Luiz Roberto Magalhães
Da equipe do Correio Braziliense
Depois de dois meses investindo pesado na parte física em Brasília, a equipe do Universo BRB agora acerta os ponteiros para começar, oficialmente, a temporada 2008-2009. Na semana passada, o time viajou até Santa Catarina onde disputou, em Joinville, um pequeno torneio amistoso. Foram três partidas, com duas derrotas — para o Minas Tênis Clube e diante do time da casa — e uma vitória, contra o Londrina.
De volta à capital, o grupo comandado pelo técnico Lula Ferreira começou a semana suando a camisa no Ginásio da Asceb. O Universo se prepara para o primeiro compromisso oficial da temporada. De 7 a 9 de novembro, os vice-campeões brasileiros disputam a primeira etapa da Copa Joaquim de Oliveira. As primeiras partidas serão disputadas em Brasília, e os anfitriões receberão o Minas e os capixabas do Cetaf e do Saldanha da Gama.
Para o ala Alex Garcia — que ontem deixou os treinos da tarde um pouco mais cedo por conta das dores no ombro direito —, as três partidas em Joinville serviram para dar o que a equipe mais precisa neste momento: ritmo de jogo. “Foi bom para ver o momento em que a gente está. Eu cheguei há apenas 15 dias, mas eles já estão há dois meses treinando forte a parte física. Nós sentimos um pouco a falta de ritmo”, avaliou.
O ala-pivô Enéas concorda com Alex. Para ele, apesar das duas derrotas, os amistosos em Santa Catarina foram muito proveitosos. “Foi bom para avaliarmos a defesa e o entrosamento nas jogadas. Ver quais estão dando certo. O time está no caminho certo e quando vierem as competições vamos estar preparados”, garantiu.
“Contando com os jogos em Joinville, faremos 15 partidas nas próximas semanas — serão 12 pela Copa Joaquim de Oliveira — e esse é um número que eu considero bom para entrarmos no ritmo”, analisou Lula Ferreira. “Se formos falar em nível técnico, o nosso basquete não foi dos melhores nesses primeiros confrontos. Erramos 27 bolas no primeiro jogo e 25 no segundo. O número aceitável para o nosso nível é 10 ou 12 erros por partida”, explicou. “Mas o que importa agora não é o resultado, é ganhar ritmo de jogo mesmo.”
1ª Copa Minas Brasília
E enquanto o Universo não entra em ação, os fãs do basquete na capital poderão atestar como a nova geração da modalidade na capital está se saindo. De amanhã a sábado será disputada a 1ª Copa Minas Brasília, para jogadores sub-16, em comemoração aos 48 anos do Minas Brasília Tênis Clube.
A cidade estará representada pelo Lance Livre/Minas Brasília e Clube Vizinhança. Além deles, o torneio terá a participação de Fluminense, Minas Tênis Clube-MG, Círculo Militar-PR, AABB-GO, Ajax-GO, Joinville-SC e da equipe argentina Siglo XXI. Ontem, o Lance Livre garantiu vaga na final do Campeonato Brasiliense infanto-juvenil com uma vitória sobre o Vizinhança por 95 x 61. O rival sairia do duelo entre o time “B” do Lance Livre/Minas Brasília e o Colégio Marista, partida não encerrada até o fechamento desta edição.
Entre 29/10, quarta-feira, e 1/11, sábado, a Lance Livre Esportes e o Minas Brasília Tênis Clube realizam, no Minas Brasília Tênis Clube e na APCEF, a 1ª Copa Minas Brasília de Basquete, na categoria sub-16, masculina.
Equipes participantes
Siglo XXI - Argentina
Minas Tênis Clube - MG
Fluminense - RJ
Joinville - SC
Círculo Militar - PR
Ajax - GO
AABB - GO
Lance Livre/Minas Brasília - DF
Lance Livre/Minas Brasília “B” - DF
Vizinhança - DF
Palestras e Clínicas - 1ª Copa Minas Brasília de Basquete
29/10, quarta-feira
21h: Palestra com Lula Ferreira (ex-técnico da seleção brasileira e atual técnico do Universo/BRB) - Tema: defesa
30/10, quinta-feira
19h: Clínica de basquete com o técnico Miúra (técnico formador de vários jogadores importantes: Oscar, Arthur, Karla, entre outros)
21h: Palestra com José Carlos Vidal (ex-técnico do Universo/BRB, e professor da Universidade Católica de Brasília) - Tema: transição e ataque 5 x 5
31/10, sexta-feira
19h: Clínica de basquete com o técnico Miúra
21h: Palestra com Ronaldo Pacheco (ex-técnico do Universo/BRB, e professor da UNB e da Universidade Católica de Brasília) - Tema: defesa e coberturas
O time de basquete do Brasília/Universo/BRB estréia na temporada 2008/2009 na próxima terça-feira. A equipe de Brasília foi convidada para participar do Torneio Internacional Desembargador Ricardo Roesler, de 21 a 23 de outubro, em Joinville, Santa Catarina. A competição reunirá os quatro semifinalistas do último Campeonato Brasileiro — Universo, Flamengo, Minas e Joinville — e servirá para o técnico Lula Ferreira testar a nova formação do grupo. Uniram-se ao antigo elenco os jogadores Alex Garcia, Rafael Mineiro, David e Rodrigo Maistro, o Biro.
O Universo reiniciou as atividades dia 4 de agosto, no ginásio da Asceb (904 Sul) e está bastante motivado. Além do torneio em Santa Catarina, Lula ainda poderá avaliar o grupo durante o quadrangular pelo Campeonato Brasiliense, a ser realizado até meados de novembro.
“Estamos na 11ª semana de treino, coisa que não tivemos na temporada anterior. Fizemos um bom trabalho de base e nas duas últimas semanas demos ênfase à parte de quadra, tática e técnica”, disse o treinador. “Este é o primeiro torneio que vamos jogar, mas as três competições oficiais que teremos para frente são: Liga das Américas, em dezembro, Campeonato Brasileiro, em janeiro, e a Liga Sul-Americana, em fevereiro de 2009.”
Alex Garcia, que retornou ao Universo, depois de defender o Macabbi Tel Aviv, de Israel, acredita que o amistoso será importante, principalmente, para os times que estão fora de São Paulo, onde sempre acontecem vários torneios de alto nível. Segundo o ala, um dos principais responsáveis pela excelente campanha de 2006/2007, quando o Universo conquistou o título brasileiro, a equipe tem treinado bastante, mas chega uma hora que quer jogar.
“Sem dúvida, o torneio em Joinville será importante para avaliarmos nossa preparação”, comentou o jogador, acrescentando que está perfeitamente integrado à cidade, ao clube e ao time, pois já conhecia todos os atletas.
O ala Arthur concorda que o torneio será importante para ganhar ritmo, pois em Brasília não há campeonatos fortes. “Pretendemos chegar ao Brasileiro em boa forma e a competição em Santa Catarina sem dúvida vai ser um bom teste”, disse. “O Universo está bem entrosado e a fase de preparação foi importante para a gente entender a filosofia do Lula. Esperamos, mais que vencer, fazer uma boa apresentação”, afirmou.
O veterano armador Ratto está empolgado com a renovação do Universo. “Neste ano deu para renovar não só os jogadores, mas entrou um pessoal mais jovem. Isso é muito bom, pois eles têm uma grande disposição para correr e o lado físico conta bastante”, declarou. “Fizemos uma boa pré-temporada. Nossos treinos são duas vezes ao dia. Isso me deixa animado para a seqüência de jogos. O objetivo é chegar inteiro no final.”
Dispensa - Durou pouco a tentativa do pivô brasileiro Rafael Araújo, o Baby, de voltar à Liga Norte-Americana de Basquete (NBA). O atleta, que já havia sido sondado para voltar a jogar no Brasil, no time candango, foi dispensado pelo Minnesota Timberwolves, depois de dois jogos na pré-temporada. Seu destino deve ser novamente o basquete europeu, onde já defendeu o Spartak Saint Petersburg. O técnico do Universo, no entanto, garantiu que a proposta do clube brasiliense continua de pé. “A decisão é dele”, disse Lula.
Durante o desembarque da Seleção Brasileira masculina de basquete em São Paulo, que retornou nesta terça-feira da Grécia sem a vaga olímpica na bagagem, o ala-armador Alex mostrou abatimento com o resultado conhecido em Atenas, mas tratou de tirar a culpa sobre os atletas que jogam na NBA (liga norte-americana de basquete) e não defenderam o país na disputa por um lugar nos Jogos de Pequim.
Apesar de reconhecer que nomes como Leandrinho, Nenê e Varejão fizeram falta nos momentos decisivos, o camisa dez verde e amarelo tratou de não entrar em polêmica e disse que entende o problema pessoal que os impediu de servir o time nacional.
“Eu não coloco a culpa em ninguém, cada um tem os seus problemas. Acho que se eu tivesse um problema, também não viria e não posso julgar quem não veio”, disse o ala-armador. “Fizeram falta porque são jogadores com uma rodagem grande internacional. Certamente nos ajudariam muito”, completou.
O jogador também deixou claro que sua vontade é permanecer no grupo brasileiro nos próximos anos e manifestou o seu interesse de continuar sendo comandado pelo técnico espanhol Moncho Monsalve. Mesmo sem conseguir a vaga para Pequim, Alex aprovou o trabalho do treinador à frente da equipe.
“Eu acho que o trabalho feito pelo Moncho foi interessante, é uma filosofia que não estamos acostumados no Brasil. Tivemos menos de um mês para treinar, mesmo assim todos conseguiram assimilar o seu trabalho”, disse o atleta, reconhecendo que faltou planejamento.
“Falta um projeto mais organizado por parte da Confederação. Acho que falta um pouco mais de tempo de treinamento. Apesar da derrota no Pré-Olímpico, o trabalho foi bom”, disse Alex, que jogou em Israel no último ano.
Ainda abalado por ficar sem disputar a competição na capital chinesa, o ala-armador ainda lembra da derrota sofrida no Pré-Olímpico diante da Alemanha, que tirou as chances da equipe verde e amarela de ir a Pequim. O jogador fez elogios à marcação feita sobre o pivô Dirk Nowitzki durante a etapa inicial do jogo, mas reconheceu a superioridade dos adversários.
“Acho que a marcação em cima dele (Nowitzki) foi boa no início do jogo. Até a metade do segundo quarto ele só havia feito quatro pontos, o que foi bom para nós. Mas a partir daí o restante da equipe começou a jogar também. O armador (Pascal Roller) converteu cinco arremessos de três pontos. Não estávamos contando com isso, porque no jogo deles contra a Nova Zelândia, anteriormente, isso não havia acontecido”, finalizou.
Os Jogos de Pequim serão realizados de 8 a 24 de agosto. O Terra irá transmitir ao vivo e com exclusividade a competição em 13 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários terão a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso será gratuito.
Tiago Splitter, Marcelinho e Alex pedem a permanência do treinador espanhol
A seleção masculina de basquete desembarcou em São Paulo, no início da noite desta terça-feira, sem a vaga olímpica na bagagem e de olho no futuro. O espanhol Moncho Monsalve permaneceu na Europa, mas o clima entre os atletas era de campanha pela permanência do treinador. O principal defensor do técnico foi o pivô Tiago Splitter, destaque da seleção no Pré-Olímpico, disputado em Atenas.
“A primeira coisa que eu fiz quando acabou o último jogo foi conversar com o Moncho. Agradeci e pedi que ele continuasse. O Moncho deu a pele pela seleção”, elogia Splitter, que joga no Tau Cerámica, da Espanha.
O ala-armador Alex, que jogou em Israel no último ano, confirmou que os jogadores gostariam da permanência do técnico.
“A gente não estava muito acostumado com o estilo, mas o trabalho que ele fez foi bem legal. Ao fim do Pré-Olímpico, nós, jogadores, sentamos para conversar e realmente achamos que ele tem de permanecer no cargo”, afirma.
O veterano Marcelinho Machado, que perdeu sua última chance de disputar uma Olimpíada, engrossou a corrente a favor do treinador.
“Ele teve pouquíssimo tempo de trabalho, por isso é difícil fazer uma avaliação sobre o que ele ainda pode vir a fazer na seleção. Mas com certeza acrescentou muito e deve permanecer. Com isso, o Brasil vai crescer”, analisa Marcelinho.
(Lydia Gismondi, do GLOBOESPORTE.COM, em São Paulo)
Fechando mais um ciclo, o terceiro consecutivo, sem obter a classificação para os Jogos Olímpicos, a seleção brasileira masculina de basquete desembarcou no aeroporto internacional de Cumbica, Guarulhos (SP), nesta terça-feira, evitando fazer uma caça às bruxas para saber o que deu errado no Torneio Pré-Olímpico Mundial. Sem a presença do presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, que voltou antes, os jogadores assumiram a responsabilidade de explicar o inexplicável, mas nem o desfalque de seis jogadores, três titulares, nem confusão que marca os bastidores do basquete nacional foram utilizados como desculpa para o fracasso do projeto rumo a Pequim.
“Não coloco a culpa em ninguém. Todo mundo tem problemas e não posso julgar quem não veio”, diz o ala-armador Alex Garcia, descartando até reflexos da balbúrdia que tem marcado a modalidade no país nos últimos anos como prejudiciais ao grupo. “A maioria dos jogadores da seleção joga fora do país”, argumenta.
Apesar da minimização da interferência, Alex reconhece que a desunião só prejudica a modalidade e falou com otimismo sobre a criação de uma liga dos clubes, desta vez, com o aval da CBB. “Pelo que vi, vai dar certo. A Liga é importante para mudar a cara do basquete interno. Da última vez fizeram dois campeonatos paulistas (Paulista e Supercopa). Muita gente falou que foi bom, mas basquete dividido não é legal”.
Principal destaque da seleção em Atenas, o ala-pivô Tiago Splitter abriu mão de férias para lutar mais uma vez pela vaga e também evitou a busca por culpados apesar da frustração. “A realidade é que no basquete é muito difícil de classificar para as Olimpíadas. Há ótimas equipes que também não vão. O time estava com dinâmica boa, fazendo um bom basquete. Todo mundo se sente orgulhoso porque sabe que fizemos um esforço e ninguém está arrependido”.
O discurso conformado, porém, não elimina o sentimento de frustração. “Agora são mais quatro anos que vamos ter de esperar pela próxima para responder à grande interrogação do basquete: a classificação”.
Atravessando seu melhor momento nas quadras, com propostas de várias equipes da Europa, o armador Marcelinho Huertas concorda que a não classificação tira algo importante à equipe. “Todo jogador tem um sonho de Olimpíada e é um sonho que fica quebrado, rachado. Nenhum de nós foi a uma”.
A seleção masculina de basquete disputou sua última Olimpíada em Atlanta-96. De lá para cá, nunca passou do Pré-Olímpico continental. Este ano, com a mudança de regras de classificação, teve o direito de disputar a repescagem no Pré-Olímpico Mundial, mas com três vagas em jogo não chegou às semifinais.
A permanência de Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira de basquete, por enquanto, fica apenas para seus anseios, embora o discurso do presidente da CBB, Gerasime Bozikis, indique que o espanhol está bem posicionado para ficar com o cargo.
Monsalve iniciou os treinos da equipe em junho, com a tarefa de tentar encerrar um jejum de 12 anos sem participação nos Jogos Olímpicos. A missão foi frustrada pela Alemanha, em Atenas, e a ausência chegará, no mínimo, a 16 anos, até Londres-2012.
Apesar da derrota, o espanhol elevou sua cotação ao conquistar a confiança do elenco e conseguir um bom rendimento em jogos preparatórios. Na competição oficial, a equipe voltou a apresentar irregularidades, especialmente no revés para os alemães, nas quartas-de-final.
“Estamos conversando. Ele se integrou muito bem aos jogadores, aos nosso treinadores e gostamos de seu trabalho. Essa química é muito importante. Mas não tem necessidade de se tomar a decisão agora”, disse Grego. “Agora é momento de fazermos a análise de onde estamos para projetar o futuro.”
A seleção não disputa mais nenhuma partida até o fim da temporada. Monsalve, não obstante, deve retornar ao país para um contato com as equipes de base. Caso não seja mantido no cargo, o estrangeiro pode atuar como um consultor - hoje ele é membro do gabinete de técnicos da federação espanhola.
“Estamos mudando a mentalidade da equipe, a idéia é continuar esse trabalho. As outras seleções têm três, quatro anos de trabalho, então é preciso ter continuidade. Acho que o caminho é esse. São coisas normais, que vão acontecendo. Só é preciso calma”, disse o dirigente.
Após a derrota, duas lideranças do time, o pivô Tiago Splitter e o ala-armador Alex Garcia, se manifestaram favoráveis ao técnico, elogiando sua dedicação, poder disciplinar e a carga tática.
“Ele dá muita ênfase nos detalhes, e o basquete é um jogo de detalhes. Isso é o que falta para a gente. Se eu ficar falando aqui de cada um deles, fico o dia inteiro. A gente melhorou muito no cinco contra cinco, outros técnicos elogiaram. Infelizmente só não tivemos o acerto necessário”, disse Splitter.
Monsalve deseja comandar a equipe até o Mundial de 2010, e Grego disse que não consideraria um problema a saída do veterano no meio de um ciclo olímpico. Nesse caso, o assistente José Neto seria um candidato à sucessão natural. O jovem técnico já teve seu nome cogitado pelo dirigente para assumir o time depois do fiasco da campanha no Pré-Olímpico de Las Vegas, no ano passado.
Um fator que pode dificultar a renovação do contrato do espanhol são as eleições para a presidência da CBB, que serão realizadas em maio de 2009. Grego concorre à reeleição, mas pode enfrentar uma oposição reforçada por movimento nos bastidores paulistas.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
Alex Garcia tem 1,91m de altura. Dirk Nowitzki mede 2,13m. E a diferença de 22 cm não inibe o ala-armador brasileiro a ser o primeiro a se oferecer para a inglória tarefa de tentar parar o astro do Dallas Mavericks.
Brasil e Alemanha se enfrentam, nesta sexta-feira, pelas quartas-de-final do Pré-Olímpico de basquete, em Atenas. Quem perder está fora da briga por uma vaga em Pequim-2008.
Para o co-capitão da seleção, que já teve sua experiência na NBA, Nowitzki, grande nome em ação na capital grega, tende a se irritar quando combatido por uma defesa dura, disposta ao sacrifício físico.
“A gente tem de tentar tirar a tranqüilidade do Nowitzki, que é um cara que se irrita fácil, principalmente com contato físico. Quando você tem muito contato com ele, ele acaba perdendo o foco”, afirmou.
Nos dois primeiros jogos, na primeira fase, a estrela teve dificuldade para lidar com Cabo Verde e Nova Zelândia. Ele é o segundo cestinha do torneio, com 25,5 pontos de média e aproveitamento de 68,4% nos arremessos e 62,5% nos três pontos.
Alex não se deixa intimidar. “Se tiver a oportunidade, eu vou para cima dele já no primeiro quarto. Ele se estressa”, disse o brasileiro, que fez ótimo trabalho defensivo em cima do libanês Fadi El Khatib na primeira rodada e foi elogiado pelo técnico espanhol Moncho Monsalve.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
O terceiro dia do Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino foi o melhor do torneio até agora. Apesar da derrota da nossa Seleção Brasileira para os anfitriões, a rodada foi repleta de lances de efeito e foi bem difícil selecionar apenas 20 lances - 10 no jogo do Brasil, 10 nas outras três partidas - para disponibilizar a você, leitor, através do YouTube. Mas aí está, mais uma coluna VideoBasket, lembrando que todas as imagens são do canal de TV por assinatura Sportv, que transmite ao vivo todos os jogos do Pré-Olímpico. Sexta-feira tem mais, com as dramáticas quartas-de-final; até lá, deleite-se com estas 20 jogadas.
8. O armador Vassilis Spanoulis faz belo passe pelas costas para Antonio Fotsis concluir o contra-ataque com uma bandeja http://www.youtube.com/v/bE1wKfYCpqA
3. O armador Carlos Arroyo faz o crossover do lado de fora e dá assistência para o pivô Daniel Santiago enterrar para Porto Rico http://www.youtube.com/v/LVgTdYaNSB4
2. O pivô Chris Kaman dá um toco na defesa e conclui uma ponte aérea com o armador Pascal Roller para a Alemanha http://www.youtube.com/v/8QV3p-yOsrA
1. O ala-pivô Dirk Nowitzki dispara do meio da quadra e enterra com autoridade contra a Nova Zelândia
Segundo maior pontuador do Brasil no confronto contra a Grécia, nesta quarta-feira, no Torneio Pré-Olímpico masculino de basquete, em Atenas, o ala-armador Alex Garcia acha que a equipe pecou pela precipitação em alguns momentos.
“No começo, a gente conseguiu impor nosso ritmo, mas no segundo quarto, aconteceram coisas que não podiam acontecer. O time precipitou passes, cometeu erros de defesa”.
O Brasil perdeu para a Grécia por 89 a 69. O pivô Tiago Splitter foi o cestinha da partida com 20 pontos, dois a mais que o grego Fotsis. Alex marcou 15 e os Marcelinhos, Machado e Huertas, 14, cada.
Com três faltas ainda no primeiro tempo, Huertas teve de ser poupado cedo pelo técnico Moncho e coube ao estreante Fúlvio assumir a armação.
“Claro que o Huertas faz falta, é o titular, mas o Fúlvio está chegando agora e a gente tem de dar força para ele”, minimiza Alex.
O técnico espanhol Moncho Monsalve fez uma análise sucinta e pontual da atuação brasileira no jogo contra a Grécia pelo Torneio Pré-Olímpico masculino de basquete. “O Brasil perdeu o controle do jogo no início do terceiro quarto. Faltou concentração e temos que melhorar nos rebotes”, resume o treinador, que assumiu a seleção brasileira nesta temporada.
O Brasil foi superado pela Grécia por 89 a 69, mas já está classificado para as quartas-de-final da competição e enfrenta a Alemanha na tarde de sexta-feira. O resultado negativo não foi uma surpresa para o treinador europeu.
“Perdemos para umas das cinco melhores equipes do mundo na atualidade”, lembrou, elogiando a qualidade dos adversários. “A Grécia realmente fez uma grande partida. Teve um excelente aproveitamento de três pontos e mereceu a vitória”.
O ala-pivô Ricardo Probst concorda que o terceiro quarto complicou a situação brasileira. “Sabíamos que seria uma partida muito difícil. Os gregos tiveram um ótimo aproveitamento ofensivo, especialmente nos chutes de três. Na defesa, eles pressionaram bastante e nos tiraram do nosso padrão de jogo, principalmente no terceiro quarto. A situação ficou difícil de se reverter”.
Para o ala Jonathan Tavernari, a Grécia soube aproveitar o bom momento. “A equipe da Grécia é muito equilibrada e hoje o momento foi todo deles. Não viemos aqui pensando em derrota, tínhamos chance de ganhar. Agora, acabou o jogo, mas ainda tem a Alemanha. Com um dia de folga, a comissão técnica vai acertar a equipe”.
Com apenas um dia para se recuperar, o pivô Murilo já começou o tratamento da lesão sofrida na coxa esquerda nesta quarta-feira. Murilo se machucou durante o segundo período da partida contra a Grécia, na qual o Brasil foi derrotado por 89 a 69.
“O pivô Murilo teve uma lesão muscular no posterior da coxa esquerda. O atleta vai ser examinado nesta quinta-feira para avaliar a gravidade da contusão e já iniciou o trabalho de fisioterapia”, afirmou o técnico da seleção, Carlos Vicente Andreoli.
A expectativa da comissão técnica e dos demais jogadores é que Murilo possa estar recuperado para o jogo das quartas-de-final contra a Alemanha, na sexta-feira. “O Murilo machucado dificulta porque ele é muito ofensivo”, lamenta o armador Fúlvio.
Superado pela Grécia por 89 a 69 (40 a 30 no primeiro tempo) na rodada desta quarta-feira do Torneio Pré-Olímpico Mundial masculino de basquete, o Brasil enfrenta a Alemanha, sexta-feira, pelas quartas-de-final. Primeira colocada no Grupo A, a Grécia enfrenta a Nova Zelândia no mesmo dia.
Jogando com casa cheia no ginásio Olímpico pela primeira vez em Atenas, esta foi a segunda derrota brasileira para os gregos em menos de duas semanas. Segunda-feira da semana passada, no Torneio de Acrópolis, a Grécia venceu por 72 a 65.
O retrospecto brasileiro contra a Alemanha em grandes competições é equilibrado, mas antigo. No Mundial de 1994, os alemães venceram por 96 a 76. Antes, nos Jogos Olímpicos de Barcelona-92, o Brasil havia levado a melhor por 85 a 76.
A seleção brasileira precisa vencer a Alemanha se quiser continuar sonhando com a classificação para os Jogos Olímpicos de Pequim. O Pré-Olímpico Mundial é a última chance de obter vaga no torneio.
Garantem passaporte para a China as duas equipes vencedoras das semifinais, além daquela que ganhar o duelo entre as duas perdedoras. O basquete brasileiro já garantiu presença em Pequim com a equipe feminina. Já o masculino está fora das Olimpíadas desde os Jogos de Atlanta-96.
O jogo - Mantendo a base da partida de estréia, o Brasil conseguiu fazer um bom começo de partida acompanhando o ritmo grego, que não conseguiu mais de quatro pontos de vantagem no marcador. Os gregos investiram nos arremessos de longa distância para furar a defesa brasileira, que levava vantagem por 9 rebotes a 7.
E foi com os arremessos de três pontos, que a Grécia conseguiu chegar ao fim da parcial na frente. Doze dos 18 pontos do time foram conquistados assim, sendo dois arremessos de Vasilis Spanoulis, principal pontuador no período com 8 pontos.
O Brasil tentou responder com a mesma técnica, mas não foi feliz, convertendo apenas uma de quatro tentativas. Contudo, os brasileiros levaram vantagem nos lances livres, aproveitando o excesso de faltas dos europeus para garantir seis pontos assim. Alex marcou sete pontos e Splitter, seis e o Brasil seguiu a Grécia de perto, ficando apenas um ponto atrás no final do período (18 a 17).
Mais irregular no segundo quarto, o Brasil entrou no jogo grego e permitiu que os adversários construíssem uma vantagem incômoda. Moncho mexeu no grupo. Tirou Splitter para a entrada de Baby, sacou Huertas (com três faltas) e colocou Marcelinho, mas os problemas persistiram.
Três erros seguidos no ataque e a Grécia abriu oito pontos de vantagem, elevados para 11 (36 a 25) a pouco menos de dois minutos do final. O Brasil ainda diminuiu para seis pontos a desvantagem, mas desperdiçou oportunidades importantes no lance livre e foi para o intervalo perdendo por 40 a 30.
Para complicar, o pivô Murilo levou uma pancada na perna e não pôde mais retornar ao jogo. Falhas ingênuas, desperdiços de arremessos e a vantagem grega disparou para 15 pontos (53 a 38) na metade do período e chegou a 16 no final da parcial (66 a 50).
O Brasil conseguiu marcar cinco pontos até a Grécia fazer sua primeira cesta e retomar o ritmo. Persistindo nas jogadas para três pontos, a seleção também se comprometeu falhando muito nos lances livres.
O grupo de Moncho até foi melhor nos rebotes, mas abusou dos erros e desperdiçou 16 posses contra apenas cinco dos gregos. Graças à inconstância brasileira, a Grécia teve uma vitória tranqüila, mesmo sem apresentar seu melhor basquete e com direito a enterrada de Giorgos Printezis no último segundo.
Pela terceira rodada do Torneio Pré-Olímpico Mundial masculino de basquete, que está sendo disputado no ginásio Aoka, em Atenas, o Brasil foi superado pela Grécia por 89 a 69 (40 a 30 no primeiro tempo). O cestinha da partida foi o pivô Tiago Splitter, com 20 pontos, enquanto o principal pontuador grego foi Antonis Fotsis, com 18 pontos. A rodada teve ainda Canadá 79 x 77 Coréia, Porto Rico 81 x 95 Croácia, Alemanha 89 x 71 Nova Zelândia.
Com esses resultados ficaram definidos os confrontos das quartas-de-final nesta sexta-feira: Croácia x Canadá às 7h (de Brasília), Eslovênia x Porto Rico (9h30min), Alemanha x Brasil (13h30min) e Grécia x Nova Zelândia (16h30min). A competição irá classificar as últimas três seleções para a Olimpíada de Pequim, de 10 a 24 de agosto.
“Perdemos para umas das cinco melhores equipes do mundo na atualidade. A Grécia realmente fez uma grande partida. Teve um excelente aproveitamento de três pontos e mereceu a vitória. O Brasil perdeu o controle do jogo no início do terceiro quarto. Faltou concentração e temos que melhorar nos rebotes. Contra a Alemanha, precisamos fazer uma marcação mais eficiente e melhorar nas perdas de bolas. Continuo confiando plenamente na nossa classificação para Pequim”, concluiu o técnico Moncho Monsalve.
“No começo conseguimos fazer o nosso jogo, mexendo bem a bola e terminamos o primeiro quarto apenas um ponto atrás (17 x 18). Mas no segundo período cometemos erros na defesa e precipitamos algumas bolas, pois não conseguimos nos livrar da pressão que eles fizeram. Quanto à Alemanha, é um time muito alto, mas lento. Temos que tentar carregar os pivôs de falta para facilitar o nosso jogo”, analisou o ala-armador Alex Garcia.
“Sabíamos que seria uma partida muito difícil. Os gregos tiveram um ótimo aproveitamento ofensivo, especialmente nos chutes de três. Na defesa, eles pressionaram bastante e nos tiraram do nosso padrão de jogo, principalmente no terceiro quarto. A situação ficou difícil de se reverter. Agora é botar a cabeça no lugar, descansar e trabalhar para o jogo chave, contra a Alemanha”, disse o ala-pivô Ricardo Probst.
“A equipe da Grécia é muito equilibrada e hoje o momento foi todo deles. Não viemos aqui pensando em derrota, tínhamos chance de ganhar. Agora, acabou o jogo, mas ainda tem a Alemanha. Com um dia de folga, a comissão técnica vai acertar a equipe. Cada jogo é um jogo, os erros que a gente cometeu hoje servem para aprender e tentar não repetir. Os alemães têm um estilo de jogo muito diferenciado, porque os times muito altos correm menos. Por isso, temos que apostar na nossa velocidade”, comentou o ala Jonathan Tavernari.
“A Grécia é uma das melhores equipes do mundo e acabamos caindo no ritmo de jogo que eles impuseram. Agora, a preparação é focada na equipe alemã. Então, é treinar forte para estar bem preparado, pois é uma partida de vida ou morte para a nossa equipe”, afirmou o armador Fúlvio Chiantia.
“O pivô Murilo teve uma lesão muscular no posterior da coxa esquerda no segundo período da partida. O atleta vai ser examinado nesta quinta-feira para avaliar a gravidade da contusão e já iniciou o trabalho de fisioterapia”, explicou o médico da Seleção, Dr. Carlos Vicente Andreoli.
Titulares: Marcelinho Huertas (14 pontos), Alex Garcia (15), Marcelinho Machado (14), João Paulo Batista (4) e Tiago Splitter (20). Entraram depois: Murilo Becker (2), Jonathan Tavernari (0), Rafael “Baby” Araújo (0), Fúlvio Chiantia (0) e Ricardo Probst (0). Técnico: Moncho Monsalve.
TORNEIO PRÉ-OLÍMPICO
Grupo A: Brasil, Grécia e Líbano
Grupo B: Alemanha, Cabo Verde e Nova Zelândia
Grupo C: Canadá, Coréia e Eslovênia
Grupo D: Camarões, Croácia e Porto Rico
Primeira rodada – Segunda-feira (dia 14)
Nova Zelândia 77 x 50 Cabo Verde, Coréia 76 x 88 Eslovênia, Croácia 93 x 79 Camarões e Grécia 119 x 62 Líbano
Segunda rodada – Terça-feira (dia 15)
Eslovênia 86 x 70 Canadá, Cabo Verde 68 x 104 Alemanha, Camarões 72 x 81 Porto Rico e Líbano 54 x 94 Brasil
Terceira rodada – Quarta-feira (dia 16)
Canadá 79 x 77 Coréia, Porto Rico 81 x 95 Croácia, Alemanha 89 x 71 Nova Zelândia e Brasil 69 x 89 Grécia
Quinta-feira (dia 17)
FOLGA
Quartas-de-final – Sexta-feira (dia 18)
Jogo 16 – D1 x C2 – Croácia x Canadá (7h)
Jogo 15 – C1 x D2 – Eslovênia x Porto Rico (9h)
Jogo 14 – B1 x A2 – Alemanha x Brasil (13h30min)
Jogo 13 – A1 x B2 – Grécia x Nova Zelândia (16h)
Fase semifinal – Sábado (dia 19)
Jogo 17 – Vencedor de 13 x Vencedor de 15
Jogo 18 – Vencedor de 14 x Vencedor de 16
Os vencedores da semifinal estão classificados para a Olimpíada de Pequim.
Rodada final – Domingo (dia 20)
Jogo 19 – Perdedores da semifinal
O ganhador garante a terceira e última vaga para Pequim.
OBS: Horários de Brasília.
De acordo com o regulamento, na primeira fase as seleções jogaram entre si nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se enfrentam nos seguintes cruzamentos: A1 x B2, B1 x A2, C1 x D2 e D1 x C2. Os ganhadores se classificam para a fase semifinal no sábado. Os vencedores da semifinal garantem a vaga para a Olimpíada de Pequim, enquanto os perdedores disputam a última vaga no domingo.
A rodada desta terça-feira do Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino teve a estréia vitoriosa da Seleção Brasileira, 94 x 54 Líbano, mais as vitórias de Eslovênia sobre Canadá, Alemanha sobre Cabo Verde e Porto Rico sobre Camarões. Confira as 10 melhores jogadas do Brasil e os 10 melhores lances do restante da rodada. Todas as imagens, disponibilizadas no site YouTube, são do canal de TV por assinatura Sportv, que transmite todas as partidas da competição ao vivo.
8. O pivô Chris Kaman busca rebote e passa para Jan-Hendrik Jagla, do outro lado da quadra, enterrar para a Alemanha http://www.youtube.com/v/voVTwHXXVYY
7. O armador Filiberto Rivera, de Porto Rico, infiltra a defesa camaronesa e faz a bandeja enquanto recebe falta http://www.youtube.com/v/k5UpW9QTuaI
5. Pascal Roller liga rápido contra-ataque com Jan-Hendrik Jagla, mas o cabo-verdiano Tony Barros chega de surpresa e bloqueia o arremesso do alemão http://www.youtube.com/v/K6KMO45USIg
Marcelinho Huertas marcou 15 pontos no primeiro quarto. Murilo saiu do banco para anotar 14 pontos em nove minutos no primeiro tempo. Marcelinho Machado apanhou seis rebotes. Mas o técnico Moncho Monsalve direcionou seus elogios para Alex Garcia ao final da partida.
A seleção brasileira bateu o Líbano por 94 a 54, pelo Grupo A do Pré-Olímpico de basquete, nesta terça-feira, em Atenas. E o espanhol louvou a atuação defensiva do ala-armador.
Na marcação individual contra os libaneses, Alex ficou incumbido de segurar o ala Fadi El Khatib, principal figura do oponente e deu conta do recado, limitando um dos cestinhas do Mundial do Japão a míseros três pontos no confronto.
“El Khatib não queria nem entrar em quadra quando via esse tremendo selvagem”, brincou o treinador da seleção. “Não gosto de falar de jogadores individualmente, acho que é das poucas vezes na minha vida que faço isso, mas ele foi fantástico.”
O ala-armador brasileiro, que teve boa temporada pelo Maccabi Tel Aviv na Euroliga, atuou por 19 minutos e somou sete pontos e três assistências, além de três roubos em sua perseguição ao libanês.
Quando sacou Alex para lhe dar descanso no segundo quarto, Monsalve colocou o jovem Marcus Vinícius, 21, para cuidar de El Khatib.
Segundo o espanhol, o Brasil foi para sua estréia no torneio com a intenção de limitar o Líbano a apenas 50 pontos.
“Acabamos tomando 54, mas estou muito contente com nossa intensidade”, completou.
A seleção brasileira saiu do Torneio de Acrópolis de basquete com uma boa vitória sobre a Croácia e duas derrotas apertadas para Grécia e Austrália, a última nesta quarta-feira. Esse saldo foi encarado como positivo pelo grupo que disputará uma vaga no Pré-Olímpico, entre os dias 14 e 20 de julho.
O time tem agora cinco partidas amistosas sob o comando do técnico Moncho Monsalve. Antes de embarcar para a Europa, foram duas vitórias contra a Venezuela, no Rio de Janeiro.
“Não gosto de perder nunca. Contra os gregos, eu precisava dar experiência aos mais novos, por mais que seja difícil aceitar. Vencemos a Croácia. E agora fizemos um jogo. Acho que foi um grande torneio para nós. Estamos prontos para o Pré-Olímpico, isso é certo”, afirmou o treinador Moncho Monsalve, primeiro estrangeiro a comandar a seleção nacional.
Para o pivô Tiago Splitter, um dos mais experientes da equipe, não dá para levar em conta os resultados no quadrangular. “A gente fez três ótimos jogos, brigando com grandes times. O resultado, seja derrota ou vitória, é mesmo conseqüência. Todos foram decididos no final, com exceção da Croácia, que ganhamos com um pouco mais de facilidade. Foi muito válido o torneio. Estamos no caminho certo.”
O ala-armador Alex Garcia, co-capitão do time ao lado de Marcelinho Machado, afirmou que a equipe estava confiante ao deixar o Brasil, mas que sentia falta de entrosamento. O torneio desta semana teria solucionado essa questão.
“Ajuda a gente a ganhar conjunto, estava faltando entrosamento. E ele veio, como falamos no vestiário. Foi válido. Posso dizer que nós estamos preparados para o Pré-Olímpico”, completou.
Talvez a seleção brasileira tenha se mostrado européia demais nesta quarta-feira. Em sua última partida no Torneio de Acrópolis de basquete, em Atenas, o time foi envolvido nos dez minutos do segundo quarto pelo jogo veloz e atlético da Austrália, tentou a reação, mas foi superado por 89 a 84, em um jogo tenso.
Esse foi o último teste antes da disputa do Pré-Olímpico Mundial, na capital grega. O Brasil estréia na competição no dia 15, próxima terça, contra o Líbano. No quadrangular amistoso, o time havia perdido para a Grécia e batido a Croácia.
Os brasileiros se irritaram com o trio de arbitragem local no primeiro tempo, cobrando uma série de supostas faltas, se desconcentraram e perderam muitos passes em transição. Essas falhas abriram brechas para o jogo agressivo dos adversários.
A equipe entrou na correria com os australianos e não foi bem nessa disputa. Como sintoma claro da mudança de padrão do time com Monsalve, foi apenas quando os rivais colocaram em quadra os pivôs David Andersen e Matt Nielsen e ficaram mais lentos que o jogo brasileiro deslanchou, vencendo a parcial inicial por 28 a 21.
Ciente da adaptação lenta da dupla Andersen-Nielsen, que tem pouco tempo de treinamento com o elenco, o técnico Brian Goorjian decidiu voltar à quadra com uma formação leve. E novamente induziu o oponente a erros, muitos erros - foram 14 na primeira metade da partida, nove deles no segundo quarto (quase um por minuto), com um desastroso desfecho de 27 a 13 e vantagem de 48 a 41 no intervalo.
“O Brasil ganhava por sete pontos, mas começou a jogar com muita ansiedade, tivemos muitas perdas de bola e fizemos maus arremessos. Em nível internacional, com 14 perdas em um quarto, você não vai ganhar nada”, afirmou o técnico Moncho Monsalve.
Apesar de ter mais tamanho do que os representantes da Oceania, o Brasil foi dominado nos rebotes (37 a 25), cedendo muitas segundas oportunidades (18 rebotes ofensivos). “Esses 37 rebotes significam posse de bola, limite de nosso contra-ataque e, sobretudo, muitos lances livres para eles. Eles chutaram 32 lances contra 19 nossos. Assim não se ganha”, avaliou Monsalve.
Outro ponto negativo foi a desatenção com o veterano pivô Chris Anstey, que conseguiu marcar os 11 primeiros pontos da Austrália em menos de cinco minutos de ação. Ele terminou com 24 pontos. “Para isso, assumo a responsabilidade”, disse Monsalve. “Eu conheço muito bem essa equipe, inclusive os garotos. Quanto ao Anstey, ele foi meu jogador na Espanha. E, para ser sincero, nunca o vi arremessar tão bem assim. Disse a meus pivôs que isso é o jogo, paciência.”
Não obstante, os australianos ainda mataram duas bolas no estouro do cronômetro dos segundo e terceiro períodos, com os jovens Joe Ingles e Patrick Mills, que renderam cinco pontos providenciais no placar.
Na volta do intervalo, a seleção esteve com os nervos controlados, mas só melhorou sua defesa e postura quando Ricardo Probst entrou no lugar de J.P. Batista, ganhando mais agilidade. O quarto terminou em 66 a 60 para os adversários, que não conseguiram escapar graças a um dia de pontaria certeira de Marcelinho Machado.
O quarto período foi equilibrado, com os brasileiros competitivos e equilibrados em quadra. Mas os erros das parciais anteriores cobraram um preço. Com pouco mais de dois minutos para o fim, o time perdia por apenas dois pontos (80 a 78), até que Anstey, 33 anos, entrou em ação novamente com cinco pontos seguidos e um toco sobre Splitter dando uma folga aos australianos.
Com 18s para o fim, Alex converteu dois lances livres e deixou o time a um ponto, com 85 a 84. Na posse de bola seguinte, foi a vez de C.J. Bruton converter os seus pontos de lance livre. Machado ainda tentou uma bola de três, sem sucesso.
(Giancarlo Giampietro, UOL Esporte, em Atenas/Grécia)
Pela última rodada do 22º Torneio Internacional de Acrópolis masculino de basquete, que está sendo disputado no ginásio Oaka, em Atenas, o Brasil foi superado pela Austrália por 89 a 84 (48 a 41 no primeiro tempo). Os cestinhas foram o pivô australiano Chris Anstey e o ala brasileiro Marcelinho Machado, com 24 e 20 pontos, respectivamente. No encerramento do torneio, jogam Grécia x Croácia.
O ala Alex destaca o trabalho coletivo da equipe durante o torneio e acredita que a vaga olímpica está cada vez mais perto.
“O segundo quarto acabou decidindo o jogo a favor deles. Ganhamos o primeiro período por sete pontos (28 a 21), mas cometemos erros seguidos no ataque, principalmente com a perda de bolas, e eles passaram a frente. Voltamos para o segundo tempo mais concentrados e conseguimos equilibrar a partida. Tivemos a chance de empatar nos segundos finais, mas não foi possível. De qualquer forma, mostramos um excelente trabalho coletivo na defesa e no ataque nesse torneio. Estamos evoluindo e vamos chegar no Pré-Olímpico em condições de brigar pela vaga olímpica”, analisou o escolta vice-campeão da Euroliga pelo Maccabi Tel Aviv de Israel, autor de 15 pontos nesta quarta-feira.
O pivô Tiago Splitter segue confiante na classificação para a Olimpíada de Pequim. Para o jogador, o torneio serviu para motivar ainda mais o grupo.
“Fizemos um bom primeiro período, mas não conseguimos manter o ritmo no segundo quarto por conta de nossos erros. Na etapa final, jogamos melhor. Chegamos a ficar nove pontos atrás e tivemos tranqüilidade para diminuir a diferença para apenas um ponto. No finalzinho eles levaram a melhor. Foi um torneio superválido, porque enfrentamos três grandes seleções e o grupo teve a chance de viver situações que encontraremos no Pré-Olímpico. É importante destacar que estamos evoluindo no jogo coletivo ofensivo e defensivo. No ataque sempre buscando o melhor jogador para o arremesso e na defesa procurando ocupar os espaços para dificultar o adversário. Estamos muito motivados em busca da vaga olímpica”, disse o pivô campeão espanhol pelo TAU Cerámica, que anotou 12 pontos e nove rebotes contra a Austrália.
Para o técnico Moncho Monsalve, o time mostrou grande evolução no jogo coletivo. Mesmo com muito trabalho pela frente, o grupo tem condições de garantir a vaga.
“Eu sempre gosto de ganhar. Mas hoje perdemos 14 bolas no primeiro tempo e nos rebotes os australianos levaram a melhor: 37 a 25, sendo 19 ofensivos. O nível do basquete mundial não permite isso. No segundo tempo, o grupo voltou mais concentrado e mesmo quando esteve em desvantagem de nove pontos teve equilíbrio para encostar no marcador. Nos instantes finais, pequenos detalhes nos tiraram a vitória. Na minha opinião, foi extremamente positiva a participação do Brasil no torneio. Mostramos uma grande evolução no jogo coletivo. Temos consciência do que ainda precisamos melhorar como a defesa individual, os rebotes defensivos e diminuir a perda de bolas. Até a estréia contra o Líbano ainda faremos oito treinos e estaremos prontos para buscar a vaga para a Olimpíada de Pequim. Gostaria de destacar a dedicação e a motivação desse grupo”, analisou o treinador espanhol.
Brasil, Croácia e Grécia disputarão o Torneio Pré-Olímpico Mundial a partir do dia 14 deste mês, competição que irá classificar as últimas três seleções para a Olimpíada de Pequim, a Austrália já está garantida nos Jogos desde 2007 porque foi campeã da Oceania. A Seleção Brasileira está no Grupo A e estréia no dia 15 contra o Líbano às 16h (22h locais). No dia seguinte, o Brasil enfrenta a Grécia, no mesmo horário.
Na sexta-feira, Limeira anunciou a contratação do armador Nezinho. Segundo o presidente do clube paulista, Cássio Roque, tudo estava certo entre as partes.
No sábado, Jorge Bastos, dirigente do Brasília, procurou a ESPN Brasil para dizer que a informação estava incorreta e que Nezinho e Alex já tinham confirmado o acerto com a equipe do Distrito Federal.
Mas a verdade é a seguinte: Nezinho tem um contrato assinado com Limeira, só que Brasília procurou o atleta com uma proposta muito superior. O armador consultou o presidente do time paulista, Cássio Roque, para falar da proposta e ver o que poderia ser feito. Como o Cássio Roque está nos Estados Unidos, a definição fica adiada até sua volta.
No caso do Alex, ele ainda tem contrato com o Maccabi Tel Aviv, mas não pretende voltar para Israel. Antes de assinar com Brasília, Alex tem que acertar a vida dele com o Maccabi. Se conseguir a liberação, deve ficar na equipe do Distrito Federal.
Em seu primeiro teste de alto nível na preparação para o Pré-Olímpico Mundial de Atenas após duas vitórias sobre a fraca Venezuela, a Seleção Brasileira masculina de basquete teve bons momentos jogando de igual para igual contra a vice-campeã mundial Grécia, chegou a estar à frente do placar no último quarto, mas sua formação reserva cometeu alguns erros nos minutos finais da derrota por 72 a 65 (41 a 33 no intervalo), na estréia de ambas as equipes no 22o Torneio Internacional de Acrópolis. Nesta terça-feira às 13h30min (horário de Brasília), o Brasil volta à quadra do ginásio Oaka em Atenas para enfrentar a Croácia, que abriu o torneio vencendo a Austrália por 71 a 69 (48 a 40 no intervalo). O ala-pivô grego Antonis Fotsis foi o cestinha da partida com 19 pontos, já o ataque brasileiro teve uma boa distribuição ofensiva com destaque para 15 pontos do ala-armador Alex Garcia contra 16 de seu rival direto Vassilis Spanoulis, autor de quatro assistências. Os destaques da Liga Espanhola Marcelinho Huertas e Tiago Splitter anotaram 12 pontos cada.
A equipe brasileira treinada pelo espanhol Moncho Monsalve teve vários pontos positivos: uma defesa agressiva na maior parte do tempo, a armação veloz e inteligente de Huertas, jogadas conscientes do pivô Tiago no garrafão, Ricardo Probst como destaque do banco com muita garra na luta pela bola e uma mão afiada nos chutes de três, Marcelinho Machado jogando mais para o time sem precipitar arremessos, Alex (foto) fazendo cestas em momentos importantes com atleticismo e velocidade herdando dignamente a camisa 10 que era de Leandrinho, enfim o jogo coletivo do Brasil foi o que mais impressionou. O time nacional poderia perfeitamente ter vencido os gregos se terminasse a partida com os titulares e se não fosse o espantoso aproveitamento da Grécia nos arremessos de três pontos, principalmente no primeiro tempo. A atuação desta segunda-feira dá uma esperança de que Seleção de Moncho possa surpreender o time helênico no duelo para valer, o que decidirá o primeiro lugar do Grupo A do Pré-Olímpico no dia 16 de julho (quarta-feira da próxima semana).
O Brasil começou o jogo com o armador Marcelinho Huertas distribuindo bem os passes e procurando trabalhar mais as bolas dentro do garrafão com Tiago Splitter, que fez seis pontos no início de 10 a 9, que teve ainda uma bela bandeja de Huertas. O único que estava destoando era o ala-pivô J.P. Batista, meio lento no garrafão, se bem que Murilo também não engrenou no lugar do pernambucano que joga na Letônia. Do outro lado, a Grécia apostava nos arremessos de três, o ala-pivô Antonis Fotsis foi logo metendo dois triplos nos cinco minutos iniciais. Alex converteu uma bela bandeja reserva com assistência de Huertas e um arremesso longo da cabeça do garrafão fazendo 15 a 13, mas o pesado pivô Sokoflis “Baby Shaq” Schortsianitis entrou em quadra impondo sua força e logo empatou o jogo em 15 a 15 convertendo uma bola embaixo do aro, depois a Grécia virou o placar acertando com Spanoulis sua quinta cesta de três em seis tentativas, e no final do primeiro quarto o time da casa aproveitou um momento de instabilidade do Brasil para fechar a parcial em 21 a 15.
A Seleção Brasileira voltou para o segundo período com uma marcação mais agressiva que deixou os gregos mais de três minutos sem pontuar, aí foi buscar o empate em 21 a 21 com uma bandeja de Jonathan Tavernari no contra-ataque e uma cesta de três de Marcelinho Machado. A virada brazuca veio com uma bandeja de Rafael “Baby” Araújo após assistência esperta de Marcelinho, levando o técnico Panagiotis Yannakis a pedir tempo. Depois da parada, os gregos voltaram marcando pressão e foi a vez do Brasil amargar um jejum de quase três minutos sem pontuar numa arrancada de 7 a 0 fechada com uma bola de três de Nikos Zisis. O armador reserva Fúlvio não entrou bem, mas Baby conseguiu trombar de frente com Schortsianitis e o “Big Sofo” não pontuou mais. Alex acabou com a seca com uma cesta de três descontando a diferença para 30 a 26, Spanoulis respondeu na mesma moeda com outro triplo, Huertas converteu um chute flutuante com uma mão só no estilo Tony Parker diminuindo a distância para 33 a 28, na defesa Bouroussis deu um tocão em Murilo e do outro lado Printezis abriu 35 a 38 com um gancho curto. Depois Marcelinho e Vasilopoulos trocaram bolas de três, Machado encestou dois lances livres, e Fotsis ampliou a vantagem para 41 a 33 com outro triplo longo frontal no final da parcial.
Na volta para a terceira etapa, Tiago Splitter converteu seu décimo ponto em um arremesso da lateral do garrafão, o Brasil teve outras oportunidades de cesta na área pintada, mas esbarrou na forte defesa helênica, Fotsis respondeu com uma bandeja no contra-ataque, e a Seleção diminuiu a diferença para 44 a 39 com um arremesso longo certeiro de J.P. Batista da entrada do garrafão e dois lances livres conectados por Alex. Após Tiago Splitter fazer uma bela jogada de finta convertendo um gancho, Fotsis meteu mais uma bola de três, Alex respondeu acertando um chute da entrada do garrafão, Huertas fez uma cesta no garrafão aproveitando um bom passe longo de Marcelinho, que saiu pendurado com quatro faltas depois de Theodoros Papaloukas converter uma boa infiltração. A arbitragem também deu uma ajuda à Grécia ao não marcar uma falta de ataque clara de Schortsianitis, que com uma barrigada de urso quase jogou Splitter para fora da quadra. Depois Marcelinho Huertas fez uma cesta de bandeja numa infiltração cortando a vantagem grega para cinco pontos (55 a 49), e no final do período Alex pegou um rebote ofensivo crucial e acertou um arremesso da lateral direita do garrafão encostando em 56 a 53 nessa parcial vencida pelo Brasil por 20 a 15.
O último quarto começou com uma bola de três de Spanoulis, Huertas descontou para 59 a 55 com uma cesta no garrafão, mas pouco depois foi punido com uma falta técnica, só que a Grécia não aproveitou bem os lances livres. O ala-armador Duda entrou bem no Brasil, roubando uma bola na raça e fazendo uma enterrada de moral, e mantendo a defesa forte o Brasil foi buscar o empate em 60 a 60 com uma bola de três frontal do ala-pivô Ricardo Probst faltando 7min40s, aí o técnico Yannakis foi obrigado a pedir tempo de novo por causa da arrancada verde-amarela de 7 a 1. Na volta da pausa com sua formação reserva em quadra, Duda precipitou um chute de três, a Grécia abriu 64 a 60 com uma enterrada de Bouroussis na ponte aérea e uma bandeja de Zisis, mas Ricardo respondeu à altura com mais uma cesta de três e virou o placar para 65 a 64 com um chute curto após rebote ofensivo faltando pouco mais de três minutos e meio para o final.
Em vez de aproveitar o momento positivo, o Brasil arremessou mal duas bolas de três curtas demais com Fúlvio e Duda, e Moncho pediu tempo para acalmar as coisas, embora a defesa verde-amarela estivesse firme deixando os gregos novamente mais de três minutos sem cesta. Sentindo a ameaça de derrota, a Grécia voltou com os titulares marcando pressão, virou o placar com dois lances livres conectados por Spanoulis e abriu 68 a 65 em um contra-ataque com Vasilopoulos fazendo a cesta com um tapinha no rebote ofensivo de uma bandeja de Papaloukas que já ia saindo do aro. Moncho pediu tempo de novo, mas manteve os reservas em quadra insistindo com Fúlvio que cometeu mais um erro no ataque, e no último minuto os gregos aproveitaram algumas falhas brasileiras para marcar os últimos quatro pontos em contra-ataques, na hora da decisão seria melhor Monsalve colocar em quadra os titulares mais experientes que estavam bem na partida (Alex, Huertas, Splitter e Marcelinho), mas valeu como treino para os novatos da Seleção serem testados também em uma situação de pressão. A Grécia terminou o jogo com Spanoulis, Papaloukas, Vasilopoulos e Bouroussis, fundamental no garrafão com 10 pontos, sete rebotes e sete tocos. Foi a terceira vitória do time na fase de preparação, mas foi a partida mais difícil, a maior diferença que os europeus conseguiram abrir foi de oito pontos. Na Supercopa Bamberg, na Alemanha, os gregos venceram a Eslovênia por 79 a 71 e Porto Rico por 93 a 86.
“Fizemos uma boa partida e mostramos que a equipe está no caminho certo para conquistar a vaga olímpica. O ponto forte foi o jogo equilibrado e coletivo. Sabemos que ainda temos alguns detalhes para corrigir, mas vamos melhorar até a estréia no Pré-Olímpico. Perdemos para um adversário que é o atual vice-campeão mundial e conta com muitos jogadores experientes. A partida também foi importante para dar experiência para atletas mais novos e colocarmos em prática o que estamos treinando”, disse o armador Marcelinho Huertas.
“É claro que gostaríamos de ter vencido. Mas o mais importante do que o resultado final foi o desempenho da equipe. Os jogadores mais novos tiveram oportunidade de viver um momento de jogo decisivo no último quarto. De um modo geral, o grupo mostrou uma grande evolução em relação às partidas contra a Venezuela. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas acreditamos na vaga olímpica, que é o nosso objetivo”, explicou o técnico Moncho Monsalve.
“Os espectadores assistiram a um jogo parelho. Desperdiçamos algumas posses de bola e erramos arremessos de dois pontos que não deveríamos ter errado. O jogo de hoje foi uma boa lição para nós, de maneira que ensinou como sermos pacientes para vencer no final quando ficamos atrás no placar. Nós fizemos apenas nove sessões de treinamento e jogamos duas partidas na Alemanha. Temos de continuar trabalhando e teremos a chance de encarar mais dois jogos fortes no decorrer deste torneio”, afirmou o técnico grego Yannakis.
“Como técnico eu tendo a olhar muito para as estatísticas. Com o placar em 65 a 64 para nós, erramos alguns arremessos abertos e falhamos na hora de vencer o jogo. Nos minutos finais, escolhi jogar com cinco jogadores que não têm experiência internacional. A Grécia é um dos quatro ou cinco melhores times do mundo, vocês todos sabem disso. Nossos adversários, especialmente Fotsis, tiveram um grande aproveitamento nos arremessos de três pontos, enquanto nós acertamos apenas cinco em 22. A Grécia participou de um outro torneio, enquanto o Brasil só jogou dois amistosos contra a Venezuela. Não me importo em vencer este jogo ou o Torneio de Acrópolis, eu quero ir às Olimpíadas, então no geral estou feliz com o jogo de hoje”, analisou Moncho em sua fala para o site oficial da federação grega.
“Foi um jogo igual. No primeiro tempo tivemos alguns problemas com bolas perdidas e com nosso aproveitamento de lances livres, mas conseguimos permanecer no jogo. No segundo tempo reduzimos nossas bolas perdidas e jogamos melhor na defesa, então reagimos na partida e tivemos uma chance de vencer no final. Entretanto, nós erramos duas bolas de três livres. Temos jogadores com menos experiência que a Grécia, que é um dos melhores times do mundo. Estamos trabalhando para um dia alcançar esse nível no basquete internacional e tentaremos melhorar jogo a jogo. Eu não quero falar sobre os jogadores que não estão aqui, esta é uma equipe que trabalha duro e se encaixa muito bem como um grupo”, complementou Huertas.
Brasil, Croácia e Grécia disputarão o Torneio Pré-Olímpico Mundial a partir do dia 14 deste mês, competição que irá classificar as últimas três seleções para a Olimpíada de Pequim. A Austrália já está classificada como campeã da Oceania em 2007, vai enfrentar a Seleção de Moncho na quarta-feira depois de encarar os gregos amanhã às 16h (de Brasília).
Ala-armador brasileiro do Phoenix esteve no Rio nesta semana e conversou com companheiros da Seleção como Alex, Tiago Splitter e Fúlvio para transmitir palavras de confiança e votos de sucesso na viagem para o Pré-Olímpico da Grécia. Leandro conta ao Basketbrasil como foi sua reação quando soube do veto médico do Suns à sua participação na Seleção este ano, e seu irmão Artur aceita revelar o pacto olímpico entre eles. (more…)
Alex é um dos líderes da seleção masculina que a partir de 14 de julho, na Grécia, tenta acabar com um jejum em Olimpíadas que já dura 12 anos. Com 28 anos, o ótimo defensor do Maccabi Tel-Aviv (Israel), vice-campeão europeu, bateu um papo com o blog de Fábio Balassiano após um dos treinos no Botafogo, apontou os caminhos para o time de Moncho Monsalve carimbar o passaporte para Pequim e revelou sua paixão em vestir o uniforme amarelo.
DA LINHA DOS 3: A seleção brasileira começa o Pré-Olímpico sem seis jogadores (Nenê, Anderson, Valtinho, Leandrinho, Guilherme e Paulão). Você acha que isso faz do time um azarão na busca da vaga para Pequim?
ALEX: De modo algum! Vejo por um lado completamente diferente. A seleção estaria “quebrada” se estes jogadores tivessem vindo treinar e depois fossem embora, o que não foi o caso. Estamos aqui há duas, três semanas, e o clima está ótimo. O Moncho tem a sua maneira de trabalhar, com uma filosofia européia, e estamos tentando assimilar. Ele tem um estilo bem intenso, e isso é excelente.
– Essa, digamos, ‘intensidade’ te favorece, né?
ALEX: Sim, sem dúvida. Sou um jogador que gosta deste estilo “raçudo”, tanto nos treinos quanto nos jogos. Estamos aprendendo muito com ele. O estilo é mais cadenciado, e é por isso que o Moncho pede tanto para que, entre outras coisas, façamos o tal ‘passe extra’, porque ele acredita, e nós também, que quanto mais bolas trocarmos, mais livre o companheiro que arremessar estará.
– Você fala nesse estilo europeu. Já passou da hora de o Brasil ver que a saída para ganhar em torneios internacionais é mesmo pela defesa?
ALEX: Creio que sim! Nossa defesa será fundamental, e garanto que ninguém tem mais vontade de ir aos Jogos Olímpicos que nós, e vamos nos doar ao máximo para isso, mas temos que pensar em deter os adversários para atacarmos com mais tranqüilidade.
– Você fala muito nessa doação pela seleção, mas eu queria tocar em um assunto: você teve contrato com o San Antonio e com o New Orleans, da NBA. Até que ponto existe a pressão que os clubes fazem, como parece ter ficado evidente nos casos de Leandrinho e Anderson, e como era o seu papo com eles em relação a liberação para jogar pelo Brasil?
ALEX: Cara, eu não vou falar pelos outros, porque cada um tem os seus problemas e as maneiras de solucioná-los. Mas, quando tinha contrato com o Spurs, eles eram obrigados a me liberar, a não ser que tivesse uma lesão grave, que me impedisse de pisar em quadra. E todos sabiam que só deixaria de jogar pelo Brasil se não conseguisse andar ou se estivesse, como se diz, “estourado”. Cada um tem o seu modo de agir, mas eu vou jogar pelo Brasil sempre que convocado.
A 10 dias da estréia no Pré-Olímpico Mundial, seleção encerra período de treinos em solo brasileiro e embarca para a Europa nesta sexta-feira
O relógio prateado do espanhol Moncho Monsalve marcava 20h27min quando os jogadores da seleção masculina fizeram a última corrente no meio da quadra e gritaram “Brasil”. Terminava ali, na noite de quinta-feira, o período de treinamentos da equipe em solo nacional. Na sexta, a delegação viaja para a Europa, onde disputa o Pré-Olímpico de Atenas, que começa no dia 14. Após três semanas de atividades, Moncho acredita que o grupo ainda precisa evoluir até a estréia contra o Líbano, no dia 15.
“Ainda precisamos trabalhar algumas situações especiais, inserir algo mais em relação à defesa e melhorar o posicionamento quando a bola está dentro do garrafão. Mas minha confiança continua alta, muito maior que a de vocês”, disse o técnico aos jornalistas ao fim do treino.
Jogadores acreditam que o time evoluiu em quadra
O pivô Tiago Splitter concorda com o comandante e acha que a seleção vai evoluir com os amistosos antes do Pré-Olímpico. No torneio de Acrópoles, os adversários serão Grécia (dia 7), Croácia (8) e Austrália (9).
“Faltam algumas coisas, mas já treinamos bastante. Agora vamos melhorar o ritmo de jogo e teremos os amistosos do torneio de Acrópoles. O clima é ótimo, todo mundo pensa no grupo e quer ajudar”, elogiou.
O ala-armador Alex acredita que a experiência de Moncho no basquete europeu serviu para dar um novo ânimo à seleção, que foi apresentada a um novo estilo.
“A equipe mostrou uma grande evolução desde o primeiro treino no Maracanãzinho. Estamos conseguindo aliar a experiência do Moncho ao estilo de jogo de cada atleta, sempre em prol do coletivo”, avaliou.
(Rodrigo Alves, do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro)