O Milwaukee Bucks sobreviveu à reação do San Antonio Spurs e derrotou o rival fora de casa, em pleno AT&T Center, por 100 a 98 nesta terça-feira (30/12). O resultado pôs um fim à série de cinco vitórias seguidas do Spurs.
Após estar em desvantagem de 11 pontos no terceiro quarto, os texanos reagiram e viraram o placar no último período, mas deixaram o Bucks voltar à frente. Ainda assim, a equipe teve a chance de empatar nos segundos finais quando o ala-pivô Tim Duncan, duas vezes MVP (Jogador Mais Valioso) da NBA, fintou o pivô Andrew Bogut, bateu para dentro e tentou uma bandeja com 3,8s restando. “Eu tentaria esta jogada 10 de 10 vezes”, disse o armador Roger Mason, do San Antonio. Entretanto, a defesa de ajuda do Bucks apareceu para dificultar o chute de Duncan, que errou a bandeja. Milwaukee recuperou o rebote e segurou a vitória.
“Eu saltei em cima dele porque ele tinha acertado alguns arremessos mais cedo. Ainda bem que meus companheiros estavam atrás de mim protegendo a retaguarda, e alguns caras estavam em cima da bola. Ele meio que jogou para cima e errou”, disse Bogut, que jogou melhor que o rival: fez 20 pontos, 14 rebotes, 4 assistências e 3 tocos para liderar Milwaukee. Duncan, por sua vez, marcou 22 pontos, mas acertou apenas sete arremessos em 20 tentativas, incluindo dois em sete no último quarto. O ala-pivô não quis falar com a imprensa após a partida.
Duncan foi substituído no começo do primeiro quarto, junto com Matt Bonner, após a defesa de interior do Spurs permitir três enterradas, um tapinha e uma bandeja nos primeiros cinco minutos. Milwaukee abriu 17 a 7, com sua linha de frente fazendo 14 pontos no garrafão contra nenhum do adversário. “Não foi nada, na verdade. Apenas executamos nossas jogadas. Não usamos muita coisa de confundir os outros. Apenas usamos alguns pick-and-rolls fáceis e eu consegui algumas enterradas fáceis no início”, disse Bogut.
O ala-armador Michael Redd, campeão olímpico com a seleção americana em Pequim-2008, acertou três arremessos seguidos e dois lances livres para fazer os oito últimos pontos do quarto para o Bucks, que tomou uma vantagem de 31 a 26 ao final do primeiro período. O ala Charlie Villanueva começou o segundo com cinco pontos consecutivos para ampliar a 36 a 26. “Foram muitas missões perdidas. Eles estavam mais afiados e foram mais agressivos do que nós. Eles mereceram vencer”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs.
O Bucks chegou a ter 11 pontos de margem a 2min31s do final do terceiro quarto, quando Bogut fez sua segunda bandeja em menos de dois minutos, e os visitantes tinham uma vantagem de 80 a 74 ao final do período. O Spurs, entretanto, marcou 10 dos 12 primeiros pontos do quarto derradeiro para virar a partida, 84 a 82, a 7min23s do final, em cesta de 3 de Mason. Uma ponte áerea em passe de Tony Parker para Mason deixou a diferença em quatro pontos, mas Milwaukee voltou à frente após um triplo de Luke Ridnour e outra enterrada de Bogut, em passe de Richard Jefferson, com 5min29s restando.
Milwaukee ampliou para cinco, mas Mason acertou de 3 com 9s no relógio para produzir o placar final. O Bucks pediu tempo, mas cometeu uma violação de cinco segundos na cobrança de lateral e deu a oportunidade de virada ao Spurs, desperdiçada por Duncan. “Foram 10s finais bizarros, com certeza. Nunca vi uma contagem de cinco segundos no final de um jogo. Oh, bem. Estou feliz que escapamos com a vitória”, disse Ridnour, que marcou 21 pontos, 6 assistências e 5 rebotes para o Bucks. Redd acrescentou 25 pontos e 10 rebotes e o reserva Charlie Bell, 11 pontos. A equipe teve vantagem de 36 a 26 nos pontos dentro do garrafão e pegou sete rebotes ofensivos a mais.
Michael Finley fez 20 pontos para o Spurs, que também contou com 19 pontos e 10 assistências de Parker, 15 pontos de Mason e 13 do argentino Manú Ginóbili.
San Antonio (20v-11d) volta à quadra na sexta-feira (2/1/2009), quando visita o Memphis Grizzlies no FedEx Forum de Memphis. Milwaukee (15v-17d) continua em seu giro pelo Texas e joga neste último dia do ano, quarta-feira 31 de dezembro de 2008, contra o Houston Rockets, no Toyota Center.
O Detroit Pistons passou pelo Milwaukee Bucks na noite deste sábado (27/12), em Detroit, e se manteve sozinho na quinta posição da Conferência Leste com 17 vitórias e 11 derrotas. O jogo terminou 87 a 76 e levou o time do Bucks para a oitava posição com 14 vitórias e 17 derrotas, ainda na zona dos playoffs mas cada vez mais ameaçado por Chicago, Philadelphia e outros times.
Pelo time do Detroit, vimos quatro jogadores acima da marca dos 15 pontos, um deles com duplo-duplo. Tayshaun Price fez 19 pontos, Allen Iverson marcou 18, Rasheed Walace também 18 (com 12 rebotes) e Rodney Stuckey com 16. Todos acima de suas médias na temporada, mas ainda assim o time ficou bem abaixo de sua média de 95 pontos por jogo. Talvez pelo mal desempenho de seus outros jogadores, que somados fizeram apenas 18 pontos. A defesa, entretanto, foi a principal arma do time, como disse seu técnico Michael Curry: “Tudo começou porque defensivamente fomos muito bom”, se referindo a um número de pontos bem inferior à média de 95 sofridos pelo time.
Do lado do Milwaukee, Andrew Bogut foi o destaque com 17 pontos e 10 rebotes, fazendo um duplo-duplo. Além dele, Ramon Sessions, com 12 pontos, foi muito bem-vindo do banco, como vem acontecendo nas últimas partidas. Ao contrário do Detroit, os pontos foram muito bem divididos e mesmo com apenas três acima de 10 pontos (Mbah a Moute fez 12 pontos), ao todo foram 11 os jogadores que pontuaram.
O treinador do Milwaukee, Scott Skiles, justificou ter colocado 12 jogadores em quadra, todos com mais de cinco minutos: “Porque eu estou colocando os outros caras, não significa que estou desistindo do jogo. Eu ainda tinha a intenção de ganhar o jogo”
No primeiro quarto, Detroit esteve na frente até a metade do quarto quando, numa bola de 3, Mbah a Moute colocou o Bucks na frente por 13×12. Porém, Detroit logo voltou à ponta e, no fim do período, marcou sete pontos seguidos, quatro deles de Iverson, que terminou os 12 primeiros minutos com 10 pontos. Pistons 27×21 ao final do quarto.
No segundo período, Detroit começou errando bastante, o que levou o time adversário a encostar no placar em menos de quatro minutos, chegando a 29×28 até o pedido de tempo do técnico Curry. O tempo não surtiu efeito; mais um minuto e a virada voltou a acontecer, com 33×31 na metade do quarto. O jogo permaneceu “lá e cá” até o término da primeira metade, e quem saiu em vantagem foi o Pistons, por 46×44. Bogut era o cestinha da partida até então com 12 pontos.
O terceiro quarto foi o grande diferencial da partida. Detroit marcou 10 pontos seguidos depois dos primeiros ataques serem concretizado para os dois times e, na metade do período, a partida já estava em 58×48. Wallace, numa cesta de 3, colocou o Pistons 15 pontos à frente faltando quatro minutos para o fim do período. As bolas de 3, aliás, não estavam calibradas para nenhuma das equipes. Detroit fez apenas três cestas em 18 tentativas, enquanto o rival acertou apenas uma em 12. Minutos depois, outra bola de 3 de Wallace colocou 17 pontos de vantagem, terminando o período 73×55 para o Detroit.
O quarto período foi tranquilo, com a diferença a favor de Detroit chegando a 82×67 faltando três minutos. O Milwaukee ainda esboçou uma reação, mas em vão devido às muitas falhas nas bolas de longa distância. No final, 87×76.
Agora, Detroit enfrenta o Orlando Magic neste domingo em Orlando enquanto o Milwaukee recebe o San Antonio Spurs na próxima segunda-feira.
Michael Redd começou o jogo quente, fez 16 de seus 21 pontos no primeiro quarto, e o Milwaukee Bucks derrotou o Miami Heat por 98 a 83, em Miami.
“Eu me diverti. Aceitei o desafio de Dwyane wade e tentei contê-lo. A gente estava determina a controlar o jogo”, disse Redd, que teve quatro cestas de três pontos no primeiro período.
Andrew Bogut contribuiu com 20 pontos e 11 rebotes, Charlie Villanueva fez 20. Foi a primeira vitória do Bucks fora de casa desde 20 de Novembro, contra o Charlotte Bobcats.
Esforço de wade não foi suficiente para superar o Bucks
Mario Chalmers liderou o Heat com 20 pontos, oito assistências e sete rebotes. Wade fez 15 pontos, na terceira derrota consecutiva do Heat.
O Bucks estava na frente por 27 a 15 mo período inicial. Enquanto Miami não conseguia atacar ordenadamente Milwaukee acumulava cestas de três, cinco no quarto.
O segundo período não mudou muito. Milwaukee começou fazendo 13 a 2, aumentando a vantagem para 40 a 21. O time da Flórida ainda tentou reagir, diminuindo o déficit para 68 a 50 no meio do terceiro período. Mas a defesa do Heat não resistiu ao ótimo jogo dos adversários.
Andrew Bogut, pivô do Milwaukee Bucks, vai ficar fora de ação por uma semana, podendo chegar até 10 dias. O australiano machucou o osso do joelho na derrota para o Orlando Magic.
John Hammond, gerente geral do Bucks, afirmou que a lesão apareceu nos exames feitos em Atlanta, onde o Bucks joga contra o Hawks.
Bogut tem médias de 11,4 pontos e 10,9 rebotes por partida nesta temporada.
O pivô do Phoenix Suns Shaquille O’Neal, companheiro do brasileiro Leandrinho, recebeu uma multa de US$ 25.000 após abusar verbalmente de um árbitro e não sair de quadra logo depois de ser expulso com uma falta flagrante 2 na vitória sobre o Detroit Pistons.
“Não importa. Não podem me controlar com multas, então não interessa”, disse Shaq.
Sobre a falta, Shaq falou:
“As leis da física dizem que um corpo em movimento permanece em movimento. Então, se dois objetos se encontram no ar, o menor vai cair com mais força. Nunca fui o tipo de jogador que machuca alguém, claro que fui atrás da bola. O carinha pequeno encontrou uma parede de tijolos”.
O ala/pivô do Boston Celtics, Kevin Garnett, foi suspenso por uma partida pelo incidente envolvendo o ala/pivô do Milwaukee Bucks, Andrew Bogut.
KG foi penalizado quando atingiu Bogut no rosto, na partida entre as equipes. Ele vai ficar de fora da partida contra o New York Knicks.
A NBA está estudando a confusão entre Kevin Garnett, do Boston Celtics, e Andrew Bogut, do Milwaukee Bucks, na partida entre as duas equipes. A liga pensa em mais penalidades para os atletas.
Segundo o porta-voz da NBA, Maureen Coyle, a liga vai olhar o incidente no quarto período. Qualquer nova multa ou suspensão será informada antes das partidas das equipes.
No lance o braço esquerdo de bogut acertou KG na boca. Garnett respondeu com o que pareceu como um “chega pra lá” com a mão esquerda, que pareceu atingir a testa de Bogut.
Normalmente qualquer contato acima dos ombros é uma suspensão automática.
Bogut
O Bucks deve afirmar que o contato de Bogut foi parte de sua ação após o arremesso. A liga já suspendeu Kobe Bryant, por uma ação parecida.
Durante a partida os dois receberam faltas técnicas, Bogut acabou expulso, já que foi sua segunda falta técnica. Garnett acabou saindo com seis faltas durante a prorrogação.
O Boston Celtics derrotou o Milwaukee Bucks por 102 a 97 na prorrogação, em Milwaukee. Paul Pierce fez 28 pontos e Ray Allen terminou com 27, Kevin Garnett cometeu sua sexta falta, com 1min48s para o final, deixando a partida. Richard Jefferson e Luc Richard Mbah a Moute terminaram com 14 pontos, cada, para o Bucks.
Pierce e Rondo ficam no chão, sentindo dores, após uma colisão
Mbah a Moute deu uma liderança de 95 a 93 para o Bucks, Pierce respondeu com uma cesta de três pontos. Um pouco depois KG fez sua cesta falta. Dan Gadzuric, que entrou no lugar de Bogut, após ele ser retirado da partida, acertou o único arremesso do Bucks na prorrogação. Com 1min07s a diferença era de um ponto, 97 a 96, em favor do Bucks.
Ramon Sessions machucou a cabeça após tentar buscar uma bola fora da quadra
Com 24s Allen recebeu uma falta, convertendo os lances-livres e dando a vantagem de um ponto para os atuais campeões. Jefferson errou um arremesso e Allen fez mais dois pontos.
Allen e Pierce comemoram uma cesta no final da partida
Perdendo por 100 a 97, com 10s para o final, Gadzuric errou um arremesso de dois pontos. Pierce pegou o rebote, levou uma falta, e acertou os dois lances-livres.
“A prorrogação foi boa. Depois de dois minutos de péssimo basquetebol os dois times melhoraram. Paul estava exausto e o Ray acertou uns arremessos importantes”, disse Doc Rivers, o treinador do Celtics.
O treinador do Milwaukee Bucks, que derrotou o San Antonio Spurs por 82 a 78, mandou o ala-pivô Andrew Bogut ser agressivo contra Tim Duncan. Bogut respondeu fazendo 10 pontos, mas pegou 17 rebotes. Richard Jefferson fez 16 de seus 19 pontos no segundo tempo. O Bucks jogou sem Michael redd, pela quinta partida consecutiva. O ala/armador está com uma torção no tornozelo.
Sessions recebe falta de Duncan
Duncan fez 24 pontos, o ala/pivô fez 14 dos 19 pontos de seu time no quarto período. Ainda sem Manu Ginobili e Tony Parker, machucados, Michael Finley fez 19 pontos.
Bowen tenta roubar bola de Jefferson
Milwaukee estava perdendo por 13 pontos quando começou a virada. Liderados por Jefferson que fez a cesta que deu a primeira liderança do Bucks no segundo tempo, 63 a 61, com 8min25s para o final. O Bucks aumentou a diferença para 10 pontos, 73 a 63, com 3min15s para terminar a partida.
Então Duncan tomou conta do jogo. Duncan fez seis pontos, com duas cestas e faltas consecutivas, diminuindo a diferença para 73 a 69. Ele acertou mais um lance-livre e teve mais uma jogada de três pontos, com cesta e falta, quando Bogut abraçou-o e, com 41s para o final, a diferença era de 75 a 73.
Ramon Sessions e Duncan fizeram bandejas e Charlie Bell fez dois pontos da linha do lance-livre, dando uma vantagem de 79 a 75 para o Bucks.
Finley respondeu com uma de três e Duncan, apelidada de Tim Duncan Robot pela consistência de seu jogo, errou um arremesso de perto, com 5s, que empataria a partida.
“Tive um arremesso de perto, para mandar para a prorrogação e errei. É frustrante, de qualquer maneira que se enxergue”, falou o ala/pivô.
Para alívio dos torcedores do Milwaukee Bucks, a contusão do pivô Andrew Bogut, um dos principais jogadores da equipe de Wisconsin, não é tão grave como se imaginava. O gigante australiano se lesionou durante as quartas-d-efinal dos Jogos Olímpicos de Pequim, na última quarta-feira, em partida contra os Estados Unidos, no qual a Austrália foi derrotada e deu adeus á chance de medalha na competição.
Com alguns dos exames já realizados, temores do atleta e do Bucks foram aliviados: “Os exames não mostram nenhuma fratura ou lesão séria”, afirmou o agente de Bogut, David Bauman, por telefone. “Foi uma torção grande e ele provavelmente precisará de algumas semanas de descanso e reabilitação”, disse.
John Hammond, gerente geral do Bucks, também fez declarações à imprensa mostrando alívio: “Até onde sabemos, a lesão não é tão séria como se pensava no início. É um grande alívio”, afirmou o cartola. O pivô de 23 anos já está em sua casa, localizada em Melbourne, Austrália, repousando e aguardando mais exames para saber o tempo exato que ficará de molho.
Nestes Jogos Olímpicos, Andrew Bogut participou de todos os seis jogos da Austrália na competição e teve médias de 12.3 pontos, 3.8 rebotes e 1.2 assistências. Na última temporada da NBA pelo Bucks, Bogut ostentou médias 14.1 pontos e 9.7 rebotes por embate.
A Austrália surpreendeu na última rodada da fase de classificação do torneio masculino de basquete das Olimpíadas de Pequim ao acabar com a invencibilidade da Lituânia com uma vitória arrasadora por 106 a 75 (55 a 29 no intervalo), terceiro triunfo seguido dos “Boomers” na competição. Os australianos tinham perdido todos os quatro duelos anteriores com os lituanos em Jogos Olímpicos, inclusive duas decisões da medalha de bronze, em Atlanta-1996 e em Sydney-2000, e também foram derrotados pelo país báltico naquele grupo do Brasil na primeira fase do Mundial do Japão-2006, então entraram em quadra muito motivados para derrubar esse tabu. Já a Lituânia, que já estava classificada em primeiro lugar no Grupo A com quatro vitórias, veio para o jogo com espírito de treino para as quartas-de-final e acabou sendo humilhada.
O pivô do Milwaukee Bucks Andrew Bogut foi o cestinha da partida marcando nove de seus 23 pontos no primeiro quarto vencido pela Austrália por 28 a 14, o primeiro escolhido do draft da NBA em 2005 só precisou de 16 minutos em quadra para ser dominante, convertendo sete em nove arremessos de quadra, incluindo todos os seus três chutes da linha de três pontos.
Andrew Bogut passa pela marcação de Javtokas
Bogut começou o jogo com tudo acertando quatro em cinco finalizações no quarto inicial inclusive uma bola de três. O ala-armador Brad Newley também teve 100% de aproveitamento em três tiros de longa distância e contribuiu para a vitória australiana com 16 pontos e três assistências. O cestinha da Lituânia foi o pivô Ksistof Lavrinovic com 14 tentos e oito rebotes. O armador Rimantas Kaukenas e o ala do Denver Nuggets Linas Kleiza, companheiro de time do brasileiro Nenê na NBA, encestaram 12 cada um. O time medalhista de bronze no Eurobasket-2007 vai encarar nas quartas-de-final o quarto colocado do Grupo B, que será o perdedor do jogo entre Grécia e China que começa às 3h30min (horário de Brasília).
Depois de apanhar feio da Croácia e da Argentina nas duas primeiras rodadas, a Austrália chegou a ser considerada carta fora do baralho, mas se recuperou com uma surra em cima do Irã, eliminou do torneio a campeã européia Rússia e surpreendeu de novo batendo a Lituânia com muita facilidade. Mesmo com a boa campanha (3V-2D), os “Boomers” terminam na quarta colocação do Grupo A e vão enfrentar a poderosa seleção americana nas quartas-de-final, mesmo que a campeã olímpica Argentina perca para os russos no fechamento da rodada haveria um tríplice empate na classificação, mas argentinos e croatas levam vantagem no confronto direto e também no saldo de cestas, a vitória da Croácia sobre o Irã na abertura da rodada já havia garantido para os europeus a terceira posição e o cruzamento com a campeã mundial Espanha na fase eliminatória na quarta-feira.
Newley faz bandeja marcado por Siskauskas
A esperança da Austrália para as quartas-de-final se baseia no fato de ter sido o time que perdeu pela menor diferença de pontos para os Estados Unidos neste ano, jogando sem Andrew Bogut foi derrotada por apenas 87 a 76 no último amistoso de preparação da seleção americana em Xangai antes da chegada à capital chinesa. A Lituânia mostrou que não se pode dar mole com essa equipe australiana muito veloz e atlética, só esteve à frente no placar por dois pontos no primeiro quarto, mas depois foi amplamente dominada, perdendo a etapa inicial por 28 a 14 e o segundo período por 27 a 15, aí a fatura já estava decidida com uma diferença de 26 pontos no intervalo. No terceiro quarto os lituanos melhoraram um pouco ganhando a parcial por 22 a 20, mas os “Boomers” explodiram de vez a tradicional seleção européia com um último quarto de 31 a 24, a diferença chegou a uma máxima de 38 pontos, parecia até um confronto com o lanterna Irã e não com os líderes do grupo.
A Lituânia desperdiçou incríveis 25 posses de bola contra 16 turnovers do time da Oceania e o grande diferencial em favor da Austrália foi o alto aproveitamento nas bolas de três pontos, excepcionais 64% com 16 cestas em 25 tiros de longa distância, enquanto os europeus só acertaram sete em 24 triplos tentados (apenas 29%), embora seu aproveitamento nas bolas de dois pontos tivesse sido melhor (64% contra 53%), os ataques prevaleceram sobre as defesas e oito jogadores australianos converteram bolas de três, três tiveram 100% de acerto em três tentativas (Bogut, Anstey e Newley). Principal estrela do time e porta-bandeiras da Lituânia no desfile de abertura das Olimpíadas, o armador Sarunas Jasikevicius decepcionou marcando apenas dois pontos e cinco assistências em 20 minutos de ação nos quais errou quatro em cinco arremessos de quadra.
Jasikevicius arremessa à frente de Bogut
A Austrália teve um melhor desempenho coletivo com um bom número total de 21 assistências e seis jogadores pontuando em dígitos duplos, também se destacaram o pivô Chris Anstey com 13 pontos e quatro passes para cesta, e o armador Patrick Mills com esta mesma pontuação e quatro rebotes, David Barlow e Glen Saville encestaram 10 cada. O nocaute dos “Boomers” foi definido nos cinco minutos finais segundo quarto com uma arrancada de 16 a 2, depois bastou administrar a grande diferença no marcador, e vale lembrar que na fase de amistosos eles deram mais trabalho aos americanos do que os lituanos, facilmente dominados com Kobe Bryant colocando Jasikevicius no bolso. O estilo de jogo americanizado da Austrália cai bem na atitude da equipe como franco-atiradora nas quartas-de-final.
“Nós jogamos contra uma potência mundial européia hoje, eles são como os militares. Já tinham entrado em quadra e chutado nossos traseiros muitas vezes, mas jogamos uma partida de basquete muito boa e estou bastante orgulhoso disso”, afirmou o técnico Brian Goorjian, que não quis falar muito sobre sua tática para o jogo contra os Estados Unidos favoritos à medalha de ouro.
Kleiza tenta arremesso marcado por David Andersen
“Não existe plano de jogo para enfrentar os EUA, temos uma chance de dar um golpe neles, estou confiante de que vamos entrar lá e jogar bola. Não sei se podemos ou se não podemos vencer. Gosto da maneira como estamos jogando, nem quero olhar as fitas. Eu quero que nosso país tenha orgulho de nosso time. Todo mundo na Austrália estará assistindo a esse jogo, tomara que nós joguemos bem como fizemos hoje”, completou o treinador.
Desde a fase de amistosos, a seleção americana tem sido mais dominante e focada nas vitórias justamente contra os adversários mais fortes, depois de derrotar Angola por 97 a 76 em ritmo de treino arrasou a vice-campeã mundial Grécia e mais ainda a campeã mundial Espanha. Nos amistosos, após darem um banho de bola em cima da Lituânia, deram mole contra a Austrália.
A seleção lituana destacou que esse último jogo não tinha importância de classificação e prometeu jogar muito melhor no provável confronto contra a China de Yao Ming na quarta-feira.
“Com o time que nós temos, este resultado definitivamente não abala nossa confiança. Eles (australianos) entraram em quadra bem e fizeram uma ótima partida. Nós relaxamos, pensamos que tudo já estava resolvido”, disse o ala Linas Kleiza.
“Parabéns para a Austrália. Eles jogaram de forma fantástica, fizeram uma defesa muito agressiva e foram bem-sucedidos no ataque. Nós jogamos muito mal. Não foi nosso dia. Nossos jogadores começaram a pensar nas quartas-de-final cedo demais, mas eu acredito em meu time e nos meus jogadores”, concluiu o técnico lituano Ramunas Butautas.
FICHA TÉCNICA
AUSTRÁLIA 106 (28 + 27 + 20 + 31)
C.J. Bruton (3 pontos e 3 assistências), Brad Newley (16 pontos e 3 assistências), David Barlow (10 pontos e 3 rebotes), Chris Anstey (13 pontos e 4 assistências), Andrew Bogut (23 pontos e 1 rebote), Glen Saville (10 pontos e duas assistências), Patrick Mills (13 pontos, 4 rebotes e 3 assistências), Mark Worthington (7 pontos, 3 rebotes e 3 assistências), Shawn Redhage (5), Matt Nielsen (2), David Andersen (2) e Joe Ingles (2). Técnico: Brian Goorjian.
LITUÂNIA 75 (14 + 15 + 22 + 24)
Sarunas Jasikevicius (2 pontos e 5 assistências), Rimantas Kaukenas (12 pontos e 2 rebotes), Linas Kleiza (12 pontos e 5 rebotes), Robertas Javtokas (4 pontos e 2 rebotes), Ksistof Lavrinovic (14 pontos, 8 rebotes e 3 assistências), Ramunas Siskauskas (10), Mindaugas Lukauskis (6), Darjus Lavrinovic (5), Simas Jasaitis (6), Jonas Maciulis (4), Marius Prekevicius (0) e Marijonas Petravicius (0). Técnico: Ramunas Butautas.
A Austrália garantiu uma das vagas do Grupo A nas quartas-de-final do torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 ao derrotar a Rússia por 95 a 80 (49 a 33 no primeiro tempo), neste sábado. O pivô Andrew Bogut, muito criticado em seu país por render abaixo do esperado na competição, se redimiu ao liderar a equipe em pontos (22) e rebotes (8), além de protagonizar alguns belos lances. O armador CJ Bruton também foi cestinha, com 22 pontos.
O resultado deixa a Austrália comseis pontos, duas vitórias e duas derrotas antes da última rodada, em que encara o líder do grupo, Lituânia. O time ainda pode ser alcançado pela Rússia, caso a equipe derrote a atual campeã olímpica, Argentina, mas tem vantagem no confronto direto. “Ninguém acreditou em nós além de nós mesmos. Todo mundo está duvidando de nós. As pessoas não achavam que chegaríamos à segunda fase, então isto é uma conquista. Este era nosso objetivo antes das Olimpíadas”, desabafou Bogut.
Agora que a classificação é realidade, entretanto, os australianos querem mais. “Ainda temos um jogo por disputar. Queremos derrotar a Lituânia. Se não vencermos este jogo, sabemos que é encontro marcado com os Estados Unidos”, afirmou o pivô.
Bogut salta e enterra em cima de Vorontsevich no melhor momento da partida
Os australianos começaram forte e abriram 8 a 2 com menos de três minutos de jogo, em uma cesta de 3 de Bruton. Os russos acertaram a mão e diminuíram para 13 a 12, mas cometia faltas do outro lado que permitiram ao time da Oceania permanecer na frente e marcar oito pontos consecutivos, saindo do primeiro quarto com 27 a 16 no placar. A seqüência ainda cresceu com cinco pontos de David Andersen no início do segundo quarto, levando a diferença a 14 pontos.
Os atuais campeões europeus simplesmente pareciam perdidos em quadra. Incapazes de parar Bogut, que marcou mais cinco pontos seguidos no meio do período, e incapazes de parar os chutes de 3, como o de Bruton logo depois para abrir 45 a 29. Bogut fez também a última cesta do primeiro tempo, marcando 49 a 33 para a Austrália no intervalo. Os russos tinham apenas 38% de aproveitamento nos chutes de 2 pontos, perderam oito bolas e só recuperaram quatro, enquanto os “Post Boomers” faziam valer o apelido (algo como “Explosivos do poste”, ou “Explosivos do garrafão”), com 53% nas cestas de 2 e 92% nos lances livres.
A Rússia mudou de atitude no início do segundo tempo e voltou a exibir a defesa tenaz que a caracterizou nos três primeiros jogos da competição. Deu resultado: o time causou três turnovers e marcou os primeiros nove pontos do terceiro quarto diminuindo para 49 a 42. O técnico australiano Brian Goorjian pediu tempo para botar ordem na casa e a equipe voltou a chutar de 3. Bruton e Anstey marcaram triplos consecutivos para abrir 16 de vantagem, mas Vorontsevich e Holden responderam para cortar o déficit a 14, 69 a 55, ao final do período.
O último quarto foi equilibrado na primeira metade, mas Bogut marcou quatro pontos, incluindo uma enterrada poderosa em cima de Vorontsevich, numa arrancada de 9 a 2 para fazer 83 a 62 com 4min31s restando (veja o lance de Bogut). Os russos ainda tinham uma última reação na manga e causaram mais quatro turnovers em uma seqüência de 13 a 3, reduzindo para 86 a 75 com 1min56s no relógio. Pouco depois, a assistência de Holden resultou no sexto triplo de Khryapa, levando a margem a apenas 10 pontos. Entretanto, Matt Nielsen acertou dois lances livres e Bogut acrescentou uma cesta de 3 com 33,9s por jogar para praticamente decretar o triunfo.
Briton faz uma bandeja; Khryapa encesta uma de suas seis bolas de 3 pontos
No final, os números não traduziram muito bem o domínio australiano, exceto pela disparidade em lances livres: os Boomers foram 34 vezes à linha de penalidade e converteram 24, contra apenas 15 tentativas para os russos, que talvez tivessem melhores chances se fossem mais agressivos no ataque e menos violentos na defesa. “Você tem de tirar o chapéu para a Austrália. Eles jogaram ótimo basquete e não há como negar que foram muito melhores. É muito decepcionante para nós. A forma que jogamos, não antecipamos isto. Eu sabia antes deste torneio que não éramos o mesmo time do ano passado. Tivemos muitas dificuldades, Muitas coisas infelizes que aconteceram pelo caminho, e simplesmente não achamos um jeito de nos recuperarmos. Temos de aceitar a responsabilidade por nossa atuação hoje”, disse o técnico David Blatt, que assumiu a seleção russa no ano passado e a liderou ao título europeu em sua primeira competição.
Para os russos, foi um desperdício da bela atuação do ala Viktor Khryapa, que se diz apenas “85%” recuperado de uma lesão no tornozelo, mas acertou todos os seus seis chtes de 3 pontos para terminar com 21 pontos e 9 rebotes. O armador JR Holden novamente foi destaque, com 20 pontos, 6 assistências e 4 rebotes, e o pivô Alexei Savrasenko acrescentou 16 pontos, mas não conseguiu conter Bogut.
O jogador do Milwaukee Bucks, primeiro selecionado do draft da NBA de 2005, vem sendo bastante cobrado tanto em Milwaukee quanto na Austrália, a ponto do técnico Goorjian sair em sua defesa na última quinta-feira, dizendo que o pivô não é o culpado pelas duas derrotas da equipe no torneio e que o time inteiro precisava responder. Bogut fez sua parte, com 22 pontos e 8 rebotes, e a equipe também. O reserva David Andersen, conhecido dos russos por atuar no CSKA Moscou, acrescentou 11 pontos e 5 rebotes e combinou com Bogut para acertar sete de nove chutes de quadra no primeiro tempo, abrindo espaços para os chutes de perímetro. Ninguém aproveitou isso melhor do que Bruton, que acertou quatro bolas de 3 e foi um verdadeiro general para os Boomers, acumulando 22 pontos, 6 assistências, 4 rebotes e 2 roubos.
“Andrew Bogut é a fundação deste time, mas ele não pode carregá-lo. Quando vencemos, ele é ótimo, quando perdemos, é culpa do Andrew Bogut. Ele foi ótimo hoje. Eu pensei que ele foi muito bem no último jogo e acho que ele lida com os altos e baixos bem”, disse Goorjian.
Se Bogut correspondeu, o ala Andrei Kirilenko, astro do Utah Jazz, decepcionou pela Rússia. AK-47, que usa a camisa 7 na seleção, teve 6 rebotes, 5 assistências, 3 roubos e 1 toco, mas errou nove de seus 10 arremessos e só marcou 6 pontos no total, além de perder 3 bolas. Apesar da boa produção geral, Holden também cometeu 6 desperdícios. “Estamos muito decepcionados. Não vamos passar de fase e isto é uma decepção enorme para nós”, limitou-se a dizer Kirilenko.
FICHA TÉCNICA
RÚSSIA (16 + 17 + 22 + 25 = 80)
JR Holden (20 pontos e 6 assistências), Victor Keyru (1), Andrei Vorontsevich (3 pts e 6 rebs), Andrei Kirilenko (6 pts, 6 rebs, 5 asts) e Alexey Savrasenko (16). Entraram depois: Viktor Khryapa (21 pontos e 9 rebotes), Vitaly Fridzon (3), Zakhar Pashutin (5), Sergey Bykov (5), Sergey Monya (0) e Nikita Morgunov (0). Técnico: David Blatt
AUSTRÁLIA (27 + 22 + 20 + 26 = 95)
CJ Bruton (22 pts, 6 asts, 4 rebs), Brad Newley (9), David Barlow (0), Matt Nielsen (11) e Andrew Bogut (22 pts e 8 rebs). Entraram depois: Patrick Mills (6), David Andersen (11 pts e 5 rebs), Chris Anstey (8) e Mark Worthington (6 pts e 5 rebs). Técnico: Brian Goorjian
A atual campeã olímpica Argentina se recuperou do revés sofrido na estréia em grande estilo. O time portenho passou sem maiores dificuldades pela Austrália por 85 a 68 (39 a 29 no primeiro tempo) no duelo que encerrou a segunda rodada do basquetebol masculino nos Jogos Olímpicos de Pequim. Os grandes responsáveis pelo triunfo argentino foram Manu Ginóbili, 21 pontos, Luis Scola, 17, e Carlos Delfino, autor de 14 tentos.
Com a vitória, a Argentina subiu para a terceira colocação no grupo A do torneio masculino dos Jogos de Pequim. A equipe do técnico Sergio Hernandez está atrás apenas da Lituânia e Croácia, invictas no campeonato. Já a Austrália amargou seu segundo revés atá aqui e ocupa a penúltima posição no grupo, com duas derrotas. Pela equipe australiana o destaque foi o armador reserva Patrick Mills, que fez uma grande partida e terminou com 22 pontos. Já a estrela do time, o pivô Andrew Bogut, até jogou com mais vontade, mas decepcionou novamente, o gigante de 23 anos fez sete pontos e pegou quatro rebotes.
Começo fulminante da Argentina: Disposta a se recuperar da dramática derrota na estréia para a Lituânia, a seleção argentina começou o duelo contra a Austrália com tudo. Os jogadores portenhos mostraram muita disposição, sufocando os australianos na defesa, marcando pressão quadra toda e não permitindo arremessos por parte do time oceânico. Já no ataque, a equipe do técnico Sergio Hernandez movia a bola com rapidez e eficiência, abrindo facilmente dez pontos de vantagem com 2min30seg jogados, 11 a 1. A primeira cesta australiana só veio com 3min de jogo com um contra-ataque perfeito concluído por David Barlow.
Apesar do primeiro arremesso conectado, a equipe do técnico Brian Goorijan não conseguiu deslanchar e continuou sofrendo com a forte marcação imposta pelos argentinos. Se de um lado tudo estava e dava errado, pelo lado sul-americano tudo corria muito bem. Pablo Prigioni mostrou que estava inspirado no início de partida ao conectar um belíssimo chute de 3 seguido de uma bandeja perfeita. A gota d’agua para o treinador australiano foi uma bola de 3 conectada por Manu Ginóbili, que dilatou a diferença para 18 pontos, 23 a 5, forçando um pedido técnico da Austrália. Após a parada técnica a Austrália melhorou, tanto em sua produção ofensiva quanto na parte defensiva e reduziu o prejuízo para 12 pontos ao final do primeiro quarto, 11 a 23.
Pequena reação australiana: Após reclamar bastante com a arbitragem do cronômetro que zerou o primeiro quarto antes do tempo, os argentinos entraram para o segundo quarto famintos e mostraram essa disposição com uma jogada de 3 pontos do pivô Fabricio Oberto seguida de outra do ala-armador Carlos Delfino, aumentando a diferença para 18 tentos, 29 a 11. Entretanto, a equipe da Oceânia começou a reagir com a entrada dos reservas. Uma bola de 3 do ala Mark Worthington seguida de uma bela jogada individual de Andrew Bogut cortou a diferença para onze pontos, 20 a 31, com 5min para o fim da parcial. A partir daí o nervosismo dos jogadores tomou conta da partida, o jogou passou a ser catimbado e muito truncado, a torcida chinesa ficou cerca de 2min sem ver a redinha balançar.
O cesto só voltou a balançar com uma troca de passes perfeita da Argentina, concluída com um chute preciso do ala do Chicago Bulls Andres Nocioni. Todavia, a resposta australiana foi rápida com um tapinha do ala-pivô Matt Nielsen. Após ter começado mal o duelo, o pivô do Milwaukee Bucks Andrew Bogut começou a comandar o garrafão, tanto na defesa quanto no ataque. O gigante de 23 anos forçou uma falta ofensiva de Manu Ginóbili e completou sua jogada do outro lado da quadra com um gancho preciso, reduzindo a diferença, 24 a 34. Foi aí que o técnico Sergio Hernandez recolocou os titulares na quadra para frear a reação australiana. E a estratégia do treinador portenho deu certo, pois Luis Scola e Fabricio Oberto deram conta de Bogut no garrafão e a Argentina voltou a abrir, 39 a 24. Nos últimos 30seg de primeiro tempo, a Austrália ainda conseguiu reduzir a distância indo para o intervalo com dez pontos de desvantagem, 29 a 39.
Argentina freia reação australiana: O terceiro quarto foi um retrato do primeiro tempo. A Argentina, assim como nos dois quartos anteriores, começou melhor e sufocou a Austrália nos primeiros minutos, o atual campeão oceânico, obviamente, sentiu a pressão e permitiu que a equipe sul-americana reabrisse uma vantagem confortável. Nestes primeiros minutos de terceiro quarto o ala-pivô Luis Scola, que joga no Houston Rockets, foi um jogador importantíssimo para a Argentina. Ele cavou faltas, fugiu bem da marcação australiana e deitou e rolou no ataque. Os Aussies, como são chamados os australianos, até ensaiaram uma reação na metade do período, mas em nenhum momento conseguiram reduzir a distância para menos de dez tentos, pelo contrário, os comandados de Brian Goorijan permitiram que a Argentina dilatasse sua vantagem para 17 pontos ao final do terceiro período, 63 a 46.
O último período teve início com uma bela infiltração do ala David Barlow. Porém, quem esperava uma enxurrada de cestas nos 10 minutos finais se frustrou com o início ruim das duas equipes. O baixinho armador australiano Patrick Mills errou um arremesso e logo após mostrou como não é que se faz, pois pegou o rebote ofensivo e errou de novo. O erro australiano foi seguido da mira torta de Luis Scola, o show de erros só foi encerrado com uma cesta de Carlos Delfino dentro do garrafão. O jogo permaneceu morno nos minutos seguintes, a Austrália, impotente, não conseguia cortar a diferença e a seleção atual campeã olímpica mantinha sua vantagem. Com 5min30seg para o fim a diferença argentina chegou ao ápice com um arremesso perfeito do perímetro de Delfino, 70 a 50 para os hermanos.
“Gêniobili” acaba com esperanças dos rivais: O valente Patrick Mills insistia em manter a Austrália no jogo com uma série de infiltrações bem sucedidas, mas a Argentina tinha Scola, Ginóbili e Delfino. O trio de estrelas da equipe sul-americana não deixava que o rival diminuísse a diferença para menos de 15 pontos e controlava o jogo até com certa tranquilidade. Nos minutos finais de embate os Aussies ainda tentaram dar emoção à partida, chegando a reduzir a distância para 10 pontos a 2min do término, 74 a 64. Mas Ginóbili, em grande noite, fez questão de acabar com as esperanças do adversário com um arremesso perfeito de 3. No minuto final a Argentina apenas cadenciou o jogo e esperou o cronômetro zerar para garantir sua primeira vitória nos Jogos Olímpicos de Pequim.
FICHA TÉCNICA
ARGENTINA (23 + 16 + 24 + 22 = 85)
Pablo Prigioni (8 pts), Emanuel Ginóbili (21 pts e 7 assts), Andres Nocioni (6 pts e 8 rebs), Luis Scola (17 pts e 7 rebs) e Fabricio Oberto (12 pts). Entraram depois: Carlos Delfino (14 pts), Paolo Quinteros (0), Juan Gutierrez (0), Antonio Porta (0), Leonardo Gutierrez (3 pts), Javier Gonzalez (4 pts) e Guilherme Kammerichs (0). Técnico: Sergio Hernandez
AUSTRÁLIA (11 + 18 + 17 + 22 = 68) C.J. Bruton (2 pts), Brad Newley (11 pts), David Barlow (6 pts), Matt Nielsen (3 pts) e Andrew Bogut (7 pts e 4 rebs). Entraram depois: David Andersen (10 pts e 6 rebs), Patrick Mills (22 pts), Glen Saville (3 pts), Mark Worthington (2 pts), Shawn Redhage (1 ast), Chris Anstey (1 reb e 1 ast) e Joe Ingles (2 pts). Técnico: Brian Goorijan
O pivô Andrew Bogut vai assinar um contrato de cinco anos e US$ 72,5 milhões com o milwaukee Bucks. O acordo deve ser fechado na sexta-feira, dia 11 de Julho.
O novo contrato deve responder às pessoas que afirmaram que o time não estava tentando ser competitivo. Com a troca por Richard Jefferson, Milwaukee tenta seguir melhorando.
Bogut, que teve médias de 14,3 pontos e 9,8 rebotes por partida na última temporada, deve começar os treinos com a seleção australiana, para as Olimpíadas, nesta semana.