December 1, 2008
Desde que draftou LeBron James, em 2003, o Cleveland Cavaliers evoluiu e se firmou como um dos principais times da Conferência Leste. A equipe de Ohio conseguiu chegar a final em 2007, mas foi varrida pelo San Antonio Spurs. Mesmo com os bons desempenhos e as constantes idas aos playoffs, o Cavs era muito criticado por depender exclusivamente de LeBron James no ataque e jogar “feio”.
Para tentar resolver este problema e “desafogar” um pouco LeBron, o time trouxe para esta temporada o armador Mo Williams, ex-Milwaukee Bucks. No começo, muitos acharam que a troca não daria certo, já que Mo é conhecido por ser “fominha” e por ser apaixonado pelo seu arremesso. Entretanto, a troca vem se mostrando precisa e perfeita. Mo está solidário e ciente de que a bola deve ficar mais nas mãos de James.
Com essa química perfeita, o time de Cleveland ocupa a segunda posição na Conferência Leste, com 14 vitórias em 17 jogos, ficando atrás apenas do atual campeão Boston Celtics. Porém, a evolução da franquia de Ohio não se deve apenas ao reforço do Williams. Os coadjuvantes estão participando mais da rotação e algunas atravessam as melhores fase de suas carreiras.
O melhor exemplo disso é o armador Delonte West. Com a chegada de Mo, West foi deslocado pelo técnico Mike Brown para a posição 2, de ala-armador. Foi uma grande sacada do treinador, já que West tem um chute preciso e confiável, além de poder armar o time em algumas situações. O camisa 13 do Cavs tem médias de 11.4 pontos, 3.6 rebotes e 3.1 assistências, além de acertar 51.4% de seus arremessos, comprovando sua boa pontaria.
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão também está contribuindo mais ofensivamente. Na vitória de sábado, diante do Milwaukee Bucks, o capixaba fez nove pontos e pegou oito rebotes. Assim, “The Wild Thing” (O Coisa Selvagem) acumula sua melhor média ofensiva da carreira, 7.7 pontos por jogo, além de pegar 6.4 rebotes.
Mas não são apenas os dois atletas citados que evoluíram. O Cavs, como um todo, está melhor. A equipe tem o quarto melhor ataque da NBA, com média de 103 pontos por jogo e é o terceiro time com melhor pontaria da liga, com média de 48% de seus arremessos certos.
“Nós não estamos tentando encontrar um ao outro”, declarou Mo Williams. “Nós estamos nos ajudando durante todos os 48 minutos do jogo e isso é a diferença”, concluiu o armador, que conecta 15.7 pontos e dá 4.6 assistências por noite.
“Nós sentimos que temos um time profundo, agora. Temos confiança em todos os jogadores da equipe”, avaliou o técnico do Cavs, Mike Brown. “Como eles confiam uns nos outros, o jogo fluí mais facilmente e eles não perdem o foco na partida. Os reservas estão jogando bem e o time não perde qualidade”, completou.
O próximo desafio do Cleveland Cavaliers, de LeBron James & cia, será na noite desta quarta-feira, quando a equipe de Ohio receberá a visita do New York Knicks na Quicken Loans Arena.
November 30, 2008
O Cleveland Cavaliers dominou o Milwaukee Bucks no interior com uma atuação excelente de Zydrunas Ilgauskas e um bom dia do brasileiro Anderson Varejão, e LeBron James resolveu o jogo no final para o Cavs vencer, 97 a 85, neste sábado (29/11), fora de casa. O pivô lituano teve sua melhor marca na temporada em pontos, 23, e 17 rebotes para liderar Cleveland à sua 13ª vitória nos últimos 14 jogos. (more…)
November 29, 2008
O Cleveland Cavaliers igualou seus melhores inícios de temporada em casa na história ao derrotar o Golden State Warriors por 112 a 97 nesta sexta-feira (28/11). O time do brasileiro Anderson Varejão tem nove vitórias em nove jogos na Quicken Loans Arena, a melhor marca da liga no momento, igualando um recorde da franquia conquistado em 1976-77 e em 1991-92.
Melhores momentos de Cavs 112 x 97 Warriors
“Eles têm tudo de que precisam naquela formação inicial e estão começando a colocar todas as peças juntas”, reconheceu Stephen Jackson, capitão do Warriors, após outro massacre do Cavs.
O time está ganhando com tamanha facilidade - as últimas quatro vitórias foram por uma margem média de 20 pontos - que o astro LeBron James, o jogador que decide as partidas para Cleveland, não jogou o quarto período em nenhum dos últimos três jogos. Mesmo assim, o capitão da seleção olímpica americana marcou 23 pontos, 7 rebotes e 8 assistências, ficando apenas 31 minutos em quadra. “Estamos jogando ótimo basquete neste momento. Estamos fluindo do mesmo jeito todos os jogos. Nossa confiança está fluindo”, disse James, cujo Cavs venceu 12 dos últimos 13 jogos..
O Warriors é o contrário, tendo perdido cinco seguidas, inclusive as quatro primeiras de sua excursão. O time tem apenas 2v-7d fora de casa. “Não estamos passando a bola. Quando você divide a bola, coisas boas acontecem. Quando todo mundo está lá dentro pensando em si mesmo, você não vence assim”, disse Jackson.
Golden State saiu na frente - primeira vez em quatro jogos que o Cavs esteve atrás no placar - e abriu 15 a 4, acertando 13 de 25 arremessos no primeiro quarto e mantendo-se no comando por boa parte do primeiro tempo. “Eles jogam um estilo livre de basquetebol a que não estamos muito acostumados. Isto nos traz muitos problemas. No terceiro quarto, fechamos defensivamente”, disse o técnico Mike Brown.
A virada aconteceu ainda antes: James descansou a primeira metade do segundo período, mas dominou quando voltou ao jogo, transformando uma desvantagem de 41 a 40 em uma liderança de 58 a 52. O lateral fez nove pontos e duas assistências na reação. O Cavaliers seguiu abrindo no terceiro quarto e teve sua melhor margem no último, 28 pontos. “Eles brincaram conosco no segundo tempo”, admitiu o técnico do Warriors, Don Nelson.
Após boas participações nos últimos jogos, Varejão foi novamente eficiente em apenas 17min49s, com seu time marcando 16 pontos a mais do que sofreu enquanto o capixaba esteve em quadra. Sua produção estatística, no entanto, foi fraca: acertou apenas uma cesta em três arremessos e errou seu único lance livre, totalizando 2 pontos. Ele ainda buscou 5 rebotes defensivos, 1 assistência e 1 roubo, mas perdeu 3 bolas.
O pivô Zydrunas Ilgauskas foi o segundo cestinha do Cavs, com 21 pontos. Os armadores Mo Williams e Daniel Gibson tiveram 16 pontos cada e Delonte West anotou 13. Pelo Warriors, CJ Watson fez 17 pontos, Jamal Crawford teve 15 pontos, 6 assistências e 5 rebotes e Jackson e Corey Maggette acrescentaram 11 pontos cada.
Ambos os times jogam neste sábado (29/11). O Cavs (13v-3d) enfrenta o Milwaukee Bucks fora de casa, no Bradley Center. Golden State (5v-11d) encerra sua viagem pelo Leste no Madison Square Garden, com um reencontro de Crawford com o New York Knicks, seu time até semana passada, quando foi trocado por Al Harrington.
November 28, 2008
O Cleveland Cavaliers busca se manter perfeito jogando na sua Quicken Loans Arena. Até o momento, o Cavs conseguiu vencer seus oito primeiros jogos como mandante nesta temporada e pretende continuar aproveitando o apoio de sua torcida na noite desta sexta-feira.
A equipe de Ohio receberá a visita do Golden State Warriors, que vem de três derrotas seguidas. Entretanto, o time do técnico Mike Brown tem que tomar cuidado com o rival californiano. Na última quarta-feira, o Warriors deu muito trabalho ao Boston Celtics e só foi derrotado após uma atuação primorosa de Ray Allen. Na ocasião, Corey Maggete conectou 32 pontos e Jamal Crawford se mostrou mais entrosado com seus novos companheiros de time.
Crawford foi negociado com o time californiano pelo New York Knicks, que pretende abrir espaço na folha salarial para contratar LeBron James, astro do Cavs, em 2010. LeBron, inclusive, vem atravessando uma de suas melhores fases na carreira. Ele é o cestinha da liga, com média de 27.9 pontos, além de ter excelentes números nos rebotes (7.2 por jogo) e nas assistências (6.9 por partida).
Outro jogador do Cavs que atravessa excelente fase é o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão. Reconhecido como um bom jogador de defesa, o ala-pivô vem mostrando que também pode contribuir no ataque. Sua média de 8.0 pontos por jogo é a mais alta da carreira. Além disso, Varejão continua tendo bons números nos rebotes, com 6.4 por partida.
Para o técnico Mike Brown, a confiança de Varejão é seu principal aliado no crescimento ofensivo: “Ele está confiando mais em seu chute. Ele sempre teve um arremesso bom, mas acho que às vezes lhe faltava confiança. Ele treinou mais esse aspecto e voltou mais forte, confiando mais em seus chutes. Além disso, ele está se movimentando muito bem e recebendo passes com boas condições de concluir”, analisou o treinado do time de Ohio.
O ala-armador Delonte West também vem passando por uma fase especial. O atleta de 25 anos vem tendo 34.4 minutos de média por jogo (média mais alta da sua carreira) e vem correspondendo a confiança dada pelo técnico Mike Brown com um basquetebol eficiente. West é o quarto cestinha da franquia, com média de 11.7 pontos e vem acertando 52% de seus chutes, um aproveitamento incrível para um armador e que joga a maior parte do tempo no perímetro. West também é o melhor arremessador de 3 do time, acertando, em média, 45% de seus arremessos de longe.
Com todas essas armas, o Cleveland Cavaliers buscará sua nona vitória em casa e a 13ª no campeonato. O tapinha incial para Cleveland Cavaliers (12v-3d) e Golden State Warriors (5v-10d) será dado às 22h30min (de Brasília).
November 27, 2008
O Cleveland Cavaliers comprovou o poderio de seu melhor elenco dos últimos tempos e só precisou de 17 minutos de ação e 14 pontos do astro campeão olímpico LeBron James para massacrar o lanterna Oklahoma City Thunder por 117 a 82 (66 a 32 no intervalo) e garantir sua 12ª vitória em 15 jogos, no melhor início de temporada da história da franquia de Ohio. O cestinha da NBA nunca descansou tanto tempo no banco durante uma partida, ontem igualou seu menor número de minutos em quadra na carreira. No dia 29 de dezembro de 2004, na segunda temporada do ala na liga, James também só jogou 17 minutos contra o Houston Rockets, numa partida em que ele sofreu uma contusão no osso próximo ao olho esquerdo causada por uma cotovelada do pivô Dikembe Mutombo. Mas ontem ele não teve nenhum problema de contusão, pôde relaxar vendo os companheiros terminarem de aniquilar o saco de pancadas de OKC, que sofreu a 13ª derrota consecutiva. O pivô lituano Zydrunas Ilgauskas foi o cestinha da partida com 17 pontos e sete rebotes, igualando-se ao ala-pivô brasileiro Anderson Varejão como maior reboteiro do “treino de luxo”.
O “Coisa Selvagem” capixaba pegou todos os seus sete rebotes na defesa, fez sete pontos acertando seus dois arremessos de quadra (bandejas no segundo quarto), encestou três em quatro lances livres, deu um toco no ala-pivô Jeff Green, cometeu uma falta e desperdiçou duas posses de bola em 20min29s de ação, tempo no qual o Cavs marcou 19 pontos mais que o Thunder, um bom diferencial defensivo. Pela segunda noite seguida, todos os 12 jogadores do Cleveland entraram em quadra e pontuaram, e o time ampliou com tranqüilidade para oito jogos a invencibilidade no seu ginásio Quicken Loans Arena.
“Agora estamos jogando nosso melhor basquete em um longo tempo. É sempre bom ter um descanso. Você sabe como a temporada é longa, é sempre um ponto positivo (descansar)”, disse LeBron.
Aliás, se James quisesse ficar em casa, o Cavs também não teria dificuldades para vencer o time de pior campanha na NBA (1V-15D). Depois de perder em casa por apenas um ponto (99 a 98) para o Phoenix Suns de Leandrinho, o Oklahoma não deu nem para o começo em Cleveland, sofrendo sua terceira derrota em três jogos sob o comando do técnico interino Scott Brooks, que assumiu a bomba depois da demissão de P.J. Carlesimo no dia 22 de novembro. O ala-pivô Chris Wilcox liderou o Thunder com 14 pontos e cinco rebotes, sendo que a estrela da equipe, o “Novato do Ano” Kevin Durant, teve uma noite apagada com apenas 13 tentos, errando 10 em 16 arremessos de quadra.
O Cleveland matou o jogo logo no início, abrindo 13 a 0 e obrigando Brooks a pedir um tempo de 20 segundos e outro tempo técnico completo para tentar acordar seu time. O Thunder conseguiu sair do zero quando finalmente o ala-pivô Joe Smith, que jogou pelo Cavs na temporada passada, converteu um arremesso faltando 7min37s no primeiro quarto, fechado em 33 a 14. Depois o time da casa ganhou o segundo período por 33 a 18, e os 34 pontos de diferença no intervalo foram a maior vantagem do Cavs em um final de primeiro tempo em toda a história da franquia. Na noite de sexta-feira, o time de Varejão pode igualar mais um recorde com uma vitória recebendo o Golden State Warriors, a mais longa invencibilidade em casa do Cavaliers em um início de campeonato (nove vitórias seguidas) foi obtida nas temporadas de 1991-92 e 1976-77, mas no compasso atual essa marca tem tudo para ser superada em breve.
“Estes caras são inteligentes, eles jogam duro e querem muito vencer. Isso torna meu trabalho realmente fácil. Achei que nossos caras entraram no jogo com o foco correto. Foi bom ver isso porque uma das coisas que temos pregado é a necessidade de desenvolver bons hábitos”, elogiou o técnico Mike Brown.
Confira os melhores momentos do passeio do Cleveland contra Oklahoma
Ontem o site oficial Cavs.com publicou uma chamada convocando os torcedores para lotarem o ginásio na noite de 5 de dezembro, sexta-feira da próxima semana, confirmando para essa data o jogo anual em homenagem a Anderson, o “Varejão Day”, nessa partida contra o Indiana Pacers serão distribuídas perucas estilizadas imitando a cabeleira do brazuca para todo o público pagante, e se der tudo certo a série invicta do Cleveland na Arena Q vai continuar até essa divertida festa com um toque verde-amarelo. No BasketBrasil continua a todo vapor a promoção valendo uma camisa e uma peruca Varejão para nossos leitores, participe!
Este já é o melhor começo de temporada da História do Cleveland Cavaliers. Liderando a Divisão Central e em segundo lugar na Conferência Leste, os Cavs, do brasileiro Anderson Varejão, voltam a jogar na noite desta sexta-feira, a partir das 22h30min (horário de Brasília), na Quicken Loans Arena, contra o Golden State Warriors, em mais uma rodada da temporada 2008/2009 da NBA.
Esta será a nona partida do Cleveland em casa e, até agora, são oito vitórias: Charlotte, Chicago, Indiana, Milwaukee, Denver, Utah, Atlanta e Oklahoma City, o melhor retrospecto em casa entre as 30 equipes (apenas Cavs e Portland Trail Blazers estão invictos ainda em seus domínios).
O capixaba Anderson Varejão, que viu seu tempo em quadra crescer nesta temporada, e que tem conseguido este ano suas melhores médias em rebotes e pontos, comemora a boa fase da equipe e elogia o adversário, que está apenas na décima posição na Conferência Oeste (5V-10D).
“Estamos num bom momento e queremos que esse bom momento continue ainda por muito tempo. O time está numa sintonia muito boa, e a nossa torcida tem sido fundamental nessa seqüência. Vamos para a quadra com a mesma concentração, o mesmo foco, e entrar com tudo para conseguir mais uma vitória”, afirmou o ala da Seleção Brasileira.
Depois de enfrentar o Golden State Warriors, o Cleveland Cavaliers encara o Milwaukee Bucks, fora de casa, no sábado, dia 29.
November 26, 2008
 Thomas e Mobley recebem seus uniformes do Knicks
O New York Knicks finalizou a troca que enviou Zach Randolph e Mardy Collins para o Los Angeles Clippers, recebendo Tim Thomas e Cuttino “Cat” Mobley. A troca quase não saiu, Mobley tem um problema no coração.
Mas parece que o Knicks está satisfeito com a condição de “Cat” Mobley. A equipe da “Grande Maçã” não exigiu os exames médicos para acertar a troca.
“A gente tomou as medidas de precaução para tudo ficar bem”, disse o presidente do Knicks, Donnie Walsh.
Walsh também disse que não sabe se Mobley jogará pelo Knicks.
Agora os torcedores do Knicks esperam que, sem o contrato de Randolph, o time corra atrás de LeBron James, quando o contrato do companheiro de Anderson Varejão terminar em 2010.
November 24, 2008
Após a vitória do último sábado (22/11) sobre o Atlanta Hawks, o Cleveland Cavaliers, time do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, chegou à marca de sete jogos invicto em seu ginásio, a Quicken Loans Arena. É o terceiro melhor início em casa do time na história (após vencer os nove primeiros jogos em 1991-92 e 1976-77), e o Cavs é apenas um de três times - Utah Jazz e Portland Trail Blazers são os outros - que ainda não perderam em seu ginásio na temporada.
O Cavs vem fazendo isto com eficiência em ambos os lados da quadra. Enquanto produz média de 105,4 pontos no ataque e aproveita 49,7% dos arremessos, cede apenas 94,3 pontos e 42,5% de aproveitamento aos adversários. Varejão vem demonstrando bem essa subida de produção em casa: marca 8,7 pontos por jogo em casa, quase um ponto inteiro acima de sua média de 7,8 pontos na temporada. Como é de se esperar, o capixaba se sente bem mais confortável em seu ginásio, onde acerta 66,7% de seus arremessos e incríveis 94,4% dos lances livres - 17 acertos em 18 tentativas, bem melhor que os 13 acertos em 23 lances livres na estrada. Fora de casa, Anderson tem de se preocupar mais com os aspectos defensivos, e suas médias de rebotes, roubos e tocos são todas superiores às produzidas no Q.
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“Você sempre quer que os outros times sintam medo quando vêm ao seu ginásio. Nunca é um jogo fácil quando eles vêm ao seu ginásio, e deveria ser assim todas as vezes. Queremos continuar a proteger nossa quadra”, disse o astro do Cavaliers, o ala LeBron James.
O técnico Mike Brown, por sua vez, faz pouco caso da estatística perfeita no Q: “Há algumas pessoas que acreditam que você realmente precisa ter uma grande campanha em casa. Há pessoas que enfatizam isto mais do que a campanha fora de casa. Eu apenas olho para o próximo jogo. Não me importa se estamos em Boston, em L.A. ou em Minnesota. Se você estiver jogando em casa, vamos jogar do jeito certo e conseguir uma vitória”.
Brown prefere creditar o quarteto de jogadores, apelidado por ele de “O Comitê”, que vem trabalhando de perto com o treinador desde a pré-temporada. James e Ben Wallace, capitães oficiais do time, têm a companhia de Zydrunas Ilgauskas e de Mo Williams no grupo que se reúne regularmente com Brown para discutir os rumos do programa. O técnico ainda tem a decisão final em todos os assuntos, mas o grupo de líderes do time presta consultoria em questões disciplinares, planos de viagem, decisões estratégicas, entre outros. “Esta é a receita de um bom time. Jogadores são jogadores e técnicos são técnicos. Durante o curso do ano, as coisas acontecem e você precisa dos jogadores para manter o time unido”, disse Williams, convidado para o grupo apesar de estar apenas em seu primeiro ano no clube.
O Comitê já ajudou Brown a decidir a punição ao calouro JJ Hickson quando perdeu o horário de um ônibus para o treino matinal durante a pré-temporada - ficou determinado que ele pagaria multa e não seria utilizado pela maior parte do último amistoso, em Columbus. Recentemente, o Comitê também convenceu Brown e o clube a mudarem o hotel do time de Nova Jérsei para Nova York na semana passada, quando o time enfrentou o New Jersey Nets, de forma a permitir que o elenco tivesse mais opções de restaurantes para a véspera do jogo. Os jogadores não abusaram do fato de estar na “Grande Maçã” e jogaram bem na noite seguinte, arrasando o Nets.
“Acho que o grupo cobre o time inteiro, desde os jovens aos mais velhos, dos armadores aos pivôs. Se eu ouvir que há uma preocupação ou eu mesmo estiver preocupado, eu convoco uma reunião do Comitê”, contou Brown ao repórter Brian Windhorst, do jornal Cleveland Plain Dealer.
Falando em Nova York, o Cavaliers enfrenta o New York Knicks nesta terça-feira (25/11), no Madison Square Garden de Nova York. Após as duas trocas realizadas pelo Knicks para liberar espaço na folha salarial, visualizando o verão americano de 2010, todas as atenções da imprensa nova-iorquina se voltarão mais uma vez para LeBron, principal alvo do Knicks. “Eles nem se importaram com os caras que chegaram (nas trocas)”, disse James, quase rindo. O ala tem sido perseguido pelos boatos de que trocaria Cleveland por Nova York desde que chegou à NBA. “Isto não me incomoda; é engraçado. Mas ao mesmo tempo, as pessoas precisam de alguma coisa para escrever”, comentou.
November 23, 2008
O Cleveland Cavaliers manteve a invencibilidade no seu ginásio Quicken Loans Arena com um show de enterradas do astro campeão olímpico LeBron James, que comandou a nona vitória do time nos últimos 10 jogos, por 110 a 96 sobre o Atlanta Hawks na noite de sábado. O cestinha da NBA fez 19 de seus 24 pontos no segundo tempo, deu oito assistências e pegou sete rebotes, nem precisou chegar à sua média de 29,5 pontos por jogo para coroar mais uma grande atuação, bastou o pacote de jogadas espetaculares no triunfo que igualou o melhor início de temporada do Cavs (10V-3D) desde a temporada 1988-89. O armador Mo Williams teve uma grande contribuição no resultado com 23 tentos, cinco rebotes e quatro passes para cesta, e o ala-pivô brasileiro Anderson Varejão anotou oito pontos, seis rebotes e duas assistências em 18min35s de ação saindo do banco, ou seja, ficou dentro de suas médias. (more…)
November 20, 2008
Os bons ventos continuam soprando ao lado do Cleveland Cavaliers. A equipe do ala-pivô capixaba Anderson Varejão conseguiu um excelente resultado na noite de terça-feira, dia 18, ao vencer o New Jersey Nets por 106 a 82, no Izod Center, com boa atuação do brasileiro, que terminou a partida com cinco rebotes e oito pontos nos 26 minutos em que ficou em quadra.
Com o resultado, os Cavs se mantiveram na ponta da Divisão Central (9v-2d) e se afirmaram na vice-liderança da Conferência Leste atrás apenas do Boston Celtics (10v-2d). Contra New Jersey, Varejão, que está em seu quinto ano na NBA, ultrapassou a marca dos 1.500 rebotes (chegou aos 1.502, com média de 6,2 por jogo) e está perto de passar dos 1.500 pontos na liga (soma 1.442 em 242 partidas).
“Não fico pensando muito em números, mas é legal saber, é uma motivação a mais para mim. Sou um jogador que joga muito em função da nossa defesa, na marcação, e na briga no garrafão, esse é o meu papel no Cleveland. Não sou um pontuador, mas nosso sistema de jogo está muito bem ajustado, a equipe está jogando bem e tenho até conseguido produzir bastante no ataque”, afirmou o ala-pivô da Seleção Brasileira, que tem médias de 6,1 rebotes e 8,1 pontos por partida na temporada 2008/2009.
O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão teve boa atuação na defesa, mas não conseguiu impedir a derrota do Cleveland Cavaliers fora de casa para o Detroit Pistons por 96 a 89, na rodada desta quarta-feira à noite da temporada regular da NBA.
Varejão foi o jogador mais eficiente dos Cavs na defesa, com 11 rebotes. O brasileiro, que jogou por 34 minutos, ainda marcou cinco pontos, ao converter um de três arremessos de quadra e três de quatro lances livres. O armador Mo Williams e o ala LeBron James, que na noite anterior se convertera no jogador mais jovem a atingir os 11 mil pontos na liga profissional de basquete dos EUA, foram os cestinhas do Cleveland na partida, com 25 pontos, cada um.
Pelos Pistons, o cestinha foi o armador Allen Iverson, com 23 pontos. Outro destaque foi o ala-pivô Rasheed Wallace, que marcou 21 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto o ala-armador Richard Hamilton contribuiu com outros 15 pontos.
O Detroit, que agora tem uma campanha de oito vitórias e três derrotas (72,7% de aproveitamento) na temporada, ocupa a vice-liderança da Divisão Central, enquanto o líder Cleveland venceu nove partidas e perdeu outras três na temporada (aproveitamento de 75%).
Resultados da rodada desta quarta-feira
Atlanta Hawks 91 x 87 Washington Wizards
Miami Heat 95 x 101 Toronto Raptors
Detroit Pistons 96 x 89 Cleveland Cavaliers
Houston Rockets 86 x 96 Dallas Mavericks
Minnesota Timberwolves 102 x 96 Philadelphia 76ers
Oklahoma City Thunder 88 x 108 Los Angeles Clippers
New Orleans Hornets 96 x 105 Sacramento Kings
San Antonio Spurs 81 x 91 Denver Nuggets
Utah Jazz 105 x 94 Milwaukee Bucks
Portland Trail Blazers 116 x 74 Chicago Bulls
(MCP Rio Comunicação no site oficial www.andersonvarejao.net/Globo Esporte)
A rivalidade entre Detroit Pistons e Cleveland Cavaliers se intensificou nos últimos anos, já que as franquias fizeram duras séries de playoffs por dois anos consecutivos. Na noite desta quarta-feira, mais um capítulo dessa história foi escrito e teve final feliz para a torcida do Pistons, isso porque a equipe de Detroit venceu o rival divisional por 96 a 89 (38 a 49 no intervalo) e acabou com uma série de oito vitórias seguidas de LeBron James & cia.
O duelo desta quarta, disputada no Pallace Of Auburn Hills, em Detroit, marcou também o primeiro encontro dos astros LeBron James e Allen Iverson desde que “A.I.” foi trocado para o Pistons. Nos números, LeBron levou a melhor com 25 pontos, seis assistências, seis rebotes e quatro recuperações de bola contra 23 tentos, quatro passes perfeitos e quatro roubadas de Iverson. O camisa 1 do Pistons, porém, foi mais decisivo e liderou a reação de sua equipe no terceiro quarto, quando o armador fez nove pontos e deu uma assistência e ajudou a equipe da casa a cortar a vantagem do Cavs de onze para apenas dois tentos.

Rasheed Wallace (nº30) passa por marcação de Anderson Varejão (AP Photo/Duane Burleson)
Além disso, o Pistons ainda melhorou seus números diante do Cavs. Esse foi o terceiro triunfo consecutivo da franquia de Detroit sobre o time de Cleveland. A equipe do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, que foi o reboteiro do Cavaliers com 11 rebotes, perdeu cinco dos últimos seis embates contra o rival de conferência e dez das últimas doze partidas. O capixaba do time de Ohio ainda conseguiu cinco pontos (um arremesso certo em três tentativas), distribuiu duas assistências, recuperou duas bolas e deu um toco em 33min na quadra.
Entretanto, o brazuca não conseguiu parar Rasheed Wallace. O ala-pivô do Pistons, mais uma vez, mostrou uma mão calibrada, principalmente nos momentos decisivos. “Sheed” fez 10 de seus 21 pontos apenas no último período e conectou dois arremessos de longe cruciais, um deles sob a marcação de Varejão. O camisa 30 do Detroit desempatou a partida, que vinha acirrada em 76 pontos, e deu a liderança ao Pistons, 82 a 76. Vantagem esta que o time da casa não desperdiçou mais, mesmo com as tentativas do Cavs de voltar à partida.
Após os dois chutes certeiros de Rasheed, o Pistons só abriu vantagem e liquidou a fatura a 2min30s do fim, quando o mesmo ala-pivô aproveitou um passe certeiro de Iverson e colocou a bola na redinha mais uma vez, dilatando a vantagem do Pistons para treze tentos, 95 a 82. Mo Williams ainda fez cinco tentos seguidos para a franquia forasteira, mas o time do técnico Mike Brown não ameaçou o triunfo do adversário de Michigan.

Allen Iverson e LeBron James se chocam em disputa de bola (AP Photo/Duane Burleson)
Com esta nova vitória, o Pistons acabou com séries positivas dos times “mais quentes” da NBA em menos de uma semana. Na última sexta-feira, a equipe de Detroit foi até Los Angeles e desbancou o Lakers, terminando com a série de sete triunfos seguidos do time angelino. Já nesta quarta, o Pistons quebrou a invencibilidade de nove jogos do Cavaliers. Sobre as vitórias, Allen Iverson comemorou discretamente: “É cedo para comemorar alguma coisa, mas essas vitórias, definitivamente, nos deixa excitados”, declarou o armador.
“Quando nós enfrentamos times difíceis, nós não ficamos intimidados ou assustados, apenas queremos fazer melhor que eles”, declarou o ala-pivô Rasheed Wallace, que conseguiu 15 rebotes (melhor marca nesta temporada). “Nós não estamos preocupados com o que os times estão fazendo no momento, estamos preocupadops com que eles poderão fazer nos playoffs, então estamos treinando para sermos os melhores a partir de abril”.
Apesar da saída de Chauncey Billups, que foi para o Denver Nuggets na negociação que toruxe Iverson para o Pistons, a equipe do técnico Michael Curry continua muito forte defensivamente e exigindo dos astros das outras equipes. No jogo contra o Lakers, o Pistons forçou que Kobe Bryant errasse 18 de suas 30 tentativas. nesta quarta, a defesa pressionada do detroit fez com que LeBron James falhasse em 13 de seus 21 arremessos.
Sobre sua “má” apresentação, o camisa 23 do Cavs foi lacônico: “Estas coisas acontecem nesta liga”, declarou. “Às vezes você tem bons jogos e em outras tem partidas ruins”, concluiu.

Iverson sobe para bandeja (AP Photo/Duane Burleson)
LeBron também comentou pouco sobre a evolução do rival de divisão: “É muito cedo para falar qualquer coisa sobre eles”. Mas, de fato, o Pistons vem impressionando. A equipe de Michigan perdeu os dois primeiros jogos após adquirir Allen Iverson, só que após isso venceu quatro de suas últimas cinco partidas.
Além da dupla Rasheed-Iverson, outro atleta do time da casa se destacou, foi o ala-armador Richard Hamilton. “Rip” acertou seis de seus onze arremessos e terminou a partida com 15 pontos e cinco passes para cesta. Pelo Cleveland, o armador Mo Williams dividiu a condição de cestinha com LeBron James, já que também marcou 25 tentos. O pivô lituano Zydrunas Ilgauskas contribuiu com 13 pontos e seis rebotes enquanto que o ala-armador Delonte West fez 11 tentos.
Após a derrota, o Cleveland Cavaliers (9v-3d) ganha alguns dias de descanso. A equipe de Ohio volta a jogar apenas na noite de sábado contra o Atlanta Hawks na Quicken Loans Arena de Cleveland. Já o Detroit Pistons (8v-3d) viaja até Massachusetts nesta quinta-feira para fazer o clássico diante do Boston Celtics.
Melhores momentos do clássico entre Cavs e Pistons
November 19, 2008
O ala-pivô Antonio McDyess pode voltar para o Detroit Pistons, mas o Cleveland Cavaliers, do brasileiro Anderson Varejão, o San Antonio Spurs e o Boston Celtics podem ser a nova casa do jogador.
“Existem outras três opções (além do Pistons) que estamos discutindo”, falou Andy Miller, agente do atleta.
O time de Varejão quer McDyess por dois motivos: Machucar o rival de conferência, Pistons, e melhorar o time, para tentar evitar a saída de LeBron James em 2010.
McDyess desistiu de US$ 9 milhões para deixar o Denver Nuggets, após a troca que mandou Allen Iverson para o Pistons.
“Para aceitar uma oferta pelo salário mínimo escolhemos Detroit. Nenhuma outra oferta com o mínimo seria estudada. O conforto, familiaridade, são coisas que motivam a escolha de Detroit”, disse Miller.
Pelas regras da NBA o ala/pivô deve esperar 30 dias para re-assinar com o Pistons, mas as restrições não envolvem outros times. A demora para assinar com qualquer outra equipe talvez mostre a vontade de McDyess de voltar ao Pistons.
Com 23 anos e 323 dias de idade, o astro do Cleveland Cavaliers LeBron James se tornou na noite desta terça-feira o jogador mais jovem a ultrapassar a marca de 11 mil pontos na carreira na NBA, superando um feito de seu companheiro de seleção americana campeã olímpica e atual MVP (Jogador Mais Valioso) da liga Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers. O ala do Cavs teve mais uma atuação dominante com 31 pontos, oito rebotes e quatro assistências comandando a oitava vitória consecutiva de sua equipe, 106 a 82 (49 a 52 no intervalo) na casa do New Jersey Nets, mas sua jogada mais memorável da noite foi na defesa, um tocaço correndo a quadra inteira para frustrar a tentativa de enterrada do armador Devin Harris, cestinha do time adversário com 23 tentos. O ala-pivô brasileiro Anderson Varejão colaborou para o triunfo do time de Ohio (9V-2D) anotando oito pontos, cinco rebotes, dois passes para cesta e um toco em 26min19s de ação saindo do banco. (more…)
November 18, 2008
O ala/pivô do denver Nuggets, do brasileiro Nenê, Kenyon Martin foi expulso da partida contra o Cleveland Cavaliers após tentar escapar de um corta-luz de Anderson Varejão. Os árbitros deram uma falta flagrante 2, expulsão imediata da partida, segundo regras da NBA. Martin também recebeu uma multa de US$ 20.000 por abusar verbalmente do árbitro Joey Crawford.
Agora a NBA reviu a jogada e resolveu mudar a falta para uma falta flagrante 1, mas Martin ainda quer apelar a decisão.
“Não acho que foi uma falta flagrante de qualquer maneira. Eu vi o corta-luz e fiz o que pessoas no basquetebol fazem toda hora. Participei de flagrantes 1 e 2 nos meus nove anos. Acredite, não foi nenhum”, falou.
A decisão de mudar o status da falta pode afetar Martin no final da temporada. Jogadores recebem dois pontos por uma flagrante 2 e um por uma flagrante 1, com cinco pontos eles são suspensos por uma partida.
O Cleveland Cavaliers vem atravessando uma excelente fase. A franquia de Ohio triunfou em seus sete últimos jogos e busca estender a série para nove até a noite de quarta-feira. Para chegar a marca de 10 êxitos em 12 jogos, o Cavs terá uma dura missão pela frente: vencer o New Jersey Nets e o Detroit Pistons. O detalhe é que ambos os jogos serão longe de seus domínios. Até aqui, o Cavaliers tem campanha regular jogando fora de casa. O time do técnico Mike Brown venceu duas (Dallas Mavericks e Chicago Bulls) e perdeu outras duas partidas (Boston Celtics e New Orleans Hornets).
O primeiro desafio, teoricamente, é o mais fácil. O Cavs irá até East Rutherfod para encarar o New Jersey Nets na noite desta terça-feira. Até o momento, o Nets vem fazendo uma campanha fraca, com cinco derrotas em nove duelos. Porém, a jovem equipe nova-iorquina vem embalada, já que triunfou nos seus últimos dois duelos, ambos contra o Atlanta Hawks.
O jogo terá um significado especial para LeBron James. Todos sabem que o astro da camisa 23 é cobiçado pelo Nets, que pretende contratá-lo no verão americano (inverno brasileiro) de 2010, quando LeBron, Dwyane Wade, Chris Bosh e outros astros se tornarão agentes livres. Para conseguir um desses atletas, o time de New Jersey limpou todo o seu elenco, negociando os jogadores com salários altos (Jason Kidd e Richard Jefferson) pegando apenas jovens e atletas com salários que expiram em 2010.
Além disso, um dos proprietários da franquia nova-iorquina, o rapper Jay-Z, é amigo de LeBron. Para reforçar a especulação, James, há alguns meses, declarou que preferiria jogar no Nets ao New York Knicks. Ao ser perguntado sobre o que esse jogo significa para ele, LeBron saiu pela tangente.
“Todo jogo é especial para mim, não importa quem seja o adversário. Quero apenas vencer e estou pensando no Cavaliers, não estou pensando o que pode acontecer no futuro”, afirmou o ala.
O astro de 23 anos, inclusive, vem passando por uma fase maravilhosa, talvez a melhor da carreira. Ele tem altíssimas médias de 29.8 pontos, 8.0 rebotes e 7.3 assistências por jogo nestes dez primeiros jogos da temporada. LeBron foi premiado o jogador da semana na Conferência Leste nas duas vezes que o prêmio foi dado neste campeonato. Nos últimos cinco jogos, o ala ostenta médias de 33.8 tentos, 8.0 rebotes e 7.2 passes por partida, além de estar acertando 60% de seus arremessos.
Para mostrar o quão dominante ele é, James foi o cestinha do Cavs em sete partidas, reboteiro em duas e passador mais eficiente em oito, números assustadores se tratando de um ala. Apesar de sua boa fase e a do time, a estrela prevê dois jogos duros: “Nós estamos jogando bem, fazendo as coisas direitinho, só precisamos repetir isso. A única coisa que muda é que não iremos contar com o apoio da torcida e isso com certeza irá dificultar nosso trabalho. Temos que respeitar Nets e Pistons, mas fazer o nosso jogo e não deixar que eles façam o deles”.
Logicamente, LeBron não faz tudo sozinho. Seus companheiros de time estão colaborando muito nos últimos jogos, dois deles em especial. Tratam-se do armador Mo Williams, reforço do time na última “offseason”, e o brasileiro Anderson Varejão. Mo liderou a equipe contra o Denver Nuggets com seus 24 pontos e concretizou seu crescimento nas últimas partidas. O armador de 26 anos tem médias de 18.4 pontos, 5.2 assistências e 1.4 roubos de bola nas últimas cinco partidas. Parece que o camisa 2 já está perfeitamente adaptado ao jogo do Cleveland e que veio mesmo para ser o principal ajudante ofensivo de James.
Já o capixaba Varejão, que sempre se destacou por fazer muito bem o “trabalho sujo”, vem mostrando neste início de campanha que é útil também para o ataque. Ele já se tornou o sexto homem do Cavaliers e chegou a ter médias de 14.6 pontos, 7.3 rebotes e 1.6 tocos na última semana. Além disso, o ala-pivô de 2,11m de altura continua mostrando sua versatilidade defensiva, levando seus adversários a loucura, como fez com Kenyon Martin, do Denver Nuggets. Varejão pressionou tanto o ala-pivô do Nuggets, que ele perdeu a cabeça e fez uma falta flagrante no brasileiro, sendo excluído da partida.
O Cavs (8v-2d) entrará em quadra no Izod Center a partir das 22h30min da noite desta terça-feira. Na quarta, LeBron James & cia vai até o Pallace Of Auburn Hills para duelar contra o Detroit Pistons (7v-3d), de Allen Iverson.
November 17, 2008
Líder da Divisão Central da NBA com sete vitórias consecutivas e oito em 10 partidas, o Cleveland Cavaliers volta a jogar nesta terça-feira às 22h30min (horário de Brasília) no ginásio do New Jersey Nets (4V-5D), o Izod Center em East Rutherford, em meio ao ressurgimento dos rumores na imprensa americana de que o Cavs estaria interessado em uma troca pelo ala-armador Vince Carter, principal jogador do time de Nova Jérsei. E novamente o nome do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão aparece na central de boatos, ele e o contrato expirando de US$ 13 milhões do ala-armador Wally Szczerbiak são especulados há muito tempo como as maiores moedas de troca do clube de Ohio.
“Mantenham este nome na mente: Vince Carter. Muitos observadores ao redor da liga acham que o Nets tornará o veterano ala-armador disponível antes do prazo final para trocas, e não fiquem surpresos se o Cavs fizer outra tentativa por ele. A questão em Cleveland é se Carter pode deixar seu ego de lado e jogar como segunda força com o Cavs. Ele deve ser capaz de fazer isso de maneira a ganhar um campeonato antes de se aposentar. Muitos observadores esperam que o Cavs use o contrato expirando de US$ 13 milhões do ala-armador Wally Szczerbiak no prazo final de trocas. Se eles não conseguirem contratar Antonio McDyess – uma possibilidade distante na melhor das hipóteses – eles podem querer ir atrás de um jogador alto de qualidade no estilo Joe Smith”, escreveu o colunista do jornal The News-Herald Bob Finnan.
O colunista do jornal New York Post Peter Vecsey informa que o Nets chegou a recusar uma oferta do Cavaliers no verão:
“Quanto a Carter, cujo duelo um-contra-um no último quarto com o extraterrestre Joe Johnson na partida contra o Atlanta Hawks quase apagou a frustração de ficar preso no trânsito do Túnel Lincoln às 22h30min (horário local), é fácil ver por que a diretoria do Nets rejeitou a oferta da offseason de uma troca por Anderson Varejão e Wally Szczerbiak. Um atirador de elite reconhecido, Vince está ainda mais letal agora que tem ao seu lado um parceiro matador de aluguel em Devin Harris”, escreveu Vecsey.
Especulações à parte, o fato é que o Coisa Selvagem brazuca tem uma cláusula contratual válida até dezembro determinando que ele não pode ser trocado sem dar seu consentimento expresso, uma situação que mudará quando ele completar um ano da renovação de seu vínculo com o Cleveland, ou seja, daqui a três semanas. Mas as boas atuações do capixaba nesta temporada o mantêm nos planos do Cavs para o longo prazo, apesar do receio da torcida de perdê-lo sem compensação alguma, já que em julho de 2009 Varejão terá a oportunidade de ganhar passe livre irrestrito para assinar contrato com qualquer franquia. No momento ele se concentra apenas no duelo contra o Nets.
“É um jogo difícil, New Jersey é um adversário ainda mais forte dentro do seu ginásio e busca a recuperação na competição. Estamos numa boa seqüência, jogando bem e evoluindo, conseguindo as vitórias e é pensando nisso que vamos encarar os Nets. O Cleveland está num momento muito bom, as coisas estão acontecendo e estamos gostando disso”, afirmou o ala-pivô da Seleção Brasileira.
Outra possibilidade mais animadora para o garrafão do Cleveland que trocar Varejão é o reforço do veterano ala-pivô Antonio McDyess. Muitos consideravam garantido o retorno dele para o Detroit Pistons assim que foi consumada a troca com o Denver Nuggets no dia 3 de novembro envolvendo Chauncey Billups e Allen Iverson, o ala-pivô não queria jogar no Colorado e bastou acertar os detalhes de sua dispensa. Mas agora o jogador campeão olímpico em 2000 está livre no mercado e vem recebendo telefonemas de vários times, inclusive fortes candidatos a lutar pelo título como o atual campeão Boston Celtics e o próprio Cavaliers. O ex-astro do Indiana Pacers e hoje comentarista do canal TNT Reggie Miller disse que Antonio deve manter a mente aberta antes de decidir para onde vai. O ala-pivô de 34 anos não pode assinar com o Detroit até o dia 7 de dezembro, devido ao período obrigatório de espera de 30 dias desde que a troca se tornou oficial.
“Acho que ele deveria explorar todas as suas possibilidades e opções. Eu poderia vê-lo se encaixando bem em Cleveland com LeBron James e Anderson Varejão. Eu poderia também vê-lo jogando com Paul Pierce em Boston. Ele deve aproveitar seu tempo. Ele tem falado sobre voltar para Detroit. Ele deveria explorar suas opções”, comentou Reggie Miller citando o cabeludo brasileiro.
A rescisão contratual de McDyess foi finalizada pelo Denver na última sexta-feira. Ele recebeu cerca de US$ 6 milhões dos quase US$ 15 milhões que tinha garantidos, afinal seu contrato previa um salário anual de US$ 7,48 milhões por esta temporada e pela próxima. O empresário do ala-pivô, Andy Miller, disse que 19 times ligaram perguntando sobre ele, e os dois líderes da Conferência Leste Boston e Cleveland foram os times mais fortes a manifestar interesse por Dice.
O Cavaliers tem mais de US$ 5 milhões sobrando de sua exceção de meio-nível no teto salarial e poderia oferecer o valor completo a McDyess, mas isso representaria um custo de US$ 10 milhões à equipe por causa da taxa de luxo, afinal o elenco já está bem estourado acima do teto da liga devendo pagar um dólar por cada dólar gasto a mais. O técnico Mike Brown trabalhou com Antonio quando os dois estavam no Denver e os dois continuam bons amigos, Dice também tem uma amizade muito próxima com o ala-pivô Ben Wallace.
Com o dinheiro já garantido, o maior interesse de McDyess é ganhar um título da NBA, pois não tem muitos anos pela frente na carreira, então se esse é o critério decisivo faria muito sentido assinar com Cavs ou Celtics, que pode lhe oferecer pouco mais de US$ 2 milhões. Mas rola nos bastidores a história de que Dice tem um problema pessoal com o astro do Boston Kevin Garnett e isso poderia atrapalhar.
“Na frente dos microfones, Garnett fala muito bem de McDyess. Mas fontes de dentro dizem que McDyess não quer ter nada a ver com KG, uma rixa vinda desde que os dois tiveram uma briga em quadra no dia 19 de janeiro de 2007, quando Garnett estava jogando pelo Minnesota Timberwolves. Não houve socos desferidos, mas as coisas ficaram um pouco feios na quadra. Pode não ser o bastante para mudar a cabeça dele, mas nunca se sabe. Muitos realmente acreditam, porém, que McDyess poderia ser a peça final no quebra-cabeças do campeonato tanto para o Cavs quanto para o Celtics”, escreveu Bob Finnan no News-Herald de Ohio.
Trabalhando duro em quadra, Varejão só quer saber de ajudar o Cleveland a se manter no topo, seja marcando pontos ou pegando rebotes. A evolução ofensiva dele ficou clara neste início de temporada e o Cavs dá boas vindas a esse crescimento, afinal nos 49 jogos em que o brasileiro fez 10 pontos ou mais na carreira na NBA, seu time venceu 35 vezes, e nas 16 ocasiões em que ele alcançou o duplo-duplo (dois dígitos em pontos e rebotes), o Cavaliers saiu vitorioso 14 vezes.
“Uma coisa que Andy faz é ralar seu traseiro, ele tem trabalhado muito em seu jogo. Ele é habilidoso e tem mostrado a habilidade de conseguir pontuar no meio do tráfego às vezes”, destacou o técnico Brown falando ao Akron Beacon Journal.
Anderson passou um tempo extra treinando seu arremesso e novos movimentos com o companheiro pivô lituano Zydrunas Ilgauskas durante a pré-temporada e nas sessões de treinamento do Cavs.
“Isso está me ajudando muito. Estando na liga há 11 anos, ele (Ilgauskas) sabe o que fazer para evoluir, então eu trabalho com ele. Trabalho mais em meu jump shot, mas também trabalho mais em outros movimentos. Estou apenas tentando ser agressivo. Estou apenas tentando entender melhor nosso ataque, tentando estar pronto toda vez que pego na bola. Estou me sentindo realmente confortável jogando no pick-and-roll com LeBron agora, o que é realmente bom para nós”, afirmou Varejão, que vem sendo bastante utilizado no segundo tempo e no final dos jogos.
“Esse grupo quando adotamos uma formação mais baixa (com Varejão de pivô 5) tem jogado bem, então eu deixo ele em quadra. Não é necessariamente uma rotina, aconteceu nos últimos jogos. Farei isso com qualquer um, se eu acho que temos um grupo de jogadores em quadra que está jogando bem, então vou deixá-los lá por mais tempo. Contra o Utah foi diferente, eu quis manter Ben Wallace sempre que Carlos Boozer estivesse na quadra, pois precisávamos defender com mais força”, explicou Brown.
Com o sucesso da dupla LeBron James/Mo Williams, o Cleveland está se dando melhor no ataque com uma média de 101,1 pontos por jogo que é a quinta melhor do campeonato, e continua a ser um time forte defensivamente, por isso vem jogando com a confiança de quem acredita ser uma das melhores equipes da liga.
“Não estou surpreso com isso porque temos um grande time e uma grande química também fora da quadra”, afirmou Williams.
Para o cestinha da liga LeBron James, o segredo do sucesso é a defesa. “Nossa mentalidade defensiva, especialmente nos momentos decisivos dos jogos, tem sido muito boa e temos de continuar com isso. Ofensivamente estou meio surpreso porque não achava que nós fôssemos chegar a este nível tão rapidamente. Tivemos algumas dificuldades na pré-temporada, mas parece que quando a temporada regular começou, estamos encaixando o ataque e isso tem sido ótimo”, comemorou o ala, que está com uma média de 29,8 pontos e 7,3 assistências por jogo, mas enfatiza a boa distribuição de pontos da equipe: Williams está com uma média de 15,9, Ilgauskas 15, Delonte West 10,2 e o trio de reservas Daniel Gibson/Szczerbiak/Varejão contribuindo em média com 23,6 pontos por partida.
“Essa é a melhor coisa sobre este time, nós temos tantas armas… e quando colocamos tudo isso junto com a defesa, somos um time difícil de vencer. Não há rusgas no time, estamos simplesmente nos divertindo e jogando juntos. Essa é a melhor maneira de jogar basquete. Estamos fazendo uma grande defesa e isso leva a um grande ataque”, comentou o armador reserva Daniel Gibson.
“Acho que as pessoas subestimam o quanto a química fora da quadra afeta o que acontece dentro da quadra. Estamos sempre por perto uns dos outros, especialmente fora da quadra, cuidamos uns dos outros. Queremos que cada um tenha sucesso, então tentamos colocar as pessoas em lugares onde conseguirão ter sucesso”, concluiu Mo Williams.
O Cleveland marcou 100 pontos ou mais em seis das suas últimas sete vitórias, a melhor seqüência ofensiva da franquia desde a temporada 2005-06, fica difícil querer mexer nesse núcleo agora, mas se for necessário para aumentar as chances de título em 2009, o gerente Danny Ferry já demonstrou em outras ocasiões que não teme puxar o gatilho nas trocas. E as matérias citando o interesse em Vince Carter e McDyess ganharam lugar até no site oficial do Cavs.
Contra os Nets e de olho nos Celtics. Vindo de uma seqüência de sete vitórias consecutivas, o Cleveland Cavaliers, do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão, vai até New Jersey na noite desta terça-feira, dia 18, para enfrentar os Nets, no Izod Center, a partir das 22h30min (horário de Brasília), em mais um jogo da temporada 2008/2009 da NBA.
Vice-líder da Conferência Leste e líder da Divisão Central (8V-2D), o Cleveland tem pela frente um time que não faz boa campanha (4V-5D), mas que estará em casa e precisando de um bom resultado para subir na tabela. Os Cavs querem a vitória de olho no Boston Celtics, que lidera o Leste (9V-2D) e Varejão está alerta.
“É um jogo difícil, New Jersey é um adversário ainda mais forte dentro do seu ginásio e busca a recuperação na competição. Estamos numa boa seqüência, jogando bem e evoluindo, conseguindo as vitórias e é pensando nisso que vamos encarar os Nets. O Cleveland está num momento muito bom, as coisas estão acontecendo e estamos gostando disso”, afirmou o jogador da Seleção Brasileira.
Depois de enfrentar o New Jersey Nets, fora de casa, o Cleveland Cavaliers vai até Detroit medir forças com o Pistons, na quarta-feira, dia 19.
(MPC Rio Comunicação)
O ala-pivô do Denver Nuggets Kenyon Martin foi multado em $20 mil dólares pela NBA por sua postura após ter sido excluído da partida contra o Cleveland Cavaliers, disputada na última quinta-feira. A notícia chegou à imprensa na tarde deste sábado.
De acordo com o comunicado, Martin foi punido pela NBA devido as ofensas que fez ao árbitro Joe Crawford, um dos mais experientes da liga. O árbitro relatou que foi ofendido pelo ala-pivô logo após tê-lo excluído da partida, segundo Crawford o camisa 4 do Nuggets ficou incorfomado com a decisão tomada pelo oficial.
“K-Mart” foi excluído a 55s do fim do duelo, após fazer sua segunda falta flagrante na peleja. A vítima foi o ala-pivô brasileiro do Cavs, Anderson Varejão. Até ali, Kenyon vinha fazendo uma boa partida com 12 pontos e 10 rebotes. Na atual temporada, o ala-pivô tem médias de 13.3 pontos, 7.4 rebotes e 1.3 tocos por jogo.
November 15, 2008
em 14/11/2008 por MPC Rio Comunicação
Embalado pela série de seis vitórias consecutivas, o Cleveland Cavaliers, que venceu o Denver Nuggets (110 a 99) na última quinta-feira, dia 13, volta à quadra no Quicken Loans Arena na noite deste sábado, dia 15, a partir das 22h30min (horário de Brasília), para medir forças com o Utah Jazz. Enquanto o Cavs, do ala brasileiro Anderson Varejão, lidera a Divisão Central e ocupa a terceira posição na Conferência Leste (7v-2d), os Jazz também fazem boa campanha, na ponta na Divisão Noroeste e na vice-liderança da Conferência Oeste (6v-2d).
Anderson, que teve mais uma ótima atuação na vitória sobre o Denver Nuggets na última quinta-feira, dia 13, quando anotou seis pontos e apanhou oito rebotes em apenas 12 minutos, acredita que o caminho para mais uma vitória em casa está numa defesa forte.
“Utah é um time que gosta de jogar com a bola e trabalha bastante os seus ataques. Por isso, precisamos fazer uma marcação mais forte, sem dar espaços, e explorar bem a saída em velocidade. Temos feito bons jogos, o time está mostrando bom conjunto, mas ainda temos muito o que melhorar, muito a crescer, Utah é uma equipe que tem um garrafão muito bom, por isso, não podemos bobear”, afirmou o capixaba, ala da Seleção Brasileira.
Anderson aproveitou para enviar uma mensagem ao amigo Leandrinho, armador do Phoenix Suns, após saber do falecimento da mãe, Dona Ivete.
“Soube do falecimento da Dona Ivete, que era uma pessoa maravilhosa. Sei o quanto o Leandro estava apreensivo e preocupado aqui nos Estados Unidos, à distância, e quero deixar um forte abraço para ele e para toda a família nesse momento de dor.”
Depois de enfrentar o Utah Jazz, o Cleveland Cavaliers vai até New Jersey para enfrentar os Nets, na próxima segunda-feira, dia 18.
November 14, 2008
É só o começo da temporada e os números costumam cair com o tempo, se ajustar conforme os jogos se acumulam; uma melhor amostragem das estatísticas de cada jogador costuma sair no segundo mês, quando o corpo de jogos disputados é maior e você sabe quem veio pra ficar e quem estava apenas empolgado pelas primeiras semanas de campeonato. Mesmo assim, há motivos legítimos para se crer na evolução dos dois pivôs brasileiros da NBA, Nenê e Anderson Varejão.
Após oito jogos, Nenê tem médias de 15,1 pontos, 8,1 rebotes, 2 tocos, 64,8% de aproveitamento nos arremessos e 78,4% nos lances livres - todos recordes pessoais. Anderson, como reserva em nove partidas, vem produzindo 8,4 pontos, 0,8 toco, 1,2 roubo e 66,7% nos arremessos, recordes pessoais apesar de estar jogando menos tempo do que no ano passado - 25,7 minutos por jogo contra 27,5 em 2007-08. Mas qual é o segredo das boas produções da dupla brazuca? A partida entre suas equipes, Denver Nuggets (Nenê) e Cleveland Cavaliers (Anderson), na última quinta-feira, deu boas pistas.
Apesar de minha conexão cair bem no meio do último quarto, em um dos poucos momentos em que os dois dividiam a quadra (valeu Vírtua! “O mundo é dos NETs”, uma ova!!), deu para ver que a forma como os dois são utilizados mudou em relação a temporadas passadas. No Nuggets, a mudança foi mais acentuada; afinal, Nenê passou de um reserva com minutos reduzidos por causa de suas constantes lesões a titular absoluto após a troca de Marcus Camby por dois pastéis de vento. Mas não é só isso: como eu disse na semana passada, a chegada de Chauncey Billups abriu ainda mais jogadas para o pivô paulista, que é bastante ativado no poste baixo em jogadas de isolamento e em pick-and-rolls com o armador.
Defensivamente, o fato de Nenê estar mais vezes no centro como pivô, em vez de na posição 4 com Marcus Camby encarregado da proteção à cesta, o ajuda a obter mais rebotes e dar tocos, mesmo que continue sem usar seu porte físico avantajado para proteger a área do rebote, o famoso box-out. Nenê novamente está próximo dos seus números de roubo de bola do início da carreira - em suas duas primeiras temporadas, teve 1,6 e 1,5 por jogo, agora tem 1,4 - mas a melhora nos tocos comprova que ele está mais responsável debaixo do aro. Além disso, por causa da escassez de pivôs no elenco, o técnico George Karl tem usado formações mais baixas - em uma parte do jogo de quinta, lançou Renaldo Balkman e Linas Kleiza como dupla de garrafão - o que deixa Nenê ainda mais preso ao garrafão.
Contra o Cavs, porém, Nenê acertou apenas três de sete arremessos, saiu com 12 pontos e 3 rebotes. A leitura que Camby fez sobre o ex-companheiros a algumas semanas é perfeita: se ele não é envolvido desde cedo no jogo, frustra-se e se distrai, não se destaca. Na quinta, em vez de distribuir a bola, Billups atacou mais no início, aproveitando que Mo Williams estava dormindo em sua marcação, e já tinha dígitos duplos em pontos no primeiro quarto. Sem receber toques no garrafão, Nenê logo cometeu duas faltas, ficou pendurado e foi para o banco. A boa defesa do Cavs, com dois pivôs mais altos, também afastou o paulista de sua posição favorita em quadra e ele tentou alguns arremessos de média distância além de seu alcance ideal. Mérito para a defesa do Cavs.
E quando se fala em defesa do Cavs, se fala de Anderson Varejão. Ele foi chave na reação do Cavaliers no final do primeiro tempo, quando o Nuggets ameaçava abrir grande vantagem. Seu jogo permanece basicamente o mesmo: aproveitar sobras e espaços dos outros, tomar a frente dos adversários na defesa, buscar rebotes para manter posses vivas, cavar faltas. Ele parece genuinamente melhor preparado para esta temporada, em melhor forma física e com melhor domínio dos fundamentos do jogo.
A principal diferença, no entanto, é o time ao redor dele. Sinceramente, nos últimos anos, mesmo quando o Cavs disparou rumo às Finais da NBA em 2007, achava o time deles medíocre, um time dependente demais de LeBron James e que contava com um ou outro que subia de produção a cada jogo para ajudar a segurar a barra. Este ano, não: o Cavs tem cara de um time de elite. LeBron ainda é 50% do time, mas 50% é bem melhor do que ser 80%, ou 90%. Mo Williams não é um armador principal nem em Cleveland, nem na China, nem no Brasil, nem no Butão, mas o Cavs talvez esteja provando que ter um armador “puro” é superestimado. Cleveland tem três jogadores capazes de carregar a bola, criar seu próprio chute e jogar sem a bola: James, Williams e Delonte West - sem contar com Daniel Gibson, que também deu um salto de qualidade neste início de temporada. Talvez não tenham um distribuidor, mas se o time se movimenta bem sem a bola, o armador só precisa passar para quem ficar sozinho na jogada.
Com mais opções ofensivas para explorar, Mike Brown, tão criticado por todos nós por anos, está mais criativo no ataque. Após ver LeBron atuar bem como ala-pivô nos Jogos Olímpicos de Pequim - e também pelo mesmo problema de escassez de pivôs do Denver -, ele tem explorado mais a formação mais baixa e os ataques em velocidade, e é aí que Varejão entra. No início do último quarto contra o Nuggets, ele jogou como pivô, mais próximo da cesta. Ele é ideal para este tipo de esquema: tem a altura, os braços longos e a energia para buscar os rebotes e puxar os contra-ataques, além de comandar bem a defesa e se postar direito no meio do garrafão. Com Williams, Gibson, James e Szczerbiak abrindo a quadra, uma ou outra bola sempre sobra para ele definir embaixo do aro.
Analisando essas circunstâncias que ajudaram a dupla a ter sucesso neste início de temporada, fico na dúvida: será que funcionariam juntos na Seleção Brasileira? Há uma questão maior ainda, que é quem iria para o banco entre Tiago Splitter, Nenê e Varejão. O capixaba é certamente o mais adaptado à função de “sexto homem” e poderia mudar o estilo de jogo do Brasil quando entrasse, mas ao mesmo tempo, Splitter e Nenê são pivôs que exigem participação constante e, apesar de um ter mais “finesse” e o outro ser mais de força, fazem o mesmo tipo de jogo. Imaginem se o Brasil pegasse aquela Alemanha indigesta de novo; qual deles marcaria Dirk Nowitzki? Preferencialmente, nenhum dos dois, certo?
É uma dúvida gostosa - se, claro, os três se apresentarem à Seleção na próxima convocação, algo que, nos últimos anos, aprendemos que não é uma garantia. Torçamos para que, na Copa América, Moncho Monsalve - ou quem quer que seja o técnico da Seleção no torneio - tenha o gostinho de resolver essa interrogação.
Enquanto isso…
Deixo minhas condolências a Leandrinho, Arthur e à família Barbosa pela morte de dona Ivete. Jamais conheci a matriarca do clã Barbosa, mas agradeço, onde quer que ela esteja, por ter criado essa dupla - um, nosso ídolo nas quadras do mundo, o outro, parceiro que nos deu uma força nos últimos meses, quando era seu irmão quem enfrentava uma barra pesada com a imprensa brasileira. Que Deus a tenha, dona Ivete.
Agora, boas notícias:
Nossa área de comentários está funcionando a todo vapor novamente! Ou seja, quem quiser elogiar, criticar, esculhambar, etc, sinta-se livre e à vontade para deixar sua opinião! Como já disse, este ano, nosso Ranking de Forças da NBA é interativo, e se você quiser deixar seu próprio ranking aí nos comentários, ele será levado em consideração na nossa matemática para a próxima semana. Mandem bala! E embaixo segue o ranking semanal - na primeira coluna de dezembro, entra o ranking mensal com comentários detalhados sobre cada equipe.
RANKING DE FORÇAS BASKETBRASIL
posição - time - (posição anterior) - campanha
1. Los Angeles Lakers (2) 7v-0d
2. Boston Celtics (1) 8v-1d
3. Atlanta Hawks (8) 6v-1d
4. Houston Rockets (5) 5v-3d
5. Cleveland Cavaliers (10) 7v-2d
6. Utah Jazz (4) 6v-2d
7. New Orleans Hornets (3) 4v-3d
8. Phoenix Suns (6) 6v-3d
9. Detroit Pistons (7) 6v-2d
10. Portland Trail Blazers (14) 5v-3d
11. Denver Nuggets (16) 4v-4d
12. Toronto Raptors (9) 4v-4d
13. Orlando Magic (11) 5v-3d
14. Indiana Pacers (18) 4v-3d
15. Philadelphia 76ers (15) 3v-5d
16. New York Knicks (24) 5v-3d
17. Dallas Mavericks (12) 2v-6d
18. Miami Heat (19) 4v-4d
19. Milwaukee Bucks (17) 4v-5d
20. San Antonio Spurs (13) 2v-5d
21. Chicago Bulls (21) 4v-5d
22. Golden State Warriors (22) 3v-6d
23. Memphis Grizzlies (20) 3v-6d
24. New Jersey Nets (26) 2v-5d
25. Sacramento Kings (27) 4v-5d
26. Washington Wizards (23) 1v-5d
27. Charlotte Bobcats (28) 2v-5d
28. Minnesota Timberwolves (25) 1v-6d
29. Los Angeles Clippers (29) 1v-7d
30. Oklahoma City Thunder (30) 1v-7d
November 12, 2008
Caros leitores do Basketbrasil e do Show das Quadras.com.br, fui convidado na semana passada a escrever uma coluna semanal de basquete no novo jornal da Placar que já está circulando em São Paulo, e com grande alegria aceitei colaborar com este novo projeto a pedido dos colegas ex-LANCE! Fernando Poffo e André Rizek, torcendo pelo sucesso da empreitada que abriu mais este espaço para nossa modalidade na imprensa esportiva brasileira. O espaço é pequeno, portanto tivemos de editar bastante o texto inaugural, que pode ser conferido no site www.placar.com.br
O objetivo da coluna é falar do basquete para um público não muito especializado, que acompanha mais futebol na verdade, porém tem um potencial de aprender a gostar mais da modalidade da bola laranja, que já foi o segundo esporte do Brasil e agora está tão esquecida na mídia.
Mas para os fãs do Basketbrasil, resolvi republicar hoje o texto na íntegra, marcando o retorno da minha coluna semanal “De Chuá” a ser publicada às quartas-feiras, nosso webmaster ainda vai criar um espaço específico para esta nova peça, mas pela foto espero que vocês já tenham ficado curiosos: o que tem a ver o Barack Obama com a Seleção Brasileira? Leia o texto e se quiser mande seus pitacos pelo e-mail praraujo@hotmail.com ou redacao@basketbrasil.com.br, nossa área de comentários ainda está pendente de revisão técnica.
Título da coluna: Seleção Brasileira precisa de uma central de relacionamento
A imagem mais marcante que vi de um basqueteiro americano na semana não veio de um clipe de melhores jogadas da NBA ou das recentes boas atuações dos três brasileiros na liga americana. A cena de TV que mais me surpreendeu foi a do “jogador de fim-de-semana” e agora primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama, telefonando ele mesmo para eleitores indecisos no dia da eleição.
Naquela hora, lembrei que a convocação para a Seleção Brasileira com novo comando em pleno ano olímpico foi feita de forma impessoal, pela internet, divulgada para a imprensa antes de o técnico Moncho Monsalve sequer ter conversado com Leandrinho, Anderson Varejão e Nenê. Pelo menos para saber o mínimo por telefone: como eles estavam fisicamente, a posição oficial de suas equipes sobre a liberação ou seguro, se tinham algo contra um estrangeiro no comando, se assumiriam mesmo o compromisso de evitar a ausência do basquete masculino brasileiro pela terceira Olimpíada consecutiva.
Entre outros erros, a CBB falhou na sua função de central de relacionamento, e deu no que deu: debandada geral de jogadores com lesões atestadas pelos médicos dos clubes, fracasso no Pré-Olímpico, e o trio brasileiro da NBA (até Nenê em tratamento pós-câncer) acabou sendo crucificado aos quatro ventos pelo ídolo passional Oscar, o tipo de desabafo que não leva a nada e gera mais desunião no que já é desunido.
A derrota em Atenas deixou claro que a Seleção não tem opções de talento para abrir mão de seus grandes nomes internacionais. Reunir todos eles é só o primeiro passo, e ajudaria bastante se houvesse esse acompanhamento mais atento de suas carreiras, não apenas uma vez por ano na época da competição. Além disso, Moncho teria de vender aos comandados seu conceito europeu de basquete mais coletivo, cadenciado, com mais defesa e menos arremessos forçados. Bastaria um telefonema diplomático no estilo Obama, não uma ameaça de corte assim que Leandrinho anunciou na TV o problema no joelho semanas antes da apresentação.
Mas no Brasil, infelizmente, o jeito sargentão para os técnicos ainda é mais bem visto que o estilo “administrador de egos” personificado pelo “Mestre-Zen” Phil Jackson no Los Angeles Lakers. Um resultado internacional expressivo para reerguer a Seleção não será obra de um “salvador da pátria”, nenhum dos destaques desta nova geração é capaz de carregar um time nas costas no nível mais alto, mas com tantos talentos individuais valorizados nos seus times na Europa e nos EUA, o Brasil tem plenas condições de formar um grupo forte no próximo ciclo olímpico. Falta alguém com perfil agregador para unir os 12 melhores nomes possíveis, acima de vaidades ou divergências pessoais.
Não é uma questão de privilégios para esse ou aquele jogador, mas de respeito e proximidade com qualquer atleta convocável, afinal são eles que no final das contas vão resolver as coisas dentro da quadra. O sistema de jogo iniciado por Moncho até pareceu promissor, mas os “jogadores-eleitores” precisam comprar o projeto, é a arte do convencimento, um bom plano contra um estado de crise.
Se o país mais rico do mundo pôde superar seu histórico racista e eleger um negro presidente, com uma boa dose de marketing pessoal, ainda acredito que a Seleção possa começar a reverter suas mazelas tratando seus jogadores com mais consideração. Já temos poucos candidatos a ídolos no basquete brasileiro hoje, e ainda atiramos pedras nos que são vitrines, com certeza não é o melhor caminho.
Paulo Roberto Araujo Filho
Editor e redator Basketbrasil
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