Técnico do Assis, Marco Antonio Aga escreve artigo em homenagem a Rosa Branca
MAIS QUE UM ÍDOLO
Escrevo este artigo com muita tristeza no coração. Hoje, mais precisamente dia 22 de dezembro, no período da manhã, recebi a notícia do falecimento de meu amigo e ídolo Rosa Branca. Quantos conselhos recebi dele. Sempre soube por outras pessoas do carinho, admiração e respeito que ele tinha com a minha pessoa. Graças a Deus, no basquetebol fiz muitas e grandes amizades, Rosa Branca deixará uma lacuna e uma saudade muito grande no meu coração. Nascido em Araraquara, no dia 19 de julho de 1940, Carmo de Souza, conhecimento mundialmente por Rosa Branca, faleceu em São Paulo, Capital, no hospital que estava internado para cuidar de uma pneumonia. Ontem, domingo, dia 21, conversei com ele através do celular. A última vez que estive em São Paulo fui jantar com ele e com seu amigo Dalvio, diretor da FPB e palmeirense fanático.
Rosa Branca era corintiano de paixão. Aliás, no Palmeiras foi bicampeão brasileiro, mas no Corinthians, seu time de coração, conquistou oito títulos brasileiros, seis paulistas e diversos títulos internacionais. Pela seleção brasileira, Rosa Branca participou das principais conquistas do basquetebol brasileiro, sendo considerado um dos melhores jogadores da melhor geração da história do basquetebol brasileiro. Rosa conquistou os Mundiais de 1959 (Chile) e 1963 (Brasil).
Em Olimpíadas, conquistou a medalha de bronze em 1960 (Roma) e 1964 (Tóquio). Foi também tetracampeão Sul-Americano (63, 65, 67 e 69). Em Jogos Pan-Americanos conquistou uma medalha de prata e uma de bronze. O bronze veio em 1955 (Cidade do México) e a prata em 1963 (São Paulo). Rosa Branca parou de jogar em 1.971. Meu tio falecido Joaquim Carlos Paiva, foi colega de formatura de Rosa Branca na cidade de São Carlos. Atualmente era diretor da Federação Paulista de Basketball (FPB). Rosa Branca era uma pessoa honesta, amiga, humilde, trabalhadora, conselheira e de bons exemplos. Deus o levou para o outro lado da vida, mas deixou aqui um legado e uma história muito bonita de um grande atleta e de um grande homem. Confesso que estou escrevendo este artigo com muita perplexidade, pois não esperava ter que escrever e comentar a morte dele neste momento. Mesmo assim, quero aqui, prestar uma humilde e singela homenagem ao meu amigo Rosa Branca. Que Deus dê muita força a todos os seus familiares.
O basquetebol brasileiro está de luto. Seus verdadeiros amigos estão tristes. Todos sentirão muito sua falta. Como já escrevi anteriormente para homenagear outro grande amigo, quero terminar copiando Machado de Assis: “Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente e reconhece!”.
Carmo de Souza, nosso querido Rosa Branca era um desses amigos.
(*) Marco Antonio Aga é técnico do Conti/Assis
(Databasket.com.br)