/10, contra o Cleveland Cavaliers, em casa
A franquia mais vencedora da história da NBA está em festa após conquistar seu 17º título, 22 anos após seu último troféu, e busca o bicampeonato consecutivo. Uma das máximas da NBA é que “repetir o título é mais difícil do que conquistar um”, mas o Celtics do ano passado era considerado um time “para o ano que vem”; agora que a equipe conquistou o título com um ano de antecedência, conseguirá manter as expectativas de ser um grande time neste ano?
Quando se dizia que o Celtics seria melhor em 2008-09, era porque a equipe foi completamente reformulada antes da temporada passada, com as chegadas dos All-Stars Kevin Garnett e Ray Allen e mais uma legião de free agents veteranos para complementar o ala Paul Pierce e os poucos garotos que sobraram da campanha pífia de 2006-07, quando o time foi lanterna da Conferência Leste. KG, entretanto, pregou a união e espírito coletivo desde o início da pré-temporada, e o forte da equipe foi exatamente seu entrosamento e união de forças. A equipe teve a melhor defesa da NBA e, apesar de alguns sustos durante os playoffs, foi superior à comcorrência por todo o ano e levou merecidamente o troféu Larry O’Brien. Se o time já foi excelente enquanto se conhecia, imagine agora que já tem um ano de entrosamento e maior experiência dos jogadores mais jovens, como o armador Rajon Rondo e os pivôs Kendrick Perkins, Leon Powe e Glen Davis.
Entretanto, o time perdeu duas peças importantes que podem fazer falta em momentos decisivos. Uma foi o veterano PJ Brown, que já estava aposentado quando voltou a jogar e se juntou ao time, após insistentes pedidos de Garnett e Pierce, e foi decisivo nos playoffs, com boa atuação no último jogo das semifinais do Leste contra o Cleveland Cavaliers. Brown retornou à aposentadoria após conquistar seu primeiro anel de campeão, mas as lições que passou a Perkins, Powe e Davis devem compensar por sua ausência. Já o ala James Posey, melhor reserva da equipe, deixou o clube para reforçar o New Orleans Hornets e levou sua ótima defesa e chutes precisos de 3 pontos para a Conferência Leste. O time torce para que Tony Allen e o novato Bill Walker consigam substituir o super-substituto.
O Grande Trio: Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen
Allen, Garnett e Pierce já têm um troféu na estante
Quando Allen e Garnett se juntaram ao Celtics após duas trocas durante a offseason de 2007, os torcedores sonharam com a aliança da dupla ao ala Paul Pierce, formando um trio de All-Stars. O sonho foi realizado: os três foram convocados para o Jogo das Estrelas, Garnett foi o Melhor Defensor do Ano e um dos principais candidatos ao prêmio de MVP, Allen brilhou nos momentos decisivos das Finais e Pierce liderou o time por todos os playoffs, tornando-se referência tática e emocional para Boston e conquistando o prêmio de MVP da decisão contra o Lakers.
Dá para argumentar que este é o trio mais forte e completo da NBA: Tanto Allen quanto Pierce são capazes de penetrar o garrafão para enterradas e chutar de fora, enquanto KG é a âncora da dupla no poste baixo, nos dois lados da quadra. Este ano, o trio terá sua posição desafiada mais do que nunca, mas o que o diferencia é que o Celtics não é tão dependente do sucesso da trinca. Rondo, Perkins, Powe e até Davis mostraram qualidade para carregar a equipe em alguns momentos e compensar uma eventual má atuação de um ou dois dos membros do trio.
Técnico: Doc Rivers
Muito criticado em seus primeiros anos de Boston, Rivers realizou o sonho de todo técnico ao receber dois All-Stars e um grupo de veteranos para reforçar sua equipe no ano passado, e correspondeu à confiança da direção liderando o time ao título, inclusive vencendo uma batalha tática com Phil Jackson na decisão. Agora, Rivers deve estar cheio de confiança para executar seus planos de jogo e responder às críticas da imprensa. Seu desafio será manter seu time motivado após chegar ao topo da montanha e encontrar novas formas de manter seu time eficiente, agora que toda a liga está estudando a fundo o esquema defensivo desenhado por ele e o assistente técnico Tom Thibodeau.
Time-base: Rajon Rondo, Ray Allen, Paul Pierce, Kevin Garnett e Kendrick Perkins Principais reservas: Eddie House (armador), Sam Cassell (armador), Leon Powe (ala-pivô), Glen Davis (pivô), Tony Allen (ala-armador)
Reforços: Bill Walker (ala-armador, calouro), JR Giddens (armador, calouro), Patrick O’Bryant (pivô) Principais perdas: James Posey (New Orleans Hornets), PJ Brown (aposentadoria)
Melhores momentos da campanha do título do Celtics:
New Jersey Nets
Ginásio: Izod Center Títulos: nenhum Temporada 2007-08: 4º lugar na Divisão Atlântico (34v-48d) Estréia: 29/10, contra o Washington Wizards, fora de casa
Após anos de campanhas frustradas nos playoffs com o trio Jason Kidd-Vince Carter-Richard Jefferson, a franquia enfim admitiu o desgaste da equação durante a temporada passada e resolveu partir para a renovação, com um objetivo a longo prazo em mente: liberar espaço na folha salarial para atrair LeBron James quando se tornar free agent, em 2010. O primeiro passo foi liberar Jason Kidd para o Dallas Mavericks, obtendo uma série de jogadores dispensáveis ou com contratos expirantes junto ao armador Devin Harris, aposta da franquia para futuro All-Star. Depois, foi a vez de mandar Richard Jefferson para o Milwaukee Bucks em troca de Bobby Simmons e Yi Jianlian; o time espera capitalizar na larga população asiática de Nova York e atrair mais torcedores para conferir o progresso do chinês Jianlian, ala-pivô que mostrou potencial no ano passado.
Desfeito o trio, a equipe se tornou um grande projeto em torno de Vince Carter. Harris já chegou às Finais da NBA em 2006 com o Mavericks e vem jogando bem, mas será o titular absoluto pela primeira vez na carreira, após alternar muito com Jason Terry em seus primeiros anos. Curiosamente, o Nets agora conta com vários pivôs de potencial, maior fraqueza do período em que teve seu “Grande Trio”. O terceiranista Josh Boone e o segundanista Sean Williams jogaram bem juntos no ano passado, e além de Jianlian, o time obteve o veterano Eduardo Najera no mercado de free agents e os pivôs calouros Ryan Anderson e Brook Lopez no draft.
O “líder”:Vince Carter
Carter está feliz: o time do New Jersey, por enquanto, é dele
Com o desgaste da trinca com Jefferson e Kidd, o Nets se livrou de ambos os jogadores e deu as chaves do time ao ala-armador Vince Carter, jogador de talento indiscutível, mas cuja vontade e capacidade de decisão é constantemente questionada. Logo após a saída de Kidd, Carter correspondeu à confiança da diretoria e produziu bons números ofensivos; no entanto, seu passado com times em renovação denuncia contra ele. Quando o Toronto Raptors tentou remontar seu time ao redor dele, Carter começou a se esforçar menos - algo que ele admitiu publicamente mais tarde - e acabou forçando a franquia a trocá-lo com o New Jersey.
Os tempos passam e as pessoas amadurecem. Carter agora tem 31 anos e parece determinado a ser o líder veterano que o Nets deseja, inclusive convocando seus companheiros para treinos nas férias. É esperar para ver se o ala-armador manterá o compromisso mesmo se o Nets começar a perder jogos repetidamente. Quando está determinado, Carter é um dos melhores jogadores da NBA, capaz de lances incríveis nas infiltrações e de enterrar em cima de qualquer pivô, além de ter um chute de 3 decente. Seu fraco, e onde precisará do máximo de ajuda dos companheiros, é na defesa.
Técnico:Lawrence Frank
Frank é um sobrevivente, tendo ouvido diversos boatos de sua demissão na escandalosa imprensa nova-iorquina, mas permanecendo ano após ano. Poucos esperavam ver Kidd, ídolo da franquia e responsável pelas duas únicas Finais da história do Nets na NBA, sair antes do treinador. Mas aqui está ele, recompensado por seu trabalho duro com sua defesa e com a oportunidade de provar aos seus empregadores que pode formar um bom time ao redor de apenas um superastro, característica que vai ser útil para quem estiver no comando se o Nets conseguir buscar LeBron em 2010.
Time-base: Devin Harris, Vince Carter, Bobby Simmons, Yi Jianlian e Josh Boone Principais reservas: Keyon Dooling (armador), Trenton Hassell (ala-armador), Chris Douglas-Roberts (ala-armador), Sean Williams (ala-pivô), Eduardo Najera (ala-pivô) e Brook Lopez (pivô)
Reforços: Keyon Dooling (armador), Bobby Simmons (ala), Yi Jianlian (ala-pivô), Eduardo Najera (ala-pivô), Ryan Anderson (pivô, calouro), Chris Douglas-Roberts (ala-armador, calouro), Brook Lopez (pivô, calouro), Jarvis Hayes (ala) Principais perdas: Richard Jefferson (Milwaukee Bucks), Nenad Krstic (Triumph Lyubertsy-RUS), Marcus Williams (Golden State Warriors), Bostjan Nachbar (Dynamo Moscou)
Nets derrota Miami Heat em Berlim:
New York Knicks
Ginásio: Madison Square Garden Títulos: 2 (1970 e 72) Temporada 2007-08: 5º na Divisão Atlântico (23v-59d) Estréia: 29/10, contra o Miami Heat, em casa
Após mais uma temporada de pesadelo para a franquia-símbolo da NBA, o proprietário James Dolan finalmente acordou e tomou providências, contratando o gerente geral Donnie Walsh e o técnico Mike D’Antoni e demitindo o ex-presidente e treinador Isiah Thomas, que comandou o afundamento do clube desde 2004. Sob a direção do ex-armador, o Knicks só foi aos playoffs uma vez, precisamente em 2004, e de lá para cá apenas disputou as últimas posições da NBA. Isso tudo enquanto pagava a maior folha salarial da liga, com quase US$ 20 milhões acima da taxa de luxo.
Com Walsh e D’Antoni, há uma nova direção e um claro objetivo: abrir espaço na folha salarial para contratar LeBron James ou Dwyane Wade em 2010. Porém, o elenco é quase todo o mesmo, com poucas contratações de peso. Menos mal que quase todos já demonstraram talento em suas carreiras, tendo se desvirtuado e rendido pouco no meio da confusão que se tornou o Knicks no “regime Thomas”, com vários jogadores de características parecidas e que não conseguiam jogar juntos. D’Antoni aposta que pode fazer este time render melhor e jogar rápido como o Phoenix Suns, com a chegada de Chris Duhon para distribuir melhor a bola.
As interrogações:Stephon Marbury, Zach Randolph e Eddy Curry
Desta vez, irá D'Antoni (esq) se entender com Marbury (dir)?
O Knicks passou a offseason dando dicas de que se livraria de Marbury, que se desentendeu inúmeras vezes tanto com Thomas como seu antecessor, Larry Brown. D’Antoni também não se entendeu bem com ele logo ao assumir o Phoenix Suns e o armador logo foi enviado para New York. A troca, porém, foi difícil - Starbury ainda tem dois anos e US$ 42 milhões de contrato - e o time considerou pagar a rescisão, mas desistiu. Agora, o armador diz estar disposto a se encaixar como reserva no esquema de D’Antoni e estar recuperado de uma cirurgia no tornozelo. Se puder voltar a ser o jogador decisivo de seu primeiro ano na equipe, o time pode crescer. No meio da temporada, porém, corre o risco de finalmente ser trocado por algo que economize o dinheiro do Knicks.
Randolph chegou como “salvador da pátria” no Knicks em 2007, após ser obtido em uma troca no dia do draft. O ala-pivô, no entanto, não achou seu lugar, jogando ao lado de um jogador de características parecidas como Eddy Curry, e teve uma de suas piores temporadas estatísticas. Os torcedores sonham que D’Antoni use Randolph como usou Amaré Stoudemire no Phoenix Suns, a âncora do time como pivô improvisado. Curry, por sua vez, ex-futuro da franquia, é um pivô pesadão como Shaquille O’Neal, que forçou mudanças ao sistema e ritmo de jogo de D’Antoni no Suns. Se for incapaz de se adaptar, também pode fazer as malas, mesmo com um contrato difícil.
Técnico:Mike D’Antoni
Muitos apontam a marca de 39v-89d de D’Antoni sem Steve Nash, armador que deu vida à sua visão de basquete veloz e dinâmico, como razão para desconfiar de sua eficiência. D’Antoni, porém, está animado com seu elenco, que para muitos tem características próprias para um ritmo mais acelerado e deveriam mesmo atuar em um estilo mais livre. O treinador já implementou duas mudanças que todo torcedor nova-iorquino pedia: colocou David Lee, ala-pivô prodígio do Knicks, no time titular como um dos focos do ataque, e trouxe um armador distribuidor para passar as bolas, Chris Duhon, que estava à sombra de Kirk Hinrich e Derrick Rose em Chicago. Ele também tem o ala Quentin Richardson, que teve sua melhor temporada sob seu comando no Suns em 2004-05, como aliado dentro do elenco.
Time-base: Chris Duhon, Jamal Crawford, Quentin Richardson, David Lee e Zach Randolph Principais reservas: Stephon Marbury (armador), Nate Robinson (armador), Wilson Chandler (ala), Eddy Curry (pivô), Jared Jeffries (ala), Danilo Gallinari (ala)
Reforços: Chris Duhon (armador), Danilo Gallinari (ala, calouro), Patrick Ewing Jr (ala-pivô, calouro) Principais perdas: Nenhuma perda importante
Knicks derrota Sixers na pré-temporada:
Philadelphia 76ers
Ginásio: Wachovia Center Títulos: 3 (1955 - como Syracuse Nationals - 67 e 83) Temporada 2007-08: Eliminado na primeira rodada dos playoffs (40v-42d, 2 a 4 contra o Detroit Pistons) Estréia: 29/10, contra o Toronto Raptors, em casa
Um ano após o revival de seu arquirival, o Philadelphia 76ers sonha em uma ressurreição parecida neste ano. A equipe já começou sua reviravolta há dois anos, quando enviou o ídolo Allen Iverson ao Denver Nuggets por Andre Miller, Reggie Evans e outras peças. O Sixers começou o ano muito mal, mas Miller se entrosou rápido com Andre Iguodala em um ritmo veloz, enquanto Evans se estabeleceu na segunda unidade ao lado dos jovens Louis Williams e Thaddeus Young. Logo, o time se recuperou, ameaçou a potência do Leste Detroit Pistons nos playoffs antes de ser eliminado por 4 a 2. Tudo o que faltava para Philly se tornar um time de ponta, diziam, era um pivô capaz de pontuar no garrafão para enfrentar times mais fechados.
Philadelphia vence primeiro jogo dos playoffs em Detroit:
Desde cedo, portanto, Elton Brand virou o alvo do clube no mercado de free agents. O ala-pivô abandonou o L.A. Clippers, que havia se reforçado desejando construir ao seu redor, e se juntou ao Sixers para ser esse homem de interior. O clube tratou de renovar os contratos de seus próprios free agents, Iguodala e Williams, e torce para ser impulsionado ao grupo de elite do Leste, que até o momento contém apenas Boston, Detroit e Cleveland. A maior fraqueza do time parece ser o tiro de 3, em que a chegada de Kareem Rush, arremessador nem sempre consistente, ajude a resolver essa deficiência saído do banco.
O novo “Cara”:Elton Brand
Elton Brand: a peça que faltava para o Sixers se juntar à elite?
Em 2005-06, Brand teve um ano tão bom que disputou o prêmio de MVP, e levou o Clippers à beira das finais da competitiva Conferência Oeste. O ano seguinte foi cheio de lesões no elenco e Brand, abandonado, foi incapaz de classificar a equipe aos playoffs. O último ano foi pior ainda, já que Brand se contundiu no tendão de Aquiles, passou por cirurgia e perdeu quase toda a temporada, voltando nos últimos jogos quando o time já estava eliminado. Mesmo assim, o ala-pivô recebeu um contrato de cinco anos e quase US$ 80 milhões do Sixers para ser a “peça que falta” para disputar o título.
Logo, pode-se ver que é um ano decisivo para Brand. Ele perdeu sua vaga na seleção americana que foi a Pequim e ganhou a medalha de ouro por causa da lesão, e vem perdendo espaço para pivôs mais jovens. No Leste, onde poucos jogadores de garrafão se destacam, Brand volta a ser um candidato a All-Star, e suas jogadas no poste baixo devem ser eficientes, além de abrirem espaços para seus companheiros velozes infiltrarem ou chutarem de fora.
Técnico: Maurice Cheeks
Cheeks já foi criticado tanto em Filadélfia quanto em Portland, onde treinou o Trail Blazers e levou a equipe aos playoffs, mas vivenciou o início da decadência da equipe, com jogadores pouco dedicados e desinteressados. O começo com o Sixers também foi difícil, mas assim como suas palavras tiveram efeitos com os jogadores mais jovens do Blazers, acabou transformando o time do Atlântico e formando um conjunto bem entrosado e confiante. Com Brand no time, tem novamente um All-Star sob seu comando, mas um notoriamente mais comandável do que Iverson ou Chris Webber, suas “dores de cabeça” em seus primeiros anos na cidade. As expectativas do público aumentaram.
Time-base: Andre Miller, Andre Iguodala, Thaddeus Young, Elton Brand e Samuel Dalembert Principais reservas: Louis Williams (ala-armador), Reggie Evans (ala-pivô), Kareem Rush (ala-armador), Marreese Speights (ala-pivô)
Reforços: Elton Brand (ala-pivô), Donyell Marshall (ala), Kareem Rush (ala-armador), Marreese Speights (ala-pivô, calouro) Principais perdas: Nenhuma perda importante
Toronto Raptors
Ginásio: Air Canada Centre Títulos: Nenhum Temporada 2007-08: Eliminado na primeira rodada dos playoffs (41v-41d, 1 a 4 contra o Orlando Magic) Estréia: 29/10, contra o Philadelphia 76ers, fora de casa
Desde a chegada do gerente geral Bryan Colangelo ao time em 2006, o Raptors mudou de cara e atitude, se reestabelecendo entre os oito melhores times da Conferência Leste e garantindo vaga aos playoffs nos dois últimos anos. Restavam, porém, alguns obstáculos para que o time brigasse na elite da NBA: a falta de profundidade e de experiência do elenco. A alternância de José Calderón com TJ Ford na armação também era um problema: Ford não aceitava a reserva e Calderón teve de ceder a posição, embora fosse quem atuasse por mais tempo e estivesse em quadra aos finais de jogos.
Pois Colangelo, conhecido por suas trocas vencedoras, matou dois coelhos com um tiro só ao enviar Ford e o pivô Rasho Nesterovic para o Indiana Pacers em troca do pivô Jermaine O’Neal. Por um lado, Colangelo terminou a disputa de armadores e deixou claro que Calderón seria o homem da bola no início das jogadas. Por outro, reforçou o time com um pivô de qualidade em ambos os lados da quadra, capaz de abrir mais espaços para os companheiros chutarem e formar uma dupla de garrafão temível ao lado de Chris Bosh. O único problema que não deu para resolver de fato foi a profundidade; apesar de obter O’Neal e finalmente conseguir a vinda de Roko Ukic da Europa, o Raptors perdeu também dois jogadores importantes para o BC Khimki, da Rússia: o ala Carlos Delfino e o ala-pivô Jorge Garbajosa. Com isso, cresce a responsabilidade de reservas como Joey Graham, Jason Kapono e Andrea Bargnani, primeira escolha do draft de 2006, que poderá alternar pelas alas e garrafão.
O Grande Trio canadense:José Calderón, Chris Bosh e Jermaine O’Neal
O'Neal e Bosh vão sorrir bastante se Calderón distribuir bem a bola entre os dois
É sobre esta tríade que o Raptors confia sua ascensão ao topo da Conferência Leste. Bosh já provou seu talento, liderando a equipe aos playoffs nos dois últimos anos, sendo All-Star e, durante as férias, com ótimas atuações como reserva na seleção americana medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim. Foco da atenção das defesas adversárias desde que chegou à NBA, ele deve ganhar mais espaço agora que divide as trincheiras com O’Neal, que em um ponto da carreira chegou a ser considerado para o prêmio de MVP da temporada. Ex-jogador mais jovem da liga, hoje Jermaine é um veterano que acumula lesões a cada temporada e busca provar ainda ser capaz de atuar em alto nível após uma série de cirurgias.
Calderón enfim tem anos de bom trabalho recompensados com a vaga de titular absoluto. A torcida já pedia que as chaves do time lhe fossem entregues há muito tempo, e agora cabe ao espanhol dirigir o Raptors como fez com a seleção de seu país em Pequim, conquistando a medalha de prata. Arremessador preciso de qualquer ponto da quadra, Calderón terá em Bosh e O’Neal uma dupla de pivôs semelhante à formada pelos irmãos Gasol no selecionado espanhol.
Melhores momentos do primeiro quarto de amistoso entre Raptors e Knicks:
Técnico: Sam Mitchell
Já bastante criticado, Mitchell deu a reviravolta quando Colangelo chegou, foi Técnico do Ano em 2006-07 e manteve o time entre os melhores do Leste quando muitos esperavam uma queda acentuada no ano seguinte. Com a saída de Delfino e Garbajosa, perdeu algumas de suas melhores opções da segunda unidade, mas a chegada de O’Neal o ajuda a espaçar melhor o time em quadra. Terá de ter critério ao substituir seus titulares e preparar Roko Ukic cuidadosamente para ser um reserva eficiente na NBA, para economizar as pernas de Calderón durante a temporada. Outra missão de Mitchell é achar a posição ideal de Bargnani, que apesar de lampejos, ainda não mostrou todo o potencial que o time viu nele ao draftá-lo na primeira posição em 2006.
Time-base: José Calderón, Anthony Parker, Jamario Moon, Chris Bosh e Jermaine O’Neal Principais reservas: Andrea Bargnani (ala-pivô), Jason Kapono (ala), Joey Graham (ala), Roko Ukic (armador)
Reforços: Jermaine O’Neal (pivô), Nathan Jawai (ala-pivô, calouro), Roko Ukic (armador, calouro) Principais perdas: Carlos Delfino (BC Khimki), Jorge Garbajosa (BC Khimki), TJ Ford (Indiana Pacers), Rasho Nesterovic (Indiana Pacers)
O atual vice-campeão da liga, Los Angeles Lakers, venceu sua primeira partida na pré-temporada da NBA neste domingo (12/10), ao derrotar o Sacramento Kings em Las Vegas por 94 a 89. Foi um de três amistosos entre times da liga em solo norte-americano, descontando-se a vitória do New Jersey Nets sobre o Miami Heat por 94 a 92 em Londres.
O confronto entre duas equipes californianas também foi um duelo de dois times que usam o triângulo ofensivo: o Lakers, sob o comando de Phil Jackson, utiliza o esquema há anos, enquanto o técnico Reggie Theus declarou neste ano que já vem implementando o sistema no Kings desde o ano passado. O jogo foi equilibrado por quase toda sua duração, mas o time mais experiente abriu 84 a 72 com 5min25s por jogar. Sacramento cortou a diferença para 92 a 89 com 36s restando, mas não conseguiu chegar mais perto do que isso.
Theus não gostou do aproveitamento de apenas 37,2% nos arremessos e disse que seus comandados ainda não assimilaram seu “mantra” de movimentação de bola. “É o sacrifício de mover a bola, não driblar. Eu acho que estamos driblando a bola demais agora. Se você está driblando, não está passando. E se vamos ser efetivos, temos de ser um time que passa a bola primeiro”, reclamou o treinador.
O ala-pivô espanhol Pau Gasol foi o único com dígitos duplos no Lakers, 12 pontos, mas todos os 15 jogadores que entraram em quadra pelo time pontuaram. O atual MVP, Kobe Bryant, fez 9 pontos, assim como o ala Vladimir Radmanovic e o pivô Andrew Bynum, que começou como titular. Jordan Farmar, Trevor Ariza e Josh Powell fizeram 8 pontos cada, saídos do banco. O cestinha do jogo foi o pivô reserva do Kings, Jason Thompson, com 15 pontos, além de 8 rebotes. Outro pivô reserva, Spencer Hawes, teve 6 pontos, 10 rebotes e 3 tocos. John Salmons marcou 11 pontos e Brad Miller, 10.
A partida foi disputada no ginásio Thomas & Mack Center, casa da universidade UNLV que abrigou o Jogo das Estrelas dois anos atrás. Os proprietários do Kings, Joe e Gavin Maloof, são donos de hotéis e cassinos na cidade, o que gera muita especulação todos os anos sobre uma possível mudança do Kings. O boxeador aposentado Floyd Maywather Jr, ex-campeão mundial em duas categorias de peso e residente da cidade, esteve presente no ginásio.
Em Toronto, o ator Ving Rhames foi a celebridade presente para ver a primeira derrota do Toronto Raptors na pré-temporada, 85 a 79 para o Philadelphia 76ers. Foi o primeiro revés do Raptors em um amistoso em casa, no Air Canada Centre, em 12 partidas. “Este é o time contra o qual vamos estrear, então queríamos aprender o máximo possível”, justificou o ala Jamario Moon, que marcou 7 pontos e 10 rebotes para os canadenses.
Os anfitriões estavam à frente por 41 a 39 no intervalo, mas o ala segundoanista Thaddeus Young acertou duas cestas de 3 e marcou oito pontos no terceiro quarto para ajudar o Sixers a empatar o jogo em 60 pontos antes dos 12 minutos finais. “Ele meio que nos colocou de volta no jogo no terceiro quarto, com aqueles triplos”, disse o técnico Maurice Cheeks. O ala Jason Kapono, do Raptors, empatou novamente em 77 pontos com uma cesta a 3min48s do final, mas os visitantes marcaram oito dos 10 pontos finais, incluindo duas enterradas do pivô calouro Marreese Speights e outra do ala Andre Iguodala com 12,9s restando para selar a vitória.
“Ele jogou bem. Ele entrou, acertou cestas e defendeu bem”, disse Cheeks sobre Speights, que terminou com 12 pontos. Young foi o cestinha, com 17 pontos; Iguodala teve 13 pontos, 5 rebotes, 5 assistências, 3 tocos, 2 roubos, mas 6 turnovers; Louis Williams e Elton Brand fizeram 10 pontos cada. Brand ainda buscou 9 rebotes e se mostrou contente com a equipe que o contratou como reforço neste ano. “É cedo, mas realmente adoro este time. Nossa segunda unidade jogou muito bem”, elogiou.
Kapono foi o melhor do Raptors, com 14 pontos. Will Solomon acrescentou 12 pontos e Anthony Parker e Andrea Bargnani marcaram 10 pontos cada. A dupla de garrafão do time, porém, decepcionou: o campeão olímpico Chris Bosh só fez 4 pontos e combinou com Jermaine O’Neal para apenas quatro cestas em 15 arremessos.
No outro jogo da rodada, o Utah Jazz não tomou conhecimento do Portland Trail Blazers e derrotou o rival divisional em pleno Rose Garden de Portland, 93 a 80. O técnico Nate McMillan poupou quatro de seus titulares e só deixou o pivô calouro Greg Oden, que ficou um ano sem jogar, na equipe para ganhar forma. “Não dá para ficar empolgado com este jogo. O melhor time deles estava sentado no banco”, reconheceu Jerry Sloan, técnico do Jazz.
Utah, por sua vez, descansou Matt Harpring, que está em recuperação de uma cirurgia no tornozelo direito, e o ala-pivô Carlos Boozer atuou por apenas 15 minutos após perder os dois primeiros amistosos com dores na coxa esquerda. “Eu estava OK, só estava descansando um pouco. Estávamos sendo cautelosos”, explicou Boozer, que marcou 12 pontos e 8 rebotes.
Na ausência dos craques, o cestinha foi o ala francês Nicolas Batum, calouro reserva do Blazers, que surpreendeu com 16 pontos, 3 rebotes e 3 tocos. O ala Travis Outlaw marcou 14 pontos, e o armador espanhol Sergio Rodríguez teve 9 pontos, 8 assistências, 5 rebotes e 5 roubos de bola. Pelo Jazz, o russo Andrei Kirilenko - que começou como reserva, substituído por CJ Miles no time titular - foi o destaque, com 15 pontos e 5 assistências. Kyle Korver acrescentou 14 pontos, Mehmet Okur teve 11 e Kyrilo Fesenko marcou um duplo-duplo de 10 pontos e 10 rebotes.