August 30, 2008

Esta semana na NBA: A revolução dos sextos homens

É claro que todo jogador quer ser titular; se você está lá sendo pago para jogar, você quer estar em quadra e não simplesmente olhando no melhor assento do ginásio. Mas o que vimos na última temporada com a ascensão de Manú Ginóbili como “sexto homem especialista” pelo San Antonio Spurs pode ser o início de uma revolução na posição, que teve grande desenvolvimento nestes Jogos Olímpicos de Pequim-2008.

Se na NBA víamos Ginóbili entrar e tomar o comando do time, em Pequim tivemos várias seleções com jogadores desempenhando funções parecidas. Dwyane Wade pelos Estados Unidos; Theo Papaloukas pela Grécia; Ricky Rubio pela Espanha; Carlos Delfino pela Argentina; e no feminino, Amaya Valdemoro fez o mesmo papel pela Espanha e Becky Hammon teve seus momentos como “sexta mulher” da Rússia. São jogadores que não são meros reservas e nem entram para mudar o ritmo do jogo, como por exemplo faz o Leandrinho no Phoenix Suns e fazia o Earl Boykins no Denver Nuggets (e outros trocentos times pelos quais passou). Antes, a definição clássica de sexto homem era isso, o cara que entrava para dar uma nova cara ao time. Dá até para dizer que Rubio faz isso também, mas não é só isso que ele traz.

São jogadores que jogam 30 ou mais minutos e mantém o ritmo e estilo de jogo da equipe, são tão talentosos ou mais que os titulares de suas posições e tornam-se o foco da equipe assim que entram. Papaloukas, Rubio e Hammon entravam para comandar a armação de suas equipes. Wade, Delfino e Valdemoro já tinham uma função ainda mais parecida com a de Ginóbili no Spurs, de entrar e se tornar ponto focal das jogadas ofensivas da equipe. Na defesa, são jogadores com permissão para arriscar o roubo no perímetro e puxar contra-ataques.

Muitos acreditam que D-Wade foi o MVP dos EUA na reconquista do ouro, enquanto Delfino teve suas madrugadas de Ginóbili, acertando tudo, Rubio virou jogos para a Espanha e comandou o time competentemente na final olímpica e Valdemoro era claramente a melhor jogadora entre as espanholas, ao lado de Anna Montañana e, às vezes, Alba Torrens. Papaloukas rendeu abaixo do esperado, mas sua contribuição como sexto homem já está bem documentada por seus feitos nos últimos quatro anos com a Grécia e pelos seus feitos na Euroleague. Hammon também não lidou bem com a função nos Jogos e melhorou quando entrou no time titular russo.

Podem contar que os sextos homens vão dar as caras nesta temporada da NBA também. Por que você acha que o Houston Rockets buscou Ron Artest? Ele pode sair do banco e jogar de 35 a 40 minutos. Manter a intensidade defensiva quando Shane Battier ou Tracy McGrady precisarem descansar, dobrá-la quando Battier e Yao estiverem ao seu lado, e é capaz de criar oportunidades de contra-ataque e chutar. James Posey foi parte importantíssima dos títulos do Miami Heat em 2006 e do Boston Celtics neste ano, e agora vai reforçar o banco do New Orleans Hornets, que sofreu fora de casa contra o Spurs. A torcida do Detroit Pistons pensa em Rodney Stuckey como o novo armador titular, mas ele talvez possa continuar saindo do banco, mas ficar em quadra por 35 minutos e manter Chauncey Billups e Richard Hamilton frescas para o final do jogo. Por outro lado, o Atlanta Hawks está preocupado agora que perdeu seu sexto homem, Josh Childress, para a Europa.

Isso significa que você deve sempre guardar um de seus quatro melhores jogadores no banco sempre? Claro que não. É claro que há questões de química e entrosamento envolvidos, de os reservas abraçarem a causa e entenderem o que trazem para a partida, jogarem bem mesmo entrando frios em quadra. Não adianta pegar qualquer jogador talentoso e colocar no banco. O técnico tem de saber usar essas peças extras, manusear seus egos.

O que acontece é que o basquete hoje é disputado em alto nível físico, muito atleticismo e força, e as peças de reposição ganharam ainda mais importância. Não preciso lhe dizer que times de um ou dois grandes jogadores somente não ganham mais campeonatos; no basquete profissional de nível internacional, nem cinco grandes titulares são suficientes mais. Detroit tem o quinteto titular mais entrosado e bem-armado da liga, e nos últimos três anos não conseguiu chegar. A Argentina tinha um quinteto praticamente todo NBA em Pequim e perdeu de 20 para os EUA. Vale a mesma coisa que no Campeonato Brasileiro de futebol: é preciso um elenco forte.

Uma rotação de sete jogadores desgasta demais o time. Se você vir o Boston desta temporada, a equipe ia de 1 a 9 em jogadores capazes. O Big Trio, Rondo e Perkins, Posey, Powe, PJ Brown, Sam Cassell/Eddie House (cada dia era um). Na Olimpíada, tanto croatas quanto gregos e lituanos tinham elencos ótimos de 1 a 9; os argentinos também tinham a mesma quantidade, mas perder Ginóbili foi um golpe decisivo contra os EUA, que ia de 1 a 11 (o Michael Redd não mostrou a que veio em Pequim). A Espanha ia de 1 a 12, mas a lesão em José Calderón a deixou em igualdade numérica com os americanos, e aí a maior qualidade do time do Tio Sam falou mais alto. No feminino, a Austrália tinha 3 jogadoras excepcionais, 2 muito boas e 4 ou 5 capazes. As duas craques, Penny Taylor e Lauren Jackson, senitram os efeitos de lesão e não foram páreo para o elenco completo de 12 craques americanas.

Portanto, quando for buscar os favoritos ao título da NBA ou da Euroleague neste ano, não busque somente os times com o melhor jogador ou jogador mais diferenciado. É o elenco mais balanceado que provavelmente vai estar nas primeiras posições no final do ano.

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Quanto ao Rubio, ele é demais, um jogadoraço, mas me lembra o Sebastian Telfair. Como se pode ver no documentário “Through the Fire” que retrata o último ano de Ensino Médio do Telfair, ele era o mesmo tipo de jogador, um armador veloz de personalidade para criar lances bonitos e passes perfeitos, além de boa capacidade defensiva… Mas sem um arremesso decente. Chegou na NBA, o arremesso faz uma falta danada. Claro, “Bassy” fez tudo contra moleques de 17 anos, enquanto Rubio estava fazendo isso nas OLIMPÍADAS, o que mostra que ele talvez esteja melhor preparado para os rigores de enfrentar os homens da liga americana, mas se desenvolvesse um arremesso confiável, ia virar a evolução do Tony Parker.

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A NBA precisa rever seu Acordo de Negociações Coletivas (CBA) logo. Não digo isso só pelo pequeno êxodo europeu ou por causa dos garotos que só ficam um ano na faculdade, mas por causa da troca indiscriminada de jogadores-fantasma na liga. Durante a temporada passada, foi o Keith Van Horn, que apesar de aposentado há dois anos foi incluído na troca que enviou Jason Kidd ao Dallas Mavericks apenas para acertar os números da negociação.

Agora, nesta semana, o New York Knicks usou os direitos de draft sobre Frédéric Weis - se lembra dele? - para obter o primogênito de seu maior ídolo nos anos 90, Patrick Ewing. O francês Weis foi selecionado com a 15ª escolha do draft de 1999, ridicularizado pela imprensa nova-iorquina; jogou uma liga de verão pelo time, foi mal à beça e nunca mais pisou nos Estados Unidos, jamais assinou com o time. Apesar de passar pelo Unicaja Málaga e jogar ao lado do Marcelinho Huertas no Iurbentia Bilbao na última temporada, ficou mais conhecido pela humilhante enterrada em que Vince Carter saltou sobre seus 2,18m de altura nas Olimpíadas de Sydney-2000. Hoje com 31 anos de idade, dificilmente vai pisar na NBA algum dia.

De que ele vale para o Houston Rockets? A não ser que o time esteja pensando num Plano C caso Yao Ming quebre a perna de novo e Dikembe Mutombo resolva finalmente se aposentar, não vale nada. Não que valha muita coisa para o Knicks também - o Ewing Jr. é um ala-pivô cuja grande contribuição na universidade Georgetown foi ser o Sexto Homem do Ano (olha o sexto homem aí de novo) na confereência Big East da NCAA. Ele nem começou a carreira profissional ainda e já foi trocado duas vezes - antes do Rockets repassá-lo ao Knicks, Ewing Jr. foi selecionado na segunda rodada do draft pelo Sacramento Kings e incluído na troca que mandou Ron Artest para Houston.

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Parece que a Fiba está decidida a ampliar o número de times masculinos nos Jogos Olímpicos de 12 para 16 já em Londres-2012. Vamos ver se o Brasil vai ter bala para entrar numa dessas quatro vagas extras… Se em Pequim fossem 16 times, será que, mesmo com Leandrinho, Nenê, Varejão e cia, conseguiríamos bater Eslovênia, Porto Rico, França, Itália e Turquia por um lugar? Lembrem-se que fomos 17º no Mundial do Japão-2006… Mantenho minha fé e torcerei, é um novo ciclo e temos tudo para evoluir, só estou lembrando este fato.

August 19, 2008

Espanha dá trabalho por três quartos, mas perde o fôlego e vê classificação russa

A Espanha chegou a ameaçar durante três quartos, mas na parcial decisiva a equipe espanhola perdeu o fôlego e acabou sendo derrotada pela Rússia por 84 a 65 (32 a 40 no intervalo). Com a vitória, a equipe russa se classifica às semifinais do torneio feminino de basquetebol e enfrentará os Estados Unidos na próxima fase, em jogo que servirá de revanche para as americanas, que perderam as semifinais do Mundial-2006, disputado no Brasil, para as próprias russas.

Apesar do placar dilatado no final, não pense que a vitória das russas foi fácil. As comandadas de Igor Grudin chegaram a estar perdendo por 18 pontos na primeira etapa e assumiram a liderança do jogo pela primeira vez apenas no final do terceiro quarto. No último período as vice-campeãs mundiais foram soberanas e confirmaram o favoritismo. A cestinha da Rússia foi a ala Tatiana Shchegoleva, autora de 19 pontos, ela foi seguida das estrelas Maria Stepanova, becky Hammon e Ilona Korstin. A armadora Hammon assinalou 17 pontos, Stepanova fez um duplo-duplo, 12 pontos e 10 rebotes, enquanto Korstin conectou 11 tentos e capturou sete sobras.

Pela Espanha, que acumula sua segunda eliminação olímpica seguida nas quartas-de-final, a cestinha foi a estrela Amaya Valdemoro, que encestou 16 pontos. Entretanto, isso não quer dizer que Valdemoro tenha jogado bem, ela acertou apenas quatro de suas onze tentativas no duelo. Além dela, apenas a ala-pivô Ana Montañana fez dígitos duplos, totalizando 13 pontos.

Russia vs. Spain Americana naturalizada russa, Becky Hammon enfrentará suas compatriotas na semifinal

O duelo entre Espanha e Rússia começou com uma surpresa. A seleção espanhola se impôs e não demorou para tomar conta do marcador. A equipe hispânica forçou o jogo defensivo e parou as principais armas ofensivas da Rússia, Maria Stepanova e Ilona Korstin. O curioso é que na arrancada espanhola, dada na metade do primeiro período, a principal estrela do plantel espanhol, a ala Amaya Valdemoro, foi apenas coadjuvante e assistiu o belo basquetebol desempenhado por suas companheiras. A estrela ibérica só saiu do zero a 2min do término do primeiro quarto quando conectou três lances livres. Para delírio da torcida espanhola presente na Arena Olímpica de Pequim, a ala Isabel sanchez acertou um arremesso no estouro do cronômetro e aumentou a liderança espanhola para onze tentos, 21 a 10, ao final do primeiro período.

Quem esperava uma reação russa na segunda parcial da partida, se assustou com a apatia da equipe treinada pelo técnico Igor Grudin. As espanholas continuaram dominando o duelo e chegaram a abrir dezoito pontos de frente após um tiro certeiro de Nuria Martinez, 30 a 12. Após esta lance, o técnico russo perdeu a paciência e pediu tempo para tentar ajeitar a casa. O pedido de tempo fez efeito e as vice-campeãs mundiais começaram a reagir. As líderes da reação foram Becky Hammon e Svetlana Abrasimova, que aproveitaram o “cochilo” para mostrarem suas miras calibradas de longe.

Russia vs. Spain Ana Montañana tenta arremesso marcada por Shchegoleva.

A diferença chegou a ser cortada para apenas quatro pontos, após um arremesso perfeito de Ilina Osipova, 34 a 30. No último minuto do primeiro tempo, a Espanha reacordou e conseguiu quatro pontos seguidos sem reação russa. O time do leste europeu ainda fez uma cesta com Tatiana Schchegoleva, diminuindo o prejuízo para seie tentos, 32 a 38, o que as russas não contavam, porém, é que a Espanha ainda conseguisse fazer mais dois pontos antes da sirene soar para sacramentar o fim do segundo quarto, 40 a 32 para as latinas.

O segundo tempo começou equilibrado e nervoso. Ambas as equipes se “esqueceram” de fazer cestas e só lembraram em fazer faltas. Neste período de partida, a equipe espanhola manteve a vantagem oscilando entre seis e oito pontos. Entretanto, a tranquilidade espanhola durou pouco, a equipe ibérica se perdeu durante alguns minutos e isto foi o suficiente para que a Rússia aproveitasse para mudar o rumo da partida.

Jogando um basquetebol agressivo, o time europeu conseguiu virar o jogo ainda no terceiro período, após um arremesso perfeito da armadora Olga Rakhmatulina, 50 a 49, forçando o técnico espanhol Evaristo Perez a pedir tempo. A parada técnica surtiu efeito e a Espanha voltou a se focar no jogo, não permitindo que as russas deslanchassem no placar. Entretanto, não foi suficiente para devolver a liderança para as espanholas ao final do terceiro período, 56 a 55 para a Rússia.

Russia vs. Spain Maria Stepanova foi importante na virada russa.

A equipe russa começou o último quarto disposta a aniquilar as chances de reação da Espanha. Usando uma forte defesa e abusando dos contra-ataques, as vices-campeãs mundiais não tiveram dificuldades para abrir uma boa vantagem. A diferença chegou a oito pontos após um arremesso perfeito da ala-pivô Maria Stepanova. Os primeiros pontos da Espanha no período final só vieram com uma bola de 3 de Maria Pascua, isso com 3min de bola quicando. Porém, a bola certeira de longe de Pascua não surtiu muito efeito, pois a Rússia continuou dominando o duelo. As estrelas Maria Stepanova e Ilona Korstin finalmente conseguiram furar o bloqueio espanhol e passaram a mostrar seu melhor basquete. Já as espanholas, descontroladas, não conseguiram impor novamente seu ritmo de partida e protagonizaram um festival de arremessos de 3 errados.

A 2min30seg do fim, a armadora americana naturalizada russa, Becky Hammon, protagonizou um lance pitoresco. Ela tentou uma infiltração e arremessou, mas a bola ficou presa entre a o aro e a tabela, arrancando um belo sorriso da camisa 7 russa. Já o duelo continuou sob domínio das belas do leste europeu. A Espanha bem que tentou, mas, jogando de forma desastrada, não chegou a ameaçar a classificação russa para as semifinais. As comandadas de Igor Grudin, inclusive, chegaram a aumentar a diferença para 19 pontos nos instantes finais do embate, mostrando todo o domínio que tiveram na parcial decisiva.

August 9, 2008

Videobasket: Top 5 de Brasil x Coréia, Top 10 da rodada feminina

A primeira rodada do torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 comprovou as expectativas: este será o torneio mais equilibrado da história da modalidade nas Olimpíadas. Muitos bons jogos e uma boa surpresa na vitória da China sobre a Espanha marcaram a rodada, além da infeliz derrota por virada do Brasil para a Coréia do Sul, na prorrogação.

Aí vai o Top 5 do jogo entre Brasil e Coréia do Sul, seguido do Top 10 do restante da rodada feminina. As imagens são dos canais Sportv e ESPN Brasil.

TOP 5 - Brasil 62 x 68 Coréia do Sul (prorrogação)

5-Adrianinha faz a assistência para Claudinha na conexão entre armadoras da Seleção Brasileira

4-A ala Kim Jung-Eun infiltra a defesa do Brasil e faz a bandeja

3-Sin Jung-Ja faz boa assistência para Beon Yeon-Ha, que passa pelas costas e acerta a bandeja para a Coréia

2-A armadora Karla faz um belo pick-n-roll com a pivô Kelly

1-A pivô Lee Min-Sun faz belo passe por cima da cabeça, de costas, para a companheira concluir no give-and-go

TOP 10 - Rodada feminina de sábado, 9 de agosto

10-A ala-pivô Candace Parker, dos Estados Unidos, bloqueia o arremesso da rival tcheca
http://www.youtube.com/v/GBicW10qaJU

9-A ala Penny Taylor pega o rebote e leva de costa a costa para a bandeja australiana
http://www.youtube.com/v/a39aV7M8rYg

8-Outra cesta de costa a costa: desta vez, a ala Amaya Valdemoro rouba a bola na defesa e leva até a cesta do outro lado para a Espanha
http://www.youtube.com/v/8z82VTlczQ8

7-A russa Svetlana Abrosimova se recupera após finta e dá um belo toco na vitória da Rússia sobre a Letônia
http://www.youtube.com/v/KbQOx_hm1Tw

6-Amaya Valdemoro bloqueia um chute chinês, Alba Torrens pega a sobra e leva até o outro lado para a bandeja espanhola
http://www.youtube.com/v/wM6292o4AjQ

5-A chinesa Bian Lan faz belo giro e bandeja contra a Espanha
http://www.youtube.com/v/G-zrapCM7pQ

4-Anete Jekabsone-Zogota e Liene Jansone combinam para uma bandeja no fastbreak para a Letônia
http://www.youtube.com/v/8fqWtq5PdWk

3-A lateral Maria Revuelto faz a bandeja após belo give-and-go com a pivô Anna Montañana

2-Após o roubo de bola, Song Xiaoyun, da China, finta a marcadora espanhola bonito e faz a bandeja

1-A bielorrussa Tatyana Troina bate a carteira de Erin Phillips e faz a bandeja contra a Austrália

Técnico da seleção espanhola feminina vê o lado positivo da derrota na estréia contra China

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , — Linelson Y Castro @ 7:21 pm

Depois da derrota para a China por 67 a 64 na estréia dos Jogos Olímpicos de Pequim, o treinador da Seleção Feminina da Espanha Evaristo Perez destacou a irregularidade da equipe na partida, mas manteve o otimismo para a próxima partida, contra a Nova Zelândia que venceu Mali por 76 a 72.

“Tínhamos que ter feito a tarefa um pouco mais cedo, mas há uma leitura positiva: sem jogar como está acostumada a Espanha esteve a ponto de vencer. Pulamos determinados detalhes, acreditamos que estamos dentro dos jogos e temos que ir com todas desde o minuto um, a equipe irá competir em todas as partidas”, afirmou Pérez.

O treinador disse que não é fácil apontar os pontos chaves da derrota. “Agora vou deixar um pouco as atletas, dar um pouco de tranquilidade e que cada uma rume um pouco a partida e faça um exame de conciência de sua atuação individual. Eu tenho que me reunir com a equipe técnica para ver qual é o plano. Em menos de 48 horas temos a partida seguinte”, finalizou Evaristo.

Amaya Valdemoro reconheceu a superioridade das donas da casa. “Estava dentro do previsto começar assim, a equipe é nova, com gente jovem, havia ansiedade. Temos que ver os erros, treinar, praticar e melhor”, comentou Valdemoro. Ela teve uma fraca atuação dela, craque do time, que marcou apenas 5 pontos acertando 2 de 10 arremessos de quadra. Voltando de lesão, Amaya disse que está com apenas de 30 a 40% de sua capacidade, mas promete melhorar.

August 7, 2008

Guia Olímpico Basketbrasil feminino: Espanholas e tchecas tentam comprovar evolução

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , , — Adriano Albuquerque @ 3:07 am

ESPANHA

A Olimpíada de Pequim é uma grande oportunidade para a Espanha confirmar sua evolução no cenário do basquete feminino internacional. Apesar de um dos campeonatos nacionais mais fortes do mundo e da evolução no trabalho de formação de novos talentos, a seleção espanhola sempre teve dificuldades para conseguir resultados nas grandes competições. Nos Jogos de Atenas-2004, após uma bela campanha na fase de grupos, o time perdeu nas quartas-de-final para o Brasil e terminou em sexto lugar, e no Mundial de 2006, a equipe encantou a torcida brasileira, mas terminou em oitavo lugar.

A história começou a mudar no EuroBasket do ano passado, em que a Espanha, liderada por uma performance de MVP da ala Amaya Valdemoro, foi vice-campeã, derrotada pela Rússia por 74 a 68 na decisão. Coincidentemente, o time masculino também perdeu para os russos na final européia, no mesmo ano. Sob o comando de Evaristo Pérez, os rachas de elenco e conflitos com a comissão técnica parecem ter diminuído e a seleção está mais focada para um bom resultado em Pequim.

Amaya Valdemoro é uma das jogadoras mais vibrantes e completas do mundo

A seleção espanhola chega à China com um de seus melhores times de todos os tempos, liderado pela veterana Valdemoro, já aos 32 anos. A ala é uma das jogadoras mais completas do mundo e encantou a torcida brasileira no Mundial, mas vai jogar no sacrifício, como de costume, após sofrer uma lesão muscular na perna direita. Ao lado dela, estará a ala-pivô Anna Montañana, companheira da brasileira Alessandra no Perfumerías Avenida e que jogará no campeão Ros Casares Valencia na próxima temporada. Montañana é versátil e ágil, embora tenha dificuldades contra pivôs mais pesadas. O jogo espanhol é parecido com o jogo brasileiro, com muito ataque em velocidade e chutes de longa distância. para isto, o time conta com as armadoras Elisa Aguilar e Nuria Martinez.

Pérez buscou uma mistura interessante de veteranas, como a pivô Cindy Lima e a ala Isabel Sanchez, e as revelações da seleção Sub-20 Tamara Abalde, Alba Torrens e Laura Nichols. Abalde é a maior promessa do basquete espanhol, Torrens é uma pontuadora de mão cheia e Nichols, segundo Pérez, é um “imã para os rebotes”. Com muita raça na defesa, a Espanha espera ser capaz de buscar ao menos o segundo lugar no Grupo B, atrás das favoritas americanas.

Participações em Olimpíadas: 1992, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1994, 1998, 2002 e 2006
Ranking da Fiba: 5ª colocada
Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): 6º lugar
Campeonato Mundial (São Paulo-2006): 8º lugar
EuroBasket (Itália-2007): Vice-campeã

Técnico: Evaristo Pérez

Pérez é um treinador de sucesso com os times masculinos na Liga ACB espanhola, uma das mais fortes do mundo, e se adaptou facilmente à seleção feminina. Logo em sua estréia no comando, levou a seleção à medalha de prata no EuroBasket da Itália-2007. Seu estilo de jogo utiliza defesas agressivas e físicas e ataques velozes e simples, e foi desta forma que as espanholas reagiram após estar perdendo por 21 pontos na decisão européia contra a Rússia, quase roubando a vitória das vice-campeãs mundiais.

As convocadas:
Elisa Aguilar (armadora) 1,72m - 15/10/1976 - Ros Casares (ESP)
Nuria Martínez (armadora) - Dynamo Moscou (RUS)
Laia Palau (ala-armadora) 1,76m - 10/9/1979 - Ros Casares (ESP)
Isabel Sánchez (ala-armadora) 1,79m - 28/11-1976 - Perfumerías Avenida (ESP)
Amaya Valdemoro (ala) 1,82m - 18/8/1976 - Ros Casares (ESP)
Alba Torrens (ala) 1,91m - 30/8/1989 - Celta Vigourban (ESP)
María Revuelto (ala) 1,82m - 27/1/1982 - CB San José (ESP)
Anna Montañana (ala-pivô) 1,86m - 24/10/1980 - Ros Casares (ESP)
Tamara Abalde (ala-pivô) 1,92m - 6/2/1989 - Rivas Futura (ESP)
Lucila Pascua (pivô) 1,95m - 21/3/1983 - CB San José (ESP)
Cindy Lima (pivô) 1,92m - 21/6/1981 - CB San José (ESP)
Laura Nicholls (pivô) 1,89m - 26/2/1989 - Celta Vigourban (ESP)

Nuria Martínez em ação no EuroBasket 2007

História Olímpica da Espanha no Basquete

A primeira participação da Espanha em uma Olimpíada foi quando o país sediou a competição, em Barcelona-1992. A preparação foi mal-feita e o time de Carolina Mújica, Ana Belén Álvaro e da bela Blanca Ares perdeu para China e Estados Unidos na primeira fase, derrotando a República Tcheca por um ponto e, mais tarde, a Itália por 92 a 80 na decisão de quinto lugar.

Depois disso, foram precisos 12 anos para que as espanholas voltassem às Olimpíadas, em Atenas-2004. Comandada por Valdemoro, a seleção fez uma ótima campanha na primeira fase, perdendo apenas para os EUA nos cinco jogos de seu grupo e se classificando às quartas-de-final. No caminho, porém, estava o experiente time do Brasil, comandado por Janeth Arcain em sua última Olimpíada, e a Fúria acabou superada em uma partida dramática por 67 a 63. Na decisão de quinto lugar, a Espanha perdeu para a República Tcheca e acabou em sexto lugar.

Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
9 de agosto - Espanha x China (3h30min)
10 de agosto - Espanha x Nova Zelândia (22h)
13 de agosto - Espanha x República Tcheca (0h15min)
15 de agosto - Espanha x EUA (9h)
16 de agosto - Espanha x Mali (22h)

Amistosos antes dos Jogos
59 x 64 Brasil (amistoso)
90 x 73 Rússia (Torneio de Moscou)
58 x 69 Israel (Torneio de Moscou)
66 x 63 República Tcheca - prorrogação (Torneio de Moscou)
66 x 55 Mali (amistoso)

Notícias da Espanha (BasketBrasil)
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/selecao-brasileira-vence-a-espanha-de-novo-e-ganha-confianca-para-estreia-nas-olimpiadas
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/valdemoro-diz-que-objetivo-da-espanha-e-chegar-as-quartas-em-pequim
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/calvario-de-lesoes-volta-a-assombrar-espanhola-amaya-valdemoro-antes-dos-jogos-de-pequim
http://www.basketbrasil.com.br/internacional/selecao-feminina-da-espanha-define-grupo-para-pequim
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/espanha-vence-facil-a-russia-em-moscou-e-mostra-as-brasileiras-que-as-campeas-europeias-nao-sao-imbativeis
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/selecao-feminina-da-espanha-perde-para-israel-em-amistoso
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/espanholas-derrotam-mali-em-amistoso-preparatorio-para-pequim-russia-vence-bielorrussia
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/espanha-derrota-cuba-e-garante-vaga-para-os-jogos-olimpicos-de-pequim

Vídeos:
Melhores momentos da semifinal do EuroBasket 2007 contra Bielorrússia:

Amaya Valdemoro em ação nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004:

A dramática vitória da Espanha sobre o Brasil no Mundial-2006:

REPÚBLICA TCHECA

Desde que a República Tcheca passou a competir independentemente da Eslováquia em 1994, o país ainda busca a afirmação entre as elites do basquete mundial, e tenta nestes Jogos Olímpicos de Pequim uma recuperação após dois resultados decepcionantes em competições internacionais nos últimos dois anos: o sétimo lugar no Mundial de São Paulo-2006 e o quinto lugar no EuroBasket da Itália-2007.

A seleção tcheca atual é formada por um grupo chamado de “geração de ouro” no país, nascidas em 1982 e 83 e conquistadoras de títulos mundiais em categorias de base em 2001 e 2002. Quando a equipe chegou ao nível principal, foi vice-campeã européia em 2003 e campeã continental em 2005, ao derrotar a Rússia por 72 a 70, na última partida da veterana Eva Nemcova. Parecia que a chegada das tchecas estava anunciada, mas em São Paulo a equipe terminou eliminada pelo Brasil nas quartas-de-final, mesma fase em que caiu na Itália frente a Bielorússia. As tchecas venceram a Bélgica para obter o quinto lugar e uma vaga no Pré-Olímpico Mundial de Madri. Na Espanha, as tchecas deram a volta por cima e se classificaram com três vitórias seguidas em uma chave fácil, contra Argentina, Angola e Japão.

O time segue em evolução graças ao grande investimento no Gambrinus Brno, maior força do campeonato local, que conta com metade do elenco da seleção e seu técnico, Jan Bobrovsky. O clube é um dos mais fortes da Europa e foi campeão da Euroleague em 2006 e vice neste ano, derrotado pelo Spartak Moscou de Lauren Jackson, Tina Thompson, Sue Bird e Diana Taurasi. Além disso, a seleção tem em vista o Mundial feminino de 2010, que será disputado no país.

Eva Vitecková é uma das perigosas e versáteis alas da República Tcheca

A base da equipe é uma das mais altas do mundo; apenas a armadora Hana Machová (1,82m) tem menos de 1,90m no time titular. Ironicamente, ela é a melhor jogadora da equipe, uma atleta completa que chama a responsabilidade, mas esteve muito lesionada durante o último EuroBasket. A boa altura do time gera um domínio nos rebotes, especialmente no lado ofensivo, em que as alas Veselá e Vitecková contribuem. Esta última é uma pontuadora versátil, capaz de fazer chutes de 3 pontos e jogar no post-up. Na defesa, a altura e versatilidade da equipe também dificulta os ataques adversários. Abaixo de Machova e Vitecková e das outras três titulares, porém, o banco é mais fraco. A maior promessa é a armadora Katerina Elhotova, de 18 anos, aposta para herdeira de Machová na seleção.

Participações em Olimpíadas: 1976, 1988, 1992 (como Tchecoslováquia), 2004 e 2008 (como República Tcheca)
Participações em Mundiais: 1957, 1959, 1964, 1967, 1971, 1975, 1986, 1990 (como Tchecoslováquia), 2006 (como República Tcheca)
Ranking da Fiba: 9ª colocada
Últimas Olimpíadas (Atenas-2004): 5º lugar
Campeonato Mundial (São Paulo-2006): 7º lugar
EuroBasket (Itália-2007): 5º lugar

Técnico: Jan Bobrovsky

Bobrovsky está no comando do basquete feminino tcheco há mais de uma década e trabalha com muitas das jogadoras que treina há 15 anos no Gambrinus Brno, principal time do país e uma das forças do contenente europeu, tendo contado inclusive com a brasileira Cíntia Tuiú. Além disso, Bobrovsky traz para o time feminino a experiência que adquiriu como auxiliar-técnico e treinador da seleção masculina da antiga Tchecoslováquia, uma das grandes forças do basquete mundial antes da queda do Bloco Comunista e desmantelamento da nação em República Tcheca e Eslováquia.

As convocadas:
Jana Veselá (ala) 1,94m - 31/12/1983 - Gabrinus Brno (TCH)
Eva Vitecková (ala) 1,90m - 26/1/1982 - Gabrinus Brno (TCH)
Ivana Vecerová (ala-pivô) 1,94m - 30/3/1979 - Gabrinus Brno (TCH)
Michala Hartigová (ala) 1,93m - 14/11/1983 - USK Praga (TCH)
Michaela Uhrová (armadora) 1,63m - 10/4/1982 - UMB Banla Bystrica (ESQ)
Hana Machová (armadora) 1,82m - 11/9/1979 - Gabrinus Brno (TCH)
Markéta Mokrosová (ala) 1,78m - 17/4/1981 - USK Praga (TCH)
Petra Kulichová (pivô) 1,97m - 13/9/1984 - Gabrinus Brno (TCH)
Katerina Elhotova (armadora) 1,80m - 14/10/1989 - USK Praga (TCH)
Romana Hejdova (ala) 1,83m - 9/5/1988 - Valosun KP Brno (TCH)
Romana Stehlíková (ala-pivô) 1,90m - 16/9/1985 - Gabrinus Brno (TCH)
Edita Sujanová (pivô) 1,90m - 23/5/1985 - Bonas UFK Nitra (TCH)

Hana Machová é a principal criadora da equipe tcheca

História Olímpica da República Tcheca no Basquete

A antiga Tchecoslováquia, que unia a República Tcheca e a Eslováquia durante toda a Guerra Fria, tinha um bom time de basquete feminino, que participou de oito Mundiais e três Olimpíadas. O país esteve no primeiro torneio feminino de basquete nas Olimpíadas, em Montreal-1976, quando ficou em quarto lugar entre os seis participantes após perder o bronze para a Bulgária. O time voltou aos Jogos somente em 88, quando estreou dando trabalho às campeãs olímpicas americanas, mas saiu sem vitórias em cinco jogos para amargar a última posição. Em 92, as tchecoslovacas não venceram nenhum jogo na primeira fase, mas derrotaram o Brasil por 74 a 62 na deicsão de sétimo lugar.

Foram precisos mais 12 anos para a República Tcheca fazer sua estréia como país independente no torneio feminino de basquete. A equipe perdeu uma estréia apertada para a Espanha e foi vítima dos EUA no segundo jogo, mas dominou o resto de seu grupo para avançar às quartas-de-final em Atenas-2004. No caminho, porém, estava a algoz Rússia, que havia derrotado as tchecas na final do EuroBasket do ano anterior e venceu novamente, por 70 a 49. Na decisão de quinto lugar, o time do Leste Europeu deu o troco na Espanha e venceu por 79 a 68.

Tabela Olímpica (Horários de Brasília)
9 de agosto - República Tcheca x EUA (9h)
11 de agosto - República Tcheca x Mali (0h15min)
13 de agosto - República Tcheca x Espanha (0h15min)
14 de agosto - República Tcheca x Nova Zelândia (22h)
17 de agosto - República Tcheca x China (9h)

Caminho para os Jogos
88 x 68 Israel (Torneio de Moscou)
61 x 75 Rússia (Torneio de Moscou)
63 x 66 Espanha - prorrogação (Torneio de Moscou)
76 x 64 Japão (Pré-Olímpico)
86 x 54 Angola (Pré-Olímpico)
77 x 55 Argentina (Pré-Olímpico)

Notícias da República Tcheca (BasketBrasil)
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/tchecas-vao-a-olimpiada-de-pequim-buscando-afirmacao-no-cenario-mundial
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/com-vitoria-sobre-japao-republica-tcheca-carimba-passaporte-para-pequim
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/no-pre-olimpico-republica-tcheca-derrota-angola-em-amistoso-de-luxo-e-passa-como-lider-do-grupo-b
http://www.basketbrasil.com.br/nacional/basquete-feminino/argentina-perde-jogo-para-republica-tcheca-e-sua-cestinha-na-estreia-no-pre-olimpico

Vídeo:
Minutos finais de Espanha 75 x 57 República Tcheca

August 3, 2008

Valdemoro diz que objetivo da Espanha é chegar às quartas em Pequim

Filed under: DESTAQUES, Internacional, Seleções — Tags: , , — Adriano Albuquerque @ 4:53 pm

A lateral Amaya Valdemoro encantou a torcida brasileira no Mundial de São Paulo-2006, quando liderou a Espanha a uma dramática vitória sobre o Brasil na primeira fase e a um oitavo lugar geral. Desde então, as espanholas continuaram evoluindo, terminando o EuroBasket 2007 como vice-campeãs. Mesmo assim, a superestrela da “Fúria” mantém um discurso modesto sobre as chances de sua equipe conquistar uma medalha olímpica em Pequim, em entrevista ao site oficial da Fiba.

“Vejo nossas chances de levar uma medalha com muita dificuldade. Os favoritos são EUA, Austrália e Rússia. Todos esses times estão à frente dos demais, diferente do basquete masculino em que há mais equilíbrio. Mas nunca se sabe, alguém pode conseguir uma surpresa”, disse Valdemoro.

Ala conhecida por sua raça e liderança, Valdemoro não treinou nas últimas duas semanas por causa de uma lesão muscular na perna direita, mas tem fé de que estará em condições de jogar a partir de semana que vem em Pequim.

Nos Jogos de Atenas-2004, as espanholas terminaram em sexto lugar. Para Valdemoro, o objetivo é ao menos repetir o desempenho. “Não há dúvidas que os EUA vão terminar no topo do nosso Grupo (B), mas a segunda, terceira e quarta vaga serão disputadas por China, República Tcheca e nós. Temos um nível similar à destes times, e apenas detalhes menores vão determinar quem termina em segundo e quarto no grupo. Nosso objetivo é chegar pelo menos às quartas-de-final”, disse, ciente que se a Espanha terminar em quarto, pode pegar a campeã mundial Austrália ou a campeã européia Rússia logo nas quartas.

Com 32 anos e uma Olimpíada na bagagem, Valdemoro comemora a oportunidade de jogar uma segunda vez nos Jogos. “A atmosfera é realmente linda, é algo especial. O que é dito sobre o espírito olímpico é verdade. É muito interessante viver com outros atletas de outros esportes na Vila Olímpica, é algo que não se faz em outras competições”, finalizou a musa da Espanha.

June 1, 2008

Espanha segue invicta na preparação para Pré-Olímpico com duas vitórias

Filed under: Internacional, Seleções — Tags: , , , — Linelson Y Castro @ 8:40 pm

Neste domingo, a Seleção Feminina da Espanha massacrou o Japão por 89 a 60, conquistando o Torneio de Paterna. Essa foi a quinta vitória em 5 jogos da equipe do treinador Evaristo Perez, na preparação para o Pré Olímpico Mundial. A equipe mostrou o que sabe fazer de melhor: boa defesa, velocidade, transições rápidas e qualidade ofensiva de Amaya Valdemoro, infálivel em momentos decisivos da partida.

Valdemoro foi a cestinha da partida com 19 pontos. Elisa Aguilar e Isabel Sanchez contribuíram com 13 pontos. Tamara Abalde marcou 14 pontos. Alba Torrens acrescentou 10 pontos. Pelas Japonesas, Sachiko Ishikawa marcou 13 pontos.

No sábado as Espanholas já haviam batido a Nova Zelândia oir 77 a 58, com 17 pontos, 3 assistências e 3 roubou de Anna Montañana. Valdemoro acrescentou 16 pontos e 5 roubos de bola. Pela Nova Zelândia, Angela Marino foi a cestinha da partida com 18 pontos.

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