November 21, 2008

Paraíba exporta talentos: Rafael Vilar está na Inglaterra após jogar na Alemanha

Filed under: Europa, Internacional — Tags: , , , — basketbrasil @ 6:38 pm

(Supercopanordeste.com)

O atleta da AABB/UFCG da Paraíba, Rafael Vilar, enviou notícias da cidade de Newcastle, Inglaterra, onde está fazendo doutorado.
 
Antes de iniciar sua jornada na Inglaterra, Rafael passou uma temporada na cidade de Vechta, Alemanha, e no mês de outubro se integrou ao elenco do SC Rasta Vechta, equipe que disputa o campeonato regional.
 
A estréia de Rafael foi com vitória sobre a equipe do Laiens por 81 a 69.
 
O treinador Oliver Messmann elogiou a estréia do atleta paraibano e disse: “Er begann sehr gut seit dem ersten Quartal Kennzeichnung der ersten fünf Punkte für sein neues Team”.
 
Em alemão esse elogio pareceu mais uma reclamação, e das brabas.

Fonte: Federação Paraibana de Basquete
 
(Supercopa Nordeste de Basquete é evento organizado pela LNB - Liga Nordeste de Basquetebol).

September 29, 2008

Dirk Nowitzki tenta levar jogo do Dallas Mavericks para Alemanha

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA — Tags: , , — basketbrasil @ 4:00 pm

São Paulo (SP ) - Principal estrela da seleção alemã de basquete, Dirk Nowitzki manifestou o desejo de jogar uma partida por seu time, o Dallas Mavericks, na Alemanha. O jogador espera que o desejo seja atendido nos próximos três anos, tempo que resta de seu contrato com a equipe norte-americana.

“Tenho mais três anos no Mavericks e adoraria levar meus companheiros de equipe para conhecer meu país. Tenho certeza de que lotariam os ginásios. Eu entendo que a questão envolve dinheiro, pré-temporada e viagens. Não é fácil, mas acho que seria uma grande experiência para todos”, apontou Nowitzki ao jornal The Dallas Morning News.

Para realizar seu desejo, Nowitzki já teria conversado com o dono do Dallas Mavericks, Mark Cuban, que, porém, não demonstrou muito entusiasmo com a idéia.

Jogando nos Estados Unidos, o Dallas Mavericks inicia sua pré-temporada em 7 de outubro, jogando contra o Washington Wizards.

(Gazeta Esportiva)

Menino de 8 anos de idade é campeão de enterradas na Alemanha

Filed under: DESTAQUES, Europa, Internacional — Tags: , , , , — Adriano Albuquerque @ 12:17 pm

Na última semana, muito se comentou na imprensa internacional sobre o garoto Marquise Walker, sensação americana de 8 anos de idade que faz sucesso com seu controle de bola em vídeos do Youtube. Agora, a Alemanha tem uma resposta à altura para isto: um menino da mesma idade capaz de enterrar.

Aaron Prenszlau, residente de Kingwells e com apenas 8 anos de idade, tornou-se neste domingo o jogador mais jovem a conquistar um título de concurso de enterradas na história do campeonato alemão de streetball. O garoto derrotou jogadores bem mais velhos: o segundo colocado, Nsiabandoki Hagen, tem 19 anos, e o terceiro, Maik Hasselberg, 22.

Aaron Prenszlau, de 8 anos, leva campeonato de enterradas

Aaron Prenszlau, de 8 anos, leva campeonato de enterradas

Embora ainda não tenham surgido na internet vídeos da atuação de Prenszlau, o site oficial da federação alemã de basquete celebra a vitória da criança e chama o vencedor de “sensacional”. O menino roubou a cena das finais dos torneios de 3-contra-3 do campeonato alemão.

September 7, 2008

Seleção Brasileira paraolímpica feminina perde para Alemanha na estréia em Pequim

Na estréia, brasileiras foram derrotadas pelas alemãs, por 62 a 32 pontos
(Reuters/Terra)

A Seleção Brasileira feminina de basquete para cadeirantes não fez uma boa estréia nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Neste domingo as meninas do Brasil foram massacradas pelas alemãs, por 62 a 32.

As brasileiras começaram bem a partida e com 5 minutos de jogo venciam as alemãs por 6 a 4. Depois disso o Brasil parou em quadra, não marcou mais nenhum ponto no primeiro quarto e saiu derrotado por 17 a 6.

Apáticas, as brasileiras não conseguiram se recuperar no segundo quarto, repetindo o placar do período anterior e terminaram o primeiro tempo perdendo por 34 a 12.

Na volta do intervalo as brasileiras continuaram a mostrar um péssimo jogo, não conseguiam fazer as cestas e viram as alemãs abrir ainda mais a diferença e terminarem o quarto vencendo por 50 a 20.

Com a vitória garantida, as alemãs relaxaram e as brasileiras empataram o último período, mas não evitaram a derrota por 62 a 32.

Na próxima rodada do Grupo A, as brasileiras enfrentam a Austrália, na segunda-feira, 8 de setembro. Já as alemãs encaram os EUA.

(Redação Terra)

August 29, 2008

Dirk Nowitzki dá pausa na seleção alemã, mas admite pensar nos Jogos de Londres-2012

Filed under: Europa, Internacional, Seleções — Tags: , , — basketbrasil @ 3:59 pm

Após brilhar no Pré-Olímpico Mundial de basquete e garantir a Alemanha nas Olimpíadas de Pequim, Dirk Nowitzki não teve o rendimento esperado e falhou na tentativa de levar seu país à fase final da competição. Para compensar, o alemão admite atuar em Londres-2012, mesmo sabendo que terá avançados 34 anos na oportunidade.

Nowitzki chegou à China com o status de ser um dos maiores ícones do esporte germânico, tendo inclusive sido o porta-bandeira na cerimônia de abertura do evento. Contudo, o retrospecto de apenas uma vitória em cinco jogos da Alemanha deixou a desejar, ainda mais porque o ala-pivô do Dallas Mavericks só passou da casa dos 20 pontos por duas vezes (contra China e Angola, os adversários mais fracos do grupo).

Falando sobre o futuro em entrevista ao diário Bild, o atleta da NBA afirmou que pretender tirar um período de férias de sua seleção nacional, mas deixou fortes indícios de que deve voltar até as próximas Olimpíadas.

“No próximo verão, quero descansar dois meses, mas uma pausa não significa que não voltarei a atuar pela Alemanha”, afirmou Nowiztki, antes de comentar as chances de estar em Londres daqui a quatro anos. “Com toda a certeza, ainda conversaremos bastante sobre isso, mas tenho que avaliar minha condição física até lá”.

(Gazeta Esportiva)

Dirk Nowitzki não disputará a Eurobasket pela Alemanha, Siskauskas deixa a Lituânia

Filed under: Europa, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Linelson Y Castro @ 3:20 pm

O ala-pivô Dirk Nowitzki, grande estrela da Alemanha e do Dallas Mavericks, descartou sua participação na Eurobasket de 2009 na Polônia alegando que necessita de descanso depois da longa temporada da NBA. Porém, a realização de seu sonho de disputar uma Olimpíada não significa que o jogador de 30 anos abandonará a seleção, já que ele não descartou sua presença nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.
 
“Uma pausa não significa que não vou voltar a jogar pela Alemanha”, explicou Dirk, que pretende descansar por dois meses nas próximas férias. Ele disse que se dedica de quatro a seis semanas para a preparação de torneios internacionais e reconhece que “a cada verão é mais difícil encontrar motivação adequada para isso”. Assim Nowitizki acalma a imprensa alemã, que especula que o jogador se aposentaria da seleção nacional.
 
Nowizki liderou a Alemanha à conquista de uma das três vagas nos Jogos de Pequim em disputa no Pré-Olímpico Mundial da Grécia, vencendo a partida decisiva diante de Porto Rico. Já nas Olimpíadas, a Alemanha não teve uma boa participação, não atingindo o objetivo de chegar às quartas-de-final. Com apenas apenas uma vitória e quatro derrotas, a equipe ficou na décima colocação do torneio olímpico. Dirk fez seu papel, com médias de 17 pontos e 8,4 rebotes em 28,4 minutos, foi também o porta-bandeira da delegação do país no desfile de abertura.
 
Já o ala Ramunas Siskaukas anunciou sua retirada da seleção da Lituânia, onde era capitão da equipe. Em Pequim, Siskaukas não conseguiu repetir a medalha de bronze dos Jogos de Sydney em 2000, quando fez sua estréia na seleção, no último domingo perdeu a decisão do terceiro lugar para a Argentina. Na Eurobasket de 2003, ele conquistou a medalha de ouro, no Mundial do Japão de 2006 ficou em sétimo e na Eurobasket de 2007 conquistou a medalha de bronze. O jogador foi o MVP da última temporada da Euroliga, faturando também o título da competição pelo CSKA Moscou.

August 19, 2008

Atropelado pelos EUA, treinador alemão considera americanos imbatíveis

Filed under: Basquete masculino, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — basketbrasil @ 5:36 pm

Dirk Bauermann: ‘Se você não joga com coragem e confiança, eles simplesmente te explodem’

GLOBOESPORTE.COM
 Rio de Janeiro

Eliminada da disputa do basquete masculino na primeira fase, a Alemanha teve uma despedida amarga de Pequim. No último jogo pelo Grupo B, os alemães foram completamente aniquilados pelos Estados Unidos, principais favoritos para a medalha de ouro, por larga distância no placar: 106 a 57.

Dirk Bauermann, técnico do time europeu, que eliminou o Brasil no Pré-Olímpico, deixou claro que não vê outro candidato para a medalha dourada.
 
“Se você não joga com coragem e confiança, eles simplesmente te explodem. Para mim os americanos são imbatíveis”, disse Bauermann, de acordo com o “New York Times”.

As estrelas LeBron James, Carmelo Anthony e Dwyane Wade estiveram presentes no fiasco americano em 2004, quando foram eliminados pela campeã olímpica Argentina nas semifinais. Quatro anos depois, bem mais experientes e com o reforço de Kobe Bryant e Dwight Howard entre outros, os EUA buscam recuperar o topo do pódio. O adversário nas quartas-de-final será a Austrália.

“Acho difícil compreender o quão melhor eles estão jogando. Estão fazendo tudo de forma intangível, todo o necessário para ganhar. Eles realmente não têm fraqueza alguma, como tinham quatro anos atrás”, completa o treinador alemão.

Na primeira fase, não teve para ninguém. Repleta de astros da NBA, a seleção de basquete dos Estados Unidos atropelou todos os adversários sem muito esforço. A partir de agora, é para valer. O torneio masculino entra na fase de quartas-de-final e o favoritismo americano continua sendo gritante. O problema é que o adversário desta quarta-feira é a Austrália, a única que conseguiu equilibrar um pouco as ações contra os americanos, ainda que tenha sido no período de amistosos.

Na hora da verdade, contudo, a zebra em Pequim parece uma possibilidade remota. Com LeBron James e Dwyane Wade atuando em alto nível, os EUA parecem determinados a reconquistar a medalha de ouro olímpica, que ficou nas mãos da Argentina em Atenas-2004.

Espanha e Croácia abrem a rodada às 3h30min (de Brasília). Os atuais campeões mundiais, comandados por Pau Gasol, são favoritos diante dos croatas. Às 5h45min, a China, dona da casa, vai fazer uma grande festa no ginásio olímpico. Do outro lado da quadra estará a Lituânia, grande surpresa da primeira fase, que só perdeu na última rodada, para os australianos.

EUA e Austrália medem forças às 9h, e as quartas-de-final se encerram com um grande jogo: Argentina x Grécia, às 11h15min.

 

Após realizar sonho olímpico, novo objetivo do alemão Dirk Nowitzki é o título pelo Dallas

Filed under: Conferência Oeste, NBA, Seleções — Tags: , , , — basketbrasil @ 10:15 am

Depois de realizar um sonho defendendo a seleção da Alemanha nos Jogos Olímpicos, o ala Dirk Nowitzki admitiu que agora o objetivo é outro: ganhar o título da NBA.

“Eu atingi o meu primeiro objetivo, que era jogar as Olimpíadas pelo meu país”, disse o astro para os jornalistas após a derrota para os Estados Unidos e a conseqüente eliminação dos alemães da competição.

“Agora, meu objetivo principal é ganhar o título da NBA”, adicionou Nowitzki. “Nós vamos esperar e ver como as coisas se desenrolam com a seleção alemã”.

Os alemães terminaram sua participação nas Olimpíadas com uma vitória e quatro derrotas, ficando muito abaixo do esperado. Nowitzki, por sua vez, foi o líder do time, com médias de 17 pontos e 8,4 rebotes por jogo.

(Blog Mavs Center)

August 18, 2008

Kaman diz que ninguém vai derrotar EUA, visita de Michael Phelps inspira time

Depois que a seleção dos Estados Unidos terminou a primeira fase do torneio olímpico masculino de basquete atropelando os adversários por uma média de 32,2 pontos de diferença naquele que era considerado o grupo mais forte da competição, agora são os outros times que estão considerando a medalha de ouro em Pequim uma questão de tempo, um título garantido. A Alemanha foi aniquilada por 106 a 57 nesta segunda-feira e reconheceu o poderio americano.

“Ninguém vai derrotá-los. De jeito nenhum, simplesmente não vai acontecer”, resumiu o pivô norte-americano naturalizado alemão Chris Kaman.

“Nós jogamos contra eles quatro anos atrás (em amistoso preparatório para os Jogos de Atenas-2004 em que os EUA terminaram com três derrotas e uma vexatória medalha de bronze), e aquele era um time completamente diferente do que enfrentamos hoje. A química deles agora é muito boa, eles defendem forte, penso que são imbatíveis. Quero dizer, você nunca sabe o que pode acontecer durante os 40 minutos de um jogo de basquete, mas eu ficaria extremamente surpreso se eles não ganharem o ouro”, afirmou o técnico alemão Dirk Bauermann.

“Para enfrentar a Grécia e depois jogar contra a Espanha, foi realmente fácil para nós acordarmos motivados para o desafio. E nós poderíamos facilmente ter entrado em quadra hoje meio acomodados e ter feito um desses jogos de onde saímos dando desculpas, mas não demos um passo atrás hoje e isso foi bom, foi muito bom. Estamos jogando com a faca nos dentes, estamos tentando melhorar a cada jogo, não queremos dar um passo atrás”, comentou LeBron James destacando o espírito de intensidade da equipe em quadra.

E um dos principais fatores para o sucesso é a seriedade com que os astros da NBA estão encarando a competição, respeitando cada um dos adversários, o MVP Kobe Bryant já alerta que o time deve encontrar mais dificuldades contra a Austrália nas quartas-de-final e até pelo jogo duro que as duas seleções fizeram no último amistoso em Xangai antes das Olimpíadas ele não subestima os “Boomers”, que arrasaram a Lituânia por 106 a 75 com o time europeu dando mole porque já estava classificado.

“A Austrália tem um estilo de jogo completamente diferente do que jogamos hoje. Eles executam um ataque de continuidade e são muito eficientes nessa movimentação, são realmente inteligentes, então será um jogo bem diferente. Eu espero que eles jogarão duro, não vão dar para trás e virão preparados para jogar contra nós. Sentimos que estamos jogando muito bem agora, mas você precisa ter em mente que agora é uma eliminatória simples, você não pode se dar ao luxo de cometer nenhum vacilo. Estamos começando a entender nosso ritmo, quando os arremessos estão se apresentando, e estamos ficando mais confortáveis e acertando as bolas de três pontos”, declarou Bryant.

“Eles (Austrália) são um time bastante físico, um time duro, e tenho certeza que vão pegar aquele jogo que fizeram contra nós alguns dias atrás e tentar tirar alguma confiança a mais dele. Mas estamos melhores, estamos batendo na porta, e é hora de tomar conta dos negócios agora. Temos três jogos pela frente para realizar o que estamos esperando para fazer há quatro anos”, afirmou o ala Carmelo Anthony.

“Estamos animados por termos terminado a fase de classificação invictos, indo agora para a fase decisiva, é hora de ganhar uma medalha de ouro”, disse o normalmente contido técnico Mike Krzyzewski.

Contra a Alemanha, o time americano jogou inspirado pela torcida do fenômeno da natação Michael Phelps, que veio ao ginásio para assistir à partida e passou algum tempo com os jogadores nos vestiários depois da vitória pela maior diferença de pontos na competição. Phelps esteve lá para lembrar aos jogadores que cumpriu a promessa de ganhar todas as oito provas que disputou nas Olimpíadas, tornando-se o maior campeão olímpico de todos os tempos. Agora o basquete americano entra na fase decisiva querendo provar que também pode vencer oito jogos seguidos rumo à medalha de ouro, cinco já foram, e para muitos já começou a contagem regressiva: faltam três. Se confirmar o favoritismo contra os australianos, os EUA vão enfrentar nas semifinais o vencedor do confronto teoricamente mais equilibrado das quartas-de-final, Argentina ou Grécia.

No lado da Alemanha, o técnico Dirk Bauermann torna para esta não ter sido a despedida do astro Dirk Nowitzki da seleção, ele disse que pretende descansar e deu indicações de que não jogaria o Campeonato Europeu de 2009 na Polônia. O treinador não perdeu as esperanças de contar com o ala-pivô.

“Acho que isso ainda está em aberto. Ele me disse que vai terminar a próxima temporada da NBA (2008-09), ver como seu corpo se sente e ver onde ele está em junho”, finalizou o treinador alemão.

Seleção americana destrói Alemanha por 106 a 57 e vai às quartas com cheiro de ouro

Alemanha vive dia de cão nos esportes coletivos nas Olimpíadas enfrentando times-show: primeiro levou 3 sets a 0 da Seleção Brasileira masculina de vôlei que foi às quartas-de-final na liderança do grupo, depois as alemãs campeãs mundiais sofreram uma goleada de 4 a 1 do Brasil das craques Marta e Cristiane nas semifinais do futebol feminino e por fim o porta-bandeira do país Dirk Nowitzki foi vítima do maior passeio da seleção americana de basquete, o cravador Dwight Howard foi o cestinha com 22 pontos e 10 rebotes, LeBron James e Dwyane Wade completaram o show de enterradas mostrando que o esporte deles poderia ser outro: salto em altura.

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August 17, 2008

EUA enfrenta Alemanha em última rodada sem muitas emoções no torneio masculino

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 7:46 pm

Com a primeira posição do Grupo B já garantida, a seleção masculina dos Estados Unidos enfrenta a Alemanha às 9h (horário de Brasília) desta segunda-feira, pelo torneio de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. A partida não significa nada para ambos os times: os EUA já têm sua posição certa, e os alemães não têm mais possibilidades de classificação às quartas-de-final. Os demais jogos da rodada também devem apenas definir o emparelhamento para a segunda fase.

O “Redeem Team” (”Time da Redenção”) deu mais um passo importante em sua marcha de volta ao ouro com uma humilhante vitória sobre a Espanha, atual campeã mundial, por 119 a 82 no sábado. A partida era considerada uma possível prévia da final olímpica e o resultado deixou muitos na imprensa internacional com a sensação de que nenhum outro time tem chances contra os EUA. Os jogadores americanos, entretanto, já viram este filme antes: no Mundial de 2006, chegaram invictos à semifinal, mas foram surpreendidos pela Grécia e eliminados. “(A vitória sobre a Espanha) Não significa nada. Significa que estamos com 4v-0d, mas temos de continuar a jogar melhor. Sou o líder do time e vou garantir que ninguém escorregue”, prometeu o ala LeBron James, autor dos lances mais espetaculares dos Jogos até agora.

Escorregões, como LeBron colocou, costumam acontecer quando os favoritos estão confortáveis e enfrentam um adversário motivado. A Alemanha não tem muitos motivos para entrar em quadra, a não ser orgulho e vontade de chocar o mundo. Após vencer Angola na primeira rodada, o time perdeu seus três jogos seguintes, incluindo uma partida muito equilibrada contra os donos da casa, China. Eliminados, os alemães querem vencer para dar ao ala-pivô Dirk Nowitzki uma despedida digna de sua primeira e talvez última Olimpíada - o maior ídolo do basquete alemão, já com 30 anos, disse antes dos Jogos que este poderia ser seu último verão europeu em ação pela seleção nacional.

Na realidade, a Alemanha tem dois trunfos que podem complicar o jogo contra os EUA: Nowitzki e o pivô Chris Kaman, ambos jogadores da NBA. Kaman é um americano que obteve passaporte alemão neste ano para jogar pela seleção e ajudou a equipe a se classificar aos Jogos durante o Pré-Olímpico Mundial de Atenas, em que inclusive eliminaram o Brasil nas quartas-de-final. A dupla forma um garrafão forte e poderoso, o que pode causar problemas aos americanos, já que só contam com um pivô de origem, o titular Dwight Howard, enquanto os alas-pivôs Chris Bosh e Carlos Boozer, e às vezes até o ala LeBron James, “quebram um galho” e atuam improvisados na posição. Já os alemães ainda contam com os gigantes Tim Ohlbrecht (2,10m), Jan-Hendrik Jagla (2,13m) e Patrick Femerling (2,15m) para fechar os espaços no interior e negar as infiltrações e enterradas do rival.

Entre os demais jogos da rodada, a Croácia começa o dia jogando contra o eliminado Irã às 22h de domingo (horário de Brasília) para definir sua posição no Grupo A. Os iranianos perderam todos os seus jogos até aqui, mas melhoraram a cada partida e pretendem vender caro a vitória aos croatas. A equipe do Leste Europeu precisa vencer e torcer por uma derrota da Austrália para a invicta Lituânia, às 0h15min de segunda, para ficar em terceiro lugar na chave e fugir do confronto com os EUA nas quartas. Os lituanos já têm a primeira posição garantida, e uma vitória australiana mantém os “Post Boomers” em terceiro.

Adversários diretos por posicionamento no Grupo B, Grécia e China se enfrentam às 3h30min. O vencedor pega a Argentina nas quartas e o perdedor encara a Lituânia na próxima fase. A Espanha enfrenta a já eliminada Angola às 5h45min para confirmar sua segunda colocação na chave, e às 11h15min é a vez de a Argentina cumprir tabela contra a também eliminada Rússia.

August 16, 2008

Estados Unidos podem selar eliminação da Alemanha, Argentina luta pela liderança na última rodada

Filed under: Basquete masculino, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — basketbrasil @ 7:42 pm

Já classificadas para as quartas-de-final do torneio de basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim, as seleções favoritas para a medalha de ouro entram em quadra nesta segunda-feira com objetivos distintos. Os invictos norte-americanos terão a chance de impedir a classificação da Alemanha, enquanto a Argentina duela com a Rússia em busca da liderança do Grupo A.

Com quatro vitórias nas quatro partidas disputadas e 409 pontos marcados (média de 102,25 por partida), a embalada equipe dos Estados Unidos encara a Alemanha às 9 horas (de Brasília). Com um time formado exclusivamente por jogadores da NBA, os norte-americanos terão do outro lado como grande destaque os pivôs Chris Kaman e Dirk Nowitzki.

A Alemanha venceu apenas uma partida disputada até então em Pequim-2008. Quinta colocada na chave B, a equipe germânica precisa de dois milagres: vencer os norte-americanos e torcer para uma vitória da Grécia sobre a China às 3h30min, para não depender da média de pontos para ficar com a vaga.

Outra partida importante da rodada de segunda-feira será realizada às 11h15min entre a atual campeã olímpica, a Argentina, que encara a Rússia – que por sua vez precisa do triunfo para obter a classificação. Com três vitórias e uma derrota, os alvicelestes ainda deverão secar a Lituânia, primeira colocada do Grupo A com quatro triunfos, que duela com a Austrália à 0h15min.

O outro duelo do grupo da Argentina será realizado às 22 horas (de domingo), na abertura do dia do basquete masculino em Pequim. Perto da vaga, a Croácia encara o Irã, lanterna do grupo com 0% de aproveitamento.

Já pelo Grupo B, os atuais campeões mundiais da Espanha entram em quadra às 5h45min para um duelo relativamente tranqüilo. O time comandado pelos irmãos Pau e Marc Gasol mede forças com a Angola, que perdeu as quatro partidas disputadas até aqui.

(Gazeta Esportiva)

 

Yao e Dirk travam duelo épico e China vence Alemanha em jogo emocionante

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , , , — João Guilherme @ 1:18 pm

A seleção masculina de basquetebol da China está se especializando em protagonizar jogos emocionantes. Após fazer uma partida emocionante contra a Espanha, a China testou os corações dos seus torcedores novamente na manhã deste sábado (horário de Brasília). Em um jogo emocionante e decidido apenas no último arremesso, a equipe anfitriã dos Jogos Olímpicos de Pequim derrotou a Alemanha por 59 a 55 (27 a 31 no intervalo) e praticamente garantiu sua classificação para as quartas-de-final do torneio. Agora, a equipe chinesa tem duas vitórias em quatro jogos e ocupa o quarto lugar do grupo B.

Só um milagre tira a quarta vaga da China. Para se classificar à próxima fase, a Alemanha de Dirk Nowitzki terá que vencer os Estados Unidos na última rodada e torcer para uma derrota da anfitriã China contra a Grécia.  Os astros da NBA, Yao Ming pela China e Dirk Nowitzki pela Alemanha, fizeram um duelo épico. Yao fez 25 pontos e pegou 11 rebotes enquanto Nowitzki encestou 24 tentos e coletou 17 sobras. O ala-pivô germânico ainda contou com a ajuda do pivô Chris Kaman, que fez um duplo-duplo, 10 tentos e 12 rebotes, mas isso não foi suficiente para evitar a terceira derrota alemã em quatro jogos até aqui.

O primeiro quarto do jogo decisivo entre chineses e alemães foi tenso. A China aproveitou o apoio da torcida, que lotou a Arena Olímpica de Pequim e sufocou os alemães desde o início, a equipe do técnico Dirk Bauermann sentiu a pressão e permitiu que a China desenvolvesse seu jogo. O trio Yao Ming, Wang Zhizi e Yi Jianlian tomou conta da partida, com isso a equipe da casa abriu uma boa vantagem, nove pontos, 16 a 7, com 55seg para o fim da parcial. A Alemanha ainda tentou reagir nos instantes finais, mas não conseguiu e ainda viu a torcida chinesa explodir com um bola perfeita de 3 de Wang Zhizi no soar da sirene que deu fim ao primeiro quarto, 19 a 9 para a China.

China vs. Germany Yao Ming comemora importante vitória chinesa. 

Se a equipe asiática dominou as ações no primeiro período, o segundo quarto foi exatamente o contrário. A equipe alemã começou a impor seu ritmo de jogo e a tirar lentamente a vantagem chinesa. Pascal Roller e Sven Schultze deram as cartas com duas bolas de 3 seguidas e diminuíram a diferença. Logo após um ataque errado da China, o pivô Chris Kaman finalmente saiu do zero e a diferença caiu para dois pontos, 17 a 19. A reação germânica fez com que o técnico lituano da China, Jonas Kazlauskas pedisse tempo técnico. Nos primeiros instantes a parada deu resultado, isso porque a seleção da casa voltou melhor, chegando a reabrir seis pontos de frente, 25 a 19.

Entretanto, o astro alemão Dirk Nowitzki começou a mostrar porque é um dos jogadores mais completos do basquetebol atual. O ala-pivô fez quatro pontos seguidos e comandou o início de uma nova reação bávara. Sua determinação inspirou seus companheiros, que começaram a mostrar a mesma vontade da estrela. Stefan Hamman e Patrick Femerling combinaram oito pontos nos últimos dois minutos e colocaram a Alemanha na ponta antes da sirene tocar para decretar o final da primeira etapa. Nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, a China fez apenas dois pontos, indo para o intervalo com tentos de desvantagem, 31 a 27.

China vs. Germany Chris Kaman bem que tentou, mas não conseguiu parar o gigante chinês

Apoiado pela torcida, o time chinês voltou para o segundo tempo com tudo e precisou de apenas um minuto para recuperar a liderança. O astro Yao Ming conectou dois lances livres e logo após o armador Sun Yue acertou um arremesso do perímetro, 32 a 31 para a China. Os minutos seguintes de jogo foram muito nervosos, com muitos erros e faltas. A “seca” de cestas durou três minutos e só foi encerrada com uma bola de 3 do armador Liu Wei. A Alemanha só conseguiu seus primeiros pontos no segundo tempo com quase cinco minutos de bola quicando, com um chute certeiro de Nowitzki. Apesar da bola certeira de seu astro, a equipe germânica não conseguia reagir diante da pressão chinesa, permanecendo atrás no placar. O jogo físico continuou predominando sobre o jogo técnico no final do terceiro período, a China permaneceu melhor e foi para o último período com uma importante vantagem de oito tentos, 47 a 39.

O período decisivo do embate começou com um lance bizarro. O armador alemão Sven Schultze errou um arremesso de 3, Dirk Nowitzki aproveitou a bobeada chinesa e pegou um rebote ofensivo, ele serviu o companheiro Demond Greene, que acabou deixando a bola escapar. Vendo isso, o técnico germânico Dirk Bauermann pediu tempo parar arrumar a casa. A primeira cesta do quarto derradeiro veio com um gancho perfeito do pivô Yao Ming, aumentando a vantagem dos anfitriões para dez tentos, 49 a 39. O mesmo Yao, no ataque seguinte, fez outra jogada perfeita e dilatou a diferença para doze tentos, a resposta alemã desta vez veio rápido, com um arremesso preciso do armador Pascal Roller. Após manter a diferença por alguns minutos, a equipe chinesa presenciou a reação dos europeus, liderada por Dirk Nowitzki. O ala-pivô do Dallas Mavericks fez cinco pontos seguidos e reduziu a distância para oito pontos. Minutos depois a Alemanha entrou de vez no jogo com cestas de Roller e do próprio Nowitzki, reduzindo a distância para três tentos, 51 a 54, com 3min para o término.

China vs. Germany Nowitzki fez uma partidaça, mas viu sua Alemanha ser derrotada pela 3ª vez nesta Olimpíada

A partir daí o jogo passou a ser emocionante. Nowitzki e Yao passaram a travar um duelo magnifíco. O chinês enloqueceu a torcida com um arremesso perfeito no garrafão, dando um fôlego a mais para os chineses, entretanto Nowitzki respondeu logo depois com um arremesso de 3 perfeito, diminuindo a liderança do adversário para apenas um ponto, 56 a 55. A 42seg do fim, o gigante asiático do Houston Rockets não aproveitou um rebote ofensivo, mas, no ataque seguinte, o ala-pivô Yi Jianlian colocou tudo nos eixos e fez com que a China abrisse uma importante vantagem, 58 a 55, com 25seg para o fim. A Alemanha pediu tempo para a última bola e, obviamente, ela foi para Nowitzki, que desperdiçou um arremesso de 3 pontos a 18seg do fim. Nos segundos finais, Yao Ming acertou um lance livre praticamente liquidando as chances alemãs. O lance decisivo do duelo aconteceu a 7seg do término, quando Liu Wei roubou a bola de Nowitzki e sacramentou a vitória dos anfitriões, para delírio da torcida chinesa. 

FICHA TÉCNICA
CHINA (19 + 8 + 20 + 12 = 59)
Sun Yue (5 pts e 5 asts), Liu Wei (6), Zhu Fangyu (2), Yi Jianlian (9 pts e 11 rebs) e Yao Ming (25 pts e 11 rebs). Entraram depois: Li Nan (2), Chen Jianghua (1 ast), Wang Zhizhi (5), Wang Shipeng (3) e Du feng (2). Técnico: Jonas Kazlauskas

ALEMANHA (9 + 22 + 8 +16 = 55)
Steffen Hamann (6 pts), Demond Greene (1 reb), Patrick Roller (13), Dirk Nowitzki (24 pts e 17 rebs) e Chris Kaman (10 pts e 12 rebs). Entraram depois: Robert Garrett (2 asts), Tim Ohlbrecht (0), Jan-Hendrik Jagla (0), Patrick Femerling (2), Sven Schultze (2), Konrad Wysocki (0) e Zwiener (0). Técnico: Dirk Bauermann.

August 15, 2008

Yao Ming não quer decepcionar torcedores chineses na luta pela classificação

Filed under: Basquete masculino, Internacional, Seleções — Tags: , , , — basketbrasil @ 1:05 pm

Ainda em busca da melhor forma e levando o peso de uma nação em seus ombros, o chinês Yao Ming é um homem em uma missão.

Seis meses depois de sofrer uma fratura por estresse no pé, Yao jogou cerca de 31 minutos e marcou 30 pontos na vitória da China sobre Angola, por 85 a 68, na última quinta-feira. O triunfo foi o primeiro dos donos da casa no basquete masculino.

“Não posso decepcioná-los, tenho que fazer alguma coisa”, disse Yao depois do jogo, em frente à entusiasmada torcida local.

A vitória manteve viva a chance da China avançar para as quartas-de-final e evitou o que seria uma embaraçosa série de três derrotas seguidas em casa.

Depois de uma desapontadora derrota para os espanhóis campeões mundiais na prorrogação e de serem detonados por 101 a 70 pelos favoritos norte-americanos no jogo de abertura do Gupro B, a China precisa vencer ao menos um de seus dois últimos jogos para conseguir uma vaga entre os oito que disputam as quartas.

Eles pegam a Alemanha, no próximo sábado, e a Grécia, na segunda-feira. Yao disse que estava feliz em ver o time começando a deslanchar.

“É ótimo. Podemos confiar um no outro. Todos juntos, ombro-a-ombro, de mãos dadas, jogamos como um time”.

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(Terra/Reuters)

August 14, 2008

Espanha vence a Alemanha com uma seqüência de 17 a 0 e Nowitzki apagado

Filed under: Basquete masculino, DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , , — Linelson Y Castro @ 12:40 am

A Espanha teve dificuldades no primeiro tempo, mas venceu a Alemanha por 72 a 59 depois de conseguir uma parcial de 17 a 0 entre o final do segundo e começo do terceiro quarto. O treinador espanhol Aíto Garcia-Reneses abusou na rotação de jogadores, não dando sequência dentro da partida a seus atletas.

O armador do Toronto Raptors José Calderón foi o cestinha espanhol com 15 pontos. O pivô do Los Angeles Lakers Pau Gasol marcou 13 pontos, pegou cinco rebotes e deu três assistências. Alex Mumbru veio muito bem do banco de reservas com 14 pontos. O jovem Ricky Rubio adicionou sete pontos, cinco rebotes, três assistências e dois roubos de bola. Marc Gasol contribuiu com sete pontos e seis rebotes.

Foto: Gasol enterra no melhor lance do jogo (FIBA.COM)

Dirk Nowiztki não teve uma boa atuação, apagado no primeiro tempo e errando muitos arremessos no segundo. Ele fechou a partida com 11 pontos, acertando só cinco de 15 arremessos de quadra e cometendo quatro desperdícios de bola. O armador Steffen Hamman foi o cestinha alemão com 15 pontos. O pivô norte-americano naturalizado Chris Kaman marcou oito pontos e pegou 10 rebotes.

Reneses colocou o armador Raúl Lopez no quinteto inicial, o que não deu resultado. Com quatro minutos para o fim do primeiro quarto a Espanha havia marcado apenas 5 pontos, quando o treinador trocou todos os titulares. Com uma forte marcação do novo quinteto em quadra e Calderón marcando cinco pontos, os espanhóis equilibraram a partida, mas mesmo assim a Alemanha acabou o primeiro quarto vencendo por 15 a 12.

A Alemanha começou o segundo quarto novamente melhor, chegando a abrir sete pontos. Tudo estava dando certo para os alemães, chegando a Jan-Hendrik Jagla a acertar um arremesso de três pontos com a ajuda da tabela. Com os irmãos Gasol e o garoto Ricky Rubio em quadra, além da mudança da marcação de individual para zona, a Espanha voltou a equilibrar a partida, obrigando o técnico alemão Dirk Bauermann a pedir tempo.

A dois minutos para o fim, Pau Gasol empatou o jogo em 31 pontos com uma enterrada genial depois de uma bela infiltração, sendo respondido imediatamente com um belo arremesso de Dirk Nowitzki. Rudy Fernandez acertou um lindo tiro de três pontos no final do quarto, para colocar a Espanha depois de muito tempo na frente do marcador, com 39 a 36. Dirk Nowitzki foi pouco acionado e terminou o primeiro tempo com apenas quatro pontos. Apesar de um melhor aproveitamento nos arremessos de quadra dos alemães, a marcação da fúria forçou 9 desperdícios de bola dos rivais.

A Espanha abriu o terceiro período de forma fulminante com uma bola de três de Alex Mumbru. Em seguida Ricky Rubio, que iniciou como armador, fez cesta e sofreu falta, na seqüência roubou uma bola fazendo uma fácil cesta, obrigando Bauermann a pedir tempo com menos de um minuto de jogo. Pau Gasol continuou dominando o garrafão e Jorge Garbajosa acertou duas bolas de três, fazendo os espanhóis abrirem 16 pontos de vantagem e mais um pedido de tempo para Bauermann. O pivô Patrick Femerling acertou um arremesso da cabeça do garrafão no estouro do cronômetro, fazendo sua equipe acabar o período com 11 pontos de desvantagem (59 a 48).

FOTO: Nowitzki não consegue se impor (FIBA.COM)

Nowitzki abriu o último período marcando dois pontos para a Alemanha e Mumbru respondeu com um certeiro arremesso de três pontos. Nos primeiros cinco minutos e meio, o ataque espanhol conseguiu marcar apenas cinco pontos, mas a defesa da equipe manteve-se firme. No restante do período, a equipe administrou a diferença e abriu vantagem no final com o desespero dos alemães.

FICHA TÉCNICA:

ALEMANHA 59 (15 + 21 + 12 + 11)
Titulares: Steffen Hamann (15), Demond Greene (9), Patrick Roller (3), Dirk Nowitzki (11) e Chris Kaman (8). Entraram depois: Robert Garrett (2), Tim Ohlbrecht (0), Jan-Hendrik Jagla (5), Patrick Femerling (2), Sven Schultze (2), Konrad Wysocki (2) e Zwiener (0). Técnico: Dirk Bauermann.

ESPANHA 72 (12 + 27 + 20 + 13)
Titulares: Raúl López (3), Rudy Fernández (3), Berni Rodríguez (0), Felipe Reyes (2) e Pau Gasol (13). Entraram depois: José Manuel Calderón (15), Ricky Rubio (7), Juan Carlos Navarro (2), Alex Mumbrú (14), Marc Gasol (7), Jorge Garbajosa (6) y Carlos Jiménez (0). Técnico: Aíto Garcia-Reneses.

August 13, 2008

Clippers não queria Chris Kaman em Pequim, pai do pivô torce por ele

Filed under: Conferência Oeste, Extraquadra, NBA, Seleções — Tags: , , , — Rubens Borges @ 3:57 pm

Após receber de presente um passaporte alemão o pivô Chris Kaman, do Los Angeles Clippers, teve que encarar a diretoria da equipe para garantir sua presença nos Jogos Olímpicos de Pequim. Kaman esperava apoio dos executivos de seu time, preocupados com o tornozelo lesionado do pivô, ele não teve o esperado apoio.

“O Clippers dificultou a minha ida, com o seguro médico e falta de vontade de liberar-me. Mentiram algumas vezes. Não gostei muito. Não quero reclamar da equipe. Tive de lutar bastente para estar aqui. Estou feliz por ter vindo. Existe muitas controvérsias envolvendo o Clippers, é sempre alguma coisa”, afirmou um desapontado Kaman.

O pivô não tinha chances em entrar para o selecionado americano. Além de Dwight Howard, do Orlando Magic, Andrew Bynum, do Los Angeles Lakers, e até Greg Oden, do Portland Trail Blazers, que ainda não jogou uma partida na NBA, são apontados como possíveis pivôs da seleção americana em Londres, em 2012.

Com essa concorrência Kaman viu na Alemanha sua única chance de participar do melhor torneio internacional de basquetebol. O mais novo cidadão da Alemanha também acredita que Pequim é um treino melhor do que a liga de verão da NBA. Ele só esperava mais confiança do Clippers.

“Se meu jogador quiser jogar em algum lugar, e eu tenho esse direito, eles deveriam confiar em mim. Jogo para eles há cinco anos e sempre cheguei em forma. Tive boas temporadas. Algumas equipes são diferentes de outras, eles (direção) comandam a equipe de uma maneira um pouco diferente”, falou Kaman.

Quem não está muito feliz é Leroy, pai de Kaman. Após ver seu filho fazer 24 pontos em uma vitória sobre Angola, Leroy falou com seu filho.

“Você não é alemão, é americano. Quando jogarem contra os EUA, vou torcer pelos EUA. Espero que os EUA vençam”, disse LeRoy.

“Minha mãe disse ‘espero que a Alemanha vença.’ Mas meu pai está orgulhoso de mim, mas estava surpreso com o que estava acontecendo”, afirmou o pivô.

Agora Kaman está em Pequim. Do outro lado do mundo, respondendo perguntas sobre seu patriotismo.

“Sou um americano jogando pela Alemanha, traidor é a primeira palavra que pensei que ouviria. Mas não me importo, Estou aqui fazendo o que quero. Não estou aqui para agradar ninguém. Estou feliz com minha decisão. Ainda sou um cidadão americano. Ainda jogo na NBA. Ainda vivo em Los Angeles. Ainda sou de Michigan. Só escolhi seguir minha herança genética e ver se me deixavam jogar e deixaram”, completou o pivô.

Por enquanto Kaman está se divertindo. Ele raspou os anéis olímpicos nos cabelos de seus companheiros de equipe. Claro que ele ainda passa vergonha. Na cerimônia de abertura o ala Kobe Byrant, da seleção americana, aproximou-se de Kaman e pediu para o pivô falar uma palavra em alemão. Durante o hino, na primeira partida, Kaman ficou pensando se colocava a mão sobre o coração.

Enquanto não aprende as primeiras palavras em alemão Kaman ajuda o país natal de sua avó e participa dos jogos Olímpicos, sonho de qualquer atleta.

August 12, 2008

Grécia dá a volta por cima com vitória imponente sobre a Alemanha

Após sofrer uma derrota larga para sua algoz Espanha na estréia, a Grécia deu a volta por cima no torneio masculino de basquete e descontou sua raiva na Alemanha, vencendo por 87 a 64 (44 a 33 no primeiro tempo) nesta terça-feira. Em uma reedição da decisão do EuroBasket de 2005, o resultado foi o mesmo: vitória dos gregos, que se igualaram ao rival no Grupo B dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, com três pontos.

Vice-campeã mundial, a Grécia chegou às Olimpíadas badalada por uma performance dominante no Pré-Olímpico Mundial de Atenas e era colocada entre as favoritas a medalha. A estréia de sábado, porém, foi um choque de realidade para a equipe, que perdeu para a Espanha pela quarta vez consecutiva nos últimos três anos e desta vez por dígitos duplos. Por isso, para não ficar distante na luta por uma das quatro vagas do grupo nas quartas-de-final, era indispensável uma vitória sobre a Alemanha, que estreou com um triunfo fácil sobre Angola, time mais fraco da chave.

Os gregos começaram a partida impondo seu estilo de jogo, de pressão em quadra inteira e muito jogo coletivo, para marcar 7 a 0. O time manteve a vantagem até o ala-pivô Dirk Nowitzki, maior astro da Alemanha, achar espaços no perímetro para fazer seus pontos. Ele acertou duas cestas de 3 seguidas e deu início a uma seqüência de oito pontos sem resposta, que resultou na virada de placar, 23 a 21. Este foi o placar final do primeiro quarto, após a defesa alemã forçar um turnover de Papaloukas no último lance.

Os armadores gregos Diamantidis e Spanoulis batem a marcação alemã para bandejas

A reação da equipe, entretanto, ficou por aí. A Grécia voltou a imprimir o ritmo forte do início, com sua melhor formação em quadra, e respondeu com 12 pontos consecutivos, virando para 33 a 23. Pouco depois, Nowitzki cometeu sua terceira falta no meio do segundo período, e parecia que a situação iria piorar para a Alemanha. O ala-armador Demond Greene acertou duas cestas de 3 pontos para evitar que a distância no placar crescesse demais, mas o aproveitamento do time nos arremessos caiu para 18% e o time totalizou apenas 10 pontos no quarto, indo ao intervalo atrás po 44 a 33.

O domínio da Grécia continuou no terceiro quarto, e os alemães foram perdendo o controle. Schultze fez falta antidesportiva que permitiu aos gregos marcarem seis pontos consecutivos para abrir 15 de diferença. Os alemães reduziram para 10, mas os gregos responderam com outra arrancada de sete pontos. A passagem incluiu um lance em que o pivô Chris Kaman, jogador americano da NBA que obteve passaporte alemão para jogar pela seleção antes do Pré-Olímpico, tentou driblar demais e acabou perdendo a bola e gerando um belo contra-ataque grego, com passe de costas de Spanoulis para a enterrada de Vassilopoulos. Foi o terceiro turnover do pivô e Bauermann, irritado, o substituiu instantaneamente.

“Eu achei que eles (gregos) fizeram um grande jogo defensivo. A defesa deles foi extremamente intensa muito física. Eles tiraram todos, especialmente Chris Kaman, completamente fora de seus jogos. Eles o cercaram, jogaram vários caras ao seu redor. Isso pode acontecer”, disse Bauermann, que apesar de reconhecer o mérito dos rivais, não admitiu a atuação de sua equipe. “O que não pode acontecer é a seleção alemã não lutar mais e jogar uma defesa melhor. Se você enfrenta a Grécia, sabe que o sucesso deles é baseado na defesa. Se você quiser vencer, tem de jogar tão duro defensivamente quanto eles. Não fizemos isto, e estou decepcionado com nosso esforço”, desabafou o treinador.

Os alemães voltaram a pontuar, mas os vice-campeões mundiais trabalhavam bem suas posses de bola e aproveitavam as faltas do adversário para abrir mais. A margem chegou a 21 pontos em uma bandeja de Spanoulis e o time manteve a frente até o final do quarto, 69 a 48.

Vassilopoulos e Printezis enterram no segundo tempo para a Grécia contra a Alemanha

Aparentemente, Bauermann já não acreditava mais na vitória e pensava no confronto de quinta-feira com a Espanha, e deixou apenas reservas em quadra no início do último quarto. Papaloukas marcou a primeira cesta do período para ampliar o espaço a 23 pontos, e a Grécia, também com reservas menos utilizados em quadra, passou a administrar a vitória, em um longo “garbage time” olímpico.

No final, a forte defesa dos gregos no garrafão, limitando os alemães a 29% em chutes de 2 e buscando 33 rebotes contra 26, foi o fator decisivo para a Grécia. No ataque, a equipe foi liderada pelos armadores Spanoulis, com 23 pontos, 5 assistências e 3 rebotes, Diamantidis, com 12 pontos, e Papaloukas, com 15 pontos e cinco rebotes. Entre os alemães, Nowitzki anotou 13 pontos e seis rebotes, mas foi limitado a 25 minutos de ação por estar pendurado. Greene e Schultze marcaram 11 pontos cada e Kaman, de quem era esperado mais, teve apenas 4 pontos e 2 rebotes. Ele foi bem marcado pelo pivô Andreas Glyniadakis, que começou como titular no lugar de Tsartsaris para surpresa geral. “Eu já enfrentei Kaman antes porque estive no Seattle (SuperSonics) no ano passado. Ele é um grande jogador, um astro, mas o basquete aqui é diferente. Com bom trabalho coletivo, você consegue fazer as coisas acontecerem”, disse o pivô grego.

Ambos os times têm desafios duríssimos na próxima rodada, na quinta-feira: a Alemanha encara a campeã mundial Espanha, enquanto a Grécia enfrenta os Estados Unidos, em uma revanche da semifinal do Mundial do Japão-2006. Na ocasião, os gregos surpreenderam os americanos e venceram por 101 a 95. Pelas palavras de Spanoulis, desta vez o jogo será ainda melhor: “A diferença com este grande time, com todo o respeito ao time de dois anos atrás, é que agora jogamos mais com a cabeça do que com nosso entusiasmo. E a diferença com eles agora é que o Team USA tem Kobe Bryant, e esta é uma grande diferença”.

FICHA TÉCNICA
GRÉCIA (21 + 23 + 25 + 18 = 87)

Dimitris Diamantidis (12 pontos), Vassilis Spanoulis (23 pts e 5 asts), Panagiotis Vassilopoulos (7), Antonio Fotsis (9) e Andreas Glyniadakis (8). Entraram depois: Kostas Tsartsaris (0 pts e 6 rebs), Nikolas Zisis (2), Theo Papaloukas (15 pts e 5 rebs), Sofoklis Schortsianitis (0), Ioannis Bouroussis (5 pts e 8 rebs), Michail Pelekanos (0) e Giorgios Printezis (6).
Técnico: Panagiotis Yannakis

ALEMANHA (23 + 10 + 15 + 16 = 64)
Steffen Hamann (0), Demond Greene (11), Konrad Wysocki (7), Dirk Nowitzki (13 pts e 6 rebs) e Chris Kaman (4). Entraram depois: Sven Schultze (11), Patrick Femerling (7), Robert Garrett (0), Jan-Hendrik Jagla (4), Pascal Roller (6) e Tim Ohlbrecht (1).
Técnico: Dirk Bauermann

August 11, 2008

Eterno ídolo do basquetebol alemão diz que Nowitzki é um herói nacional

Filed under: Conferência Oeste, Internacional, Seleções — Tags: , , , — João Guilherme @ 11:42 am

Embora seja humilde, Dirk Nowitzki pode se considerar o melhor jogador da história do basquetebol alemão. É claro que o ala-pivô, número 14 do esquadrão germânico nestas Olimpíadas de Pequim, não irá fazer tal afirmação, mas, na verdade, ele nem precisa. Isso porque o maior jogador da história do basquetebol alemão antes do surgimento de Nowitzki, Detlef Schrempf, admitiu em entrevista a uma rede de televisão alemã ser um fã do astro germânico.

Para Schrempf, que foi um dos alas-pivô mais competentes da NBA, o lugar de Nowitzki na história do esporte alemão já está assegurado após os seus feitos nos últimos anos:  “Dirk tem feito coisas maravilhosas pelo basquete da Alemanha. Para mim, ele é o maior jogador da história do basquetebol alemão e já tem seu lugar garantido como um dos heróis deste país”, declarou Schrempf.

Entretanto, Schrempf mostrou preocupação com a falta de renovação do basquetebol alemão. Para ele, a Olimpíada de Pequim é a última chance do país bávaro conseguir um lugar no pódio em competições importantes: “Eles estão perdendo muitos jogadores e existem poucos crescendo. Seria bom se eles conquistassem uma medalha agora”, afirmou Schrempf.

O ex-atleta da própria seleção alemã e do Seattle SuperSonics afirmou que sabe como Nowitzki se sente ao disputar uma Olimpíada por sua nação, Schrempf também afirmou que o ala-pivô deve estar cansado pelo fato de não ter tido férias: “Você joga alguns verões inteiros, e isso é extremamente difícil e duro para o corpo. Eu fiz isso durante alguns anos”, concluiu o ex-jogador.

Detlef Schrempf, assim como Dirk Nowitzki, foi o astro alemão de sua geração. O ala-pivô era o principal astro do esquadrão alemão que disputou os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. na ocasião, Schrempf liderou a Alemanha a uma campanha de três vitórias e cinco derrotas, que acabou dando a Alemanha o 7º lugar naqueles Jogos.

Schrempf também fez sucesso na NBA, principalmente atuando pelo Seattle SuperSonics, quando fez um ótimo trio junto com Gary Payton e Shawn Kemp. Este trio levou o Seattle as finais da NBA em 1996, quando perdeu por 4 a 2 para o Chicago Bulls, de Michael Jordan. Antes de atuar pelo Sonics, o alemão teve uma ótima passagem pelo indiana Pacers, onde ganhou dois prêmios de Melhor Reserva da liga.

August 10, 2008

Kaman agradece reforço de Camby no Clippers e diz não entender o que o Denver está fazendo

Para os brasileiros, a decisão da diretoria do Denver Nuggets de mandar o pivô Marcus Camby para o Los Angeles Clippers em troca de uma futura escolha de segunda rodada do draft só para cortar gastos foi vista como uma oportunidade boa para Nenê ganhar mais espaço como possível titular do garrafão do time do Colorado ao lado do ala-pivô Kenyon Martin, mas para o ala da seleção americana Carmelo Anthony foi uma grande bobagem, em Pequim só quem comemorou a negociação foi o pivô do clube angelino Chris Kaman, que está jogando o torneio olímpico pela Alemanha e brilhou com 24 pontos na vitória da estréia por 95 a 66 em cima de Angola. Ele e Camby farão uma poderosa dupla de garrafão após o Clippers perder o ala-pivô Elton Brand para o Philadelphia 76ers, e o time de LA contratou outros dois reforços de peso para a armação, Baron Davis (ex-Golden State Warriors) e mais recentemente Jason Williams (ex-Miami Heat).

“É ótimo, estou animado (com a chegada de Camby). Acho que ele ainda vai ser um dos grandes jogadores defensivos da NBA. Não entendo o que o Nuggets está fazendo. Eles estão tentando limpar espaço na folha salarial ou algo assim, não sei, não entendo. Marcus tem um grande valor, eu acho. Ele recebe pouco menos de US$ 10 milhões nos próximos dois anos (cada temporada). Acho que eu e ele vamos formar uma grande combinação defensiva ao redor da liga”, comemorou o gigante de 2,13m Kaman, que deve continuar na posição 5 enquanto o experiente Camby, eleito o melhor defensor da liga em 2007 e um dos principais bloqueadores da NBA, vai jogar como ala-pivô.

“Sim, foi realmente decepcionante essa troca. Mas não tenho nenhum comentário sobre o Nuggets agora, estou aqui em Pequim concentrado na seleção. Não sei o que eles (Nuggets) vão fazer”, criticou o astro Carmelo Anthony direto da China alguns dias atrás.

Camby se sentiu meio traído pela diretoria do Denver. Por outro lado, alguns americanos vêem em Kaman um desertor da pátria depois que ele decidiu defender a Alemanha nos Jogos Olímpicos. O pivô não sabe falar alemão, antes de obter o passaporte germânico só esteve no país trocando de aviões em um vôo de conexão no aeroporto, mas foi considerado elegível para jogar pela seleção européia porque seus bisavós eram alemães que se radicaram nos EUA. Mas mesmo o pai de Kaman não gostou muito da idéia de ele defender outro país.

“Meu pai foi meio negativo, dizendo: “você não é alemão, você é americano”. Eu tive de discutir um pouco falando alto na cara dele”, disse Kaman, alegando que não teve a oportunidade de jogar pela seleção dos Estados Unidos, informação contestada pelo diretor da seleção americana Jerry Colangelo.

Os patrões de Kaman também não ficaram feliz com o projeto olímpico do pivô. Ele disse que o Clippers não queria liberá-lo para jogar pela Alemanha porque via como prioridade a recuperação completa de uma lesão no tornozelo sofrida na temporada passada.

“O Clippers tornou as coisas muito difíceis para eu vir aqui (aos Jogos de Pequim), com a questão do seguro, eles não queriam que eu fosse (às Olimpíadas). Eu fiquei um pouco desapontado com isso na época, com a maneira que eles conduziram as coisas, eles mentiram para mim algumas vezes”, acusou Kaman, não querendo falar mais sobre de que maneira o Clippers mentiu, ele só disse que agora a relação com o clube está melhorando após essas rusgas.

Ao se juntar à seleção da Alemanha, Kaman nunca mais poderá defender os Estados Unidos numa competição internacional, e olha que poderia ter chances, já que a equipe americana levou apenas um pivô legítimo para Pequim, o astro do Orlando Magic Dwight Howard. O jogador do Clippers disse não ter nenhum arrependimento imediato, mas não nega que poderia mudar de idéia no futuro.

“Eu ainda sou um cidadão dos Estados Unidos, então não é como se eu fosse um traidor. Certas pessoas vão te odiar não importa o que você faça. Tem pessoas que odeiam Kobe Bryant e ele é o melhor jogador do mundo”, disse Kaman, que vive uma situação similar à da armadora norte-americana estrela da WNBA Becky Hammon. A atleta do San Antonio Silver Stars está defendendo a Rússia no torneio olímpico feminino, mas não tem nenhum laço sangüíneo com o país, embora jogue lá profissionalmente pelo CSKA Moscou.

“As pessoas estão dizendo muitas coisas negativas. É a mesma coisa com Hammon, nós simplesmente queremos jogar basquete. Quantas vezes você vai poder dizer aos seus netos que jogou nas Olimpíadas?”, defendeu-se Kaman, que nunca se encontrou pessoalmente com a loirinha Becky, mas se solidariza com sua decisão. O pivô disse que sempre foi um sonho dele ir a uma Olimpíada, e quando não foi chamado para o time dos EUA, decidiu se juntar à seleção alemã depois de saber no início do ano que seria elegível para isso.

Quem teve um papel fundamental nessa decisão foi o ala-pivô alemão do Dallas Mavericks Dirk Nowitzki. Demorou quatro meses para Kaman conseguir o passaporte alemão, e quando finalmente ele obteve a dupla cidadania no mês passado, teve pouco tempo para treinar com os novos companheiros de equipe antes do Pré-Olímpico Mundial de Atenas, mesmo assim foi muito importante para os alemães conquistarem a terceira e última vaga disponível no torneio na Grécia, eliminando o Brasil nas quartas-de-final e Porto Rico na decisão da terceira vaga após perderem para a Croácia. Agora o pivô está mais entrosado na equipe e mostrou contra Angola que pode fazer sucesso nas Olimpíadas.
Kaman está fazendo um curso intensivo de alemão para melhorar a comunicação com os colegas de seleção. Embora todos os seus companheiros falem com ele em inglês, o pivô do Clippers disse que se sente incomodado quando todos estão conversando em alemão dentro do ônibus, aí ele simplesmente coloca seus fones de ouvido para escutar música.

Apesar disso, o reforço importado está fazendo o que pode para assimilar o espírito olímpico. Ele disse que foi ele quem gravou o símbolo dos anéis olímpicos no cabelo de três companheiros de time, incluindo Nowitzki, ficou um visual legal, mostrando que o pivô pode se virar bem como cabeleireiro. Resta saber se no próximo ano ele vai continuar jogando pela Alemanha. Kaman disse que tem intenção e jogar o Eurobasket 2009 na Polônia, mas só se Nowitzki estiver no barco também, e isso está longe de ser uma certeza, o MVP (Jogador Mais Valioso) da NBA em 2007 já declarou sua intenção de descansar da seleção.

Por enquanto, Kaman tem muito trabalho pela frente nas Olimpíadas e na próxima temporada pelo Clippers, pelo menos ele pôde comemorar a contratação de Baron Davis e a chegada de um bom reforço defensivo como Camby para compensar a saída do ala-pivô Elton Brand para o time da Filadélfia e perda do ala Corey Maggette para o Golden State Warriors. Certamente com essas modificações, o time angelino ficou mais forte para melhorar sua posição na disputada Conferência Oeste, o Denver é que está um garrafão mais enfraquecido, além de despachar seu pivô mais confiável em troca de quase nada ainda perdeu o ala-pivô mexicano Eduardo Najera para o New Jersey Nets. 

(Com informações do jornal Rocky Mountain News)

Kaman e Nowitzki somam 47 pontos em três quartos na surra da Alemanha sobre Angola

Na sua estréia nos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção da Alemanha mostrou o quanto ficou mais forte com a chegada do pivô norte-americano naturalizado Chris Kaman para ajudar o astro Dirk Nowitzki e atropelou Angola por 95 a 66 (54 a 34 no intervalo) na abertura do Grupo B da competição. Vale lembrar que dois anos atrás, no Mundial do Japão, os alemães levaram um susto contra essa mesma zebra africana precisando de três prorrogações para ganhar um jogo duríssimo. Na madrugada deste domingo (horário de Brasília), a história foi completamente diferente: Kaman foi o cestinha do passeio com 24 pontos em 18 minutos de ação, acertando 10 em 12 finalizações e quatro em cinco lances livres, e o melhor jogador do Pré-Olímpico Mundial de Atenas Nowitzki também brilhou com 23 pontos e seis rebotes em apenas três quartos jogados, realmente é uma dupla de titãs da NBA mostrando que tem boas chances de classificação às quartas-de-final passando pelo “grupo da morte” das Olimpíadas que tem os favoritos Estados Unidos, Espanha e Grécia.

O armador Steffen Hamman contribuiu no triunfo alemão com 13 pontos e quatro assistências, e o pivô reserva Jan-Hendrick Jagla conseguiu um duplo-duplo de 10 tentos e 11 rebotes para os carrascos da Seleção Brasileira no torneio qualificatório do mês passado em solo grego. O ala Eduardo Mingas foi o “cavaleiro solitário” de Angola com 24 pontos.

O time angolano até que conseguiu equilibrar a partida no primeiro quarto, chegando a liderar o placar por 5 a 2 após uma cesta de três de Carlos Morais, mas logo o pivô Chris Kaman converteu três bolas seguidas no garrafão virando o placar para 8 a 5. O astro Dirk Nowitzki (foto) acertou seu primeiro triplo fazendo 13 a 9 e depois de uma bola de três do ala-armador Demond Greene converteu um arremesso de fora do garrafão ampliando a vantagem germânica para 18 a 11. Os campeões africanos não se abalaram e partiram para a reação, encostando em 20 a 18 com uma cesta de três de Eduardo Mingas. Kaman respondeu convertendo uma cesta no rebote ofensivo dentro do garrafão, mas Mingas meteu outro triplo encostando em 22 a 21, a sorte da Alemanha foi que Greene deu o troco na mesma moeda fechando a parcial inicial em 25 a 21. Kaman e Mingas marcaram 10 pontos cada nos primeiros 10 minutos, e Nowitzki adicionou nove.

O ala alemão Sven Schultze começou o segundo período acertando um chute de fora do garrafão, depois Milton Barros e Robert Garrett trocaram cestas de três, e outro triplo de Morais diminuiu a desvantagem angolana para 33 a 27, mesmo com a equipe rubro-negra anotando apenas seis pontos em quase seis minutos. Foi aí que o ataque africano parou de vez no paredão alemão ficando quase quatro minutos sem pontuar e a Alemanha aproveitou para emplacar uma série de 13 a 0 que teve sete pontos de Chris Kaman e bolas de três seguidas convertidas por Greene e Nowitzki, com um lance livre o gigante do Clippers colocou uma diferença de 46 a 27 no placar. Eduardo Mingas acabou com o jejum angolano encestando dois lances livres e uma bola de três, mas com duas cobranças de falta de Dirk e um tiro de três de Jan-Hendrik Jagla a vantagem alemã subiu para 51 a 32, no final do primeiro tempo Nowitzki ainda meteu mais uma bola de três chegando aos 17 pontos na partida (mesma marca de Kaman até o momento) e garantindo uma diferença tranqüila de 20 no intervalo.

O aproveitamento de 8 em 10 arremessos da linha de três acabou fazendo a diferença para o time europeu, que teve um amplo domínio dos rebotes (34 a 7) e uma boa consistência defensiva, com os angolanos convertendo apenas 11 em 29 arremessos de quadra, com destaque para os 15 pontos de Mingas. Greene funcionou com uma boa válvula de escape para os “panzers” acertando todos os seus três triplos.

O panorama da partida não mudou na terceira etapa: Chris Kaman foi logo convertendo outra cesta dentro do garrafão e um lance livre abrindo 57 a 34. A Alemanha aumentou a diferença para 63 a 36 com quatro pontos seguidos do armador Steffen Hamann e um arremesso certeiro de Nowitzki de fora do garrafão antes de Mingas meter mais uma bola de três. A dupla de gigantes da NBA continuou mandando no jogo e outra cesta de Dirk ampliou a vantagem para 67 a 43. O angolano Milton Barros engatou uma seqüência pessoal de sete pontos diminuindo o prejuízo para 67 a 50, mas Nowitzki e Kaman conectaram dois lances livres cada fazendo 71 a 52 e em seguida Hamann acertou um tiro de três e quatro cobranças da linha de penalidade na sua própria série pessoal de sete pontos dando o troco para Barros, assim os alemães fecharam a parcial na frente por 78 a 52, a vitória já estava definida e o técnico Dirk Bauermann pôde poupar sua dupla de astros nos últimos 10 minutos e dar ritmo aos reservas.

Mesmo com sua segunda unidade, a Alemanha administrou bem a diferença, depois que Angola descontou a diferença para 81 a 58 com dois lances livres encestados por Carlos Morais, Jan-Hendrick Jagla acertou uma bola de três, o angolano Olimpio Cipriano respondeu na mesma moeda, mas na seqüência o carequinha baixinho de 1,80m carrasco do Brasil Pascal Roller também converteu um triplo elevando a vantagem para 87 a 61. Nessa altura Angola já estava entregue na partida apesar de Carlos Morais ter conseguido chegar ao 14º ponto, os reservas Tim Ohlbrecht e Jagla marcaram respectivamente nove e sete pontos nesta etapa final, e com facilidade a seleção alemã fechou o placar com 29 tentos de vantagem. Foi uma estréia que mostrou toda a fome de bola de um país que não participava das Olimpíadas há 16 anos, desde quando Detlef Schrempf comandou a seleção alemã nos Jogos de Barcelona-1992.

Apesar de ter diminuído um pouco o ritmo no segundo tempo, os alemães tiveram um ótimo aproveitamento acima dos 60% nos arremessos de quadra contra menos de 35% de acerto dos angolanos, foram dominantes nos rebotes com uma vantagem de 39 a 22 na tábua e ganharam todos os quatro períodos do jogo, embora tenham desperdiçado mais posses de bola que os africanos (14 a 10). Com Kaman mais entrosado à equipe, os algozes da Seleção Brasileira de Moncho Monsalve parecem ter chegado a Pequim mais fortes do que no Pré-Olímpico, o duelo contra a Grécia na terça-feira promete.

Já o time angolano do técnico Alberto Carvalho não teve respostas para Nowitzki e Kaman, que mataram o jogo no primeiro tempo mesmo, o primeiro convertendo cinco em sete arremessos de quadra incluindo três bolas de três, e o pivôzão importado especialmente para as Olimpíadas acertou oito em 10 conclusões à cesta nos 20 minutos iniciais. A arrancada de 21 a 7 da Alemanha no final do segundo quarto foi fatal para os africanos, que não tiveram forças para reduzir a desvantagem para menos de 17 pontos. Pior que na segunda rodada uma nova goleada espera Angola, agora não vai enfrentar só duas estrelas da NBA, serão 12, no confronto de terça-feira contra a seleção dos Estados Unidos com Kobe Bryant, LeBron James e companhia.

Em entrevista ao site da Fiba, Chris Kaman disse que sua decisão de jogar pela Alemanha foi diretamente influenciada por Dirk Nowitzki e não garantiu continuar no time no Eurobasket de 2009 na Polônia, caso o ala-pivô do Mavs confirme a intenção de descansar da seleção depois deste ano.

“Não sei (se vai jogar o Campeonato Europeu da Polônia). Isso tem muito a ver com Dirk, para ser honesto. Eu e Dirk tivemos algumas conversas e ele quer tirar um pouco de tempo fora da seleção. Eu estava esperando que Dirk voltasse a jogar no próximo ano, porque isso me faria jogar também, com certeza. Mas se ele não vier, é algo que eu vou ter de pensar e conversar com o técnico Dirk Bauermann. Eu estava debatendo sobre a decisão de ir para a seleção alemã o tempo todo e estou feliz por ter tomado esta decisão. As pessoas estão dizendo coisas negativas sobre isso, mas estou simplesmente tentando fazer o melhor trabalho que posso e ser positivo sobre isso. Não tive a oportunidade de jogar pela seleção dos Estados Unidos, então aqui estou. Basicamente para mim foi uma chance de jogar basquete no verão, porque em todo verão nos últimos cinco anos eu não estava jogando muito tempo na liga de verão da NBA, e não é a mesma coisa, não é tão competitiva”, afirmou Kaman.

FICHA TÉCNICA

ALEMANHA 95 (25 + 29 + 24 + 17)

Titulares: Steffen Hamman (13 pontos e 4 assistências), Demond Greene (9), Konrad Wysocki (0 ponto, 4 rebotes e 3 assistências), Dirk Nowitzki (23 pontos e 6 rebotes) e Chris Kaman (24 pontos e 2 rebotes). Entraram depois: Jan-Hendrick Jagla (10 pontos e 11 rebotes), Robert Garrett (3), Tim Ohlbrecht (7), Pascal Roller (3), Patrick Femerling (1) e Philip Zwiener (0). Técnico: Dirk Bauermann.

ANGOLA 66 (21 + 13 + 18 + 14)

Titulares: Olimpio Cipriano (7), Carlos Morais (14), Eduardo Mingas (24), Armando Costa (6) e Joaquim Gomes (2 pontos e 8 rebotes). Entraram depois: Milton Barros (10), Felizardo Ambrósio (3), Carlos Almeida (0), Vladimir Jerônimo (0), Luis Costa (0) e Abdel Aziz Moussa (0). Técnico: Alberto Carvalho.

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